Marisa Monte volta ao disco em movimento surpreendente
Cantora assina contrato com gravadora multinacional para lançar, em tese ainda em 2020, o primeiro álbum solo de estúdio em nove anos. ♪ ANÁLISE – Além dos dotes vocais, Marisa Monte sempre ganhou notoriedade pela inteligência com que, de forma estratégica, idealizou cada passo de carreira que começou a ganhar relevo em 1987 com as primeiras apresentações de show logo cultuado no circuito hype do Rio de Janeiro (RJ), cidade natal dessa artista que completará 53 anos em 1º de julho. A notícia de que Marisa voltará ao mercado fonográfico vinculada à gravadora Sony Music – informação confirmada ao colunista pela assessoria da cantora – é movimento surpreendente nessa coreografia desde sempre ensaiada com zelo. No momento em que as principais companhias do mercado fonográfico brasileiro estão concentradas na promoção de artistas voltados para o universo massivo do funk e do sertanejo, Marisa prepara volta ao disco, em tese para o fim de 2020, com contrato assinado com gravadora multinacional. Caberá à Sony Music distribuir o primeiro álbum solo de estúdio da cantora desde O que você quer saber de verdade (2011), disco lançado há nove anos. Ao lançar a primeira compilação da discografia em abril de 2016, Coleção, Marisa encerrou o vínculo com a gravadora EMI-Odeon, na qual ingressara em 1988 com um dos contratos mais vantajosos do gênero na época, até pela garantia de total liberdade artística na condução da discografia. Encampada em 2013 pela Universal Music, a EMI editou todos os álbuns da carreira solo de Marisa, a partir de 2000 em parceria com o selo Phonomotor, aberto pela artista em 1999. Ao criar selo próprio, Marisa Monte passou a ser dona da própria obra fonográfica, privilégio quase raro na indústria brasileira do disco. Por isso mesmo, o ingresso de Marisa na Sony Music é movimento surpreendente da artista porque, numa era em que as grandes gravadoras já não são indispensáveis para um artista gravar e veicular discos com visibilidade, a cantora se associa a uma multinacional de molde tradicional. A cantora e compositora Marisa Monte prepara o primeiro álbum solo desde 'O que você quer saber de verdade' Divulgação / Leo Aversa Em tese, Marisa Monte está em recesso desde 1º de maio de 2019, como anunciou em rede social, após a primeira turnê do trio Tribalistas, estreada em julho 2018 e encerrada em abril de 2019. “Queridos, depois desse período de expansão com direito a muitas viagens, shows e álbuns novos, estou entrando em um período de trabalhos internos e vou ficar invisível por um tempo novamente”, avisou a cantora na mensagem da rede social. Só que, a rigor, o período de trabalhos internos jamais interrompeu o fluxo criativo da artista. Marisa certamente também aproveitou o momento sabático para idealizar um disco pelo qual os seguidores da cantora esperam ansiosos há anos. O último álbum solo da cantora, O que você quer saber de verdade (2011), resultou leve e feliz. Foi disco em que Marisa filtrou a canção popular romântica por estética refinada sem perda do apelo pop de melodias cantaroláveis. Mesmo com músicas aliciantes, O que você quer saber de verdade foi o álbum menos impactante de discografia marcada por ousadias estilísticas calculadas com precisão para manter o público conquistado e ampliado ao longo de 33 anos de trajetória singular. Marisa Monte vai voltar em cenário que mudou muito ao longo dos anos 2010. O universo pop se transformou. A cena musical contemporânea está mais vasta, os nichos populistas dominam o mainstream e o mercado indie pulsa com vigor incessante, sem depender de gravadoras multinacionais. A banda BaianaSystem e o rapper Baco Exu do Blues são somente dois entre muitos exemplos de artistas bem-sucedidos que conquistaram mídia e público sem a chancela de uma grande gravadora. Com parcerias com Silva e com o compositor uruguaio Jorge Drexler na manga (não necessariamente previstas em disco sobre o qual ainda nada se sabe), Marisa Monte tem mais chance de prolongar a soberania na medida em que apresentar um disco que dialogue com o momento presente, com a cena atual, porque o tempo espera por ninguém, embora ainda haja muita gente que espera quase uma década por álbum solo de Marisa Monte.
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Olivia Wilde, Patrick Dempsey e outros atores que já foram médicos na ficção homenageiam profissionais da saúde
Atores prestaram homenagem aos profissionais que estão na linha de frente durante combate ao coronavírus. Remy Hadley (Olivia Wilde) em 'House' Divulgação Olivia Wilde, da série médica "Dr. House", Patrick Dempsey, de "Grey's Anatomy", Neil Patrick Harris, o dr. Doogie Howser da série "Tal Pai, Tal Filho", e outros atores que já interpretaram médicos na ficção, se uniram para homenagear os profissionais da saúde durante o combate à pandemia de coronavírus. "Em nome dos médicos falsos em todos os lugares, queremos agradecer aos super-heróis reais da saúde na linha de frente desta crise. Considere fazer uma doação para comprar recursos essenciais para esses socorristas que estão arriscando suas vidas por nós", escreveu Olivia em sua rede social. A atriz compartilhou um vídeo em que mostra a mensagem de diversos outros doutores da ficção, como Freddie Highmore ("The Good Doctor"), Sandra Oh (“Grey's Anatomy”) e Maura Tierney e Julianna Margulies (“Plantão Médico”). Neil Patrick Harris também compartilhou o vídeo em seu Instagram e escreveu: "Embora os diplomas de médicos falsos da TV não tenham valor real durante esses tempos desafiadores, eles nos permitem mostrar respeito e agradecer àqueles que estão literalmente salvando nossas vidas.' Initial plugin text Initial plugin text
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Adiantamento de R$ 14 milhões em direitos autorais vai dar apoio a músicos e compositores
Plano emergencial foi anunciado por entidade que reúne associações de música. Ideia é beneficiar 22 mil compositores, músicos e intérpretes brasileiros durante pandemia. Plateia lotou a arquibancada da Concha Acústica para o show de Ivete André Carvalho/Ag Haack A gestão coletiva da música no Brasil aprovou um plano emergencial e fará o adiantamento R$ 14 milhões em direitos autorais para cerca de 22 mil compositores, músicos e intérpretes brasileiros. A medida visa "apoiar financeiramente compositores e demais artistas de todo país, duramente atingidos pela pandemia do coronavírus devido ao cancelamento de shows e eventos e fechamento de estabelecimentos comerciais sonorizados", conforme comunicado. O pagamento será feito em três parcelas, nos meses de abril, maio e junho, de acordo com a data de pagamento do calendário previsto para esses meses. Segundo o texto, "os valores adiantados serão descontados posteriormente, 60 dias depois de anunciado o final do estado de calamidade pública e em até 12 parcelas mensais iguais e sem juros." Confira ao final o comunicado na íntegra. De acordo com o grupo, esta é a primeira ação anunciada para "garantir um suporte financeiro para a sobrevivência de elos fundamentais da cadeia produtiva da música." A gestão coletiva da música no Brasil é composta por entidades que lidam com música e direitos autorais no Brasil. Fazem parte a Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes); Amar (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes); Assim (Associação de Intérpretes e Músicos); Sbacem (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música); Sicam (Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais); Socinpro (Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais); UBC (União Brasileira de Compositores) e pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Há algumas semanas, o mesmo grupo enviou uma carta para para Secretaria Especial da Cultura para pedir medidas para amenizar os impactos de pandemia de coronavírus. No conteúdo, eles citam preocupação com os impactos que o setor cultural está sofrendo. O documento foi enviado à secretária especial da Cultura, Regina Duarte, e ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Leia comunicado na íntegra: A gestão coletiva da música no Brasil – composta pelas associações Abramus, Amar, Assim, Sbacem, Sicam, Socinpro, UBC e o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) – acaba de aprovar um plano emergencial para apoiar financeiramente compositores e demais artistas de todo país, duramente atingidos pela pandemia do coronavírus devido ao cancelamento de shows e eventos e fechamento de estabelecimentos comerciais sonorizados. Neste primeiro momento, o plano consiste em um adiantamento extraordinário de valores que irá contemplar quase 22 mil compositores, músicos e intérpretes brasileiros com o montante de R$ 14 milhões em direitos autorais. Serão beneficiados todos os titulares nacionais (pessoa física) filiados que tiveram um rendimento médio anual entre R$ 500,00 e R$ 36.000,00 nos últimos três anos (2017, 2018 e 2019), da seguinte forma: Titulares com rendimento médio anual entre R$ 500,00 e R$ 12.000,00 nos últimos três anos receberão um adiantamento extraordinário no valor de R$ 600,00 dividido em 3 parcelas, sendo R$ 200,00 pagos na data prevista para a distribuição de abril e o restante nos pagamentos de maio e junho. Titulares com rendimento médio anual entre R$ 12.000,01 e R$ 36.000,00 nos últimos três anos receberão um adiantamento extraordinário no valor de R$ 900,00 dividido em 3 parcelas, sendo R$ 300,00 pagos na data prevista para a distribuição de abril e o restante nos pagamentos de maio e junho. Este aditamento extraordinário será devidamente discriminado no demonstrativo de rendimentos recebido por cada titular. Os valores adiantados serão descontados posteriormente, 60 dias depois de anunciado o final do estado de calamidade pública e em até 12 parcelas mensais iguais e sem juros. Compositores, intérpretes e músicos que queiram saber se serão contemplados com esta medida devem conferir sua média de rendimentos anuais e, em caso de dúvidas, procurar suas respectivas associações. É por entender o momento crítico vivido pela classe artística e expressar solidariedade às dificuldades enfrentadas por todos que a gestão coletiva anuncia esta primeira ação com o intuito de garantir um suporte financeiro para a sobrevivência de elos fundamentais da cadeia produtiva da música.
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Live de Bruno e Marrone terá duas horas de duração e repertório focado nas canções antigas da dupla
Transmissão on-line acontece nesta quinta-feira (9), às 21h, e terá estrutura formada por 10 pessoas, incluindo equipe técnica e músicos. Bruno & Marrone fazem show no Rodeio de Jaguariúna Júlio César Costa/G1 Nesta quinta-feira (9), Bruno e Marrone vão fazer uma live de quarentena. A dupla sertaneja não seguirá a linha das muitas horas de show já apresentadas por Gusttavo Lima (mais de 5 horas), Jorge e Mateus (mais de quatro horas) e Marília Mendonça (quase três horas e meia). Segundo a assessoria da dupla, serão duas horas de live e o repertório será focado nas canções mais antigas. O show on-line vai servir de prévia da turnê 2020 "O Melhor de Bruno & Marrone", que seria lançada no final de março em São Paulo. A estrutura técnica da live de Bruno e Marrone contará com 10 profissionais presentes, sendo dois músicos, "para seguir as regras de distanciamento recomendadas pelas autoridades de saúde", segundo a assessoria, que garante, ainda, que não haverá aglomeração. "A casa é bem grande. Todos terão o distanciamento ideal. Serão quatro câmeras fixas para evitar a manipulação", explica. A filmagem vai acontecer na casa do cantor Bruno, em Uberlândia, Minas Gerais. Assim como aconteceu em lives anteriores, a transmissão tem o lado solidário. Além de levar música para quem está em casa durante a quarentena, o show on-line mobiliza os fãs para uma campanha de arrecadação de alimentos para o programa Mesa Brasil. 'É muito bom poder contar com a tecnologia em um momento como este, estamos muito felizes em poder fazer isso, levar um pouco de alegria para quem está em casa e ainda ajudar de alguma maneira quem mais precisa", afirma Bruno. "Contamos com o apoio das pessoas que puderem doar, vamos passar por isso juntos", completa Marrone. Após sucesso e controvérsia, sertanejos planejam mais lives com equipes de até 10 pessoas Mais que views… Lives arrecadam ao menos 1,4 mil toneladas de alimentos e quase R$ 1 milhão Initial plugin text
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Longe dos palcos, bailarinos russos dançam para fãs em vídeo feito em casa
Artistas do balé do Teatro Mikhailovsky de São Petersburgo gravaram movimentos em cozinhas e salas de estar, enquanto teatros permanecem fechados por conta do coronavírus. Bailarina Anastasia Osipova pratica balé na sala de sua casa em Moscou Evgenia Novozhenina/Reuters Bailarinos russos sujeitos a isolamentos parciais começaram a realizar apresentações em casa para manter os fãs entretidos na internet, depois que teatros de todo o país fecharam as portas por conta do novo coronavírus. Sete artistas do balé do Teatro Mikhailovsky de São Petersburgo, uma das trupes mais proeminentes da Rússia, têm filmado seus movimentos em cozinhas e salas de estar. Veja vídeo abaixo. Initial plugin text Ao som da música do compositor Ludwig Minkus, o vídeo de três minutos, compartilhado nas redes sociais do teatro no domingo (5), teve quase 30 mil visualizações no Instagram e mais de 500 comentários no Facebook. "Artistas se mantêm fiéis a si mesmos mesmo nas condições atuais incomuns", disse o Teatro Mikhailovsky. "Embora não tenham a oportunidade de interagir com espectadores no teatro, o interior de seus lares serve como palco e plataforma criativa para eles." O teatro disse que a iniciativa veio do bailarino principal, Ivan Vasilyev, que no vídeo é visto erguendo a colega Maria Vinogradova em uma sala de estar enquanto ela carrega um ensopado. Os segundos finais da apresentação incluem aplausos e buquês, como acontece ao vivo. Outros teatros russos adotaram iniciativas semelhantes enquanto ficam fechados para o público. O Teatro Bolshoi de Moscou, cujo diretor disse ao jornal Kommersant nesta quinta-feira (9) que teme por sua sobrevivência se não voltar ao trabalho em setembro, começou a transmitir algumas de suas apresentações passadas mais notáveis pela internet.
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‘Vila Sésamo’ vai ganhar especial com Lin-Manuel Miranda e Anne Hathaway durante quarentena
Elmo, Grover e Come Come vão encontrar novas maneiras de brincar e aprender juntos através de músicas, jogos e danças. 'Vila Sésamo' vai ganhar especial sobre coronavírus Brendan McDermid/Reuters Elmo e Come Come querem atingir as crianças pequenas, confusas por ficarem presas em casa durante a epidemia de coronavírus, com um episódio especial de "Vila Sésamo" que será exibido na próxima semana. Os atores Lin-Manuel Miranda, Anne Hathaway e Tracee Ellis Ross serão os convidados especiais do episódio de 30 minutos "Vila Sésamo: Elmo's Playdate", que será exibido na terça-feira (14). O objetivo é divertir as crianças e suas famílias em momentos de incerteza, disseram WarnerMedia e Sesame Workshop nesta quarta-feira (8). Crianças em casa? Veja o que ver na TV e na internet em dias de isolamento "Esperamos que 'Vila Sésamo: Elmo's Playdate' entretenha e encante as famílias em um momento em que tantas pessoas se sentem isoladas e sobrecarregadas pelos eventos atuais", disse Steve Youngwood, presidente da Sesame Workshop. A transmissão vai acontecer pela HBO, PBS Kids e outros canais de televisão da WarnerMedia e será no formato de videoconferência, ferramenta que se tornou familiar devido às restrições de isolamento social impostas em meio ao surto de coronavírus. Anne Hathaway posa ao lado de sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood REUTERS/Mario Anzuoni No episódio, os personagens Elmo, Grover, Come Come e a mágica Abby Cadabby encontrarão novas maneiras de brincar e aprender juntos através de músicas, jogos e danças. Escolas e creches foram fechadas em vários países, deixando pais e familiares no papel de professores enquanto trabalham em funções essenciais ou em casa.
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Fenômeno pop sertanejo é enfocado, sob prisma empresarial, em inédito documentário
Com depoimentos de Michel Teló e Luan Santana, entre outros astros do gênero, filme descortina os bastidores de segmento musical que rende bilhões. Resenha de documentário musical Título: O fenômeno sertanejo Direção: Fabrício Bittar Produtora: Clube Filmes Exibição: Canal de TV Music Box Brasil, 9 de abril, às 22h Cotação: * * * 1/2 ♪ Aberto em 1929 pelo escritor e folclorista paulista Cornélio Pires (1884 – 1958) com a gravação de temas caipiras, o mercado de música sertaneja se industrializou e ganhou dimensões superlativas ao longo dos últimos 90 anos. Impulsionada pelos astros do universo pop sertanejo, a atual onda de lives turbinadas e patrocinadas é somente um sintoma da força de indústria que gira até mesmo em meio a uma pandemia como a do covid-19. Com exibição programada pelo canal de TV Music Box Brasil para as 22h de quinta-feira, 9 de abril, o inédito documentário O fenômeno sertanejo enfoca essa parcela vasta do universo pop brasileiro sob prisma empresarial. Estruturado em nove capítulos pelo diretor Fabrício Mattar, o documentário inicia com breve resumo da história da música sertaneja, abordando o pioneirismo de Cornélio Pires e da dupla Tonico & Tinoco, astros caipiras das décadas de 1940 e 1950. Chitãozinho & Xororó tem o sucesso de 'Fio de cabelo' lembrado no documentário 'O fenômeno sertanejo' Divulgação / Music Box Brasil Mote do segundo capítulo, a explosão nacional da dupla Chitãozinho & Xororó com a gravação da música Fio de cabelo (Darci Rossi e Mariano, 1982) é corretamente abordada como o marco de uma primeira expansão do território sertanejo rumo aos centros urbanos. A dupla paranaense integra o time de entrevistados do diretor ao lado de Luan Santana, Michel Teló e Naiara Azevedo, entre outros. A narrativa enfoca rapidamente a consolidação do mercado urbano sertanejo ao longo dos anos 1990 – com as duplas Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano à frente dessa nova expansão – e logo avança para o surgimento em 2005 do gênero rotulado como sertanejo universitário. É a partir deste terceiro capítulo que a produção da Clube Filmes se detém no fenômeno sertanejo com espírito mais crítico. Pioneira desse subgênero do sertanejo, a dupla universitária João Bosco & Vinicius conta como esse som mais pop (e já totalmente descolado da raiz caipira) se alastrou pelo Brasil a partir de Campo Grande (MS), atraindo primeiro estudantes universitários e, depois, um público mais amplo e heterogêneo que quer tão somente se divertir ao som de música para baladas, já impregnada de códigos do pop universal. Até que virou grande negócio. Um negócio que movimenta bilhões em todo o território nacional. E que põe o faturamento acima da arte. “Está ficando tudo muito pobre”, acusam Bruno & Marrone. “É sertanojo. Esse pessoal não é artista. Esses jovens caem nas mãos de empresários que sugam o sangue deles”, brada um professor universitário, ressaltando o baixo nível cultural de alguns artistas e do público que consome a música pop sertaneja. “Os produtos estão muito parecidos. Virou muito business”, corroboram João Bosco & Vinicius. Michel Teló no documentário 'O fenômeno sertanejo' Divulgação / Music Box Brasil Projetado internacionalmente com o sucesso da gravação da música Ai, se eu te pego (Aline Fonseca, Amanda Cruz, Antonio Dyggs, Karine Vinagre e Sharon, 2008), Michel Teló pega mais leve do que os colegas famosos (“Não é só dinheiro que manda”, defende na parte final do documentário), mas sem ser tão diplomático quanto Luan Santana, cuja participação no filme é sucessão de depoimentos vagos e embevecidos sobre o massivo sucesso sertanejo. Enquanto descortina alguns bastidores do universo pop sertanejo, o documentário aborda, sem dar nomes aos bois, o monopólio de escritórios agenciadores de carreiras de astros e de candidatos a astros do segmento. A propósito, a dupla Leo & Raphael personifica no roteiro artistas que ainda estão no meio do caminho. E é curioso como eles apontam a barca de comida japonesa – presente em camarins de cantores abastados como Matheus & Kauan – como símbolo do status que Leo & Raphael ainda não alcançaram. Já Sorocaba, da bem-sucedida dupla com Fernando, enfatiza o impulsionamento monetário de visualizações de clipes e de streamings para forjar números grandiloquentes com a esperança de transformar o irreal em sucesso real através de ações de marketing. Luan Santana no documentário 'O fenômeno sertanejo' Divulgação / Music Box Brasil Nem sempre funciona, claro. “Ninguém tem o sucesso da fama”, ressalta Naiara Azevedo. Mas quem já tem fama quer entrar no nicho. “O sertanejo é o pop do Brasil”, sentencia Alok, DJ cuja participação em eventos do gênero é criticada por alguns entrevistados. Assim como também é atacada a mistura genérica de sertanejo com ritmos como samba e funk. Com imagens captadas em shows que atestam a grandiosidade do mercado, o documentário O fenômeno sertanejo tem o mérito de abordar o gênero sem romantismo. E, após enfocar a explosão das cantoras e compositoras no capítulo A resposta delas, o filme O fenômeno sertanejo se encaminha para o fim, deixando no ar que, a qualquer momento, uma novidade pode surgir no segmento. Até porque, como o documentário deixa bem claro de forma até repetitiva, o show não pode parar de render muito dinheiro para todos que fazem girar a máquina sertaneja.
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Disney pode verificar temperatura de visitantes quando parques reabrirem, diz presidente
'Pessoas terão que se sentir confortáveis', afirma Bob Iger. Parques nos Estados Unidos estão fechados desde 12 de março por conta do coronavírus. Castelo da Cinderella no Walt Disney World passa por cuidados nesta quinta-feira (12) Joe Burbank/Orlando Sentinel via AP A Walt Disney Co pode exigir que os visitantes dos parques temáticos tenham a temperatura verificadas quando reabrirem após a retirada das restrições de coronavírus em reuniões públicas, disse o presidente-executivo, Bob Iger, em entrevista nesta terça-feira (7). A empresa está considerando a ideia como uma maneira de fazer com que o público se sinta seguro em retornar aos parques da Disney, assim que eles puderem abrir novamente, disse Iger ao jornal financeiro Barron's. "Uma das coisas que já discutimos é que, para retornar a uma aparência normal, as pessoas terão que se sentir confortáveis que estão seguras", disse Iger. "Parte disso pode vir na forma de uma vacina, mas, na ausência dela, pode resultar basicamente de mais escrutínio, mais restrições." Portão trancado no parque temático da Disney em Hong Kong Tyrone Siu/Reuters "Assim como agora fazemos checagem de malas para todos que entram em nossos parques, pode ser que em algum momento adicionemos um componente como medir a temperatura das pessoas, por exemplo", acrescentou Iger. A Disney opera o Walt Disney World na Flórida e Disneyland na Califórnia, bem como parques temáticos na China, Hong Kong, Japão e França. Atualmente, todos estão fechados para ajudar a combater a disseminação do novo coronavírus. A empresa não informou quando eles reabrirão. O Walt Disney World, o parque temático mais visitado do mundo, atraiu 58,4 milhões de visitantes em 2018, segundo a Themed Entertainment Association. Disney fecha parques por causa do coronavírus
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Marcela chora após eliminação do ‘BBB20’: ‘É muito difícil assimilar’
Participante fez uma série de vídeos nesta quarta (8), um dia após saída do reality. 'Tem muita coisa muito chocante para mim', diz. Marcela se emociona ao falar com fãs no Instagram nesta quarta (8), um dia após a eliminação no 'BBB20' Reprodução/Instagram/MarcelaMcGowan Na manhã após a eliminação do "BBB20", Marcela fez uma série de posts falando sobre os primeiros momentos fora da casa. "Foi uma noite muito difícil e eu só precisava ficar com a minha família", falou a médica no Instagram nesta quarta-feira (8). "É muito difícil assimilar, é difícil ser julgada de novo na sociedade". "Ver tudo isso que está acontecendo aqui fora, tanto das questões de saúde que é maluco para quem estava lá dentro, quanto tudo que aconteceu e a gente não tem ideia", continuou. A participante foi eliminada com 49,76% dos votos nesta terça-feira (7), em um paredão disputado com Flayslane (49,18%) e Babu (1,06%). Emocionada, Marcela também agradeceu quem torceu por ela no jogo. "Nunca imaginei que ia ter a responsabilidade de tanta gente", disse. Depois da participação no programa, a médica passou a ter 3,7 milhões seguidores no Instagram. "A gente vai se falando muito por aqui. Tem muita coisa muito chocante para mim para gente conversar", afirmou. Marcela no 'BBB20' no anúncio de sua eliminação na terça-feira (7) Reprodução/Globo
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Broadway prorroga fechamento até 7 de junho devido ao coronavírus
Teatros estão fechados desde 12 de março. Estado de Nova York superou Itália em números de casos de pacientes com covid-19 nesta terça (7). Espetáculos da Broadway, inclusive "O Fantasma da Opera", estão suspensos por conta do coronavírus; Nova York decretou estado de emergência AP Photo/Kathy Willens Os teatros da Broadway, que estão entre as atrações turísticas mais visitadas da cidade de Nova York, continuarão fechados até 7 de junho devido ao surto global de coronavírus, informou um grupo da indústria nesta quarta-feira (8). As casas de espetáculo baixaram as portas em 12 de março, supostamente por um mês, enquanto as autoridades faziam um apelo às pessoas a evitarem multidões. Como a crise do coronavírus persiste e a maior parte dos Estados Unidos está sendo orientada a ficar em casa, esse prazo foi ampliado. O estado de Nova York superou a Itália em número de casos registrados nesta terça-feira (7). "Todos os espetáculos da Broadway na cidade de Nova York agora estão cancelados até 7 de junho de 2020", disse a Liga da Broadway, que representa produtores e proprietários de teatros, em um comunicado publicado na internet. "Quando este intervalo inesperado chegar ao fim – e não se enganem, ele terá fim – vamos voltar a nos reunir nos saguões dos bares, sentar uns ao lado dos outros em bancos de veludo e rir, chorar e comemorar em uníssono", acrescentou o comunicado. Entre os shows que estavam em cartaz no momento do fechamento estão sucessos como "Hamilton", "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" e "O Sol é Para Todos". Cartaz avisa que apresentações do espetáculo "O Rei Leão", em cartaz na Broadway, foram adiadas até a semana do dia 13 de abril por conta do coronavírus AP Photo/Kathy Willens
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