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Roberto Carlos reitera majestade vocal na ‘experiência um pouco rara’ de fazer live

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Com roteiro que surpreendeu ao incluir 'Caminhoneiro', 'Jesus salvador' e 'Todos estão surdos', apresentação ao vivo do cantor foi vista por mais de 'um milhão de amigos' na noite do 79º aniversário do artista. Resenha de live Artista: Roberto Carlos Data: 19 de abril, das 19h45 às 20h30m Cotação afetiva: * * * * * ♪ Assim que Roberto Carlos começou a interpretar a canção Como é grande o meu amor por você (1967), música que iniciou a primeira live do cantor na noite deste domingo, 19 de domingo, ficou evidente que o Rei ainda conserva a majestade vocal com emissão e afinação raras. E isso significa muito na trajetória de um artista que completou 79 anos de vida no dia dessa live histórica sem perder a fidelidade do público que o vem acompanhando em muitos dos 61 anos de carreira iniciada em 1959. Conceituada pelo cantor como “uma experiência um pouco rara para mim”, a live de Roberto Carlos reforçou os laços do Rei com os súditos. Nas brechas do roteiro da apresentação ao vivo dirigida por Boninho e transmitida pelo Globoplay e pelo canal oficial de vídeo do cantor (com as duas primeiras músicas exibidas pelo programa Domingo do Faustão), Roberto reforçou o uso da máscara para evitar a contaminação pelo coronavírus e, mais tarde, exaltou os heróis que trabalham durante a pandemia como os profissionais de saúde e os caminhoneiros. O segundo comentário também foi pretexto para a lembrança de Caminhoneiro (Roberto Carlos e Erasmo Carlos com inspiração em Gentle on my mind, canção de 1967 do compositor John Hartford). Sucesso que impulsionou o álbum lançado pelo artista brasileiro em 1984, Caminhoneiro foi a surpresa de roteiro que também incluiu Canzone per te (Sergio Endrigo e Sergio Bardotti, 1968), balada em italiano com a qual Roberto venceu o Festival de San Remo em 1968. Antes, Roberto deu voz à canção motivacional É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) e à já esperada Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971) na companhia do maestro Eduardo Lages e do músico Tutuca Borba nos teclados posicionados com distância estratégica no estúdio do cantor no bairro carioca da Urca.. Roberto Carlos com os músicos Tutuca Borba (ao centro) e Eduardo Lages Reprodução de vídeo Propagador da fé católica, Roberto Carlos fez oração em forma de canto quando reviveu Nossa Senhora (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993), uma das mais belas páginas do cancioneiro religioso do compositor devoto. Um coro pré-gravado realçou o tom sacro do número. “(Sobre) essa canção eu não preciso dizer nada. Ela por si diz tudo”, ressaltou antes de cantar Nossa Senhora. Número dedicado ao público dos países de língua hispânica, nos quais o cantor iniciou carreira em 1965, a fraterna canção Amigo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1977) teve trechos cantados em espanhol. Declaração de amor feita por Roberto para a mulher Maria Rita (morta em 1999) em forma de música, Eu te amo tanto (1998) também integrou o repertório dessa apresentação inédita na longa trajetória do artista. “Solta a batera”, pediu Roberto, solicitando a base pré-gravada que incrementou o canto humanista de Todos estão surdos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971), mix de rock e black music com vocais falados. Roberto Carlos canta músicas como 'Detalhes' e 'É preciso saber viver' em live Reprodução de vídeo “Me atrapalhei um pouco nessa música. Enrolei a letra. Isso acontece nos shows”, justificou Roberto com leveza e sem culpa após o número. Na sequência, Jesus salvador (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1994) reforçou a mensagem humanista do número anterior sob o mesmo foco cristão. Spiritual do álbum de 1970, Jesus Cristo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) fechou o roteiro musical, mas um prefixo instrumental do Parabéns para você arrematou a live com direito a um bolo cortado pelo aniversariante ao som da base de Jesus Cristo. A live foi de fato “uma experiência um pouco rara” na carreira de Roberto Carlos, acompanhada por muito mais de um milhão de amigos do rei da voz.

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Ivy é eliminada do ‘BBB20’ com 74,17% dos votos

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Thelma e Rafa se salvaram e permaneceram na casa. Rafa venceu a prova do líder e novo paredão foi formado com Babu, Manu e Mari. Ivy é eliminada do 'BBB20' Reprodução/TV Globo Ivy foi a eliminada do "BBB20" neste domingo (19) com 74,17% dos votos. Ela foi a 15ª participante a deixar a casa. Com isso, Rafa e Thelma, que também estavam no paredão, continuam no reality show. Thelma recebeu 19,52% dos votos. Já Rafa levou 6,31%. Ao sair, a modelo agradeceu: "Obrigada BBB! Foi lindo, foi lindo!". Na conversa com Tiago Leifert após deixar o confinamento, Ivy contou que se sentiu muito bem com Mari e Marcela. "Eu me sentia muito bem com todo mundo, mas eu fiquei muito feliz nesses últimos dias com a Mari. Melhor experiência da minha vida é ser mãe. A segunda é o Big Brother Brasil", finalizou. Depois da eliminação foi realizada a prova do líder, que foi vencida por Rafa. Na sequência, foi feita a formação de um novo paredão. A líder indicou Mari. Manu foi escolhida pela casa e indicou Babu. Babu, Manu e Mari estão no paredão. Eliminação será nesta terça-feira (1) Reprodução/TV Globo

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Matthew Seligman, baixista que tocou com David Bowie no Live Aid morre por causa do coronavírus

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Músico que atuava como advogado não resistiu após duas semanas internado em um hospital no sul de Londres. Ele também tocou com Sinéad O'Connor e Morrissey. O baixista Matthew Seligman, que morreu na sexta-feira (17) Reprodução/Facebook Matthew Seligman O baixista Matthew Seligman, de 64 anos, que tocou com David Bowie no show Live Aid em 1985, morreu por causa do coronavírus em Londres, de acordo com o jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, o músico que atuava como advogado nos últimos anos não resistiu após passar duas semanas internado em um hospital no sul de Londres. Amigos informaram que ele faleceu na sexta-feira (17). Ainda de acordo com os amigos, Seligman teria contraído a doença do irmão Simon, que esteve internado em um hospital e também morreu recentemente, mas por causas não relacionadas à Covid-19. Seligman tocou na banda psicodélica pós-punk The Soft Boys, liderada por Robyn Hitchcock, depois de se formar na Universidade de Cambridge, e teve passagens curtas nos Thompson Twins e na banda de Thomas Dolby. O baixista tornou-se um músico de sucesso quando tocou com Bowie no single Absolute Beginners e no show Live Aid em 1985, assim como com artistas como Sinéad O'Connor e Morrissey. Seligman deixa dois filhos e sua parceira, Mami Kanai. Initial plugin text

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Discos para descobrir em casa – ‘Essa é a sua vida’, João Bosco, 1981

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Essa é a sua vida', de João Bosco Arte de Elifas Andreato ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Essa é a sua vida, João Bosco, 1981 ♪ Cantor, compositor e violonista mineiro revelado em 1972, no Disco de Bolso do jornal O Pasquim que o debutante mineiro dividiu com o então já soberano Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), João Bosco chegou ao Brasil sobretudo através da voz avalizadora de Elis Regina (1945 – 1982). Atenta aos sinais, a antenada cantora logo se apropriou da parceria nascente de Bosco com o carioca Aldir Blanc, bamba das letras. Elis lançou várias obras-primas da dupla entre 1972 e 1979. Nesse período, Bosco construiu paralelamente, a partir de 1973, discografia como cantor na gravadora RCA. Pela RCA, Bosco gravou sete álbuns de 1973 a 1981. Alguns, como Caça à raposa (1975) e Galos de briga (1976), ajudaram a projetar a voz e a imagem do cantor em escala nacional. Outros, como Bandalhismo (1980), passaram despercebidos. Foi também o caso do derradeiro álbum de Bosco na companhia, Essa é a sua vida, disco produzido por Bosco, arranjado pelo pianista Cristovão Bastos e lançado em 1981 com repertório inteiramente autoral pautado por regravações de músicas que o artista cedera para outros intérpretes e que até então nunca registrara na própria discografia. A única entre as dez parcerias de Bosco e Blanc que já havia sido gravada por Bosco na própria obra fonográfica era Agnus sei (1972), justamente o título inaugural da parceria, lançado em 1972 no mencionado Disco de Bolso do Pasquim. Composição intrincada, Agnus sei reapareceu no álbum Essa é a sua vida com arranjo calcado na interação do violão de Bosco com as cordas e com as percussões tocadas por Chacal, Cidinho e Gilberto D'Ávila. O violão de Bosco, a propósito, conduziu a tensão que moveu a abordagem de Cabaré (1973), música lançada há oito anos na voz de Elis. A seleção de repertório do álbum Essa é a sua vida rebobinou sucessos como Corsário (1975), música lançada por Ney Matogrosso no primeiro álbum solo do cantor revelado como vocalista do grupo Secos & Molhados, mas também reapresentou composições que soaram como inéditas, caso de Perversa (1980), canção sobre o torpor do ciúme lançada no ano anterior pela cantora Malú Moraes e abordada em 1981 por Cristina Buarque. Bafejada pelos sopros do trompete de maestro Nelsinho e do saxofone alto de Oberdan Magalhães (1945 – 1984), a canção De partida (1976) também soou como novidade para quem desconhecia a obscura gravação feita por Elizeth Cardoso (1920 – 1990) cinco anos antes. Aberto pelo bolero Amigos novos e antigos (1974), lançado por Maria Alcina um ano antes de ter batizado álbum editado por Vanusa em 1975, o álbum Essa é a sua vida resultou tenso na maior parte das dez faixas. O clima somente desanuviou na regravação de Foi-se o que era doce (1974) por conta da efervescência rítmica desse samba maxixado lançado na voz esfuziante da mesma Maria Alcina, com letra em que Aldir Blanc mostrou a habilidade para fazer crônicas sociais em versos que caíam no suingue sem perder o ritmo. O frenesi rítmico também ditou a regravação do choro Títulos de nobreza (1975), composto por Bosco e Blanc para a cantora Ademilde Fonseca (1921 – 2012), como já sugeria o subtítulo Ademilde no choro. Pouco conhecida, a música-título Essa é a sua vida (1979) já tinha ganhado o violão de Bosco na gravação original feita pela cantora Aline. Música apresentada por Elis Regina em 1973, O caçador de esmeralda – música assinada por Bosco e Blanc com a adesão de Cláudio Tolomei – completou e fechou o repertório de Essa é sua vida, disco editado com capa criada por Elifas Andreato sem a maestria habitual do artista gráfico. Álbum gravado por Bosco para encerrar contrato com a RCA, gravadora com a qual o cantor já vivia relação desgastada naquele ano de 1981, Essa é a sua vida encerrou ciclo na discografia de Bosco. Contratado pela Ariola, companhia então recém-instalada no Brasil, o artista prosseguiu a carreira fonográfica com o álbum Comissão de frente (1982) e com o primeiro disco ao vivo, editado em 1983. Mais tarde, já na Barclay, o cantor lançou Gagabirô (1984), último disco calcado na emblemática parceria de Bosco com Aldir Blanc. Uma das pedras fundamentais da MPB na década de 1970, essa parceria gerou ótimos álbuns ainda a serem descobertos, caso em especial de Essa é a sua vida.

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Ator da Broadway tem a perna amputada após complicações por causa do coronavírus

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Nick Cordero teve problema de coagulação e medicamentos afetaram seu intestino, segundo a esposa. Ele foi indicado ao Tony Awards, principal premiação do teatro americano. Nick Cordero em foto de abril de 2014 Brad Barket/Invision/AP O ator da Broadway, Nick Cordero, precisou amputar a perna direita por conta de complicações por causa do coronavírus, segundo informou sua mulher neste sábado (18). A estrela indicada ao Tony Awards luta contra a Covid-19 há mais de duas semanas. Segundo Amanda Kloots, o marido começou a ter problemas de coagulação na perna direita e o sangue não conseguia chegar até os pés. Ainda de acordo com Kloots, o ator fez tratamento com anticoagulantes, que corrigiram o problema, mas começaram a afetar sua pressão arterial e causando sangramento no intestino. Kloots usou a hashtag #wakeupnick (#acordenick, em português) e pediu aos fãs que enviassem seus vídeos dançando e pedindo para que ele acordasse. "Ele passou pela cirurgia, que é realmente grande porque obviamente seu corpo está muito fraco", disse Kloots. "Espero que ele apenas relaxe e descanse." Segundo ela, tudo correu bem. Seus amigos iniciaram uma campanha para ajudá-los a pagar as contas do hospital e tornar sua cadeira de rodas acessível, disse Kloots. Initial plugin text

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Teresa Cristina semeia afeto, empatia e seguidores com série diária de lives nas madrugadas

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Cantora carioca vem se destacando na onda de apresentações virtuais pela sedutora informalidade com que dá voz, a capella, a músicas de compositores como Chico Buarque e Paulinho da Viola. Teresa Cristina em live feita na madrugada de domingo, 19 de abril Reprodução de vídeo ♪ ANÁLISE – Entre goles de cerveja, Teresa Cristina lembrou, em live na madrugada de domingo, 19 de abril, que se sentia como se estivesse cantando novamente no Semente, bar do bairro carioca da Lapa que, no fim dos anos 1990, foi a plataforma que alavancou a carreira da então debutante cantora carioca. Ali, no palco do Semente, Teresa começou a angariar seguidores e afeto. A comparação fez sentido. Na contramão das paramentadas lives patrocinadas do universo pop sertanejo, a artista vem semeando empatia, solidariedade e (mais) seguidores com série diária de lives noturnas que, desde o início do isolamento social, estão conquistando o público pelo mix azeitado de música boa, espontaneidade e informalidade. A mistura fina tem sido temperada com as presenças de convidados e com os comentários de muitos dos cerca de três mil espectadores reunidos atualmente em cada live da artista. Na live que entrou pela madrugada do domingo, 19, o foco foi o cancioneiro de Chico Buarque – compositor que Teresa já havia abordado dias antes em outra live, mas que voltou a cantar pela vastidão do repertório do autor. Se a anfitriã cantou a capella canções como De todas as maneiras (1978) e Amando sobre os jornais (1979), ressaltando a (oni)presença morena de Maria Bethânia na vida adolescente de Teresa com os álbuns Álibi (1978) e Mel (disco de 1979 abordado na live programada por Teresa para entrar pela madrugada desta segunda-feira, 20 de abril), os convidados reiteraram a genialidade do cancioneiro de Chico. A atriz Camila Pitanga deu voz ao samba Morena dos olhos d'água (1966), Marina Íris cantou Amor barato (1981, samba da irretocável parceria de Chico com Francis Hime) e Moyseis Marques pareceu ter incorporado o próprio Chico Buarque ao cantar esplendidamente bem Subúrbio (2006) e Mambembe (1972) com timbre que evocava a voz do dono dessas canções. Sozinha, sem acompanhamento instrumental, como já virou hábito nas lives da artista, Teresa também cantou Vai levando (1975), primeira das quatro bissextas parcerias de Chico com Caetano Veloso. Teresa Cristina em live prestigiada pelo cantor Pedro Miranda e pela jornalista Flávia Oliveira Reprodução de vídeo Se “cantar é vestir-se com a voz que se tem”, como Teresa Cristina sentenciou em verso lapidar da composição autoral Cantar (2007), a artista porta um dos mais belos figurinos dessa onda de lives que se ergueu no mar da música brasileira e do mundo por conta da pandemia do coronavírus. E a beleza vem da simplicidade com que Teresa vem fazendo lives dedicadas aos repertórios de compositores como Candeia (1935 – 1978), Paulinho da Viola e Roberto Carlos, entre outros. O segredo do sucesso das apresentações ao vivo da cantora talvez resida na ausência total de pompa com que a Teresa vem se conectando com amigos e seguidores, no melhor estilo “gente como a gente”, com a missão solidária de somente entreter e confraternizar – ao som de algumas das páginas mais inspiradas do cancioneiro brasileiro – para desanuviar o ar inevitavelmente pesado por conta da expansão do coronavírus no céu do Brasil. Entre goles de cerveja, olhadas nas colas para não esquecer algumas letras e doses cavalares de samba, Teresa Cristina talvez nem tenha se dado conta, porque não tem tal objetivo, mas, quando tudo isso passar, a cantora sairá maior e (ainda) mais valorizada e respeitada pelo público e pelo próprio meio artístico. A semente foi plantada sem segundas intenções e a colheita é uma questão de tempo.

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Teatro se reinventa na internet, mas ainda busca forma de faturar para salvar profissionais parados

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Quase 350 temporadas de peças foram interrompidas pela pandemia do coronavírus só no Rio e em SP. Artistas encontram vias para apresentar espetáculos online; veja onde assistir. 'Pluft, o Fantasminha' é uma das peças disponíveis no site Espetáculos Online Costa Neto/Divulgação Com o fechamento dos teatros na quarentena, cerca de 12 mil profissionais do setor tiveram que parar, só no Rio e em São Paulo. A estimativa da Associação dos Produtores de Teatro (APTR) é que, nas duas capitais, as temporadas de quase 350 peças tenham sido interrompidas pela pandemia do coronavírus. Segundo a entidade, pelo menos 70% desses espetáculos não tinham patrocínio – ou seja, suas rendas dependiam exclusivamente da bilheteria. "Nosso setor vive de aglomeração. A música tem os direitos autorais. O audiovisual ainda pode ser exibido em plataformas de streaming. Já o teatro é feito ao vivo", diz Eduardo Barata, presidente da APTR. Como outras, a área tem tentado se reinventar, gerando conteúdo na internet, mas – diferentemente do mercado musical, por exemplo – ainda não encontrou formas de faturar online. "Como monetizar o teatro na internet? Esse é o grande 'X' da questão." Veja, mais abaixo, páginas com espetáculos para assistir na internet. Teatro no sofá Uma via que já vem sendo testada é o streaming de peças teatrais. Mais ou menos como acontece com músicas e filmes nesse tipo de plataforma, os espetáculos são disponibilizados em vídeo, em um catálogo variado, para assistir onde e quando quiser. Essa é a ideia do site Espetáculos Online, lançado durante a quarentena. Criado pelo produtor audiovisual Eduardo Chamon, que atua no registro de peças, o serviço é um acervo de filmagens de obras adultas e infantis para assistir na íntegra, sem pagar nada. "O teatro filmado sempre foi algo para guardar, deixar na prateleira. Todo esse material estava guardado em gavetas. Queremos abrir essas gavetas", explica Eduardo. Comédia 'Maria do Caritó', disponível online, tem Lilia Cabral no elenco Guga Melgar/Divulgação A página ainda não gera receita. Num modelo colaborativo, as gravações das peças são enviadas pelos próprios produtores e passam por uma curadoria. Eduardo diz que, em relação à experiência de assistir a um filme, por exemplo, o teatro filmado oferece "a sensação de estar numa plateia". "Tem a emoção, a gargalhada. No momento em que estamos vivendo, estamos aceitando nos colocar dentro de uma plateia virtual." Outra alternativa foi encontrada pelo ator Ivam Cabral. Ele estava prestes a viajar em um tour pela Europa com seu monólogo, "Todos os sonhos do mundo", quando a pandemia se intensificou. Decidiu, então, estrear uma temporada virtual, com apresentações ao vivo pelas redes sociais. "Meu trabalho é exceção. Por acaso, eu tinha um solo, e não uma peça com elenco de dez pessoas, que precisa de uma equipe. Nesses outros casos, vamos ter que organizar e planejar pra fazer dar certo", diz. "Vai ser necessário encontrar um jeito de cobrar ingressso [pelas apresentações online]. Acho que isso logo vai acontecer porque vai demorar bastante para que a gente possa se encontrar de novo." “Todos os Sonhos do Mundo” é um monólogo interpretado pelo ator e dramaturgo Ivam Cabral Divulgação De fato, a expectativa no setor é que a rotina se normalize só no ano que vem. Por isso, a APTR já estuda formas de rentabilizar os serviços de teatro pela internet. "Nós não temos a estrutura que os [cantores] sertanejos têm. Mas estamos pensando nisso. Talvez, um projeto com atores em suas casas", diz o presidente da associação. "Mas ainda estamos estudando como isso atingiria nossa cadeia produtiva de forma geral – técnicos, autores, artistas." Como o medo do coronavírus está alterando rota do pop Enquanto a solução não aparece, a entidade tenta arrecadar doações para ajudar profissionais do setor que perderam suas rendas. "Estamos falando de pessoas que estão sem dinheiro para comer", diz Eduardo. "Ainda estamos tentando entender quanto tempo isso vai durar. Boa parte do público de teatro é de idosos [grupo de risco da Covid-19. Quanto tempo essas pessoas vão demorar para voltar aos teatros?", questiona Chamon. Barata compara o impacto da pandemia no setor a uma "terceira guerra mundial", mas é otimista. "O teatro nunca vai acabar. Ele passou por todas as crises mundiais e se manteve em pé. É claro que há uma questão econômica, mas a arte e a cultura prevalecerão." Onde assistir a espetáculos na internet Espetáculos Online: Site tem obras na íntegra para assistir de graça. Estão no acervo, por exemplo, a infantil "Pluft, o fantasminha" e a adulta "Incêndios". Cennarium: Plataforma de streaming paga tem peças de teatro, musicais, danças, óperas, circos e infantis do mundo todo. Assinatura custa R$ 19,90 por mês. Projeto Teatro Online: A cada dia de programação, a íntegra de uma peça infantil é liberada no YouTube por um período limitado de tempo. Teatro aberto: Projeto da companhia portuguesa abre exibições de peças todos os dias, por período limitado 'Todos os Sonhos do Mundo': Monólogo de Ivam Cabral é apresentado ao vivo no Instagram, direto da casa do ator Teatro Oficina: Espaço tradicional de São Paulo têm espetáculos inteiros na internet. Entre eles, "Os sertões", baseada na obra de Euclides da Cunha "Romeu e Julieta": Adaptação do Grupo Galpão para o clássico está disponível online.

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Ana Costa e Zélia Duncan criam ‘Ciranda em casa’ com projeções sobre a vida após a quarentena

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Artistas ampliam a parceria desenvolvida para o álbum-manifesto 'Eu sou mulher, eu sou feliz'. ♪ Compositoras que intensificaram a parceria ao longo do ano passado para dar forma ao cancioneiro feminista apresentado no álbum-manifesto Eu sou mulher, eu sou feliz (2019), Ana Costa e Zélia Duncan ampliam a obra conjunta nesta quarentena. Ciranda em casa é o nome da música feita pelas artistas – com música de Ana e letra de Zélia – nesse período de isolamento social. Na música, as compositoras relatam sensações dos “dias iguais” da quarentena e esboçam projeções sobre a vida após a pandemia do coronavírus. ♪ Eis a letra de Ciranda em casa, música composta por Ana Costa e Zélia Duncan neste mês de abril de 2020, em plena quarentena: Ciranda em casa (Ana Costa e Zélia Duncan) Me encontrei pela casa Os dias e as noites, deixei no quintal Inventei outras horas de paz Afinal, carnaval qualquer dia volta Pra me tirar daqui Despontou, madrugada Do quarto pra sala Só dias iguais O que muda é o meu coração E a cabeça Pensando a melhor saída Se a vida insiste, vai vingar Me embrenhei na saudade Do que era, do que foi, já foi Não vai voltar Mudou, renascerá Se o mundo repensar Se o mundo respirar Se o mundo aceitar que não deu Que não dá mais Pra fingir que tava bom Pra alguns, vou te contar Pra muitos, nem pensar Já chega de sofrer A terra quer girar Pessoas vão nascer E a vida precisa vencer Senão, melhor parar…

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Luan Santana pode fazer história ao entrar na onda das lives patrocinadas e solidárias

segunda-feira, 20 abril 2020 por Administrador

Apresentação ao vivo do cantor está agendada para as 18h do domingo, 26 de abril. ♪ ANÁLISE – Gusttavo Lima já fez. Duas vezes. Marília Mendonça também fez uma e já prepara outra. Faltava ele, Luan Santana, estrela de primeira grandeza do universo pop sertanejo que rivaliza em popularidade com Gusttavo e Marília. Mas em breve não faltará mais. O cantor e compositor de origem sul mato-grossense entrou na onda das apresentações ao vivo via internet e agendou para as 18h do próximo domingo, 26 de abril, a primeira live da carreira iniciada em 2007. Luan debutará no mercado das lives patrocinadas e solidárias com apresentação retrospectiva que poderá ser vista no canal oficial do artista no YouTube. A live de Luan tem até título, História, nome revelador do tom revisionista do evento. Ao longo de roteiro que prevê cerca de 60 músicas em mais de 50 números, o cantor dará voz a um vasto repertório que cobre todas as fases da discografia iniciada em 2008. Em algumas músicas, Luan se acompanhará ao violão. Em outras, o astro lançará mão de bases instrumentais pré-gravadas – como fez Marília Mendonça. Está prevista a participação virtual da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano na live de Luan. Outros artistas poderão ser confirmados ao longo desta semana. E-flyer da live de Luan Santana Reprodução / Twitter Luan Santana Como Luan permanece no auge ao longo dos 12 anos de carreira, a expectativa do artista (e da equipe que gerencia a carreira do cantor) é de um público de milhões de pessoas. Por mais disfarçada que seja, tal expectativa é fruto de competição silenciosa que reina no mercado pop sertanejo, inclusive no que diz respeito às lives. Nesse momento em que os shows estão inviabilizados por conta do isolamento social, os resultados de uma live – tanto em número de visualizações como em quantidade de donativos arrecadados para ajudar o combate contra a pandemia do coronavírus – são indicadores confiáveis da força de um artista do mainstream (leia-se de um artista associado ao universo sertanejo ou ao funk) no mercado de música pop. A julgar pelo desenvolvimento da bem-sucedida carreira do cantor de recém-completados 29 anos, Luan Santana deverá cumprir essa expectativa com a live e talvez até fazer história no gênero.

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Allen Daviau, fotógrafo de ‘E.T.’ e outros filmes de Spielberg, morre aos 77 anos vítima do coronavírus

sexta-feira, 17 abril 2020 por Administrador

Ele começou a trabalhar com Spielberg em 1967, fez fotografia de filmes como 'A cor púrpura' e 'Império do Sol' e foi indicado cinco vezes ao Oscar. Allen Daviau Divulgação Allen Daviau, fotógrafo de "E.T: O extraterrestre" e outros filmes de Steven Spielberg, morreu aos 77 anos, na quarta-feira (15), na Califórnia, vítima do novo coronavírus. Daviau foi indicado cinco vezes ao Oscar, todas as vezes por filmes com Spielberg ou com o diretor Barry Levinson. Entre seus trabalhos mais importantes, além de "E.T.", estão "A cor púrpura", "Império do Sol", com Spielberg, e "Avalon" e "Bugsy", com Levinson, todos indicados ao Oscar. Veja famosos que morreram por conta do coronavírus

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