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Cantor Sturgill Simpson é diagnosticado com o novo coronavírus

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Relato do cantor foi publicado nas redes sociais. Sturgill Simpson diz que teve dificuldade em ser testado nos EUA. Em foto das redes sociais, o cantor Sturgill Simpson escreveu que foi diagnosticado com a Covid-19 Reprodução/Instagram de Sturgill Simpson O cantor Sturgill Simpson, de 41 anos, escreveu nas redes sociais neste sábado (11) que foi diagnosticado com o novo coronavírus e que teve dificuldades em fazer o teste nos Estados Unidos em 13 de março, quando apresentou alguns sintomas da doença. No texto, ele contou também que esteve em países da Europa Ocidental para apresentações no fim de janeiro e no início de fevereiro e que, depois, fez shows nos Estados Unidos. Segundo o relato, o teste da mulher do cantor, que esteve com ele durante esse tempo, deu negativo. O texto do cantor foi publicado junto com a foto acima, tirada em 13 de março deste ano. Na época, Sturgill Simpson conta que sentia "dores no peito, febre e pressão arterial pré-AVC". "Passei uma hora ouvindo um médico se recusar a me testar porque eu 'não atendia aos critérios do teste', e ele me disse que era impossível que eu tivesse sido contaminado com o novo coronavírus devido à sua extrema raridade e que, naquela época, não estava na Europa Ocidental (o que agora sabemos que está errado), embora duas enfermeiras tenham me dito que eu era a primeira pessoa a pedir para fazer o teste no hospital", escreveu. Sturgill Simpson afirmou ainda que, quase um mês depois, em 6 de abril, ele e a mulher dele foram testados ao "finalmente encontrarem uma instalação gratuita de testes drive-thru". "Ontem, na sexta-feira, 10 de abril, depois de quase um mês sem sintomas, recebi uma ligação do CDC [Controle e Prevenção de Doenças] de Nashville informando que meu teste deu positivo para a Covid-19. Minha mulher (que está do meu lado desde a Europa) deu negativo."

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Tom Hanks apresenta programa de TV em sua casa após se curar de Covid-19

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Ator foi destaque do humorístico 'Saturday Night Live', um dos mais vistos dos Estados Unidos. O ator Tom Hanks apresentou o programa Saturday Night Live Reprodução Instagram Tom Hanks apresentou, neste sábado (11), o primeiro programa "Saturday Night Live" feito remotamente. O ator havia anunciado que ele e a esposa, Rita Wilson, testaram positivo para a Covid-19, no último dia 11 de março. Após um tempo na Austrália, onde foi diagnosticado, o ator voltou para a sua casa em Los Angeles, de onde apresentou o programa. Hal Willner, produtor musical, morre aos 64 anos de coronavírus, diz revista Tom Hanks, Gabriela Pugliesi, Di Ferrero e mais famosos são diagnosticados com novo coronavírus Na abertura, o ator declarou ser um momento estranho para tentar fazer piada, mas seguiu com humor para dar as boas vindas à nova temporada de um dos clássicos da TV norte-americana, transmitido pela rede NBC. Initial plugin text O episódio contou com a participação de diversos artistas, como: o vocalista do Coldplay, Chris Martin, que cantou uma versão da música de Bob Dylan, "Shelter from the Storm". Contou, também, com Larry David, interpretando Bernie Sanders, e Alec Baldwin, fazendo Donald Trump, todos de suas casas. Houve também uma homenagem ao produtor musical do programa Hal Willner, que morreu há poucos dias por causa da Covid-19. Willner produzia os números musicais e foi relembrado com uma versão de "Perfect Day", de Lou Reed. Vídeos: Tom Hanks e a esposa estão com o novo coronavírus Saiba quais famosos já se curaram da Covid-19 Initial plugin text

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Melim lança em maio álbum gravado em Los Angeles com colaborações de Projota, Rael e Saulo Fernandes

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Melim lança em maio o terceiro álbum, o segundo gravado em estúdio Reprodução / Facebook Melim ♪ Preparado no Brasil desde o início deste ano de 2020, o segundo álbum de estúdio do Melim foi efetivamente gravado em Los Angeles (EUA), nos estúdios da gravadora Capitol Records, em meio à pandemia do coronavírus. Já pronto, o álbum contabiliza 15 músicas inéditas no repertório essencialmente autoral. Por ora, o lançamento do disco está previsto para maio, mas, como tudo no universo pop, a data está sujeita a adiamentos por conta dos efeitos da covid-19. Há vários convidados no álbum. Além de bisar a conexão com o rapper Rael, cujo álbum Capim-cidreira (2019) teve a participação do Melim na música Só ficou o cheiro, o trio fluminense conta no disco com as colaborações de outro rapper paulistano, Projota, e do cantor baiano Saulo Fernandes.

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Flayslane é eliminada do ‘BBB20’ com 63% dos votos

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Após a saída, Manu se tornou líder e indicou Mari para o paredão. Gizelly e Babu foram escolhidos pela casa. Flayslane foi eliminada do 'BBB20' com 63% dos votos neste domingo (12) Reprodução/TV Globo Flayslane foi eliminada do "BBB20" neste domingo (12) com 63% dos votos. Ela foi a 13ª participante a deixar a casa. Babu e Thelma continuaram no jogo. Thelma recebeu 36,53% dos votos e Babu, apenas 0,47%. Em conversa com o apresentador Tiago Leifert depois de deixar a casa, Flayslane falou sobre a experiência de participar do programa. "Tentei me posicionar o máximo que pude. Tentei enxergar o máximo que pude. Errei muito, com certeza. Dei o máximo de mim. Sei que é arriscado", afirmou. Liderança inédita e novo paredão Após a saída de Flayslane, Manu venceu a prova do líder pela primeira vez e indicou Mari para o paredão. A votação da casa foi dividida em duas etapas. Na votação do grupo Xepa (Gizelly, Ivy e Mari), a indicada foi Gizelly. Na votação do Vip (Babu, Rafa e Thelma), o escolhido foi Babu. O novo paredão é entre Babu, Gizelly e Mari. Vote em quem você quer tirar da casa. A eliminação será na terça (14).

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‘Sergio’: Diretor fala sobre gravar com Wagner Moura e importância da vida de Sergio Vieira de Mello

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Filme de Greg Barker sobre diplomata brasileiro da ONU, que morreu em atentado terrorista no Iraque em 2003, estreia sexta-feira (17). Veja trailer de 'Sergio' "Sergio", filme com Wagner Moura ("Narcos") que conta os últimos anos da vida de Sérgio Vieira de Mello (1948-2003), estreia nesta sexta-feira (17). A cinebiografia do diplomata brasileiro da Organização das Nações Unidas (ONU), morto em atentado terrorista no Iraque em 2003, é um projeto de mais de dez anos do cineasta americano Greg Barker — admirador tão grande da história que também dirigiu o documentário "Sergio", em 2009. Em conversa com o G1, ele falou sobre o que o fez dirigir pela primeira vez um filme com atores e sobre como teve sorte quando Wagner o procurou pelo projeto. "Sempre senti que seria preferível ter um ator brasileiro para o Sérgio, mas não era como se a gente não fosse conseguir fazer o filme sem um brasileiro", afirmou Barker pelo telefone. Greg Barker conversa com Wagner Moura durante gravação de 'Sergio' Divulgação/Netflix "Ele tinha uma certa forma de ser, uma empatia com pessoas comuns, que vinha muito de sua criação brasileira. E o Wagner não precisou inventar isso. Ele mesmo sentia isso, de um nível muito profundo." Em 2003, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos Sérgio Vieira de Mello era um representante especial da entidade no Iraque, logo após a invasão americana, quando foi alvo de um atentado a bomba provocado pela Al-Qaeda. Respeitado pelo mundo após cuidar da transição à independência do Timor Leste um ano antes, ele era um dos cotados para assumir o cargo de secretário-geral da organização. Para Barker, o lançamento ganha maior importância durante essa época de quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus, que impediu que o filme chegue aos cinemas. "Sergio" poderá ser assistido no mundo inteiro através da Netflix. "Ele não era um cientista, ou um médico. Ele não teria uma pílula mágica para resolver esse problema, mas ele seria muito bom em encontrar recursos vitais e coordenar uma resposta global respeitada para essa pandemia." Leia abaixo a íntegra da entrevista: Wagner Moura em cena de 'Sergio' Divulgação G1 – O que te atraiu tanto para essa história? Eu sei que você é amigo da Samantha, autora do livro, mas em uma entrevista você disse que pensou nela como um filme, antes de gravar o documentário. Como foi isso? Greg Barker – Há algo na história de vida de Sérgio, e na dimensão dela, que realmente me pegou. E também se conectou comigo em um nível profundamente emocional. A paixão que ele tinha, seu impacto no mundo. Ele via o mundo e toda a sua complexidade, mas ao mesmo tempo tinha dificuldade de se ver claramente e de ser autêntico com aqueles que eram mais próximos dele. Eu sou tímido, acho que essa história falou comigo, e é meio que universal. Acho que muitas pessoas tiveram problemas com esse mesmo tipo de dilema. E também meio que me lembra o tipo de filme que eu gostaria de ver. Amo esses grandes filmes profundamente emocionantes que se passam em meio a grande turbilhão político. "O ano que vivemos em perigo" (1982), "Os gritos do silêncio" (1984) ou "O paciente inglês" (1996), coisas assim. Eu achei que a história tinha o potencial para ser esse tipo de filme. E eu não conseguia tirar a história da minha cabeça. Presto atenção quando me sinto assim. G1 – Você disse que tentou comprar os direitos da história, mas alguém já os tinha. Esperou alguns anos e então conseguiu. Como você se sentiu quando o Wagner falou contigo sobre o projeto? Greg Barker – Eu sempre quis que a história parecesse autêntica, certo? Então, conforme os anos se passaram, Wagner se tornou mais e mais certo para o papel. Há dez anos, se eu tivesse feito o filme ele seria provavelmente muito jovem. Mas o tempo passou e, quando ele veio falar comigo, na verdade era a pessoa perfeita para interpretar o Sérgio. Nos conectamos e nos demos bem. E percebemos que queríamos fazer o mesmo filme. Então, as estrelas se alinharam. Às vezes as coisas dão errado por um motivo e no fim tudo funcionou ainda melhor do que eu poderia imaginar. G1 – Você já pensava em um ator brasileiro para o papel? Ou estava aberto a outras nacionalidades? Greg Barker – Bom, primeiro eu só queria conseguir tirar o filme do papel. Sempre senti que seria preferível ter um ator brasileiro para o Sérgio, mas não era como se a gente não fosse conseguir fazer o filme sem um brasileiro. Quer dizer, se achássemos o ator certo, que por acaso fosse brasileiro e que quisesse interpretar… Quero dizer, demos sorte. Mas como o Wagner é brasileiro ele traz uma autenticidade ao papel. Esse é um papel no qual qualquer um teria dificuldades. O Sérgio trabalhava para o mundo, mas também era brasileiro, e ele usava suas qualidades de brasileiro para fazer as coisas acontecerem. Para atrair as pessoas. Ele tinha uma certa forma de ser, uma empatia com pessoas comuns, que vinha muito de sua criação brasileira. E o Wagner não precisou inventar isso. Ele mesmo sentia isso, de um nível muito profundo. Então isso torna sua performance muito mais autêntica. Por ser brasileiro. Se tivéssemos um ator que não fosse brasileiro, ele ainda poderia fazer isso, claro, porque atores são muito habilidosos, mas poderia não ter o mesmo poder emocional que teve na mão de um grande ator que também por acaso é brasileiro. Acabou funcionando. Ana de Armas e Wagner Moura em cena de 'Sergio' Divulgação G1 – O filme também foca muito no relacionamento entre Sérgio e Carolina Larriera. Por que você sentiu que isso era tão importante para a sua versão dessa história? Greg Barker – Para mim, as histórias têm que funcionar em um lado emocional. Essa é a forma como eu a vi. Eu achei que tinha uma luta real e universal que eu vi no Sérgio em ter um impacto no mundo, ao ver o mundo claramente, mas ao mesmo tempo ter dificuldades em se ver tão claramente. Como nós amamos não apenas o mundo, mas também aqueles próximos de nós. Então isso pra mim, sempre, desde o começo, era uma parte central da história que eu queria contar. E, claro, há a virada dramática com o que aconteceu no Iraque. Carolina lá, no final do corredor, quando a bomba explode. E ela tenta chegar até ele. Isso é incrivelmente dramático. Pareceu uma jornada emocional que eu queria explorar. Mas também a forma como as coisas aconteceram foi incrivelmente atraente. G1 – A entrevista que eu falei foi dada durante o festival de Sundance, no começo do ano. Você falou sobre como o contexto era diferente da época do lançamento do documentário de 2009. Quanto esse contexto mudou para você desde então? Greg Barker – Em uma forma prática, claro que mudou a maneira como estamos vivendo. Estamos fazendo essa conversa remotamente. Eu deveria estar no Brasil essa semana para o lançamento e entrevistas. A gente ia lançar o filme nos cinemas, além da Netflix, e isso obviamente não vai acontecer. Mas, de uma forma mais profunda, "Sergio" é sobre encontrar, em um nível político, soluções para problemas globais complexos. Quero dizer, ele não era um cientista, ou um médico, ele não teria uma pílula mágica para resolver esse problema, mas ele seria muito bom em encontrar recursos vitais e coordenar uma resposta global respeitada para essa pandemia. Talvez ele fosse o secretário-geral agora. Talvez ele estivesse em alguma outra posição alta na ONU. Estamos sem o tipo de liderança global que ele representava. Como um brasileiro, como um cidadão do mundo. E em um tempo em que as pessoas estão culpando umas as outras, tentando apontar dedos, essa não é a forma como o Sérgio… ele era um idealista, mas ele focava em soluções práticas. A história política que ele representa é mais poderosa agora. E eu acho também que o lado emocional, que é sobre empatia e compreensão, é algo que realmente precisamos agora. Porque a história mostra que momentos de grande turbulência, que chocam todo o sistema internacional, podem levar a guerra e conflito, a pessoas se isolando, e agora precisamos, mais do que qualquer outra coisa, de compreensão e abertura. É um filme mais relevante. E, claro, as pessoas podem ver em casa. Wagner Moura e Ana de Armas em cena de 'Sergio' Divulgação G1 – Acho que eu ando mais emocional do que normalmente. Devo confessar que chorei um pouco naquela cena com a senhora no Timor Leste. Fui surpreendido pela cena. Onde você a encontrou? Todos os atores são dos locais representados? Greg Barker – Obrigado. É uma das minhas cenas favoritas e é uma das cenas-chave do filme. Ela é do Timor Leste. Filmamos na Tailândia — não era algo prático ir ao Timor Leste para filmar —, mas nós trouxemos cerca de 24 figurantes do Timor Leste, com as roupas e tecidos, e encontramos mais algumas pessoas de lá que já estavam na Tailândia. Então foram cerca de 50 pessoas. E nós encontramos Senhorita, que é o nome dela, no Timor Leste. Tínhamos um diretor de elenco que encontrou um monte de gente que não eram atores profissionais. Ela tinha alguma experiência. A razão pela qual a cena afeta tanto é que aquela história vem da vida real. Ela foi tirada de uma experiência que o Sérgio realmente teve em um campo de refugiados na Ásia central, no qual um encontro parecido aconteceu. Alguém falou aquelas palavras para ele sobre querer subir aos céus e cair como chuva em sua terra. Então, isso aconteceu. E a atriz perdeu entes queridos na guerra civil. Ela estava seguindo o roteiro, mas também estava falando por si mesma e por seu país e seu povo. É por isso que é tão poderoso. Aquelas lágrimas que você vê no Sérgio, ou no Wagner, são reais. Não ensaiamos a cena. E você podia ver que ela estava tão pronta que seria difícil repetir isso para alguém que não é ator. Então, nós não ensaiamos e só gravamos. E foi muito emocionante para todos nós. Estávamos todos chorando. Wagner estava chorando, porque aconteceu e estava claro que ela não estava só atuando. Ela sentia aquilo muito profundamente. Obrigado por destacar essa cena. É uma das minhas favoritas do filme. E também foi um privilégio muito grande estar lá para esse momento.

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Lives patrocinadas apontam caminhos rentáveis para indústria do pop após a quarentena

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

♪ ANÁLISE – Na noite de sábado, 11 de abril, Gusttavo Lima reiterou o poder comercial do universo pop sertanejo ao realizar a segunda live do projeto Buteco em casa. No caso, a casa foi mansão em Goiânia (GO) onde vive o artista de origem mineira. Com pompa perceptível no cenário que incluiu kombi e caminhonete alocados ao redor de piscina, o cantor soltou a voz por mais de cinco horas. Dados do canal oficial de vídeo do astro sertanejo indicam mais de 50 milhões de visualizações em número ainda crescente. Ou seja, a live de Gusttavo Lima resultou em outro bom negócio para a indústria da música. As empresas patrocinadoras do evento atingiram público de dimensão superlativa. Representantes do gênero musical dominante nas playlists brasileiras, Gusttavo Lima, Marília Mendonça e a dupla Jorge & Mateus, entre outros nomes do segmento sertanejo, são exemplo de artistas que souberam inventar um modelo rentável de negócio no momento mais delicado da história do showbiz e ainda ficaram bem na foto ao engrossar a corrente solidária para conter o avanço da epidemia do coronavírus com incentivos de doações feitas pelo público e por empresas. Diante da impossibilidade de viabilizar apresentações com a presença do público massivo desses artistas, a saída encontrada foi trazer esses milhões de seguidores para a frente da tela do celular e do computador. Se o povo não pode ir aos shows, os artistas vão até onde esse povo forçosamente está neste momento de isolamento social – em casa – e faz a máquina girar novamente com apresentações virtuais feita como mix de pompa e espontaneidade. Deu certo. Ao menos, por ora. Tanto que astros como Luan Santana já entraram na onda e anunciaram lives para este mês de abril. A questão a discutir é a possível sobrevivência desse modelo de negócio após o fim da quarentena. Marília Mendonça em cena na primeira e por ora única 'live' da cantora Reprodução / Vídeo Essas lives patrocinadas apontam caminhos que, sim, talvez sejam seguidos pela indústria da música quando o isolamento social não for mais necessário. Com investimento irrisório diante de show tradicional (Gusttavo Lima arregimentou três músicos invisíveis nas telas, mas presentes na apresentação caseira), tais lives estão se mostrando rentáveis tanto para o artista quanto para os patrocinadores. Todos estão ganhando. Para o artista, o patrocínio engorda a conta bancária. Para as empresas, o ganho reside na oportunidade de ver a marca exposta para milhões de seguidores de forma simultânea, com direito a anúncios feitos pelos artistas durante as apresentações. E até o público ganha, pois não paga ingresso para ver/ouvir o artista. Enfim, o modelo tem se revelado sustentável do ponto de vista econômico, embora possa correr em breve o risco de saturação. Afinal, são poucos os cantores, mesmo no populoso universo sertanejo, que mobilizam milhões de seguidores como Marília Mendonça, Gusttavo Lima e Luan Santana. De todo modo, um caminho se abriu para o showbiz na quarentena. O show não podia parar. E não parou. E não será surpresa se, quando as portas das casas de shows forem reabertas, as lives continuarem em cena. Até porque, como diz o título da canção composta por Irving Berlin (1888 – 1989) e lançada em 1946, there's no business like show business. Em bom português, não há nenhum negócio – para o bem e para o mal – como o negócio do show.

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Discos para descobrir em casa – ‘Elis’, Elis Regina, 1980

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Elis', de Elis Regina Arte de Bina Fonyat e Luiz Affonso ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Elis, Elis Regina, 1980 ♪ Lançado em dezembro de 1980, o LP Elis acabou se tornando o último álbum de estúdio de Elis Regina Carvalho Costa (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982), excepcional cantora que sairia de cena dali a pouco mais de um ano, aos 37 anos incompletos. Trata-se do primeiro e único álbum feito por Elis na gravadora EMI-Odeon, com a qual a artista assinara contrato enquanto ainda tinha vínculos com a WEA, companhia fonográfica que editara, naquele ano de 1980, o álbum duplo com o registro (de estúdio) do show Saudade do Brasil (1980). Gravado sob direção musical do pianista César Camargo Mariano, Elis resultou no álbum mais pop da discografia da cantora e apontou o caminho que possivelmente seria seguido pela artista ao longo da década de 1980. Encerrados os anos 1970, década na qual Elis deu voz a compositores engajados musicalmente na luta contra a ditadura, a cantora arriscou fazer um disco mas leve, livre e solto. O álbum Elis flagrou a artista mais distanciada do universo da MPB e mais próxima da música negra norte-americana. Mas esse som black americano foi passado pelo filtro pop de César Camargo Mariano, cujo toque do piano Yamaha dominou os arranjos. A mistura black brasileira já ficou nítida na música que abriu o disco, Sai dessa (Nathan Marques e Ana Terra), faixa introduzida por groove funky antes de cair no samba. Em sintonia com os arranjos, Elis Regina soou pop até mesmo quando cantou composições de ícones da MPB. A regravação de Rebento – música de Gilberto Gil lançada pelo compositor no ano anterior no álbum Realce (1979) – corroborou o tom uniforme do som do álbum Elis. E por falar em Gil, o disco foi para as lojas com nove faixas, em vez das dez previstas, porque o artista baiano alertou Elis que iria promover nas rádios e na TV a gravação de Se eu quiser falar com Deus (1980), música que Gil decidira gravar após Roberto Carlos ter recusado a canção oferecida ao Rei em primeira mão. Elis já gravara Se eu quiser falar com Deus, mas, diante do aviso de Gil, optou por retirar a música do álbum (a gravação da cantora seria lançada posteriormente em compacto e incorporada ao repertório do álbum Elis na edição em CD lançada em 2002). O repertório do álbum Elis soou pouco variado. Em nove faixas, a cantora gravou duas músicas então inéditas de Guilherme Arantes. As eleitas foram o funk Aprendendo a jogar – o hit radiofônico do disco, exemplo da habilidade de Elis de surfar no ritmo com leveza – e a canção Só Deus é quem sabe, nunca gravada pelo autor e esquecida até Mart'nália incluí-la no álbum Menino do Rio (2005), editado 25 anos após o registro original de Elis, ambientado em atmosfera de soul / R&B. Três músicas do disco eram das lavras harmoniosas de compositores associados ao Clube da Esquina. O medo de amar é o medo de ser livre (Beto Guedes e Fernando Brant, 1978), O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972) – a melhor das três gravações do repertório da turma mineira, a ponto de a música ter dado nome ao último show de Elis – e Vento de maio (Telo Borges e Márcio Borges, 1979) eram músicas já previamente lançadas, o que sinalizou certa preguiça da cantora de correr atrás de repertório inédito, como fizera ao longo dos anos 1970 (ou como produtores de discos anteriores, casos de Nelson Motta e Roberto Menescal, tinham feito por ela e para ela). Composição de Luiz Guedes e Thomas Roth, também gravada e lançada pelo autores naquele ano de 1980, Nova estação reforçou a intenção de Elis de apresentar um disco mais solar, exteriorizado. Encerrado com o samba Calcanhar de Aquiles (Jean Garfunkel e Paulo Garfunkel, 1980), também gravado por Jean Garfunkel naquele ano, o álbum Elis teve peso menor na discografia da cantora, mas primou pela leveza pop, como se Elis Regina, sempre antenada, já estivesse captando no ar os ventos que soprariam na música brasileira ao longo dos anos 1980. Outros outubros realmente vieram, mas Elis Regina teria somente mais um outubro pela frente até sair inesperadamente de cena em janeiro de 1982, se tornando numa das saudades mais doídas do Brasil. Elis, o álbum lançado há 40 anos, ficou na discografia da artista como um disco atípico que mostrou (uma possibilidade de) caminho que talvez tivesse sido trilhado pela cantora com a voz imortal que ainda ecoa pelo Brasil.

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João Bosco & Vinícius preparam live mais ‘light’ e comentam atrito com Naiara Azevedo

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

'A gente não está preocupado com visualizações', diz João Bosco ao G1. João Bosco e Vinícius Rubens Cerqueira/Divulgação Em outubro de 2019, a dupla João Bosco e Vinícius gravou o DVD "Ao Vivo em Goiânia". Deste então, o lançamento das 12 canções tem sido faixa a faixa. Por enquanto, já divulgaram "Segunda taça" – atual música de trabalho – "Bebida e Fumaça", "Dois Doidin", "1900 e vovô" e "Onde não tinha espaço". Esta última, lançada em meio a um conflito sobre autorização de gravação. A dupla gravou a música composta por Elvis Elan e Henrique Castro, pela primeira vez, em 2017. Em julho de 2019, acertaram com os compositores o contrato de exclusividade válido por um ano No dia 1 de abril, João Bosco e Vinícius divulgaram a versão ao vivo da música, gravada durante o registro do DVD em outubro de 2019 No dia seguinte, em 2 de abril, Naiara Azevedo divulgou a mesma canção com um clipe. O vídeo é registro do DVD da cantora gravado em dezembro de 2019 Ao ver o lançamento de Naiara, João Bosco e Vinícius publicaram nas redes sociais o contrato de exclusividade de gravação da música, válido por 12 meses (a vencer em julho de 2020) Naiara não gostou da exposição e questionou a dupla sobre o motivo de não terem a procurado para saber se ela também tinha o contrato. "Eu explicaria tudo para vocês sem nenhum problema, porque não agi hora nenhuma de maneira errada." A cantora garante ter o contrato de liberação da faixa desde março de 2018 (porém não de exclusividade). Veja comunicado na íntegra. Ao G1, João Bosco falou sobre o atrito. O sertanejo conta que estava em sua fazenda e diz que soube o que estava acontecendo somente após a publicação sobre o assunto, feita por sua equipe de marketing junto ao jurídico, nas redes sociais da dupla. "Vou falar o que meu advogado falou. A partir do momento que você tem exclusividade da música, podem ter mil artistas com a liberação. Se um deles tem a exclusividade, os outros 999 podem gravar, mas só podem lançar a música a partir do momento em que a exclusividade daquele artista único vencer." "A Naiara poderia ter gravado a música. Acredito que ela tenha a liberação, apesar de não ter apresentado. Mas, palavras do advogado, ela só poderia ter lançado a música a partir do momento em que vencesse a nossa exclusividade", explicou o cantor. "E nós não temos nada contra a Naiara. Eu particularmente tenho um carinho muito grande por ela, já estivemos junto várias vezes, o Vinícius também." "Até li depois que ela disse que poderíamos ter resolvido isso com um simples telefonema. Mas por que ela não catou o telefone e nos ligou? Por que não partiu dela, sendo que ela tinha a liberação e nós tínhamos a exclusividade?", questiona. Não é a primeira vez que João Bosco e Vinícius passam por problemas envolvendo contratos de gravações e exclusividade de músicas. Há alguns anos, eles lançaram três músicas ("Falando Sério", "Sufoco" e "Curtição"), que haviam sido gravadas por Luan Santana ainda na época em que era conhecido como Gurizinho. Os fãs de Luan não gostaram e o fato foi parar até nas páginas da biografia do cantor, escrita por Ricardo Marques e lançada em 2015. "A gente nunca teve oportunidade de se defender. Em relação às músicas, foi-nos apresentada através da editora [Panttanal]. Gostamos das músicas e gravamos as músicas com as devidas liberações e com as devidas exclusividades." João Bosco e Vinícius Rubens Cerqueira/Divulgação "Nós nunca roubamos músicas de ninguém, nunca quisemos pisar no pescoço de ninguém. Muito pelo contrário, somos vistos no mercado como artistas que sempre deram oportunidades pra outros artistas. Não temos esse estilo de trabalho. Somos muito mais agregadores", defende João Bosco. "Nós não conhecemos nenhuma dessas músicas na voz do Luan. E mesmo se tivéssemos conhecido, ele não era o compositor da música". Segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), "Falando Sério" e "Curtição" são compostas por Elizandra Santos e, "Sufoco", uma parceria entre Adliel Martins Rodrigues (conhecido como Fred Liel) e Daniel Damasceno. 'E em relação ao Luan, quero deixar bem claro. Sou fã daquele moleque, não só eu como Vinícius." "Somos fãs do trabalho do Luan, do jeito que ele leva a carreira dele, da dedicação. Ele, como nós, somos desbravadores e representantes do Mato Grosso do Sul em relação à música nacional e a gente só tem admiração por ele." Crise na música Deixando os problemas do passado para trás, João Bosco está de olho no futuro diante da crise causada no entretenimento por causa da pandemia de coronavírus. O cantor têm debatido bastante o assunto em um grupo de WhatsApp que tem com empresários e outros artistas do mercado sertanejo como Gusttavo Lima, Thiago Brava e George Henrique e Rodrigo. "Eu sou um cara que, apesar de ser muito otimista, neste momento, eu estou bem pessimista." "Nosso setor foi o primeiro a sofrer e vai ser o último a se recuperar. Porque música, apesar de trazer muita alegria para as pessoas, é uma coisa meio supérflua. As pessoas não deixam de colocar comida na mesa para poder comprar um convite pra ir pra show." "Isso já é meio que de praxe no dia a dia de nosso trabalho. Imagina com tudo isso que está acontecendo que não poder haver aglomerações." Ainda assim, João Bosco garante que a dupla sertaneja seguirá com o compromisso com seus funcionários no escritório. "A gente botou isso na cabeça. Já tínhamos um caixa destinado a qualquer problema e a gente vai manter o pessoal de acordo com o que as leis mandam e com que nosso escritório de contabilidade esteja falando pra gente." Após sucesso e controvérsia, sertanejos planejam mais lives com equipes de até 10 pessoas Mais que views… Lives arrecadam ao menos 1,4 mil toneladas de alimentos e quase R$ 1 milhão Live A dupla estava reticente em entrar na onda das lives de quarentena, mas mudou de ideia e programou uma transmissão on-line para o dia 20 de abril, às 21h. "Não era nossa intenção, porque a gente está levando muito à sério essa questão do distanciamento social. Eu estou entre minha casa e a fazenda, sempre. E o Vinícius está em casa." "Mas estamos procurando uma forma de se fazer uma live totalmente reduzida, em que a gente respeite realmente o que a Organização Mundial da Saúde está pedindo pra que a gente faça." "Eu e Vinícius estamos buscando uma coisa bem light mesmo. E a gente não está preocupado com visualizações. A gente quer fazer uma coisa numa boa, que a gente se divirta e que as pessoas que estejam nos vendo também se divirtam." Sobre as lives que geraram críticas devido à aglomeração no local de gravação, João acredita que a decisão sobre o procedimento é muito particular. "Eu acho que, em tudo na vida, as pessoas têm que achar um meio termo. Ninguém quer fazer feio, principalmente depois que Gusttavo reinventou a forma de se fazer live. Basta todo mundo se cuidar, estar com luva na mão, passando sempre álcool gel, lavando as mãos e mantendo o distanciamento." João Bosco e Vinícius Rubens Cerqueira/Divulgação

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Simone pega o violão e, de casa, faz boa live com inédita, sucessos e músicas de disco de 2013

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Cantora apresenta 'Nua', composição autoral em parceria com o letrista português Tiago Torres da Silva. Simone toca violão em live feita na noite de domingo, 12 de abril Reprodução de vídeo / Instagram Simone Resenha de live Título: Simone ao vivo Artista: Simone Data: 12 de abril, às 18h Cotação afetiva: * * * * * ♪ “Graças a Deus, eu estava em casa”, gracejou Simone na live feita pela cantora na noite de domingo de Páscoa, 12 de abril. A Cigarra não se referiu a algum acontecimento relacionado à pandemia do coronavírus, mas ao fato de ter estado em casa há 43 anos quando o poeta Abel Silva bateu na porta da cantora com a canção Jura secreta, parceria de Abel com Sueli Costa. Apresentada por Simone no álbum Face a face (1977), em gravação emblemática, Jura secreta integrou o roteiro informal da live em que a cantora alternou números de voz e violão – instrumento que não tocava em público há cerca de 20 anos – com músicas cantadas com bases previamente enviadas por músicos como os pianistas Leandro Braga e Marco Brito. O toque do piano de Leandro Braga, por exemplo, guiou Simone na bela interpretação de Canteiros (Raimundo Fagner sobre poema de Cecília Meirelles, 1972), número em que a transmissão ao vivo foi abruptamente interrompida. Ao ser retomada minutos depois, a live de Simone recomeçou com Canteiros. Nessa segunda parte, Simone voltou a pegar o violão, instrumento com o qual iniciara a transmissão com o canto do samba Disritmia (Martinho da Vila, 1974). Simone canta o samba 'É', de Gonzaguinha, na primeira live da artista Reprodução de vídeo / Instagram Simone “É de orelha”, advertiu Simone antes de começar a levar no violão a canção Dia branco (Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1978). Outras canções – como Ai que saudade d'ocê (Vital Farias, 1983) e Proposta (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1973) – entraram em pauta, com informalidade e em tons serenos que evidenciaram a singularidade do timbre grave de Simone, cantora de 70 anos completados em 25 de dezembro de 2019. Migalhas, música de Erasmo Carlos lançada por Simone no álbum Na veia (2009), foi uma das boas surpresas de apresentação que também teve abordagens do samba É (Gonzaguinha, 1988) e do samba-enredo O amanhã (João Sérgio), pérola do Carnaval de 1978 que Simone reviveu no álbum Delírios, delícias (1983). No início da live, Simone apresentou Nua, música ainda inédita que compôs no fim de 2019 em parceria com o poeta e letrista português Tiago Torres da Silva antes de enfileirar composições gravadas no último álbum de estúdio da cantora, É melhor ser (2013). Com eventuais tropeços nas letras, comuns e desculpáveis dentro das atuais circunstâncias, Simone seguiu roteiro flexível que incluiu a canção Descaminhos (Joanna e Sarah Benchimol, 1979), o samba Trégua suspensa (Teresa Cristina e Lula Queiroga, 2010), o baião Haicai (Fátima Guedes, 2013) e as canções Mutante (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1981), Vida de artista (Sueli Costa e Abel Silva, 1978), Só nos resta viver (Angela Ro Ro, 1979) e Só se for (Simone e Zélia Duncan, 2013). Um brinde aos ouvintes, com vinho, encerrou a live de Simone com recomendações da cantora para que o público espectador permaneça em casa. Exatamente como Simone ficou naquele dia de 1977 em que recebeu a canção Jura secreta no conforto da casa. Passados 43 anos, novamente em casa, a Cigarra “encheu de som o ar, arrebentando de tanta luz”.

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Tantinho da Mangueira, a morte de um poeta partideiro e guardião da memória verde e rosa

terça-feira, 14 abril 2020 por Administrador

Tantinho da Mangueira morre aos 72 anos e deixa obra que inclui disco com o repertório do compositor Padeirinho da Mangueira Ronaldo Mattos / Divulgação ♪ OBITUÁRIO – “Em Mangueira, quando morre um poeta, todos choram”, ressaltou o poeta Guilherme de Brito (1922 – 2006) nos versos de Pranto de poeta (1957), samba da nobre parceria de Brito com Nelson Cavaquinho (1911 – 1986). Sim, no morro de Mangueira, e também em redutos fora dele, muitos estão chorando desde a noite de domingo de Páscoa porque, aos 72 anos, morreu Devani Ferreira (21 de agosto de 1947 – 12 de abril de 2020), o cantor, compositor e partideiro carioca conhecido como Tantinho da Mangueira. Mas, como também lembrou o poeta em outros versos do mesmo samba de 1957, o pranto em Mangueira é diferente. É sem lenço. Sim, muitos hão de estar chorando a morte de Tantinho através de um pandeiro e de um tamborim. Porque Tantinho da Mangueira foi bamba desde cedo. Foi grande. E precoce. De família pobre, desfilou na Mangueira pela primeira vez aos cinco anos, avalizado pela mãe, integrante da ala de baianas da escola. Aos 13, Tantinho já integrou a ala de compositores da escola. Diplomado informalmente na arte do partido alto, Tantinho teve Padeirinho da Mangueira (1927 – 1987) como um dos principais guias da vida e obra. Tanto que, no segundo e último álbum da curta discografia, Tantinho canta Padeirinho da Mangueira (2009), de título autoexplicativo, o discípulo reverenciou o mestre com o carinho verde-e-rosa. Em nome do amor pela Mangueira, Tantinho abriu mão, no fim dos anos 1960, de continuar no grupo futuramente intitulado Os Originais do Samba, no qual ingressara a convite de Mussum (1941 – 1994) em formação ainda embrionária do conjunto, somente para não se afastar do morro. Perdeu dinheiro para ganhar o prazer de continuar entre os bambas como Cartola (1908 – 1980). Guardião da memória verde e rosa, Tantinho conhecia a Mangueira – e os sambas feitos nos terreiros de Mangueira – como poucos. Álbum duplo editado há 14 anos de forma independente, Tantinho, memória em verde e rosa (2006) foi amostra desse talento do artista para preservar o legado dos compositores da comunidade em que viveu. Tantinho sai de cena reverenciado por bambas e por quem preserva a memória do samba, mas sai de cena pouco conhecido fora desse universo específico. Contudo, seguidores de Maria Bethânia ouviram a voz do artista no álbum Mangueira, a menina dos meus olhos (2019). A convite da cantora, Tantinho registrou no disco o samba que compôs para o enredo Maria Bethânia – A menina dos olhos de Oyá, com o qual a escola se sagrou campeã no Carnaval de 2016. O samba de Tantinho perdera a disputa na qual o compositor foi vitorioso somente uma vez, em 1976, quando a Estação Primeira escolheu o samba-enredo dele, Panapanã – O segredo do amor (parceria com Jajá da Mangueira), para desfilar no Carnaval de 1977. A escola perdeu na avenida, mas Tantinho, que tanto fez pela Mangueira, sai de cena como um campeão, invencível no quesito amor ao samba verde e rosa.

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