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Discos para descobrir em casa – ‘Cantada’, Adriana Calcanhotto, 2002

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Cantada', de Adriana Calcanhotto Arte de Adriana Calcanhotto ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Cantada, Adriana Calcanhotto, 2002 ♪ Quinto álbum de estúdio de Adriana Calcanhotto, lançado em 2002, Cantada jamais rendeu um hit massivo para essa fina estilista pós-tropicalista gaúcha que emergira na cidade do Rio de Janeiro (RJ) no alvorecer da década de 1990, vinda de Porto Alegre (RS). Escolhida como single promocional do álbum editado pela gravadora BMG, a canção Pelos ares, de autoria de Calcanhotto com o parceiro poeta Antonio Cicero, chegou a tocar nas rádios sem derrubar casas e playlists da época com os contornos de tango insinuado em breve passagem do arranjo. Outras canções autorais, como Justo agora e Sobre a tarde, tampouco grudaram na memória popular com a força de sucessos anteriores da cantora e compositora como Mentiras (1992), Esquadros (1992), Metade (1994) e Vambora (1998). Canções como Eu espero confirmaram a impressão de que a compositora já apresentara safras autorais mais inspiradas em discos anteriores. Contudo, Cantada ficou marcado na discografia de Calcanhotto como álbum de ruptura, delimitando o início de ciclo mais cool na obra fonográfica da artista. Faixa gravada somente com o toque do piano de Daniel Jobim, Noite – parceria de Orlando Morais com Antonio Cicero – exemplificou bem a ambiência cool adotada por Calcanhotto a partir do álbum Cantada. Calor, outra música autoral de Calcanhotto lançada no álbum e caída no esquecimento, corroborou o esfriamento do canto, em que pese toque da guitarra de JR Tostoi na faixa. Sim, o clima cool esfriou a conexão da artista com parte do público, mas Cantada teve ouvintes rendidos pela sedução da vanguarda. Analisado 18 anos após a edição, o álbum Cantada se revela visionário por ter apontado, através de cantora do mainstream, caminhos seguidos pela música pop brasileira do século XX. Na elaboração do disco que produziu em parceira com Dé Palmeira, Calcanhotto se cercou de músicos da então emergente cena alternativa carioca – Alexandre Kassin (baixo), Berna Ceppas (synths), Domenico Lancelloti (bateria e percussão) e Moreno Veloso (cellos), sobretudo – que seriam arregimentados por indies e depois até por medalhões da MPB, dando o tom da música brasileira pós-anos 2000. As presenças do trio Moreno + 2 na confecção de Programa (Adriana Calcanhotto, Antonio Cicero e Waly Salomão), do grupo Los Hermanos em A mulher barbada (Adriana Calcanhotto) e do trio BossaCucaNova em Jornal de serviço (Carlos Drummond de Andrade) mostraram artista atenta aos sinais, com as antenas ligadas nos sons e tons da modernidade. Álbum batizado com o nome da canção lançada no ano anterior por Maria Bethânia no álbum Maricotinha (2001), com o título de Depois de ter você, Cantada encadeou duas composições irmãs de Péricles Cavalcanti – Sou sua e Intimidade (Sou seu) – antes de abordagem de Music e Impressive instant em medley pós-tropicalista em que Calcanhotto agregou essas duas composições de Madonna e Mirwais Ahmadzaï apresentadas pela cantora norte-americana há dois anos no álbum Music (2000). Arrematado com o acalanto Nina, composto por Calcanhotto para a afilhada então recém-nascida, o álbum Cantada destacou o registro de Se tudo pode acontecer (Arnaldo Antunes, Paulo Tatit, Alice Ruiz e João Bandeira), não por acaso a música mais regravada do repertório do disco, embora, a rigor, o autor Arnaldo Antunes já tivesse lançado a composição um ano antes no álbum Paradeiro (2001). Enfim, mesmo sem oferecer o melhor de Adriana Calcanhotto, Cantada foi álbum corajoso em que a artista virou o disco, sem medo de abrir caminhos que seriam trilhados por indies e popstars ao longo dos anos 2000. É (muito) mais pela opção pelo novo e (bem) menos pelo repertório que o álbum Cantada resultou sedutor, ocupando lugar diferenciado na seleta discografia de Adriana Calcanhotto.

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Milton Nascimento reinventa ‘Cais’ com Rafael Langoni e Sacha Amback

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Gravação inédita integra a trilha sonora da novela 'Nos tempos do imperador'. ♪ O público brasileiro já poderia estar ouvindo uma gravação inédita de Cais, na voz de Milton Nascimento, se a pandemia do coronavírus não tivesse levado a TV Globo a adiar por tempo indeterminado estreia da próxima novela das 18h, Nos tempos do imperador, antes programada para ter entrado no ar em 30 de março. É que Milton reinventou Cais – parceria do compositor com o poeta e letrista Ronaldo Bastos, lançada há 48 anos no emblemático álbum duplo Clube da esquina (1972), disco assinado por Milton com Lô Borges – para a trilha sonora da novela ambientada no reinado de Dom Pedro II (1825 – 1891), monarca nos tempos do Brasil imperial. Milton regravou Cais com produção musical de Rafael Langoni e Sacha Amback. Langoni e Amback – cabe lembrar – foram os produtores musicais da trilha sonora de Novo mundo (2017), novela passada na época de Dom Pedro I (1798 – 1834) que gerou a sequência intitulada Nos tempos do imperador.

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Andrea Bocelli fará live direto da Catedral de Milão vazia no domingo de Páscoa

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Show será transmitido no canal do YouTube do tenor italiano às 14h de domingo (12). Andrea Bocelli Divulgação Andrea Bocelli, um dos tenores mais famosos do mundo, se apresentará na vazia Catedral de Milão, ou Duomo di Milano, no domingo de Páscoa, em um concerto transmitido ao vivo que simboliza amor, esperança e cura em meio à pandemia do novo coronavírus. O cantor italiano será acompanhado apenas pelo organista da catedral, Emanuele Vianelli, tocando um dos maiores órgãos de tubos do mundo em um repertório de obras sagradas, incluindo “Ave Maria”, de Pietro Mascagni. O show será transmitido no canal do YouTube de Bocelli às 14h (horário de Brasília) no domingo (12). "Estou honrado e feliz em responder 'Si' ao convite da cidade e do Duomo de Milão. Acredito na força de rezar juntos; acredito na Páscoa cristã, um símbolo universal de renascimento que todos – sejam crentes ou não – realmente precisam agora", disse Bocelli. A Itália, que permanece em isolamento, teve o maior número de mortes no mundo pela Covid-19, com 16.523 mortes até segunda-feira e quase 133 mil casos. Milão e a região circundante da Lombardia foram as mais afetadas pela pandemia. "Graças à música, transmitida ao vivo, reunindo milhões de mãos entrelaçadas em todo o mundo, abraçaremos o coração pulsante da Terra ferida", acrescentou Bocelli. O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, disse: "Este ano, a Páscoa será muito diferente para todos nós … tenho certeza de que a voz extraordinária de Bocelli será o abraço que estamos perdendo nos dias de hoje, um forte abraço especial , capaz de aquecer o coração de Milão, Itália e o mundo".

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PS5: DualSense é o novo controle do PlayStation 5; veja fotos e novidades

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Sony divulgou a maior mudança no estilo do controle de seu console desde o primeiro PlayStation. DualSense do PS5 terá botões com ajuste de pressão. DualSense é o controle do PlayStation 5 Divulgação/Sony A Sony divulgou nesta terça-feira (7) o DualSense, novo controle de seu próximo console, o PlayStation 5 (PS5), que deve ser lançado no final de 2020. A maior novidade é seu estilo, que se distancia bastante dos modelos DualShock, controles que acompanham o console desde o primeiro PlayStation com pequenas variações. Além disso, o DualSense terá uma resposta tátil mais sensível às situações apresentadas nos jogos, e dois gatilhos adaptáveis nos botões L2 e R2, que vão reproduzir diferentes níveis de pressão e tensão. DualSense, do PS5, terá gatilhos que respondem à pressão Divulgação/Sony "Tivemos uma grande oportunidade com o PS5 de inovar ao oferecer a criadores de games a habilidade de explorar como eles podem aumentar o sentimento de imersão com nosso novo controle", escreveu a fabricante em seu blog. "Por isso adotamos uma resposta tátil, que adiciona uma variedade de poderosas sensações que você sentirá quando jogar, como a lenta dureza de dirigir um carro pela lama. Também incorporamos gatilhos adaptáveis nos botões L2 e R2 do DualSense, para que você possa sentir de verdade a tensão de suas ações, como puxar uma flecha em um arco." Outra mudança é a troca do nome do botão Share ("compartilhar") pelo Create ("criar"). Pela descrição, ele continuará com a mesma funcionalidade. O novo controle também contará com um microfone embutido. DualSense trocará nome do botão Share por Create Divulgação/Sony Na publicação, a Sony afirma que levou em consideração as novidades para tentar reduzir o peso do controle, ao mesmo tempo em que amplia seu tempo de bateria. Além disso, diz que o novo desenho tem como objetivo fazer com que ele pareça menor nas mãos do que aparenta nas fotos.

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Hal Willner, produtor musical, morre aos 64 anos de coronavírus, diz revista

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Americano ficou conhecido pelas esquetes musicais no programa 'Saturday Night Live'. Ele sugeriu que contraiu a doença em um post no Twitter no final de março. Hal Willner fala sobre trabalho no 'Saturday Night Live' Reprodução/YouTube/Saturday Night Live Hal Willner, produtor musical e supervisor das esquetes musicais do "Saturday Night Live", morreu nesta segunda (6), aos 64 anos. Segundo a revista Variety, o americano morreu em decorrência a complicações com o novo coronavírus, mas a causa da morte ainda não foi confirmada. Além de trabalhar no programa semanal desde os anos 1980, o americano também produziu artistas como Lou Reed, Laurie Anderson, Marianne Faithfull e Lucinda Williams. O produtor sugeriu no Twitter que estava com a doença no final de março: "Eu sempre quis ter um número um, mas não desse jeito. Na cama em Upper West Side". Um mapa dos Estados Unidos que destacava a concentração de número de casos na costa leste acompanhava o post. Estados Unidos registra mais de 10 mil mortes por coronavírus Ele pediu que as pessoas mandasse amor para o músico John Prine, infectado com covid-19, em sua última postagem na rede social. Willner nasceu na Filadélfia em 1956, e mudou para Nova York nos anos 70 quando começou a trabalhar com o produtor Joel Dorn. Ao longo da carreira também ficou conhecido pela capacidade de reunir grandes músicos em álbuns de tributo, como em "Stay Awake: Various Interpretations of Music from Vintage Disney Films", de 1988. Ringo Starr, Bonnie Raitt, Sinead O'Connor, The Replacements e Michael Stipe estavam no projeto. Veja outros famosos que morreram por causa do novo coronavírus

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Palhaços divertem idosos alemães do lado de fora de asilos durante pandemia de coronavírus

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Grupo se apresentava em quartos em casas de repousos, mas mudou local para divertir moradores, impedidos de receberem visitas por causa do isolamento. A palhaça de circo Tanja Selmer se apresenta para idosos em asilo durante isolamento na Alemanha Fabrizio Bensch/Reuters Um grupo de palhaços que normalmente divertem aposentados em seus quartos em casas de repouso passou a se apresentar do lado de fora para que seus espectadores possam assistir das janelas ou sacadas enquanto estão isolados pelo novo coronavírus. Os palhaços estavam determinados a não privar os idosos de boas risadas por causa do vírus, que os impede de receber visitantes ou sequer comer juntos nos refeitórios. Por isso, o grupo "Rir Ajuda", uma associação de "palhaços clínicos" que divertem pessoas tratadas por médicos e cuidadores, começou a se apresentar em pátios diante dos quartos dos idosos — a uma distância apropriada uns dos outros. "Não queremos deixá-los sozinhos", disse Tanja Selmer, conhecida como Palhaça Tiffy. "Pensamos 'o que poderíamos fazer?' Como poderíamos lhes dar um momento de alegria apesar de tudo? Aí tivemos a ideia de fazer do lado de fora". "Ficamos diante da sacada… eles conseguem nos ver e podemos aproximá-los, apesar da distância". As palhaças circenses Noriko Seki e Tanja Selmer se apresentam para idosos de um asilo na Alemanha durante isolamento Fabrizio Bensch/Reuters

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Marcela é eliminada do ‘BBB20’ com 49,76% dos votos

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Flayslane e Babu, que também estavam no paredão, se salvaram e permanecem na casa. Marcela no 'BBB20' no anúncio de sua eliminação Reprodução/Globo Marcela foi a eliminada do "BBB20" nesta terça-feira (7) com 49,76% dos votos. Ela foi a 12ª a deixar a casa. Flayslane, outra que estava indicada ao paredão, continua no jogo após receber 49,18%. Babu também permanece. Ele levou 1,06%. Marcela foi ao paredão por ter recebido o maior número de votos de um dos grupos da casa. Babu foi o mais votado pelo outro grupo. Flayslane foi indicada pela líder Thelma, que ganhou a prova no domingo (5). "Mas eu estou tranquila. Eu sempre disse que queria sair de lá sabendo que minha família e meus amigos diriam que essa foi a pessoa que a gente entregou para entrar", disse Marcela ao apresentador Tiago Leifert depois de deixar a casa. Ele apontou também que um dos problemas que ela pode ter tido com o público foram as seguidas perdas de estalecas de Daniel. "O que eu via no Dan, que eu achava diferente dos outros meninos, era um lugar de pureza", afirmou ela, ao defender o participante com quem teve um relacionamento no reality. Ela também falou que agora acredita que Babu e Rafa estão muito fortes no jogo, mas que, de torcida, acha que a Ivy tem mais chances de ganhar do que Gizelly.

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Músico Serginho Trombone morre aos 70 anos no Rio

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

O arranjador sofreu uma parada cardíaca e foi reanimado, mas morreu horas depois. Ele estava internado no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste. Serginho Trombone morreu em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira (7) Reprodução/Redes sociais O trombonista, arranjador e compositor Serginho Trombone, de 70 anos, morreu na manhã desta terça-feira (7) no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Ele sofreu uma parada cardíaca, foi reanimado, mas não resistiu e acabou morrendo horas depois. Conhecido como Serginho Trombone, Sergio Fernando de Souza foi internado na unidade hospitalar neste domingo (5) com uma obstrução intestinal após sentir fortes dores abdominais em casa. Ele passou por uma cirurgia de emergência nesta segunda-feira (6) e foi descoberto um tumor no intestino. Amigos do músico contaram ao G1 que o resultado da biópsia ainda não havia saído até a noite desta terça-feira. Apesar da complexidade da cirurgia, a equipe médica conseguiu fazer a desobstrução e Serginho reagiu de forma positiva. Segundo uma nota divulgada nas redes sociais do músico, houve um agravamento do quadro nesta terça-feira devido ao sobrepeso e à idade e ele teve uma parada cardíaca. Ele foi reanimado e voltou ao coma, mas morreu horas depois. O saxofonista Léo Gandelman reforçou a importância de Serginho Trombone para a música brasileira Reprodução/Redes sociais De acordo com o saxofonista Léo Gandelman, Serginho estava debilitado por não conseguir comer. O instrumentista era compadre e amigo de Léo. “Ele foi internado porque estava muito fraco. Ele já estava meio debilitado. Como estava com esse problema, nos últimos dias ele não tinha nem comido”, informou o amigo. O sepultamento do instrumentista está marcado para esta quarta-feira (8) no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. Carreira O trombone, arranjo e composição já estiveram em trabalhos de artistas como Gal Costa, Tim Maia, Jorge Benjor e Barão Vermelho. Para o amigo Léo, ele marcou a história da música brasileira. “Eu acho que ele escreveu páginas maravilhosas da MPB. Um cara que criou um outro caminho na música brasileira. Além de trombonista extremamente original, ele tinha uma linguagem muito pessoal. Ele também foi um arranjador incrível. Serginho é uma pessoa querida para todo mundo, um rei”, disse Léo Gandelman. Em sua página no Instagram, o cantor Frejat se despediu do amigo. Ele produziu, no ano passado, um disco de Serginho. “Hoje a música perdeu Serginho Trombone. Choro, lamento, resmungo me perguntando: por que tão cedo? Um amigo muito querido, músico e arranjador extraordinário e botafoguense doente. Siga por um caminho de luz, amigo! A gente daqui já sente saudade”, lamentou Frejat. Frejat lançou o disco de Serginho Trombone em 2019 Reprodução/Redes sociais Estagiária, sob a supervisão de João Ricardo Gonçalves

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Músico John Prine morre aos 73 anos

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Ele foi internado há duas semanas por coronavírus em Nashville, nos Estados Unidos. John Prine em imagem de junho de 2019 em Nova York Angela Weiss / AFP Photo O músico americano John Prine, lenda country e do folclore do país, morreu nesta terça-feira (7) em Nashville, nos Estados Unidos, aos 73 anos, após ter sido internado por coronavírus há duas semanas. A família do artista confirmou a morte à revista Rolling Stone. Prine é um dos autores mais influentes de sua geração. Descoberto por Kris Kristofferson, lançou seu primeiro disco de estúdio em 1971 e o álbum homônimo foi celebrado como um dos melhores daquele ano pelo público e pela crítica. Conhecido por contar causos da sua vida, ele chamou a atenção de gigantes como Bob Dylan, que disse em 2009 que John era um dos seus compositores favoritos, destacando a canção “Sam Stone”. Um ano antes, em 2008, Roger Waters também elogiou John Prine. “A música dele é extraordinariamente eloquente, e ele está no mesmo plano de Neil Young e Lennon”, disse à época. Outro nome de porte que elogiou John Prine foi Johnny Cash, que em sua autobiografia escreveu: “Eu não ouço muita música na fazenda, a não ser que comece a entrar no modo de composição e precise procurar por inspiração. Aí eu coloco algo dos compositores que eu admirei e usei todos esses anos, Rodney Crowell, John Prine, Guy Clark e o saudoso Steve Goodman formam o meu ‘Big Four’”. O produtor musical Hal Willner, que também morreu nesta terça aos 64 anos de coronavírus, chegou a pedir que as pessoas mandassem amor para o músico John Prine, em sua última postagem na rede social.

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Serginho Trombone, grande músico que fez a MPB cair no suingue

quarta-feira, 08 abril 2020 por Administrador

Artista morre aos 70 anos sem ter sido reverenciado na proporção do imenso talento como instrumentista. ♪ OBITUÁRIO – Músico autodidata, o carioca Sérgio Fernando de Souza (7 de setembro de 1949 – 7 de abril de 2020) sabia tocar baixo e teclados. Mas Serginho, como o músico era afetuosamente chamado no meio musical brasileiro, fica eternamente associado ao trombone, instrumento que tocou com maestria e devoção, a ponto de tê-lo incorporado ao nome artístico. Aos 70 anos, Serginho Trombone morreu na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ) na manhã de terça-feira, 7, vítima de complicações decorrentes de operação para desobstrução do intestino. Confirmada pela família do músico, a morte de Serginho Trombone põe fim a uma carreira pautada por contribuições brilhantes na discografia musical brasileira. Em carreira solo, o artista lançou somente dois álbuns, Avec elegância (1991) e Tromboneando (2018), este gravado com produção musical orquestrada por Roberto Frejat. Contudo, o sopro do trombone de Serginho bafejou álbuns de uma constelação nacional com suingue black dominado por músico que teve o privilégio e o mérito de ter integrado o pioneiro grupo Abolição, banda carioca de funk e soul formada no fim da década de 1960 pelo pianista Dom Salvador. Com esse item no currículo, o trombonista exercitou o toque do instrumento em discos de Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Sandra de Sá e, sobretudo, Tim Maia (1942 – 1998), outro pioneiro do funk e do soul nacional. Além de músico, Serginho Trombone foi compositor e arranjador. Marcado na música brasileira, sobretudo no nicho da chamada MPB, o balanço do trombone de Sérgio Fernando de Souza fica impresso nos sulcos de LPs e CDs como atestado perene da habilidade excepcional deste músico que saiu de cena sem ter sido reverenciado na proporção do imenso talento.

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