TVK Web Cultural

  • CULTURA
  • TURISMO
  • NEGÓCIOS
  • POLÍTICA
  • GALERIA
  • CONTATO

Discos para descobrir em casa – ‘Quanta’, Gilberto Gil, 1997

sexta-feira, 17 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Quanta', de Gilberto Gil Arte de Refazenda ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Quanta, Gilberto Gil, 1997 ♪ Quando Gilberto Gil encerrou ciclo revisionista iniciado com o disco ao vivo Unplugged (1994), gravado na (então nova) série Acústico MTV e editado sem o logo da emissora de TV, o cantor, compositor e músico baiano começou a idealizar álbum autoral com músicas inéditas. Gil entrou em estúdio em julho de 1995, mas esse álbum, Quanta, somente veio ao mundo em abril de 1997, quase dois anos depois, e se revelou um dos títulos mais arrojados da discografia de Gil. Até por ter se transformado em álbum duplo conceitual, com 26 músicas formatadas em dispendiosa produção orquestrada por Liminha. Quanta versou sobre ciência e arte e, nesse contexto, fez todo sentido a regravação do samba-enredo justamente intitulado Ciência e arte (Cartola e Carlos Cachaça), composto para o desfile da escola de samba Mangueira no Carnaval de 1947 com letra que saudou o cientista paranaense Cesar Lattes (1924 – 2005). O álbum Quanta legou somente um sucesso para Gil, a canção Estrela, incluída na trilha sonora da novela A indomada (TV Globo, 1997) e representante da terceira ponta do triângulo conceitual do disco, a fé, ingrediente temperado com a ciência na receita de Pílula de alho. Composição de pegada nordestina, o baião Pílula de alho havia sido encontrado pelo pesquisador musical Marcelo Fróes ao mergulhar no acervo do artista baiano na década de 1970 para a produção da caixa de CDs Ensaio geral (1999). Desse material inédito que veio à tona nos anos 1990, Gil também aproveitou no álbum Quanta a já mencionada canção Estrela e a então perdida Sala do som, música das sessões de gravação do álbum Refavela (1977), composta em homenagem a Milton Nascimento e gravada em Quanta em clima de bossa nova, com reverência a João Gilberto (1931 – 2019). Milton Nascimento – cabe lembrar – também marcou presença no álbum como convidado de Gil no canto da música-título Quanta. Compositor que sempre versou sobre as conquistas da ciência, como atestaram a criação em 1966 e a gravação em 1967 da música Lunik 9, Gil havia revolvido raízes com antenas ligadas na modernidade no anterior álbum de inéditas, Parabolicamará (1991), o primeiro após sequência de discos de tom mais pop, editados ao longo da década de 1980. Em conexão com o disco de 1991 e com a vertente tecnológica do cancioneiro de Gil, o compositor mirou o universo astronômico em Nova (parceria de Gil com Moreno Veloso) sob a ótica lírica do misticismo romântico, olhou para o céu com consciência social na canção em francês La lune de Gorée (parceria com o conterrâneo letrista José Carlos Capinam), propagou o cibernético samba Pela internet – lançado pioneiramente na rede em 1996 – e reverberou Vendedor de caranguejo (Gordurinha, 1958), mergulho contemporâneo na lama rítmica de tempos menos modernos. Com abordagem sincrética da fé adicionada ao coquetel de ciência e arte, o compositor criticou a indústria da religião em Guerra santa (música previamente apresentada no fim de 1995 no programa Fantástico, da TV Globo), alfinetou a indústria da medicina na canção Chiquinho Azevedo (baseada em fato real acontecido em 1975 no Recife – PE, como informa nota sobre a faixa no encarte do CD), louvou divindades no passo da Dança de Shiva, saudou o poder das folhas curativas sobre a medicina alopata em Água benta e voltou a pisar no terreiro afro-baiano com Opachorô e com o ijexá O ouro e o marfim, saudação à arte soberana de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). Com a crença de que a arte é irmã da ciência, e de que ambas também podem ser regidas por preceitos místicos, Gil propagou a filosofia do samba Pop wu wei (dos versos “O movimento está para o repouso / Assim como o movimento está para o gozo”), deu voz às rimas exatas com que o parceiro Carlos Rennó construiu a letra de Átimo de pó e reverberou o jogo de palavras de outro parceiro bissexto, Arnaldo Antunes, autor da canção A ciência em si, primeira das 13 músicas do disco 2 na disposição do álbum original (cada disco contabilizava 13 músicas). Com o repertório dissolvido em CD simples editado pela gravadora Warner Music na sequência da edição do CD duplo original, o álbum Quanta começou a ser gravado com arranjos de Sérgio Sá (1953 – 2017) em sessões que geraram faixas como Objeto sim, objeto não. Contudo, parte do disco foi refeita por Gil ao longo de 1996 sem que o álbum tenha perdido unidade ao ser apresentado em 1997 com as fartas 26 faixas. Em repertório que incluiu música então inédita da parceria de Jorge Mautner com Nelson Jacobina (1953 – 2012), Labirinto, Gil reacendeu a chama da bossa nova no toque sereno do violão com que conduziu a canção Fogo líquido. A mesma serenidade pautou a bossa da gravação da balada O lugar do nosso amor. Ainda nesse clima suave, de paz no coração, Gil ainda reverenciou o artista multimídia Mário Lago (1911 – 2002) na poesia da canção O mar e o lago. Encerrado com o canto falado de Objeto ainda menos identificado, composição de Lucas Santtana com Moreno Veloso (produtores da faixa turbinada com colagem de vozes e ruídos sampleados que diluíram intencionalmente a atmosfera serena do disco 2), o álbum Quanta expandiu no tempo e no espaço o horizonte temático do cancioneiro de Gilberto Gil. Quanta foi disco em sintonia com o espírito aguçado da obra de um artista que faz arte com o rigor dos cientistas e com a fé de quem acredita no poder do invisível, inclusive sobre a criação da deusa música.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Anavitória exprime ansiedades do isolamento social no single ‘Me conta da tua janela’

sexta-feira, 17 abril 2020 por Administrador

Dupla lança canção confessional composta e gravada durante a quarentena. ♪ Enquanto ainda alimenta a expectativa de poder estrear em junho o show da Turnê dos namorados, a dupla Anavitória apresenta música inédita, Me conta da tua janela, composta por Ana Caetano nesse período de quarentena. Lançada em single disponibilizado nesta sexta-feira, 17 de abril, a canção Me conta da tua janela exprime angústias, ansiedades e saudades decorrentes do isolamento social necessário para combater a pandemia de coronavírus. “Tô com saudade de te encontrar / É que aqui em Sampa tá quieto demais / E as minhas paredes parecem fronteiras”, comparam Anavitória em versos de letra confessional que também expõe a esperança da cura do mal e uma mensagem de fé na vida. “Eu fiz essa canção, amigo / Pro mundo inteiro se curar”, cantam Ana Caetano e Vitória Falcão ao fim da música. Capa do single 'Me conta da tua janela', de Anavitória Reprodução / Twitter Anavitória ♪ Eis a letra de Me conta da tua janela, primeira música inédita da dupla Anavitória neste ano de 2020: Me conta da tua janela (Ana Caetano) Passa aqui depois das seis? Sei lá Tô com saudade de te encontrar É que aqui em Sampa tá quieto demais E as minhas paredes parecem fronteiras Se não der, tenta ligar A gente resume a distância Me conta da tua janela Me diz que o mundo não vai acabar Me conta da tua janela E me diz que o mundo não vai acabar Daqui Eu vi o tempo parar Pra gente se lembrar da força que é alguém do lado Pra gente entender que nós e o chão somos a mesma coisa E os dias são contados pra gente viver Se o tumulto perdurar Acalme esse teu peito aflito Te fiz essa canção, amigo Contigo é que eu quero cantar Eu fiz essa canção, amigo Pro mundo inteiro se curar Daqui Eu vi o tempo parar Pra gente se lembrar da força que é alguém do lado Pra gente entender que nós e o chão somos a mesma coisa E os dias são contados pra gente viver Passa aqui depois das seis? Sei lá Tô com saudade de te encontrar Me conta da tua janela Me diz que o mundo não vai acabar Eu fiz essa canção, amigo Pro mundo inteiro se curar

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Festival de Jazz de Montreux cancela edição de 2020 por conta do coronavírus

sexta-feira, 17 abril 2020 por Administrador

Evento estava marcado para começo de julho e acontece desde 1967 na Suíça. Festival de Jazz de Montreux cancela edição de 2020 por conta do coronavírus; foto mostra público do evento em 2017 Fabrice Coffrini/AFP Os organizadores do Festival de Jazz de Montreux, prestigioso evento musical que acontece a cada verão na Suíça desde 1967, anunciaram nesta sexta-feira (17) o cancelamento da edição 2020 em consequência da pandemia de COVID-19. "A organização do Festival de Jazz de Montreux tem o profundo pesar de anunciar hoje que a edição prevista de 3 a 18 de julho de 2020 não vai acontecer", afirma um comunicado divulgado pelo festival. Entre os artistas que se apresentariam no festival estavam os americanos Lionel Richie e Lenny Kravitz. LISTA: Shows, festivais e estreias de filmes cancelados por causa do coronavírus "A programação prevista para este verão será em parte adiada para a próxima edição, que acontecerá de 2 a 17 de julho de 2021", informaram os organizadores. A Suíça anunciou na quinta-feira (16) que suspenderá as medidas de confinamento de forma lenta e gradual a partir de 27 de abril, em consequência da desaceleração da epidemia de COVID, que provocou mais de 1.000 mortes em seu território. "Nestas circunstâncias é impossível hoje prever um evento da magnitude do Festival de Jazz de Montreux em julho", explicaram os organizadores. Grandes eventos de música como Festival Coachella, Glastonburry, Tomorrowland e Lollapalooza também foram adiados ou cancelados por conta da pandemia. Como o medo do coronavírus está alterando rota do pop

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Cantoras dominam, ao som de ‘Carinhoso’, trilha da série ‘Todas as mulheres do mundo’

sexta-feira, 17 abril 2020 por Administrador

Por sugestão de Marisa Monte, choro-canção de Pixinguinha está na abertura da comédia que estreia no Globoplay em 23 de abril com gravações inéditas dos atores Emilio Dantas e Sophie Charlotte na seleção musical. ♪ Um dos títulos mais emblemáticos e populares do cancioneiro popular do Brasil, o choro-canção Carinhoso (Pixinguinha, 1917 / com letra posterior de Braguinha, 1937) reverbera na trilha sonora da série Todas mulheres do mundo, produção original do Globoplay que estreia na próxima quinta-feira, 23 de abril, na plataforma de streaming da TV Globo. Por sugestão de Marisa Monte, a música Carinhoso será veiculada como tema de abertura da série escrita por Jorge Furtado com Janaína Fischer – com livre inspiração na obra de Domingos Oliveira (1936 – 2019) – e produzida pelos Estúdios Globo sob direção artística de Patricia Pedrosa. Formada em música, Patricia Pedrosa gostou da ideia de Marisa de propagar Carinhoso na abertura dos episódios. O charme é que, em cada um dos 12 episódios de Todas as mulheres do mundo, Carinhoso será ouvido na voz de uma cantora do Brasil, sendo que gravações de cada uma dessas cantoras formarão a trilha sonora do respectivo episódio da série. A atriz Sophie Charlotte grava 'Carinhoso' em estúdio para a trilha da série 'Todas as mulheres do mundo' Victor Pollak / TV Globo Além de Marisa Monte, o time de cantoras inclui Alcione, Ana Cañas, Céu, Elis Regina (1945 – 1982), Elza Soares e Maria Bethânia, entre outras. “A série é sobre mulheres e dá destaque a grandes intérpretes que, uma por uma, sonorizam os 12 episódios. Todas as mulheres do mundo celebra essas cantoras e suas grandes personalidades quase como se elas fossem narradoras da história”, explica Rafael  Langoni  Smith, que assina com Iuri Cunha a produção musical da série. Além das cantoras, o choro-canção Carinhoso também será ouvido nas vozes da atriz Sophie Charlotte (intérprete da personagem Maria Alice) e do ator e cantor Emilio Dantas, bendito o fruto no elenco feminino de intérpretes por encarnar o protagonista Paulo. Emilio Dantas, intérprete do protagonista Paulo, grava 'Carinhoso' em estúdio Sabrina Moraes / TV Globo ♪ Eis o cronograma dos 12 episódios de Todas as mulheres do mundo com as respectivas cantoras que dominam a trilha sonora da série: ♪ Episódio 1: Maria Alice – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Marisa Monte ♪ Episódio 2: Adriana – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Céu ♪ Episódio 3: Elisa – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Alcione ♪ Episódio 4: Laura – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Maria Bethânia ♪ Episódio 5: Martinha – Trilha sonora com tema de abertura com Sophie Charlotte e Emilio Dantas e músicas na voz de Rita Lee ♪ Episódio 6: Dionara – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Elis Regina (1945 – 1982) ♪ Episódio 7: Renata e Pâmela – Trilha sonora com tema de abertura com Sophie Charlotte e Emilio Dantas e músicas na voz de Nara Leão (1942 – 1989) ♪ Episódio 8: Gilda – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Elza Soares ♪ Episódio 9: Sara – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Agnes Nunes ♪ Episódio 10: Título: Natalia – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Ana Cañas ♪ Episódio 11: Maria Alice – Trilha sonora com tema de abertura e músicas na voz de Marisa Monte ♪ Episódio 12: Pink – Trilha sonora com tema de abertura com Sophie Charlotte e músicas na voz de Cássia Eller (1962 – 2001)

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Luiz Alfredo Garcia-Roza, escritor e professor, morre aos 84 anos

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Além da vida acadêmica, ele era o 'pai' do detetive Espinosa, personagem central de de suas histórias policiais. Segundo esposa, sepultamento será restrito aos familiares. Luiz Alfredo Garcia-Roza, em foto de abril de 2008 Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo Morreu nesta quinta-feira (16) o escritor e professor Luiz Alfredo Garcia-Roza, aos 84 anos. Ele era um dos principais escritores brasileiros de romances policiais. A informação foi publicada em uma rede social pela esposa, Lívia Garcia-Roza, e confirmada pela assessoria do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul, onde o escritor esteve internado até o dia 3 deste mês. Segundo a esposa, a cerimônia de sepultamento vai ser restrita à família. Garcia-Roza nasceu em 1936, no Rio de Janeiro. Formado em filosofia e psicologia, foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e publicou oito livros sobre psicanálise e filosofia. A principal especialidade do professor era o psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856-1939). Filho de uma família com 12 irmãos, ele nasceu no Rio, mas passou parte da infância e adolescência em Vitória, capital do Espírito Santo. Aos 18 anos, voltou ao Rio. Morre aos 84 anos o escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza Detetive Espinosa Além da vida acadêmica, dedicou-se também à ficção policial, quando já tinha passado dos 60 anos. O autor era o "pai" do detetive Espinosa, personagem central das histórias dele. Os livros “Achados e Perdidos” e “Vento Sudoeste”, por exemplo, tinham o delegado como protagonista. Após 30 anos como professor e pesquisador no campo da psicanálise, o autor tinha cacife para explorar a mente de criminosos e policiais. As tramas de Garcia-Roza também aconteciam no mesmo lugar, em Copacabana. A delegacia onde trabalha Espinosa era no bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. As obras do autor passavam ainda por temas como tráfico de drogas e violência. O escritor ganhou os prêmios Nestlé de Literatura (1996) e Jabuti (1997) com "O silêncio da chuva", primeiro livro de ficção dele. O escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, em foto de abril de 2008 Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Coronavírus: Festa do Peão de Americana é adiada para setembro; organização tenta manter programação de shows

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Evento foi remarcado para acontecer entre os dias 4 e 13 de setembro. Antes, data prevista era de 10 a 21 de junho. Organização diz que trabalha para manter grade de atrações. Festa do Peão de Americana 2020 é adiada para setembro devido ao coronavírus Júlio Cesar Costa/G1 A 34ª edição da Festa do Peão de Americana foi adiada e remarcada para acontecer entre os dias 4 e 13 de setembro, por conta da pandemia do novo coronavírus. Antes, a data prevista para a realização do evento era de 10 a 21 de junho, como acontecia tradicionalmente todos os anos. MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil Coronavírus: veja perguntas e respostas Veja como foi a edição 2019 da Festa do Peão A decisão do Clube dos Cavaleiros, entidade que responde pelo festival, visa evitar a aglomeração de pessoas e, assim, tentar reduzir o contágio da doença. Até esta quinta-feira (16), Americana tem 18 casos confirmados da Covid-19 e três mortes. A organização também informou que trabalha para manter a grade artística já anunciada, e que os camarotes comercializados permanecem válidos para a nova data. Mais informações podem ser conferidas na página oficial da festa. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Banksy faz intervenção artística no banheiro de casa durante quarentena

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

'Minha esposa odeia quando eu trabalho de casa', escreveu o artista britânico em post no Instagram. Banksy faz intervenção artística no banheiro de casa durante quarentena Reprodução/Instagram/Banksy O artista britânico Banksy não deixou de fazer suas famosas intervenções artísticas, mesmo durante a a quarentena. Como não pode sair e usar as paredes e muros das ruas, o banheiro de casa foi o lugar que encontrou para criar uma nova obra e continuar ativo artisticamente, respeitando o isolamento social. Na intervenção, ratos apertam pasta de dente, desenrolam o papel higiênico e até fazem xixi. "Minha mulher odeia quando eu trabalho de casa", escreveu o britânico que preserva sua identidade como secreta. A imagem foi compartilhada no Instagram do artista nesta quarta-feira (15). Banksy também compartilhou rascunhos iniciais do último mural que deixou nas ruas, mais especificamente em Barton Hill, em sua cidade natal Bristol. A obra foi feita em fevereiro, mês em que os Estados Unidos e a Europa comemoram o dia dos namorados, mas foi vandalizada dias depois. Initial plugin text Como o medo do coronavírus está alterando rota do pop

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

A vida em confinamento das bailarinas do Moulin Rouge

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Bailarinas tentam manter rotina de exercícios em casa. Todos funcionários estão em regime de seguro-desemprego temporário desde que isolamento começou. Bailarina do Moulin Rouge se exercita na sala de casa durante quarentena Franck Fife/AFP As bailarinas do famoso Moulin Rouge em Paris, acostumadas a dançar o cancã duas vezes por noite, seis dias na semana, não podem se apresentar em razão das restrições por conta do coronavírus. Para preparar a saída do confinamento, ensaiam em seus espaços reduzidos, na mítica colina de Montmartre. "Trabalho em meu pequeno espaço de 30 metros quadrados", explica Courtney Male, uma australiana de 23 anos, que dança no famoso cabaré há mais de um ano. "Era meu grande sonho, desde quando tinha dez anos", conta a jovem, com o cabelo preso em um rabo de cavalo, e que utiliza a chaminé como barra. Assim como suas colegas, na medida do possível, tenta manter os mesmos horários que de costume, a mesma disciplina. Bailarina francesa do Moulin Rouge se alonga na cozinha de casa durante quarentena Franck Fife/AFP Mas não tem acesso ao ginásio, nem aos espaços de ensaio do Moulin. "Faço o possível", explica à AFP. "De manhã tomo café, faço aula de francês, leio um pouco e assisto à televisão. À tarde eu treino. Barra, yoga, pilates, construção muscular. Às vezes olho vídeos na Internet para enriquecer, ou variar as minhas rotinas", relata. Ao final do dia, ela caminha pelo bairro. "Se meu treino foi intensivo, me contento com andar um pouco. É saudável tomar ar fresco. Ou vou correr". Mathilde Tutiaux, de 32, que dança há oito anos no Moulin Rouge, alonga-se, usando os móveis da cozinha como apoio. "Tenho sorte de ter uma cozinha aberta em minha pequena sala de estar. Posso colocar um tapete de ginástica, mas não tenho espaço suficiente para dançar", afirma. Ela encontra suas amigas às 17h, quase todos os dias, para suarem juntas, mas a distância. Isso motiva, diz Mathilde. Bailarina do Moulin Rouge dança em rua de Paris durante quarentena Franck Fife/AFP "Normalmente como o que quero, pois queimo muitas calorias. Agora tenho que tomar cuidado. As roupas são feitas sob medida, não posso me dar ao luxo de ganhar três ou quatro quilos. Quando você tem tanto tempo livre, é difícil não enfiar o nariz na geladeira", explica. Antes de voltar ao palco, será necessário praticar de forma intensiva, multiplicar os ensaios para verificar se "todo mundo está em perfeitas condições", explicam as dançarinas. Os 450 funcionários do Moulin Rouge, incluindo 90 bailarinas, estão em regime de seguro-desemprego temporário desde o início do confinamento, em meados de março. Bailarina francesa do Moulin Rouge se alonga na cozinha de casa durante quarentena Franck Fife/AFP

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

Brian Dennehy, ator de ‘Rambo’, morre aos 81 anos

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Ator venceu dois prêmios Tony em carreira com destaques no teatro, televisão e cinema. Causa da morte foi natural. Brian Dennehy, em cena do filme 'O Grande Ano' Fox 2000 Pictures/Red Hour Fil /Collection ChristopheL via AFP/Arquivo Brian Dennehy, ator de "Rambo: Programado para Matar" e "Tommy Boy", morreu aos 81 anos, na noite desta quarta-feira (15). "É com dor no coração que anuncio que nosso pai Brian Dennehy morreu na noite passada de causas naturais, sem relação com a Covid-19", escreveu a atriz e filha Elizabeth Dennehy nesta quinta-feira (16), em post no Twitter. Com quase 50 anos de carreira, Dennehy se destacou no teatro, no cinema e na televisão. Ele venceu dois prêmios Tony pela atuação nas peças "Death of a Salesman" e "Long Day's Journey Into Night". Sylvester Stallone e Brian Dennehy em cena do filme 'Rambo: Programado para Matar', de 1982 Golden Ears Provincial Park Brit / Collection ChristopheL via AFP/Arquivo O maior destaque no cinema foi no filme "Rambo: Programado para Matar", quando interpretou o xerife Will Teastle em 1982. Também atuou em filmes como "Cocoon", "Tommy Boy", "Perigosamente Juntos", "Mistério no Parque Gorky" e "Acima de Qualquer Suspeita". A adaptação da peça "Death of a Salesman" para a televisão rendeu um Globo de Ouro em 2000. Ao longo da carreira foi indicado seis vezes ao Emmy, mas nunca ganhou a maior premiação da televisão americana. A última indicação foi em 2005 pelo filme "Por Trás da Fé". Repercussão "Qualquer ator que trabalhou com Brian, pode dizer como tivemos sorte. Não havia mais ninguém presente, sincero ou generoso para estar em cena. Broadway, o cinema e a TV perderam um gigante insubstituível", escreveu a atriz Mia Farrow no Twitter. Michael McKean também lamentou a morte do ator: "RIP Brian Dennehy. Brilhante e versátil, um ator poderoso e um homem muito legal também". Sylvester Stallone e Brian Dennehy em cena do filme 'Rambo: Programado para Matar', de 1982 Elcajo Productions / Archives du 7eme Art / Photo12 via AFP/Arquivo Brian Dennehy em cena do filme 'Cocoon' Photo12.com – Collection Cinema/Photo12 via AFP/Arquivo Brian Dennehy, em foto de setembro de 2017 Noam Galai/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo Brian Dennehy morre aos 81 anos; em foto de arquivo de 2006 recebe prêmio por atuação em 'Morte de um Viajante' AP Foto/Max Nash, Archivo

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments

João Bosco revisita a frondosa nação musical no álbum ‘Abricó-de-macaco’

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Munido do violão, o cantor recria as próprias criações em disco em que apresenta somente duas composições inéditas. Capa do álbum 'Abricó-de-macaco', de João Bosco Marcos Hermes Resenha de álbum Título: Abricó-de-macaco Artista: João Bosco Gravadora: MP,B Discos / Som Livre Cotação: * * * * ♪ João Bosco sempre recriou bem a própria criação. Reinvenção da nação sem fronteiras musicais fundada em 1972 por esse artista mineiro de vasta vivência carioca, Abricó-de-macaco – álbum que Bosco lançará em maio, em edição digital e nos formatos de CD e DVD (com o registro audiovisual que será exibido pelo Canal Brasil) – se insere em linha revisionista. O repertório contabiliza somente duas músicas inéditas – Abricó-de-macaco e Horda, parcerias de João com o filho letrista Francisco Bosco – em 16 faixas gravadas em estúdio em sessões realizadas em outubro de 2019. A intenção foi que tudo soe novo de novo. E, para ouvidos apurados, a trama tecida na introdução instrumental de Mano que zuera (João Bosco e Francisco Bosco, 2017) já basta para dar frescor a essa música que batizou o último álbum de inéditas de Bosco, lançado há três anos. É quando Bosco, no toque personalíssimo do próprio violão, interage com o trio-base do disco, formado pelos músicos Guto Wirtti (baixo), Kiko Freitas (bateria) e Ricardo Silveira (guitarra). No samba-título Abricó-de-macaco, batizado com nome de árvore amazônica, o violão de Bosco puxa sozinho o fio do antigo samba Linha de passe (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979) para redesenhar os contornos da nação musical desse artista que bebeu das fontes barrocas das Minas Gerais, da bossa nova, do jazz, do blues, da música africana e dos sons das arábias para liquidificar esse coquetel de boas influências em cadência brasileira que geralmente recorre ao samba. A planta que dá nome ao samba Abricó-de-macaco está enraizada no norte do Brasil, região que inspirou Senhora do Amazonas (1984), parceria de Bosco com Belchior (1946 – 2017) também incluída na revisão. Com livre trânsito em todo o território brasileiro, Bosco também é de Nanã e, por isso, parte para a Bahia africana no medley que emenda Cordeiro de Nanã (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977) com o samba Nação (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1982), este já em si uma reinvenção em tons afros da Aquarela do Brasil (1939) de Ary Barroso (1903 – 1964). Com outra escala na Bahia para repisar o samba Terreiro de Jesus (João Bosco, Edil Pacheco e Francisco Bosco, 2002), reapresentado sem o dendê da gravação original feita para álbum lançado há 18 anos, a viagem do artista pela própria nação musical abre espaço para a reconstrução do gagabirô de Cabeça de nego (João Bosco, 1986) em abordagem com citações nominais dos seminais João da Baiana (1887 – 1974) e Pixinguinha (1897 – 1973). Praticamente um idioma particular do cantor, o gagabirô conduz a interpretação vocalizada da canção norte-americana My favorite things (Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, 1965) e ressoa nos vocais ruminados na introdução de Horda (João Bosco e Francisco Bosco), inédita em que o artista, atento aos sinais, capta tensões nacionais da nação em desconstrução. João Bosco revive samba-enredo da escola Estácio de Sá no álbum 'Abricó-de-macaco' Marcos Hermes / Divulgação João Bosco jamais perde a classe ao recriar as criações, embora, a rigor, nem tudo soe com a força dos arranjos das gravações originais, de Bosco ou de intérpretes como a cantora Clara Nunes (1943 – 1982), propagadora do samba Nação. Alguma eletricidade se perdeu quando Bosco volta a iluminar Holofotes (João Bosco, Antonio Cicero e Waly Salomão, 1991), por exemplo. Se o samba Profissionalismo é isso aí (João Bosco e Aldir Blanc, 1980) vira blues, Forró em limoeiro (Edgar Ferreira, 1953) é reanimado com a vivacidade vocal dos cantores Alfredo Del-Penho, João Cavalcanti, Moyseis Marques e Pedro Miranda, também presentes como convidados em Pagodespell (João Bosco, Caetano Veloso e Chico Buarque, 1995), faixa introduzida pelo canto do samba Escapulário (Caetano Veloso a partir de poema de Oswald de Andrade, 1925 / 1975) em citação sagaz porque Chico escreveu a letra de Pagodespell com inspiração em versos do poeta modernista. Samba com o qual a escola Estácio de Sá desfilou no Carnaval de 1985, com enredo que celebrava o choro, o belo Chora, chorões (Caruso, Djalma Branco, Djalma da Mercês e Nei Jangada) ganha a voz de Bosco em repertório que também rebobina o afro-samba Água de beber (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961). Enfim, a nação musical de João Bosco é frondosa. O álbum Abricó-de-macaco dá alguns frutos porque, no gagabirô do artista, uma colheita nunca resulta igual à outra.

Leia Mais
  • Publicado em Cultura
No Comments
  • 365
  • 366
  • 367
  • 368
  • 369
  • 370
  • 371

Destaques

  • Câmara de Campo Grande aprova projetos sobre cultura, meio ambiente e inclusão de estudantes com TEA

    Na sessão ordinária desta terça-feira, 13 de ma...
  • Semana Nacional de Museus 2025: Programação especial em Campo Grande homenageia Lídia Baís

    A 23ª Semana Nacional de Museus acontece entre ...
  • Porto Geral de Corumbá recebe Festival América do Sul 2025 com atrações nacionais e celebração da cultura regional

    Entre os dias 15 e 18 de maio, o histórico Port...
  • Campão Cultural 2024 traz programação intensa e gratuita até 6 de abril

    O Campão Cultural está de volta, levando uma pr...
  • Casa de Cultura de Campo Grande oferece cursos gratuitos em música e dança

    A Casa de Cultura de Campo Grande está com insc...
TOPO