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Discos para descobrir em casa – ‘O marginal’, Cássia Eller, 1992

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'O marginal', de Cássia Eller Ricardo Malta ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – O marginal, Cássia Eller, 1992 ♪ Fera indomável no palco, Cássia Rejane Eller (10 de dezembro de 1962 – 29 de dezembro de 2001) teve o canto domesticado pela indústria do disco em alguns momentos de trajetória fonográfica iniciada em 1990 e encerrada precocemente 11 anos depois. O álbum Cássia Eller (1994) foi uma primeira tentativa – relativamente bem-sucedida – de enquadrar a cantora carioca (de vivência brasiliense) na moldura pop radiofônica da época. O reposicionamento mercadológico de Cássia nesse terceiro álbum de 1994 foi efeito do susto levado pela então nova diretoria da gravadora Polygram com o resultado comercial do segundo álbum da artista, O marginal, lançado em julho de 1992 com título que já deu a pista certeira de disco que comeu pelas bordas em sintonia com jorro punk arremessado pela cantora no álbum inicial, Cássia Eller (1990), lançado dois anos antes. Gravado entre janeiro e abril daquele ano de 1992, com produção musical orquestrada por Wanderson Clayton sob a cúmplice direção artística de Mayrton Bahia, O marginal resultou no álbum menos ouvido e menos vendido da discografia da artista. Já na abertura do disco, Cássia mostrou que transitava pelas margens, por esquinas inimagináveis pelo mineiros do clube de Beto Guedes e Marcio Borges, compositores de Caso você queira saber (1973). Música obscura, lançada há então 19 anos em disco coletivo dividido por Guedes com Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, Caso você queira saber reapareceu transmutada, sinuosa e roqueira, no canto intenso de Cássia. Bicho solto, Cássia Eller deu voz em O Marginal a músicas de compositores da margem gauche do rio. No repertório de contorno vanguardista, tinha composição do arisco Itamar Assumpção (1943 – 2003), representado pela então inédita Sonhei que viajava com você, música que o Nego Dito gravaria somente em 1993. Tinha também Luiz Melodia (1951 – 2017), de quem Cássia regravou Sensações (1987) – com suingue funky turbinado com toque de blues em levada que incluiu passagem jazzy – e Amnésia, música então inédita, mais marota, também embalada em batida funkeada. Rock assinado pela própria Cássia Eller, em parceria com o baixista Tavinho Fialho (1960 – 1993) e Luiz Pinheiro, Eles amplificou o recado da liberdade sexual homoafetiva já dado pela cantora no álbum anterior com a regravação de Rubens (1986), música explicitamente gay de Mário Manga. A propósito, Manga reapareceu no álbum O marginal como parceiro de Leda Pasta em Aquele grandão, rock então inédito, amplificado pelas guitarras de Nelson Faria. Mesmo quando enveredou por outros ritmos, O marginal se impôs como disco de atitude roqueira. Até porque foi um disco que falou sem pudores de sexo ao reverberar o rock Bobagem (Rita Lee e Lúcia Turnbull, 1980) em gravação que evidenciou, ao fim, a largura do baixo de Tavinho Fialho, pai do filho de Cássia, Francisco Ribeiro Eller, nascido uma semana após a morte de Fialho em acidente de carro. Embora de origem carioca, Fialho era músico associado à Vanguarda Paulista por ter tocado em discos e shows emblemáticos de Arrigo Barnabé, compositor gravado por Cássia no primeiro álbum. O que reforçou a conexão de O marginal com o primeiro álbum de Cássia Eller. Duas composições lançadas em 1967 pelo guitarrista Jimi Hendrix (1942 – 1970), o blues-rock Here my train a coming' e o rock If six was nine, encerraram o álbum, como aperitivos do show de blues feito por Cássia com o guitarrista Victor Biglione – show gravado em estúdio na mesma época de O marginal (com produção musical de Biglione e Zé Nogueira) para ser editado em disco, mas nunca efetivamente lançado. If six was nine, a propósito, apareceu no disco em longo registro ao vivo captado em apresentação da cantora em Aracaju (SE), mas sem Biglione, também ausente da gravação de estúdio de Here my train a comin'. O take de If six was nine foi captado com a toque incandescente da guitarra de Nelson Faria, músico fundamental – assim como o baterista Élcio Cáfaro – na arquitetura do disco mais marginal da obra de Cássia Eller. Seja vocalizando o tema instrumental Comédia (Tatá Spalla) ou dando voz a Teu bem (Paulo Barnabé, 1987), música da alternativa Patife Band, Cássia Eller esbanjou personalidade em O marginal, álbum batizado com suingado rock de Cássia com Hermelino Neder (outro compositor presente no disco de estreia da cantora), Zé Marcos e Luiz Pinheiro. “Chama esse teu louco / E diga: são / Faz do teu delito / O vão / Que te permite ver o sol”, receitou a cantora em versos da música-título. O marginal é álbum que flagrou Cássia Eller em estado bruto, à margem, sã, sem compromissos com o mercado. Analisado em retrospectiva, o disco soa 28 anos depois como um dos retratos mais nítidos dessa fera nunca domada no palco. Mesmo que tenha posteriormente abrandado o tom em álbuns igualmente inspirados, caso sobretudo do manso Com você… Meu mundo ficaria completo (1999), Cássia Eller sempre pareceu mais fiel ao que mostrou nos dois primeiros álbuns. Por isso mesmo, O marginal é disco a ser descoberto em qualquer tempo.

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Lee Konitz, saxofonista que tocou com Miles Davis, morre por causa do coronavírus

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

Um dos mais reconhecidos saxofonistas do jazz, ele participou de gravações que deram origem a álbum 'Birth of the cool', de Davis. Lee Konitz em foto publicada no Facebook Reprodução/Facebook/Lee Konitz Lee Konitz, um dos mais reconhecidos saxofonistas do jazz americano, morreu nesta quarta-feira (15), aos 92 anos, em um hospital de Nova York. Seu filho, Josh Konitz, confirmou à rádio americana NPR que a causa foi uma pneumonia causada pelo novo coronavírus. Veja famosos que morreram por causa do novo coronavírus Devoto da improvisação, o músico participou de uma das gravações mais famosas da história do jazz. Em 1949 e 1950, ele tocou com Miles Davis nas sessões que dariam origem ao álbum de 1957 de Davis, "Birth of the cool". Konitz era o último participante ainda vivo dessas gravações. Nascido em Chicago em 1927, Konitz aprendeu clarinete aos 11 anos e migrou para o saxofone um ano depois, Em uma carreira que durou mais de sete décadas, ele ainda tocou ao lado de Charles Mingus, Ornette Coleman, Elvin Jones, Dizzy Gillespie, além de trabalhar em colaborações com Charlie Haden e Brad Mehldau. Ele deixa dois filhos, Josh e Paul, e três filhas, Rebecca, Stephanie e Karen. Mortes no jazz Konitz é mais um ícone do jazz a morrer por causa da Covid-19. Complicações causadas pela doença também tiraram as vidas de Manu Dibango, saxofonista camaronês e lenda do afro-jazz, do trompetista americano Wallace Roney, do guitarrista de jazz Bucky Pizzarelli e do pianista Ellis Marsalis Jr., considerado um dos país do jazz no final do século 20.

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‘Live politicamente correta não tem graça’, diz Gusttavo Lima após representação do Conar

quinta-feira, 16 abril 2020 por Administrador

'Não farei live pra ser censurado', afirma cantor sertanejo após Conselho abrir representação por propaganda irregular de bebida nas transmissões. Gusttavo Lima bebe durante live no sábado (11) Reprodução Gusttavo Lima falou, na noite desta quarta-feira (15), que não vai fazer live para ser "censurado". A declaração do cantor sertanejo aconteceu horas depois do Conar abrir uma representação contra suas lives por propaganda irregular de bebida. "Acho que uma Live engessada e politicamente correta não tem graça", escreveu Lima no Twitter. "O bom são as brincadeiras, a vontade, levar alegria alto astral para as pessoas que estão agoniadas nesse momento. Não farei Live pra ser censurado", continuou. A representação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) aponta a responsabilidade da Ambev e do cantor pelas transmissões "Live Gusttavo Lima – Buteco em Casa" e "Buteco Bohemia em Casa", que aconteceram nos dias 28 de março e 11 de abril. Nestes vídeos transmitidos ao vivo, Gusttavo aparece bebendo cerveja com marcas em destaque e outras bebidas alcoólicas ao longo das horas de transmissão.

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Aldir Blanc é internado em estado grave e tem suspeita de Covid-19

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

Compositor e escritor deu entrada no sistema de saúde na sexta-feira, com infecção generalizada e pneumonia. Nesta terça, ele foi transferido para o CTI; últimos exames indicaram suspeita de coronavírus. Aldir Blanc, em foto com a cantora Dorina Divulgação/SG Assessoria de Imprensa O compositor e escritor Aldir Blanc está internado em estado grave no Centro de Emergência Regional do Leblon, na Zona Sul do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele deu entrada na sexta-feira (10) com quadro de infecção generalizada, de origem urinária, e pneumonia. Os últimos exames indicaram suspeita de coronavírus e Aldir Blanc foi transferido para o CTI da unidade, no segundo andar, na noite desta terça-feira (14). Nas redes sociais, amigos e artistas deram início a uma campanha de arrecadação para transferir Aldir para uma unidade particular de saúde. Segundo a filha de Aldir, Isabel Blanc, não havia vagas de UTI e família temia que o quadro se agravasse. Nesta terça, ela postou dizendo que Aldir conseguiu a transferência para o CTI. "Acho importante informar que estamos vivendo um dia de cada vez. Quando tudo passar e nosso querido estiver seguro em casa, se não tivermos usado as doações iremos fazer as devoluções devidas. Muita transparência e honestidade. Gratidão sempre (…) Nem sei explicar o sentimento dessa rede de amor. Sou muito grata a cada um. Peço desculpas por não ter respondido a todos. Estou tentando. O amor é capaz de tudo. Agradeço também a cada funcionário do CER Leblon pelo carinho. Vamos!", escreveu Isabel em uma rede social. Compositor desde os anos 1960, Aldir Blanc é autor de uma vasta obra musical e literária. É dele, em parceria com João Bosco, o clássico "O bêbado e a equilibrista", de 1979. Aldir Blanc durante entrevista para a TV Globo Reprodução

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Festival de Cannes não será realizado em sua ‘forma original’ em 2020 por causa do coronavírus

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

Organizadores planejavam realização em junho e julho depois de adiamento, mas agora estudam outros formatos para evento de cinema. Cartaz da edição de 2019 do Festival de Cannes Joel C Ryan/Invision/AP O Festival Internacional de Cinema de Cannes não acontecerá "em sua forma original" em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus, mas os organizadores disseram que continuam a estudar opções para o evento. O festival, um dos maiores do mundo, inicialmente deveria ocorrer entre 12 e 23 de maio, mas foi adiado. Os organizadores planejavam a realização entre junho e julho. O presidente francês Emmanuel Macron anunciou na segunda-feira (13) que prorrogará o isolamento para conter o surto até 11 de maio, e que eventos públicos como festivais não podem ser realizados até meados de julho. "Após o comunicado do presidente francês… reconhecemos que o adiamento do 73º Festival Internacional de Cinema de Cannes, inicialmente cogitado entre o final de junho e o início de julho, não é mais uma opção", disseram os organizadores em um comunicado. "Está claro que é difícil supor que o Festival de Cannes pode ser realizado neste ano em sua forma original." Os organizadores também disseram, porém, que iniciaram debates com profissionais do cinema na França e no exterior. "Eles concordam que o Festival de Cannes, um pilar essencial da indústria do cinema, precisa explorar todas as contingências… tornando Cannes 2020 real de uma forma ou de outra", acrescentaram, sem detalhar as opções possíveis.

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Gizelly é eliminada do ‘BBB20’ com 54,79% dos votos

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

Mari e Babu, que também estavam no paredão, se salvaram e permanecem na casa. Gizelly no 'BBB20' Reprodução/Globo Gizelly foi a eliminada do "BBB20" nesta terça-feira (14) com 54,79% dos votos. Ela foi a 14ª participante a deixar a casa. Com isso, Mari e Babu, que também estavam no paredão, continuam no reality show. Ele recebeu 41,33% dos votos. Ela levou 3,88%. O paredão foi formado no domingo (12). Gizelly foi indicada entre os membros da xepa, escolhida por Mari, que já tinha sido escolhida pela líder, Manu. Babu completou a competição em uma votação entre os membros do grupo vip, com votos de Rafa e Thelma. O apresentador Tiago Leifert indicou a eliminação em seu discurso, ao citar a série de filmes de "Star Wars". O ator Mark Hamill, um dos protagonistas da franquia, havia tuitado "#ForaGizelly" na rede social a pedido de uma seguidora. "Ser de verdade tem um preço", falou Gizelly em conversa com Tiago depois de deixar a casa. Quando o apresentador falou que ela às vezes perdia a razão por causa de seu temperamento, ela concordou e se desculpou com os espectadores.

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Josyara e Giovani Cidreira se embolam na ruidosa atmosfera musical do álbum ‘Estreite’

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

Artistas baianos da nova geração se unem em disco produzido por Junix 11. Capa do álbum 'Estreite', de Josyara e Giovani Cidreira Divulgação Resenha de álbum Título: Estreite Artistas: Josyara e Giovani Cidreira Gravadora: Joia Moderna Cotação: * * 1/2 ♪ Pelo planejamento inicial, esse terceiro disco de Josyara – baiana projetada na cena alternativa pelo toque arretado do violão e pela poesia do cancioneiro autoral – seria gravado com Zé Manoel, pernambucano notado nessa mesma cena indie tanto pelo toque preciso do piano quanto pela sofisticação do cancioneiro autoral. A (boa) ideia era reerguer a ponte que liga a Petrolina (PE) de Zé Manoel ao Juazeiro (BA) de Josyara com o cruzamento de artistas de universos musicais distintos, mas unidos pela contemporaneidade. Mudança de rota no projeto fonográfico – terceiro título de Joia ao vivo, série de discos feitos em estúdio (ao contrário do que faz supor o nome do projeto da gravadora Joia Moderna) – juntou Josyara com o conterrâneo Giovani Cidreira, cantor e compositor soteropolitano. Estreite, o álbum decorrente dessa inédita parceria, foi gravado entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020. Disponível somente em edição digital, lançada em 26 de março, o álbum Estreite alinha oito composições inéditas, metade da lavra de Josyara, metade de autoria de Cidreira. Confiada a Junix 11, a produção musical do álbum Estreite peca por excessos. O uso nem sempre comedido de sintetizadores, baterias eletrônicas, baixos synths e guitarras, por vezes, abafa sutilezas e peculiaridades das músicas dos artistas. A polifonia encobre o molho e a poesia de Molha (Josyara), por exemplo, e acentua a aspereza de Palma (Giovani Cidreira). Faixas formatadas com maior delicadeza, a canção Anos incríveis (Giovani Cidreira) e a música-título Estreite (Josyara), sobressaem no oscilante repertório justamente por proporcionar um respiro na poluição sonora. Virá (Josyara) também se destaca ao cuspir fogo em nome da unidade latino-americana com mix de sons orgânicos e sintéticos. Mesmo presente em seis das oito faixas do álbum, o violão desassossegado de Josyara jamais se impõe com a força do álbum anterior da artista, Mansa fúria (2018). Meninas irmãs pt. 1 e Meninas irmãs pt. 2 – embasadas por baticum eletrônico – resultaram gélidas. Praticamente solada por Cidreira, com Josyara nos (discretos) vocais, Farol (Giovani Cidreira) ilumina o piano do produtor e multi-instrumentista Junix 11 sem atenuar a sensação de que há excesso de ruídos na confusa atmosfera musical em que Josyara e Giovani Cidreira se embolam no álbum Estreite.

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Discografia de Moraes Moreira nos anos 1980 é subestimada e está inacessível nas plataformas digitais

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

Os nove álbuns de estúdio lançados pelo cantor baiano naquela década precisam ficar disponíveis para streaming. ♪ ANÁLISE – É provável que, com a morte repentina de Moraes Moreira (1947 – 2020) na madrugada de segunda-feira, 13 de abril, as gravadoras logo comecem a arremessar álbuns do cantor nas plataformas de áudio. A indústria da saudade sempre se mostrou pronta para entrar em ação com rapidez no universo pop. O que causa espanto é que muitos discos do cantor, compositor e violonista baiano – em especial os nove álbuns de estúdio lançados pelo artista ao longo dos anos 1980 – nunca tenham merecido edição digital. Quase todos sequer foram editados no formato de CD quando as gravadoras investiam no poder de sedução das bolachinhas prateadas. Editada pela gravadora Ariola (de 1980 a 1984) e pela CBS (de 1985 a 1988, ano em que o cantor lançou dois álbuns), a discografia solo de Moraes Moreira nos anos 1980 costuma ser subestimada no confronto com a obra do grupo Novos Baianos. De fato, nenhum álbum solo de Moraes naquela década causou revolução musical como Acabou chorare (1972), pedra fundamental da discografia do grupo baiano que revelou Moraes para o mundo a partir de 1969. No entanto, são álbuns vigorosos em que o artista expandiu cancioneiro calcado na alegria tropical, procurando se atualizar sem se render aos modismos musicais da época. Os álbuns Bazar brasileiro (1980), Moraes Moreira (1981), Coisa acesa (1982), Pintando o oito (1983), Mancha de dendê não sai (1984), Tocando a vida (1985 – único da década lançado em CD), Mestiço é isso (gravado em 1986, mas lançado em janeiro de 1987), República da música (1988) e Bahiano fala cantando (1988) apresentaram repertórios inspirados que formaram parte expressiva da obra autoral do compositor. É fato que tais álbuns não concentram os maiores sucessos de Moraes Moreira, com exceções de Coisa acesa (disco que emplacou a música-título nas rádios e na trilha sonora da novela Final feliz) e de Mestiço é isso, disco do grande hit radiofônico Sintonia (Moraes Moreira, Fred Góes e Zeca Barreto, 1987) que também trouxe pot-pourri com sucessos carnavalescos e juninos do autor de Festa no interior (com Abel Silva, 1981) e Chame gente (parceria com Armandinho, de 1985). Contudo, são discos em que Moraes Moreira se exercitou com maestria na composição de sambas, frevos, marchas, baiões, choros e lambadas e outros ritmos em sintonia com a mistura pop tropicalista do artista. Pela grande contribuição dada por Moraes Moreira à música brasileira, o mínimo que se espera é que os detentores dos direitos da obra fonográfica do artista a tornem acessível – com a devida remasterização – para antigos admiradores e novos seguidores que hão de surgir, chamando mais gente para reouvir e/ou descobrir uma discografia luminosa.

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Moraes Moreira é homenageado por cartunistas em exposição virtual; VEJA

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

Um dos maiores nomes da música brasileira, cantor morreu nesta segunda-feira (13) aos 72 anos após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Pôster da exposição "Cantare", em homenagem a Moraes Moreira Divulgação A Associação dos Cartunistas do Brasil organizou uma exposição virtual para homenagear Moraes Moreira, cantor e compositor brasileiro que morreu nesta segunda-feira (13). Com mais de 50 artistas participantes, como Claudio Duarte e Carlinhos Müller, a mostra "Cantare" celebra a carreira do fundador dos Novos Baianos, que fundiu riqueza popular brasileira com efervescência da contracultura. Aos 72 anos, Moreira morreu devido a um infarto agudo no miocárdio. Confira abaixo a homenagem na íntegra: Adnael faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Adnael Alex Ponciano faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Alex Ponciano Alisson Affonso faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Alisson Affonso Amaury Araújo faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Amaury Araújo André Ribeiro faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/André Ribeiro Armando Marcos faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Armando Marcos Aroeira faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Aroeira Augusto Minighitti faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Augusto Minighitti Biratan Porto faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Biratan Porto Bruno Aziz faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Bruno Aziz Cacinho Jr. faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Cacinho Jr. Caó Cruz faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Caó Cruz Carlos Araújo faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Carlos Araújo Carvall faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Carvall Chico Pereira faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Chico Pereira Claudio Duarte faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Claudio Duarte Claudio Duarte faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Claudio Duarte Claudio Teixeira faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Claudio Teixeira Dálcio Machado faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Dálcio Machado Daniel Kondo faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Daniel Kondo Décio Ramirez faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Décio Ramirez Eder faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Eder Edra faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Edra Fausto faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Fausto Fred faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Fred Gilmar Fraga faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Gilmar Fraga Glen Batoca faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Glen Batoca Humberto Pessoa faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Humberto Pessoa Jhota Melo faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Jhota Melo Júnior Lopes faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Júnior Lopes Kadu Farias faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Kadu Farias Luciano Félix faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Luciano Félix Marcelo Magon faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Marcelo Magon Marcio Malta faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Marcio Malta Marcos Guilherme faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Marcos Guilherme Mauro Miranda faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Mauro Miranda Maxx Figueiredo faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Maxx Figueiredo Moisés faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Moisés Carlinhos Muller faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Carlinhos Muller Jaka Red faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Jaka Red Nelson Fernandes faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Nelson Fernandes Roberto Joviano faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Roberto Joviano Rodrigo Kitahara faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Rodrigo Kitahara Thiago Lucas faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Thiago Lucas Ulisses faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Ulisses William Medeiros faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/William Medeiros Zeca D Souza faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Zeca D Souza Aurélio Albuquerque faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Aurélio Albuquerque Brum faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Brum Bruno Dutra faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Bruno Dutra Daniel Baptista faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Daniel Baptista Rafael Duarte Oliveira Venancio faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Rafael Duarte Oliveira Venancio Samuca faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Samuca Jimmy Scott faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Jimmy Scott André Hippertt faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/André Hippertt Douglas Fernandes faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Douglas Fernandes Evandro Olante faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Evandro Olante Fernando Nepomuceno faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Fernando Nepomuceno Gau Effe faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Gau Effe Gisele Henriques faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Gisele Henriques Jean Cloude faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Jean Cloude Jorge Inácio faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Jorge Inácio Maraska faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Maraska Nei Lima faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Nei Lima Nico faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Nico Paulo Cid faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Paulo Cid Ribamar faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Ribamar Synnöve Hilkner faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Synnöve Hilkner Vicente Bernabeu faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Vicente Bernabeu Aleco faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Aleco Alessandro Driê faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Alessandro Driê André Camargo faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/André Camargo Baptistão faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Baptistão Dodô faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Dodô Edu faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Edu Fredson faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Fredson GutoRespi faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/GutoRespi Osmar Ritter faz homenagem a Moraes Moreira Divulgação/Osmar Ritter

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Sam Smith diz que vídeos caseiros na quarentena são exemplos de isolamento: ‘Estamos juntos’

quarta-feira, 15 abril 2020 por Administrador

'Ver cantores gravando a si mesmos em casa nos lembra que somos todos iguais', diz ao G1. Artista lança 'I'm ready' com Demi Lovato, fala de disco adiado e lembra depressão no Brasil. Sam Smith, em sua casa na quarentena, grava versão da música 'How do you sleep?' Reprodução Sam Smith está bem. Em quarentena com a irmã em casa, vendo TV, comendo, tentando malhar, resolvendo umas coisas de trabalho. Até gravando vídeos na sala. Gente como a gente. A diferença é que esses vídeos são de sucessos onipresentes nos últimos anos com seu vozeirão sofrido. E as resoluções de trabalho são adiar uma turnê mundial e o lançamento do seu terceiro disco. O título seria "To die for" (motivo para morrer) e vai mudar, claro. A data e o novo nome não estão certos. Pelo menos sai na sexta (17) a faixa 'I'm ready", com Demi Lovato – tudo feito antes da quarentena. O clima ainda é emotivo, mas "para dançar triste", como Sam Smith define ao G1. Sam também fala sobre o exemplo dos vídeos caseiros em quarentena: "Nos lembra que somos iguais". Ao falar sobre o Lollapalooza em São Paulo, em 2019, Sam Smith descreve uma fase de depressão. O show aconteceu dias após uma entrevista que revelou sua identidade de gênero não binária. Ao marcar a entrevista, Sam, que não se identifica como homem nem mulher, pediu para ter identificação de gênero neutra na reportagem. Leia abaixo: G1 – O refrão de ‘I’m ready’ descreve uma coisa simples, mas que eu acho difícil alcançar: deixar alguém te amar. Você sentia que deixava isso nos seus primeiros discos? Sam Smith – A gente passa por fases. Amar alguém te deixa muito vulnerável. Só acontece algumas vezes na vida. Hoje sinto essa disposição. Há alguns anos senti também. Foram só algumas vezes na vida que consegui me expor, mostrar para a pessoa tudo de mim. G1 – O vídeo em que você aparece lutando no chão me lembrou de outra música com letra parecida, “Ready for the floor”, do Hot Chip. Como foi a ideia desse vídeo com a Demi? Sam Smith – Esse vídeo festeja as identidades LGBTQ em todas as suas formas. Eu não sei se você é “queer” como eu. Mas para alguém que é, o esporte pode ser assustador, um gatilho. Então, ser esportista num clipe com Demi Lovato foi incrível. Foi tão libertador. E as Olimpíadas foram canceladas nesse ano, então as pessoas gays têm dar sua contribuição. Sam Smith e Demi Lovato Divulgação G1 – Eu tinha esse medo nas aulas de Educação Física sim, entendo. Mas para mim, o esporte era um símbolo de estar pronto para ganhar ou perder numa relação. Sam Smith – É mesmo. Quer saber? Eu vou roubar isso de você! É verdade. G1 – Além dessa faixa, como foi a decisão de adiar o lançamento do seu terceiro disco? Os fãs estão em casa buscando alguma alegria. Sam Smith – Não foi uma decisão difícil, pois sei que tenho faixas que posso lançar, como essa. Mas eu queria ser sensível com os fãs. O que está acontecendo no mundo é muito intenso. Eu vou viajar na turnê do disco por próximos dois anos. Foi a coisa certa a se fazer. G1 – Como é seu processo de escolher um título? E em que pé está para o novo título do disco? Sam Smith – Eu já tenho um novo título. Normalmente tento achar uma letra do disco que resume esse período da minha vida. E mudo de ideia o tempo todo, é um pesadelo. Mas já achei o nome novo. Acho que é melhor do que “To Die For”. G1 – Sei que você não vai contar, mas vou chutar: “I’m ready for someone to love me”, certo? Sam Smith – (Risos). Não, na verdade nem sei se essa música vai estar no disco. Vamos ver como estará o mundo para saber a data também. Por isso decidi ao menos lançar “I'm ready”, espero que faça as pessoas sorrirem agora. Eu tenho um disco inteiro pronto, que pode não incluir nenhuma dessas já lançadas. Mas eu vou ver como me sinto depois de tudo isso acabar. G1 – Mas essas músicas apontam algo sobre o disco? Elas são mais pop e dançantes. Sam Smith – Sim. Os primeiros dois discos são muito profundos, emotivos. Eu passei pelo período mais triste da minha vida nos últimos anos. E não queria escrever tantas músicas tristes. Há algumas músicas tristes no disco. Falando a verdade, elas são todas tristes. Mas agora eu prefiro ficar triste enquanto danço. Dançar no clipe de “How do you sleep?” me libertou. Eu quero fazer isso mais, até na turnê. Esse é meu objetivo nesse disco, me divertir. E correr riscos, mostrar esse lado de mim. Porque eu sempre fui assim, só nunca mostrei para as pessoas. Sam Smith no vídeo de 'How Do You Sleep?' Reprodução/YouTube G1 – Essa pergunta que todo mundo tem que fazer atualmente: como você está passando esses dias? Sam Smith – Estou bem, numa posição privilegiada. Estou em casa com minha irmã. Comendo, tentando malhar, vendo TV, resolvendo umas coisas de trabalho. Só é difícil ficar em casa enquanto tem tanta gente lá fora lutando para viver. E lutando pelas vidas de outras pessoas. Só tento ficar o mais otimista que consigo. G1 – Você tem feito algumas gravações simples na sua casa, uma delas passou até no iHeart Festival. Para alguém que faz turnês com mil roadies, músicos e técnicos, como é a experiência? Sam Smith – Está incrível. E me lembro de quando eu tinha 13 anos e costumava cantar cantar sem ninguém no meu quarto, só pela alegria de cantar mesmo. Foi lindo fazer isso nesses dias. Não estou no clima de compor, mas sim de cantar. Está sendo legal. G1 – Você acha que isso dá um recado para os fãs que também estão em casa? Sam Smith – Totalmente. Ver cantores gravando a si mesmos em casa nos lembra que somos iguais. Somos humanos e estamos nessa juntos. Há muitas diferenças, claro, que dificultam a vida, mas passamos por isso juntos. Agora só quero ajudar. Se cantar ajuda, ótimo. G1 – Seu show no Brasil em 2019 foi um dos primeiros após sua entrevista em que você disse que era de gênero não binário. Como você se sentia naqueles dias? Sam Smith – Eu sempre fico feliz no Brasil, amo estar aí. Os shows foram ótimos. Mas nessa época minha saúde mental estava ruim. Estava em turnê por 100 dias, um cansaço emocional. Sam Smith canta em show no Lollapalooza 2019 Fábio Tito/G1 No palco me sentia incrível, mas assim que saía, era um peso. Estava em depressão. Mas não há nada como um show brasileiro para te fazer sentir melhor. G1 – Quando a turnê começar de verdade, acha que passará pelo Brasil? Sam Smith – A turnê começaria em setembro, então não sei. Espero que no ano que vem eu consiga. G1 – E você falou que gostou de dançar no clipe. Vai ter muita dança no show novo? Sam Smith – Claro, vou dançar muito na turnê, vai ser uma coisa totalmente Beyoncé! (Risos). Sam Smith e Demi Lovato Divulgação

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