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Elenco de High School Musical vai participar de especial da Disney

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

'The Disney Family Singalong' vai ser transmitido na quinta-feira (16) nos Estados Unidos. Ariana Grande e Demi Lovato também vão cantar músicas da trilha sonora de filmes. Elenco de High School Musical vai cantar 'We All in This Together' no especial da Disney nesta quarentena Divulgação O elenco de High School Music vai ser reunir virtualmente para cantar "We All in This Together" no especial "The Disney Family Singalong". O programa vai ser exibido nos Estados Unidos na quinta-feira (16), com apresentação de Ryan Seacrest. Quase 14 anos após o lançamento, Vanessa Hudgens, Ashley Tisdale, Corbin Bleu, Monique Coleman, Lucas Grabeel e outros atores se reunirão virtualmente para cantar a música de grande sucesso do filme. O ator Zac Efron vai mandar uma mensagem em vídeo, mas não vai participar da performance. O que ver na TV e na internet com as crianças Guia para vida em casa: G1 lista dicas para o isolamento social Vanessa Hudgens compartilhou uma foto que mostra que parte do elenco já se reuniu em uma videochamada neste período de quarentena. Parte do elenco de 'High School Musical' já se reuniu em uma chamada de vídeo nesta quarentena; eles também vão cantar no especial da Disney Reprodução/Instagram/VanessaHudgens "Todo mundo que procuramos responderam rapidamente. Eles reconhecem que esta é uma oportunidade para fortalecer o espírito de quem vai se juntar a nós na transmissão", afirmou Kenny Ortega, diretor da franquia, ao Deadline. No especial ainda estão programadas apresentações virtuais de Demi Lovato, Ariana Grande, Cristina Aguilera, Josh Gad, Michael Bublé, entre outros artistas. Eles vão cantar músicas favoritas de filmes como "A Bela e a Fera", "A Pequena Sereia", "Toy Story", "Frozen" e "Moana".

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Ator Felipe Simas é diagnosticado com a Covid-19

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Mulher do ator diz que não sabe como o marido foi contaminado. Segundo ela, Felipe Simas estava em isolamento e saía de casa apenas para ir ao mercado e buscar compras. Mariana Uhlmann Simas contou neste sábado (11) que seu marido, Felipe Simas, foi confirmado com o novo coronavírus Reprodução/Instagram A mulher do ator Felipe Simas, Mariana Uhlmann Simas, confirmou neste sábado (11) no Instagram que o marido foi diagnosticado com o novo coronavírus. Felipe Simas estava na novela "Salve-se Quem Puder", que era exibida às 19h e foi interrompida por causa da pandemia da Covid-19. Na trama, ele interpretava o personagem Téo Santamarina. "Gente, estão me perguntando como o Fê está, como está tudo. O Fê está bem. Ele deu positivo para o coronavírus, mas ele está bem. A gente está em casa. Na verdade, a minha sogra estava aqui em casa. Então, assim que o Felipe começou com os sintomas, ela foi para a casa dela com o Joaquim e com a Maria [filhos do casal]", contou Mariana na rede social. "Eu fiquei com o Vicente [filho mais novo]. E, como ela [a sogra] já estava com a gente, isso não ia mudar, porque ela já tinha passado a semana com a gente. E a gente está com todos os cuidados médicos, a gente tem falado com a pediatra das crianças sempre. Está tudo tranquilo", disse. Mariana ainda afirmou que não sabe como o ator foi contaminado com a doença e que a família já estava em isolamento social há algumas semanas. Ela acrescentou ainda que Felipe Simas saía de casa apenas para ir ao mercado ou para buscar outras compras. "A gente não faz ideia de onde ele pegou, mas agora não é o momento de pensar nisso. É o momento de se cuidar." Ela ainda reforçou que todas as pessoas devem ficar em casa e também lembrou a importância do uso da máscara para quem vai ao mercado. "A gente não sabe como cada corpo reage. No primeiro dia, ele ficou muito mal, com muita dor de cabeça. Cuidem-se, cada um cuida da sua família e do seu próximo porque o cuidado é muito importante nesse momento." Initial plugin text

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Andrea Bocelli faz live de Páscoa no YouTube na Catedral de Milão vazia; saiba como assistir ao show

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Tenor italiano vai cantar músicas como 'Ave Maria', acompanhado da organista Emanuele Vianelli. 'Acredito na força de rezar juntos', disse o cantor de 61 anos. Andrea Bocelli, um dos tenores mais famosos do mundo, vai cantar na vazia Catedral de Milão, ou Duomo di Milano, neste domingo (12) de Páscoa. O show do cantor italiano de 61 anos vai ser transmitido a partir das 14h, em seu canal no YouTube. O evento se chama Music for Hope ("Música pela esperança"). Veja o show de Andrea Bocelli no YouTube Bocelli, que vendeu mais de 70 milhões de discos pelo mundo, será acompanhado apenas pelo organista da catedral, Emanuele Vianelli. Juntos, ao som de um dos maiores órgãos de tubos do mundo, o cantor e a organista vão apresentar um repertório com hinos religiosos como “Ave Maria”, de Pietro Mascagni, e "Santa Maria". Bocelli não vai cobrar cachê pela apresentação. Como outras lives, serão feitas ações em busca de doações dos espectadores. 'A força da reza' Porto Alegre terá um show de Andrea Bocelli pela primeira vez neste domingo (23), no Estádio Beira-Rio. Tenor também passará por Brasília e São Paulo Divulgação "Estou honrado e feliz em responder sim ao convite da cidade e do Duomo de Milão", disse Bocelli em um comunicado do evento. "Acredito na força de rezar juntos; acredito na Páscoa cristã, um símbolo universal de renascimento que todos – sejam crentes ou não – realmente precisam agora." "Durante momentos como esse, em que somos forçados a ficar em casa, temos que usar essa oportunidade para fazer coisas que gostaríamos de fazer, mas não tínhamos tempo para elas", afirmou o cantor ao jornal britânico "The Guardian".

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Linn da Quebrada lança disco de remixes e faz a festa do fim do mundo em single com Clarice Falcão

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Artista também prepara o segundo álbum, 'Trava línguas', três anos após despontar com 'Pajubá'. ♪ Enquanto prepara o lançamento do segundo álbum, Trava línguas, a cantora, compositora e atriz Linn da Quebrada permanece em cena na quarentena com outros dois discos. Dois inéditos lançamentos da artista paulistana chegam ao mercado fonográfico no espaço de uma semana. O primeiro – já disponível desde sexta-feira, 10 de abril – é o segundo volume do projeto Pajubá remix. Trata-se de disco de remixes das faixas do primeiro álbum de Linn, Pajubá (2017), lançado há três anos. Na sequência do primeiro volume, apresentado em dezembro de 2019, a artista alinha 13 remixes inéditos de 11 das 13 músicas do álbum Pajubá, com ênfase na releitura da faixa Tomara por Davi Sabbag (projetado como integrante da desativada Banda Uó). O remix de Sabbag foi escolhido para promover o disco Pajubá remix II. A propósito, a música Tomara também reaparece no disco em remix produzido pelo norte-americano MikeQ. Capa do disco 'Pajubá remix II', de Linn da Quebrada Divulgação O time de DJs e produtores arregimentados para o disco inclui o curitibano Boss in drama (no remix de A lenda), a argentina Tayhana (autora do remix de Coytada) e Pininga (no remix de Serei A), DJ da cena paulistana. O outro lançamento fonográfico de Linn da Quebrada é, a rigor, participação em ainda inédito single autoral de Clarice Falcão. Intitulado O after do fim do mundo, o single tem produção musical de Lucas de Paiva e lançamento programado para quinta-feira, 16 de abril. De textura eletrônica, na linha do terceiro álbum de Clarice (Em conserto, de 2019), o single O after do fim do mundo foi produzido à distância, na quarentena.

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Mônica Salmaso revê amigos e o melhor da música brasileira na série ‘Ô de casas’

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Promovidos somente em nome da arte, os encontros virtuais da cantora sobressaem na quarentena pela combinação de rigor estilístico e informalidade. ♪ ANÁLISE – Enquanto o universo pop sertanejo mostrou tino comercial ao transformar as lives em negócios tão rentáveis quanto solidários, em modelo de apresentação que deverá resistir após o período de isolamento social para enfrentar a pandemia do coronavírus, artistas associados à MPB estão mostrando que, sem dinheiro, também é possível entreter seguidores na quarentena somente em nome da arte – no caso, da deusa música. Uma das melhores cantoras do Brasil de todos os tempos, a paulistana Mônica Salmaso tem sobressaído na era das lives com a série sagazmente intitulada Ô de casas. Salmaso não tem feito propriamente lives, mas vem disponibilizando nas redes sociais da artista apresentações pré-gravadas em que a cantora se encontra à distância com instrumentistas e/ou cantores para revisitar em Ô de casas o melhor da música brasileira. O convidado toca um instrumento e/ou canta enquanto Salmaso entra com a voz de técnica apurada. Iniciada em 22 de março com o encontro virtual com Alfredo Del-Penho para interpretar o samba A cor da esperança (Cartola e Roberto Nascimento, 1978), a série diária de Salmaso já rendeu 21 duos até a noite de sábado, 11 de abril. São encontros afinados em todos os sentidos, promovidos por cantora identificada com as tradições da MPB, mas que também sabe abrir os ouvidos para o pop folk nacional – como mostrou no encontro com Zélia Duncan para seguir o trilho de Feliz caminhar, com a convidada ao violão no canto dessa parceria de Zélia com Paulinho Moska lançada pela artista no álbum Tudo é um (2019). Houve até pontes intercontinentais, como o duo d'além-mar que conectou Salmaso com o pianista português Mário Laginha no tema Mãos na parede (2003). Anfitriã zelosa e guardiã das tradições da música brasileira, Salmaso tem seguido a trilha de Ô de casas com fidelidade à ideologia musical de discografia iniciada há 24 anos como o álbum Os afro-sambas (1996). Ao longo das primeiras 21 edições do projeto, o samba foi ritmo dominante em repertório que também incluiu temas nordestinos na seleção que compreendeu 22 músicas lançadas em disco entre 1935 e 2019. Teresa Cristina e Mônica Salmaso cantam o samba 'Candeeiro' na série 'Ô de casas', de Salmaso Reprodução / Vídeo Todos os encontros resultaram harmoniosos. Na sexta edição, a cantora se uniu a Teresa Cristina para reacender Candeeiro (2002), samba da fina lavra autoral de Teresa. Na oitava edição, Salmaso celebrou o compositor Dorival Caymmi (1914 – 2008) ao dar voz a Dorival Pescador (2016) com o violonista Ian Faquini, parceiro de Mauro Aguiar na composição. Na 18ª edição, a cantora redescobriu Mistérios (1978) com a voz e o violão de Joyce Moreno, parceira de Maurício Maestro na criação da canção lançada por Milton Nascimento há 42 anos. Na 19ª edição, Salmaso cantou Quilombola (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro, 2001) com o autor Sérgio Santos. Enfim, Mônica Salmaso tem mostrado que a MPB resiste, imune ao potente vírus mercadológico que tem minado melodias, letras e harmonias na aglomeração pop-funk-sertaneja do mainstream. Sérgio Santos e Mônica Salmaso revivem 'Quilombola' na série 'Ô de casas', de Salmaso Reprodução / Vídeo ♪ Eis, na ordem em que foram apresentadas, as 22 músicas e os respectivos convidados de Mônica Salmaso nas 21 primeiras edições da série Ô de casas, disponível para apreciação nas redes sociais da cantora anfitriã: 1. A cor da esperança (Cartola e Roberto Nascimento, 1978) – com Alfredo Del-Penho 2. Samba de dois-dois (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004) – com Pedro Miranda 3. Lembre-se (Moacir Santos e Vinicius de Moraes, 1959) – com Paulo Aragão 4. Bêradero (Chico César, 1991) – com Chico César 5. Gírias do norte (Onildo Almeida e Jacinto Silva, 1961) – com Lulinha Alencar 6. Candeeiro (Teresa Cristina, 2002) – com Teresa Cristina 7. Mãos na parede (Mário Laginha, 2003) – com Mário Laginha 8. Dorival pescador (Ian Faquini e Mauro Aguiar, 2016) – com Ian Faquini 9. Eu sambo mesmo (Janet Almeida, 1946) – com Tiago Costa 10. Coco sincopado (Jacinto Silva e Zezé da Lojinha, 1966) – com Xisto Almeida 11. Garimpo (João Cavalcanti e Antonia Adnet, 2012) – com João Cavalcanti 12. Joãozinho boa-pinta (Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa, 1950) – com Jovino Santos Neto 13. Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973) / O sol nascerá (Elton Medeiros e Cartola, 1964) – com João Camarero 14. Tentar dormir (André Mehmari e Luiz Tatit, 2011) – com André Mehmari 15. Linda flor (Ai, yoyô) (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto, 1929) – com Guinga 16. Rainha negra (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1992) – com Moacyr Luz 17. Todo o sentimento (Cristovão Bastos e Chico Buarque, 1987) – com Cristovão Bastos 18. Mistérios (Joyce Moreno e Maurício Maestro, 1978) – com Joyce Moreno 19. Quilombola (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro, 2001) – com Sérgio Santos 20. Feliz caminhar (Zélia Duncan e Paulinho Moska, 2019) – com Zélia Duncan 21. Minha palhoça (J. Cascata, 1935) – com Proveta

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Lives de domingo (12): Andrea Bocelli, Zé Neto & Cristiano, Michel Teló, Festival Fome de Música e mais shows

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Festival com Ludmilla, Jorge e Mateus, Xand Avião, Léo Santana e outros, além de Parangolé, Turma do Pagode e Rael estão entre as apresentações ao vivo; veja lista completa. Zé Neto e Cristiano, Andrea Bocelli e Michel Teló fazem lives neste domingo (12) Divulgação Andrea Bocelli, um dos tenores mais famosos do mundo, vai cantar na vazia Catedral de Milão, ou Duomo di Milano, neste domingo de Páscoa, em um concerto transmitido ao vivo. O cantor italiano será acompanhado apenas pelo organista da catedral, Emanuele Vianelli, tocando um dos maiores órgãos de tubos do mundo em um repertório que inclui “Ave Maria”, de Pietro Mascagni. Entre as outras lives de destaque deste domingo estão as dos sertanejos Zé Neto e Cristiano e Michel Teló, e o Festival Fome de Música, com Ludmilla, Jorge e Mateus, Xand Avião e outros, que será transmitido pelo Multishow. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. Lives hoje e como assistir às lives: Zé Neto e Cristiano – 18h – Link Michel Teló – 14h – Link Rael – 20h (Festival Audio) – Link Andrea Bocelli – 14h – Link Turma do Pagode – 16h – Link Parangolé – 16h – Link Tank & the Bangas – 17h – Link DJ Guuga – 21h – Link Festival Fome de Música – 15h – Marcelo Falcão, Ludmilla, Xand Avião, Jorge & Mateus, Léo Santana, Dennis DJ, Pedro Sampaio, Xanddy Harmonia e mais – No YouTube e no Multishow – veja programação (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o G1 errou ao informar que a live do cantor Michel Teló começaria às 20h. O horário correto é às 14h. A informação foi corrigida às 12h20.)

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G1 Ouviu #84 – Cultura do cancelamento: Do Rei do Pop aos príncipes do funk

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Podcast tem histórico de artistas cancelados, depoimento de Nego do Borel e respostas para a pergunta: Por que tantos famosos estão sendo cancelados quase todos os dias? Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia… Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado G1 ouviu, podcast de música do G1 G1/Divulgação

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Discos para descobrir em casa – ‘Jóia, jóia’, Wilson Simonal, 1971

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Jóia, jóia', de Wilson Simonal Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Jóia, jóia, Wilson Simonal, 1971 ♪ Em setembro de 1971, o mundo de Wilson Simonal (23 de fevereiro 1938 – 25 de junho 2000) já começava a ruir quando o cantor carioca terminou de gravar o álbum Jóia, jóia, pondo voz na música De noite na cama (Caetano Veloso, 1971), gravada no mesmo ano por Erasmo Carlos e Doris Monteiro. É que, durante as sessões de gravação deste álbum que encerrou a consagradora passagem do artista pela Odeon, gravadora na qual o cantor ingressara em 1961, Simonal já estava envolvido em pendengas judiciais decorrentes de ato impensado que cometera naquele ano. Em meados daquele ano de 1971, o artista recorrera a agentes do repressor Departamento de Ordem Política e Social (Dops) para dar prensa em contador que o cantor acreditava ter desfalcado a empresa que Simonal abrira para agenciar a própria carreira. Já nociva e intolerável em si, a ação passional de Simonal gerou trama espantosa no qual o artista se viu no papel de dedo-duro, colaborador do Dops, em acusações que diluíram o prestígio e o trânsito do cantor pelo meio artístico, mas que, ao contrário do que se pensa, jamais impediram a continuidade da carreira de Simonal. Mesmo empurrado para os holofotes das páginas policiais, o cantor gravou discos (editados pela Philips e, depois, pela RCA) e fez shows com regularidade ao longo da década de 1970. Mas sem jamais reeditar o sucesso crescente e avassalador da segunda metade dos anos 1960. Nessa fase áurea, Simonal se tornara popstar regente de plateias e voz principal da Pilantragem, subgênero musical criado pelo marqueteiro Carlos Imperial (1935 – 1992) e desenvolvido por instrumentistas notáveis como o pianista César Camargo Mariano, integrante fundamental do Som Três, trio que pôs molho no champignon de Simonal. Champignon, cabe lembrar, significava balanço e era o termo inventado por esse extraordinário cantor que caía no suingue como poucos. Gravado entre maio, agosto e setembro de 1971, o álbum Jóia, jóia foi lançado em outubro daquele turbulento e decisivo ano da vida de Simonal, marcando o início de fase crepuscular da carreira do cantor. A bem da verdade, Simonal já vinha atravessando problemas na área musical antes da polêmica com o Dops. Com a notória arrogância, Simonal já havia se atritado com o Som Três. Tanto que o álbum Jóia, jóia foi o primeiro feito pelo cantor sem o trio em anos. Mas o champignon foi garantido com o molho do maestro e pianista paulistano Erlon Chaves (1933 – 1974), responsável pelas regências dos metais e das cordas proeminentes em todo o disco. Em Jóia, jóia, o cantor se aproximou da MPB e consolidou o afastamento da Pilantragem, em movimento iniciado no álbum anterior Simonal (1970). Por essa época, Simonal também idealizou engajamento com o soul que despontara no Brasil em 1970 com Tim Maia (1942 – 1988) à frente da corrente black Rio que desaguaria no movimento homônimo dos bailes da pesada. A adesão explícita ao soul ficou no plano das ideias, mas o som de Simonal sempre foi black pela própria natureza. O cruzamento da malícia nordestina com o suingue funky na regravação de Gemedeira (Luiz Wanderley e Lúcio Varela, 1968) exemplificou, em Jóia jóia, a negritude embutida desde sempre na música de Simonal. Lampião em prosa e verso (Luiz Wanderley, 1971) também seguiu nessa trilha nordestina, sem malícia, mas com champignon. Sem deixar entrever a agonia do cantor na época da gravação, o álbum Jóia, jóia foi pautado pelo suingue singular de Simonal, cantor capaz de diluir até a profunda melancolia impressa na lacrimosa balada Impossível acreditar que perdi você (Márcio Greyck e Cobel, 1971), um dos sucessos daquele ano. Mestre nas divisões, Simonal surfou inabalável pelo ritmo do então inédito samba Tristeza (Edil Pacheco e Carlos Lacerda) em gravação dedicada pelo cantor ao subúrbio carioca. Coros, cordas e metais em brasa também aqueceram Tudo é magnífico (Luis Reis e Haroldo Barbosa, 1960), samba lançado 11 anos antes na voz mais tradicional de Elizeth Cardoso (1920 – 1990). As regravações dos sambas Garoa diferente (Tião Motorista, 1970), Você abusou (Antonio Carlos & Jocafi, 1971) – esnobado por Simonal quando os autores lhe ofereceram a música em primeira mão, mas abordado com balanço soul e toques de gospel no coro em registro personalíssimo – e Na galha do cajueiro (Tião Motorista, 1970) foram encadeadas no Lado B do LP. Encerrado com releitura de Fotografia (Antonio Carlos Jobim, 1959), o álbum Jóia, jóia mostrou para os ouvintes que a bossa do cantor continuava intacta naquele ano de 1971. Mas poucos ouviram o disco, por questões extra-musicais. O mundo de Simonal caiu ainda mais após 1971. E ruiu sem a poesia do sol que caía no mar, como escreveu Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) na letra da canção em que, antes da queda definitiva, Wilson Simonal pôs voz para atestar para a posteridade uma soberania vocal que a história tentou apagar. Um canto esperto que discos como Jóia, jóia perpetuaram para a eternidade.

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Frejat lança canção ‘Amar um pouco mais’, segundo single do álbum ‘Ao redor do precipício’

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

♪ Um mês após lançar single com regravação da música Pergunta urgente (Nenung, 2019), em abordagem apresentada em 12 de março, Roberto Frejat anuncia mais uma amostra do álbum solo autoral Ao redor do precipício. Desta vez, o cantor, compositor e guitarrista carioca aposta na canção autoral Amar um pouco mais. O segundo single do quarto álbum solo de Frejat chega ao mercado fonográfico na quinta-feira, 16 de abril, com capa que expõe arte de Julia Pellagatti, filha do artista e criadora da identidade visual do álbum. Capa do single 'Amar um pouco mais', de Frejat Arte de Julia Pellegatti Gravado com produção musical orquestrada pelo próprio Frejat com Kassin, Humberto Barros e Maurício Negão, o álbum Ao redor do precipício apresenta repertório quase todo inédito e tem lançamento previsto para maio. Trata-se do primeiro álbum solo de Frejat desde Intimidade entre estranhos (2008), disco lançado há 12 anos. Entre um álbum solo e outro, o artista decidiu deixar o Barão Vermelho, banda carioca na qual ocupava o posto de vocalista e guitarrista, tendo sido substituído no grupo, a partir de 2017, por Rodrigo Suricato.

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Andrea Bocelli faz live na Catedral de Milão vazia; FOTOS

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Transmissão aconteceu neste domingo de Páscoa pelo evento Music for Hope ('Música pela esperança') no YouTube. Tenor italiano cantou dentro e fora da Catedral. Andrea Bocelli se apresenta na Catedral de Milão vazia neste domingo (12) de Páscoa; tenor foi acompanhado pelo organista Emanuele Vianelli. Luca Rossetti/Sugar Srl,Decca Records via AP Andrea Bocelli se apresenta na Catedral de Milão vazia neste domingo (12) de Páscoa; tenor foi acompanhado pelo organista Emanuele Vianelli Luca Rossetti/Sugar Srl, Decca Records via AP Andrea Bocelli canta do lado de fora da Catedral de Milão neste domingo (12) de Páscoa Piero Cruciatti / AFP Andrea Bocelli canta do lado de fora da Catedral de Milão neste domingo (12) de Páscoa Alex Fraser/Reuters Andrea Bocelli também se apresentou do lado de fora da Catedral de Milão neste domingo (12) de Páscoa Claudio Furlan/LaPresse via AP Andrea Bocelli caminha na frente da Catedral de Milão neste domingo (12) de Páscoa Luca Bruno/AP Photo Andrea Bocelli caminha pela entrada da Catedral de Milão neste domingo (12) de Páscoa AP Photo/Luca Bruno

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