Rubem Fonseca morre aos 94 anos; relembre livros do escritor
'Feliz Ano Novo', 'O Cobrador' e 'O caso Morel' estão entre os destaques de sua obra. Rubem Fonseca Divulgação/Zeca Fonseca O escritor Rubem Fonseca, que morreu aos 94 anos nesta quarta-feira (15), no Rio, foi um dos maiores autores da literatura brasileira. Dentre seus principais livros, estão os clássicos e obras-primas da nossa literatura policial, como os volumes de contos "Lucia McCartney" (1967), "Feliz ano novo" (1975) e "O cobrador" (1979), além dos romances "O caso Morel" (1973), "A grande arte" (1983) , "Bufo & Spallanzani" (1985) e "Agosto" (1990). Alguns foram adaptados para cinema ou para a TV. Com estilo direto e coloquial, Fonseca chegou a trabalhar como comissário de polícia na vida real. Mas foi na ficção que suas tramas urbanas ficaram marcadas. PERFIL: um dos maiores autores brasileiros VÍDEOS: a obra clássica do autor FOTOS: a trajetória do escritor REPERCUSSÃO: artistas lamentam Em 2003, o contista, romancista, ensaísta e roteirista venceu o Prêmio Camões, o mais prestigiado da literatura em língua portuguesa. Veja, abaixo, os principais livros do autor: 'Feliz Ano Novo' (1975) Capa do livro 'Feliz ano novo', de Rubem Fonseca Reprodução O livro de contos é um dos mais importantes da obra de Fonseca e foi censurado pela ditadura por conter "matéria contrária à moral e aos bons costumes" no ano seguinte ao lançamento. A violência da vida urbana é tema central, mas a solidão, a melancolia e a desilusão, tópicos comuns da vida das pessoas nas grandes cidades, também aparecem ao longo dos 15 contos. 'Lúcia McCartney' (1967) Capa do livro 'Lúcia McCartney', de Rubem Fonseca Reprodução Livro de contos mostra o mundo irônico e angustiado onde tudo pode acontecer. As ameças e seduções, a surpresa e a insensatez cercam os personagens das grandes cidades. Anos depois, a obra originou o filme "Lúcia McCartney, uma Garota de Programa" e uma minissérie com Antônia Morais. 'O cobrador' (1979) Capa do livro 'O cobrador', de Rubem Fonseca Reprodução Através de uma narrativa agressiva com forte realismo, o escritor mostra o submundo do crime e da violência urbana no Rio de Janeiro nos anos 1970. São dez contos que retratam pedofilia, aborto, tráfico de drogas, estupro e doenças contagiosas, dentre outros temas. 'O caso Morel' (1973) Capa do livro 'O caso Morel', de Rubem Fonseca Reprodução O livro foi o primeiro romance do escritor e mostra o embate entre Paul Morel, um excêntrico artista de vanguarda, com o ex-escritor e policial. Morel está preso e narra histórias mescladas de sexo, violência e reflexões sobre a arte. 'A grande arte' (1983) Capa do livro 'A grande arte', de Rubem Fonseca Reprodução Neste romance policial, a trama se desenrola a partir do assassinato de uma prostituta e sua amiga que foram marcadas com a letra "P" na bochecha. O advogado Mandrake, personagem clássico da obra de Fonseca, tenta entender o mistério. 'Agosto' (1990) Capa do livro 'Agosto', de Rubem Fonseca Reprodução É um romance que mistura ficção e vida real, como o tentativa de assassinato de Carlos Lacerda e o suicídio de Getúlio Vargas. O livro se passa no mês de agosto de 1954 e mostra as consequências de episódios históricos, que culminam com a morte de Vargas. Comissário Alberto Matos, personagem principal do livro, no entanto, é fictício. 'Histórias curtas' (2015) Capa do livro 'Histórias Curtas', de Rubem Fonseca Reprodução Um dos últimos livros publicados pelo escritor é uma reunião de contos curtos, como diz o título. Além de retomar temas clássicos da sua obra, como a violência e o erotismo, a velhice e a degeneração da mente surgem como novos temáticas nas histórias. Initial plugin text
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Andrea Bocelli bate recorde no YouTube com show solitário na Páscoa
Com 2,8 milhões de acessos simultâneos, concerto conseguiu a maior plateia de uma transmissão de música clássica na plataforma de vídeos. Andrea Bocelli canta do lado de fora da Catedral de Milão neste domingo (12) de Páscoa Alex Fraser/Reuters O show solo de Andrea Bocelli na catedral deserta de Milão no domingo (12) de Páscoa bateu um recorde e se tornou a apresentação de música clássica mais assistida do YouTube. Veja aqui. Transmitido ao vivo, o concerto "Música para a Esperança" de 25 minutos do tenor italiano teve mais de 2,8 milhões de espectadores nos momentos de pico, a maior plateia simultânea de uma transmissão de música clássica ao vivo da história do YouTube, disse a plataforma nesta quarta-feira (15). O vídeo teve mais de 28 milhões de acessos em todo o mundo nas primeiras 24 horas, e até a manhã desta quarta havia chegado a 35 milhões. Bocelli, que apresentou uma seleção de canções religiosas, árias operísticas e uma versão de "Amazing Grace", disse querer que o concerto aproximasse pessoas isoladas durante o isolamento do coronavírus. O espetáculo, no qual Bocelli cantou em uma catedral vazia acompanhado somente de uma organista, foi precedido por imagens de drone de ruas e praças desertas de Milão e do exterior do Duomo da cidade, que remonta ao século 14.
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Rubinho Barsotti, às da bateria na era do samba-jazz e fundador do Zimbo Trio, morre aos 87 anos
Rubinho Barsotti, baterista da formação original do Zimbo Trio Divulgação ♪ OBITUÁRIO – Para quem testemunhou e/ou cultua a era do samba-jazz, vivida na efervescência das boates cariocas e paulistas da década de 1960, a morte do baterista e compositor Rubens Antonio Barsotti (16 de outubro de 1932 – 15 de abril de 2020), aos 87 anos, soou como nota especialmente desafinada. Ocorrida na madrugada de quarta-feira, 15, na cidade natal do músico paulistano, em decorrência de complicações de operação no fêmur, a morte de Rubinho – como o baterista era conhecido e chamado no meio dos instrumentistas – repõe em pauta a maestria de músicos daquela geração na arte de tocar bateria. Em bom português, na arte de manusear a bateria como refinada máquina de ritmo, proeza alcançada pelo autodidata Rubinho e por alguns poucos colegas de ofício como Dom Um Romão (1925 – 2005), Edison Machado (1934 – 1990) e Milton Banana (1935 – 1999). Não por acaso, todos esses ases foram bateristas ligados à bossa nova, matriz do samba-jazz. Rubinho Barsotti saiu de cena para ficar na história como integrante da formação original do Zimbo Trio, grupo fundado em 1964 com Rubinho na bateria, Amilton Godoy no piano e Luiz Chaves (1931 – 2007) no baixo. Zimbo Trio em foto de 1964, ano da formação do grupo Reprodução / Facebook Zimbo Trio Como integrante do Zimbo Trio, do qual o baterista original somente debandaria (por conta de problemas de saúde) no alvorecer dos anos 2010, Rubinho ganhou visibilidade na década de 1960 ao tocar e ao gravar disco com Elis Regina (1945 – 1982), cantora que entendia e falava a língua dos músicos. Com Elis, o Zimbo atuou com regularidade no programa O fino da bossa, sucesso de audiência da TV Record entre 1965 e 1967. Finda a era do samba-jazz, o Zimbo continuou em plena atividade, lançando discos com regularidade até o fim dos anos 1990, embora sob menos holofotes. Influenciado pelas orquestras que imperavam na década de 1950, Rubinho começou a trajetória profissional ainda nos anos dourados, antes do Zimbo. Tocou em vários conjuntos de bailes e lançou o primeiro disco em 1956, como integrante do Brazilian Jazz Quartet, grupo que já incluía o baixista Luiz Chaves, futuro colega de Rubinho no Zimbo. Mestre da bateria, Rubinho Barsotti tocou de igual para igual com alguns dos maiores jazzistas norte-americanos e sempre foi considerado um dos mais virtuosos músicos no manuseio da caixa do instrumento que lhe deu fama e prestígio no meio musical. Para Amilton Godoy, pianista que ainda prossegue atuante no Zimbo Trio, Rubinho foi simplesmente o melhor baterista de geração que incluiu pelo menos quatro ases. E um deles foi Rubinho Barsotti.
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Roberto Carlos confirma live para este domingo (19)
Cantor vai fazer transmissão cantando músicas do seu repertório durante 45 minutos, anunciou sua assessoria de imprensa nesta quarta-feira (15). Roberto Carlos Natália Clementin/G1 Roberto Carlos vai fazer uma live neste domingo (19), no dia do seu aniversario de 79 anos. A informação foi confirmada pela sua assessoria de imprensa nesta quarta-feira (15). O cantor está preparando um repertório especialmente para a live que terá duração de 45 minutos, segundo a assessoria. A transmissão vai acontecer "no início da noite", mas o horário exato ainda não foi divulgado.
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‘Just Dance’ é boa opção de exercícios em casa: Daya Luz e campeã brasileira dão dicas
Cantora pop, que é ex-bailarina do Faustão, e Pâmella Ribeiro ajudam iniciantes; repórter do G1 tenta seguir passos em VÍDEO. Saiba como jogar online com amigos. Daya Luz e Pâmella Ribeiro dão dicas para 'Just Dance' em casa No começo do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, vacilei e não consegui comprar pesos para me exercitar em casa. Resolvi testar um plano B que tinha aqui em casa encostado há um tempo: o game "Just Dance 2020". Ao jogar com os amigos com quem divido o apartamento em São Paulo, percebi logo que se tratava de um grande exercício aeróbico. Ao mesmo tempo, ajuda a distrair e a manter o clima leve entre pessoas que têm sido obrigadas a se ver de forma quase ininterrupta há um mês. Como nunca fui do tipo mais desenvolto, resolvi — com um empurrãozinho do meu editor no G1 — buscar conselhos de especialistas para melhorar minha técnica. Convidei a cantora Daya Luz, ex-bailarina do "Domingão do Faustão" e com a música "Te dominar" no repertório do jogo, e a vice-campeã mundial e bicampeã brasileira Pâmella Ribeiro. Assista ao vídeo acima. Daya Luz dá dicas para se dar bem em 'Just Dance' Arquivo pessoal Para quem está buscando uma forma de se divertir e se manter em movimento, mas ainda não conhece tão bem o jogo, leia dicas delas — e outras minhas: Onde jogar: com 11 edições ao longo dos anos, a mais recente é o "Just Dance 2020", lançado para Wii, Switch, PlayStation 4, Xbox One e Stadia; quem não tem videogame não precisa ficar triste. O "Just Dance Now" é um aplicativo para celulares que pode ser sincronizado com o computador ou algumas smart TVs; o "Now" ainda tem a vantagem de permitir jogo com amigos (ou qualquer outra pessoa) online; a versão para consoles não multiplayer online, mas até seis pessoas podem jogar no mesmo lugar (dependendo do console). Quando for jogar, tente sempre: fazer alongamento antes e depois; beber bastante água durante; fazer pausas entre algumas músicas; respeitar os limites de seus corpos; Pâmella Ribeiro ensina atalhos para a música 'Hips don't lie', de Shakira, em 'Just Dance' Arquivo pessoal Outras dicas: prestar atenção nos bonequinhos que aparecem no canto inferior direito da tela. Eles indicam qual será o próximo passo; tenha cuidado com os arredores, como um lustre baixo ou uma mesinha de centro traiçoeira; tenha mais cuidado ainda ao jogar com os amigos. Quanto mais gente, mais trapalhadas; se for usar o celular como controle, uma capa antichoque é importante, e ajuda a deixá-los menos escorregadios; montar playlists é uma boa forma de lembrar quais as suas músicas ou coreografias favoritas, e separá-las por ritmo ou intensidade ajuda a ir diretamente naquelas que você está mais no clima para dançar; o jogo oferece uma variedade bem interessante de ritmos, desde clássicos dos anos 1970 e 1980 a latinidades e pops atuais. Encontre seu favorito, mas se arrisque em desconhecidos. Os primeiros passos Nunca fui de frequentar academias ou exibir grande gingado nas pistas de dança, então o gosto game jogo é uma surpresa — talvez influenciado pela situação extraordinária em que vivemos. Desde que comecei a dançar, no entanto, tenho tentado dedicar pelo menos uma hora ao game quase todas as manhãs, tempo suficiente para suar quase o triplo do que eu suava na academia. No início, fui mais em músicas que gostava. A primeira grande favorita foi "You're the first, the last, my everything" (eu criminosamente erro e falo "my last" no vídeo), de Barry White. Além de pertencer ao mestre, sua coreografia que misturava clichês das discotecas, trabalho em equipe, passinhos do Carlton (de "Um maluco no pedaço") e muita emoção me conquistou. Há hits pop recentes com a mistura perfeita de belas canções e coreografias animadas. Todas de Katy Perry (aqui em casa nos tornamos Katy Kats informais). "Sorry", de Justin Bieber. "Uptown funk", de Mark Ronson e Bruno Mars. Nos últimos dias, no entanto, tenho me rendido ao ritmo latino e recomendo. As músicas são ótimas para soltar o quadril, o que ajuda em qualquer outro gênero. Destaque para "Chantaje", de Shakira com Maluma, "Calypso", de Luis Fonsi e Stefflon Don, e a eterna "Despacito", mais uma de Luis Fonsi, dessa vez com Daddy Yankee. No fim, também sustento uma motivação secreta que é a de trucidar amigas minhas em desafios futuros na casa de uma delas. É importante ter objetivos na vida.
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Patricia Marx persegue perfeição do canto de João Gilberto em single que anuncia EP em tributo ao artista
Com regravações de cinco músicas do repertório do intérprete baiano, disco tem lançamento programado para 19 de junho. ♪ Em 1974, quando Patricia Marx nasceu, João Gilberto (1931 – 2019) já era mito. Em 1983, quando a artista paulistana deu os primeiros passos como cantora infantil, a revolução musical orquestrada por João e exposta ao mundo em 1958 já completava 25 anos. Apresentada à bossa nova pelo pai, admirador do canto de João, Patricia Marx cresceu (inclusive artisticamente) e se tornou ela própria uma entusiasta do canto cool e preciso do estilista baiano. A ponto de, duas semanas antes do início da quarentena, Patricia ter entrado no Hataka Studios, na cidade natal de São Paulo(SP), para gravar EP em tributo ao cantor com regravações de cinco músicas do repertório do inventor da bossa. Uma dessas cinco músicas – Estate (Bruno Martino e Bruno Brighetti, 1960), canção italiana vestida de bolero que caiu majestosamente bem na voz de João ao ser refinada em gravação do álbum Amoroso (1977) – já está disponível em single que anuncia o EP. Capa do single 'Estate', de Patricia Marx Biga Pessoa Intitulado João e gravado pela cantora somente com o toque do violão de Willie Daniel, o EP tem lançamento previsto para 19 de junho, em edição do selo Lab 344. Além de Estate, o disco também traz no repertório a canção Caminhos cruzados (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958), a menos conhecida Você vai ver (Antonio Carlos Jobim, 1980), o samba Brasil com S (Rita Lee e Roberto Carvalho, 1982) – gravado por João para álbum de Rita Lee, a convite dessa roqueira bossa nova – e Once I loved (O Amor em paz) (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1960, em versão em inglês de Ray Gilbert, 1965). A julgar pela classuda abordagem da canção Estate, em gravação que persegue a perfeição do canto do homenageado, Patricia Marx faz tributo respeitoso ao legado de João sem inventar moda. Opção acertada, até porque, em se tratando de João Gilberto, tudo já foi inventado pelo próprio artista baiano.
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Lives resgatam ‘emo de raiz’ com músicas antigas de Fresno e NX Zero nesta quinta e sexta
Di Ferrero chama ex-colega Gee para lembrar NX Zero nesta quinta; Fresno faz #quarentEMO na sexta. 'Feliz que nossas músicas têm essa relevância na vida das pessoas', diz Di ao G1. Di e Gee, ex-colegas de NX Zero, e Fresno fazem lives com 'emo raiz' nesta quinta (16) e sexta (17) Divulgação A nostalgia do emo é destaque em lives desta quinta (16) e sexta (17). As duas bandas que foram mais populares no estilo no Brasil, NX Zero e Fresno, resgatam seus repertórios em transmissões ao vivo. Nesta quinta, às 21h30, Di Ferrero chama Gee Rocha, ex-colega de NX Zero, para participar de sua live – à distância, cada um de sua casa. O grupo não está em atividade, mas Di vai fazer um agrado aos fãs e "tocar as antigas", como anunciou. Até o nome da apresentação, #LiveVaiPassar, vem do refrão de uma das músicas mais conhecidas do NX Zero, "Razões e emoções". A transmissão vai ser no Instagram de Di Ferrero. Já a Fresno chamou de #quarentEMO a live que vai fazer na sexta, às 20h, no YouTube, com faixas recentes, do disco "Sua alegria foi cancelada", e outras antigas da banda. A transmissão será comandada por Lucas Silveira, com participação remota dos outros membros de suas casas. Saiba mais: Fresno faz investigação sobre jovens e melancolia da 'cultura de likes' em novo disco, diz vocalista Nostalgia emo Di Ferrero contraiu e se curou do novo coronavírus. Ele está em carreira solo desde que o NX Zero interromepeu a atividade em 2017. Em conversa com o G1, ele deixou claro que o encontro não é um retorno da banda, mas se rendeu à nostalgia ao falar de Gee. "O Gee Rocha é um dos meus melhores amigos e meu grande parceiro de composição. Conheci ele quando tinha 14 anos. Compusemos todas as do NX juntos, entre outros projetos, e até minha primeira música da carreira solo, 'Sentença'. Antes de tocarmos no NX tentamos em outras bandas, na época que morávamos no mesmo prédio", lembrou Di Ferrero. "Chamei ele pra trocar uma ideia numa live, como eu tenho feito pelo meu Instagram para falarmos sobre tudo, nossa história e parceira. Ele é um dos artistas mais talentosos que conheço, está produzindo uma galera nova: Zeeba, Luccas Carlos e por aí vai." Saiba mais: Emo morreu, mas passa bem… Ex-Cine, Restart e NX Zero estão por trás de hits que você ouve por aí "Também prometi para a galera que vou tocar umas músicas antigas, mas eu na minha casa e ele na dele em respeito à quarentena. Inclusive estou fazendo o setlist junto com os fãs pelo Twitter com a tag #LiveVaiPassar", diz o vocalista. "Eu e o Gee nunca deixamos de fazer coisas juntos. No meu álbum ele fez um feat. comigo em 'Diamante Raro', além de já ter participado do meu show solo." "Fiquei feliz em saber que tanta gente ficou empolgada com a 'Live Vai Passar' e que nossas músicas , nossa história com o NX e nossa amizade tem essa relevância na vida das pessoas", comemora Di. Di Ferrero em dois momentos durante o isolamento após ser diagnosticado com coronavírus Reprodução/Instagram/diferrero Fresno completo Lucas Silveira contou ao G1 que pretende fazer uma live de "três, quatro horas", para "cobrir todo o repertório" da Fresno. "A ideia é tocar as 'antigonas'. O saudosismo traz coisas boas nesse momento, e a gente quer levar alegria. A galera vai se lembrar da adolescência, dos áureos tempos, isso vai ser incrível. Estamos ansiosos. É o que o NX Zero vai fazer também. Eles dividiram essa época que muitas pessoas guardam no coração para sempre", diz Lucas. Fresno Camila Cornelsen/Divulgação
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Nego do Borel tenta cancelar o próprio cancelamento com boas ações e religião: ‘Pessoas viraram as costas pra mim’
Em entrevista ao G1, cantor fala de nova fase após polêmicas e rompimento de contrato com gravadora: 'Porradas lá atrás foram mais fortes'. Podcast debate cultura do cancelamento. Nego do Borel alterna alguma falta de noção e muita religiosidade em sua única música lançada neste ano, a primeira após rompimento do contrato com a gravadora Sony, no fim de 2019. "Vida de Bacana" resume bem os últimos meses da carreira dele, hoje pausada por conta do isolamento social. Na letra, o funkeiro carioca de 27 anos se diz perseguido e querendo fugir de tretas, mas depois canta: "Nego do Borel falando, tiro na tua cabeça / Agradeço a Deus por tudo, por sempre me proteger". "A maioria dos jovens quer ter uma vida boa, uma vida de bacana. Quando atinge um outro patamar, cria muitas invejas, sabe?", diz ele ao G1, explicando o clipe que chegou a 8 milhões de views em três meses. "Muitas críticas, vocês sabe como é que é. Porque às vezes na nossa música, no nosso trabalho, a gente não estuda para cantar o funk. A gente dá sorte e Papai do céu abençoa pra fazer sucesso." Nego fala com propriedade quando o assunto é "como é ser criticado". Se existisse um ranking de artistas cancelados no Brasil em 2019, o cantor provavelmente teria ficado no topo. Ele protagonizou vários episódios polêmicos, com destaque para dois: Fez perguntas de matemática em troca de dinheiro para crianças que trabalhavam no sinal, zoando quando elas erravam; Fez um comentário transfóbico dizendo que a webcelebridade transexual Luisa Marilac era "um homem gato". O G1 perguntou o que todo mundo quer saber: você se sentiu cancelado? "Em nenhum momento. Eu estou mais do que maduro para viver isso que eu estou vivendo, para viver o que eu vivi. As porradas lá atrás foram maiores. Hoje tudo o que vem é lucro." Nego do Borel no clipe 'Vida de Bacana' Divulgação "A gente vai errando, aprendendo, errando, aprendendo, errando, acertando, acho que errando… Eu me arrependo, sim, de algumas coisas, mas eu vejo como um aprendizado na minha vida. E vou subindo de nível mental, nível pessoal, nível profissional e a vida é uma escola", conclui. Mas será que ele sentiu que ele sentiu que teve artista que passou a tratá-lo diferente? "Tiveram pessoas que viraram as costas pra mim, sim", admite, sem citar nomes mesmo após o G1 perguntar. "Jamais vou sentir raiva, quero que Papai do Céu abandone essas pessoas. Mas é bom pra gente quem é quem, e quem está com a gente.” Ao dizer quem sempre esteve com ele, Nego do Borel cita a mãe, a equipe, os fãs e a ex-namorada, a influenciadora Duda Reis. “Eu recebi muito carinho deles. São o meu combustível para eu continuar andando, sabe? São como se fosse a minha gasolina", compara. Nego do Borel dá beijo em Duda Reis no Rock in Rio 2019 Marcos Serra Lima/G1 O funkeiro também buscou apoio na religião. Ele vai a cultos da Igreja Batista da Lagoinha, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ao ser perguntado se teve algum medo de perder o que havia conquistado antes do "cancelamento", ele fica um pouco emocionado: "Eu sei quem eu sou, eu conheço o meu coração. Eu tô bem com Deus, sabe? Papai do céu me conhece e eu sou um cara muito religioso." "Quem me deu foi Papai do Céu e só quem pode me tirar é ele. Se ele falar que vai tirar, ele vai tirar. Então, é só ficar seguro nele e fazer as coisas certas. Eu acho que foi um aprendizado pra gente aprender e não errar mais." Mas é possível continuar cantando letras maliciosas e indo aos cultos? "É claro que é possível. Dá pra gente dar uma maneirada, fazer as coisas certas. Mas Deus me usa, transforma as pessoas por meio de mim e do funk. Eu não tenho que largar o funk para ir à igreja e vice-versa." 4 milhões de fãs a mais Nego do Borel Divulgação/Washington Possato De 2018 a 2020, o cantor ganhou 4 milhões de seguidores no Instagram: hoje tem 11,5 milhões. Números como esse mostram que o cancelamento é, sim, relativo. Um desses seguidores é o jogador holandês Memphis Deepay: uma inusitada obsessão futebolística do cantor. Nego do Borel pode até ter perdido parte do público, mas segue com o aval de parceiros cobiçados. O segundo semestre do ano passado teve feats com Wesley Safadão ("Ding Dong"), Matuê ("Princesa") e Ferrugem ("Ela bota pra F…"). Segundo ele, o pagodeiro é um dos poucos que nunca o abandonou: "Ferrugem é um cara que eu vou levar pra sempre comigo. Ele esteve junto comigo no momento mais pesado." Nego do Borel com crianças no Realengo e montagem publicada por ele no Instagram em post sobre a Covid-19 Reprodução/Instagram/NegodoBorel Para trazer mais leveza, ele vem divulgando várias boas ações. Ele já cantou com artistas de rua em Portugal e hospedou em um hotel de luxo uma mulher que estava sozinha no aeroporto após levar um bolo. Também tirou foto e fez doações a garotos de comunidades cariocas. O cantor também aposta em um artista que era vendedor e malabarista em um sinal no Rio. Du Farol MC é o codinome de Roberth Sales. Ao lado de Borel e do produtor Papatinho, lançou seu primeiro clipe ("É Sim ou Não BB") no mês passado. Du Farol MC e Nego do Borel Divulgação Leno Maycon Viana Gomes carrega em seu nome artístico uma referência ao Morro do Borel, comunidade na Zona Norte do Rio onde foi criado. "Hoje, não dá para ver muita diferença do funk pop para o funk de favela, porque está tudo uma parada só. Eu acho que está mais escutado nas casas e desceu com força pro asfalto." A música pop brasileira também vem ganhando força fora do Brasil e Nego sabe disso. Ele tem feito aulas de inglês. "Eu sei que daqui a uns dois anos o funk vai estar muito explodido fora do Brasil. A gente vai ter que se comunicar com os gringos." Nego do Borel fez uma sala de aula em casa. Ele diz que estuda até três horas por dia, de segunda a a sexta. "O segredo está na nossa força de vontade. A gente é tudo que a gente quiser. Se eu quero aprender e estou focado, não tem mistério." Imagem publicada no Instagram de Nego do Borel cita história contada por Renato Aragão Reprodução/Instagram/NegodoBorel
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Indicada por Pitty, Luiza Audaz estreia como cantora solo com single ‘Bahia-flor’
♪ Em uma das escalas da turnê nacional do show Matriz (2018 / 2019), Pitty jantava em restaurante de hotel, na Bahia, quando assistiu a uma apresentação de Luiza Audaz, cantora e compositora nascida em Vitória da Conquista (BA). A artista soteropolitana gostou do que viu e ouviu. Tanto que recomendou a colega para Rafael Ramos, produtor e diretor artístico da gravadora, Deck, que edita os discos de Pitty. Indicação aceita e contrato firmado, Luiza Audaz lança na sexta-feira, 17 de abril, o primeiro single solo, Bahia-flor. Bahia-flor é composição de autoria de Luiza que integra o repertório do disco que a artista lançará neste ano de 2020 via Deck. Música gravada com mistura de percussões orgânicas e batidas eletrônicas, com intenção de evocar o universo afro-baiano-indígena, Bahia-flor é uma das duas faixas produzidas por Deep Leaks, duo paulistano de música eletrônica formado em 2018 pelos produtores Gustavo Koshikumo e Juliano Parreira. Luiza Audaz já havia participado do single Berimba areia (2019), lançado no ano passado pelo Deep Leaks. Contudo, Bahia-flor é o primeiro single de Luiza Audaz como cantora solo. Envolvida também com cinema e artes plásticas, a artista liderou o projeto Menino Blue, criado com o DJ e produtor Zeh du Ba$$ para embalar mix de jazz, música eletrônica e ritmos nordestinos.
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Luis Sepúlveda, escritor chileno, morre na Espanha vítima do coronavírus
Autor de 'O velho que lia romances de amor estava internado há mais de um mês com a doença. O escritor chileno Luis Sepulveda na feira do livro de Paris, em março de 2010 ETIENNE DE MALGLAIVE / AFP O escritor chileno Luis Sepúlveda, forçado ao exílio durante a ditadura de Augusto Pinochet, morreu na Espanha aos 70 anos, depois de passar um mês e meio hospitalizado por causa do coronavírus, informou a editora Tusquets. O autor estava internado desde o fim de fevereiro no Hospital Universitário Central das Astúrias, na região norte da Espanha, onde morava. Ele apresentou resultado positivo para o novo coronavírus depois de retornar de um festival no norte de Portugal. Veja famosos que morreram por causa do novo coronavírus De acordo com a imprensa local, em 10 de março, o escritor estava em estado crítico e, desde então, a família não divulgou mais informações sobre a saúde de Sepúlveda. "Os profissionais da saúde fizeram tudo para salvar sua vida, mas não superou a doença. Meus emocionados pêsames para a mulher e a família", escreveu no Twitter o presidente regional das Astúrias, Adrián Barbón. Instalado na Europa desde os anos 1980, Sepúlveda conquistou o sucesso como autor de 20 romances, livros de crônicas e contos, com destaque para "O velho que lia romances de amor". Prisão em 1973 Nascido em outubro de 1949 em Ovalla, uma cidade ao norte de Santiago, ele militou na juventude comunista e depois em grupos socialistas, o que provocou sua detenção em 1973, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Depois de um período conturbado, alternando dois períodos na prisão, outro em prisão domiciliar e quase um ano foragido na clandestinidade, em 1977 conseguiu sair do Chile, onde nunca voltou a morar.
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