Marília Mendonça faz live nesta quarta-feira (8) e recebe sugestões de repertório
Transmissão será no YouTube às 20h. Após lives 'caseiras', cantora vai ter equipe de oito pessoas na produção. Cantora criou hashtag #MariliaTocaEssa para receber pedidos de setlist. Marília Mendonça Divulgação Marília Mendonça vai fazer uma live no YouTube nesta quarta-feira (8), a partir das 20h. Veja o link. A cantora está recebendo sugestões de repertório nas redes com a hashtag #MariliaTocaEssa nas redes. Após transmissões simples no Instagram, Marília Mendonça vai ter uma produção maior, com oito pessoas na equipe. "A live será transmitida pelo YouTube, o que demanda de um pouco mais de pessoas por conta da parte técnica. São oito profissionis envolvidos ao todo, contando com dois que farão tradução em libras. Não terá músicos, ela vai usar base das músicas (playback sem voz), e o violão dela mesma, caso queira improvisar algo. O mais minimalista possível", diz a assessoria ao G1. "Todos os profissionais estarão com máscaras os ambientes serão higienizados antes e depois. Tudo será feito na área externa para que não haja circulação na parte interna da casa", ressalta a assessoria. Desde terça-feira (7), a hashtag #MariliaTocaEssa é uma das mais comentadas do Brasil. A cantora tem comentado pedidos e memes dos fãs. Após sucesso e controvérsia, sertanejos planejam mais lives com equipes de até 10 pessoas Meme de fãs que esperam a live de Marília Mendonça Reprodução / Twitter As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Uma noite na ‘Boate aZoom’: balada à distância mostra opção de cena noturna no isolamento
Festa de 4 horas por videoconferência com DJs cariocas mostrou que interação e dança são possíveis. Adereços piscantes, Uber imaginário e abraço digital coletivo são tendências; leia relato. Repórter do G1 acompanha balada a distância na 'Boate aZoom' Rodrigo Ortega/G1 Usar luzes piscantes na cabeça, dançar sentado mexendo as mãos, elogiar desconhecidos e ir embora de Uber imaginário. Acredite, mas tudo isso acontece em uma balada por videoconferência – o único tipo possível hoje. Como DJs e pessoas que gostam de sair para dançar podem se adaptar à era do isolamento? O G1 procurou a resposta na versão de quarentena de uma festa eletrônica famosa no Rio. O evento experimental passou das 3h da manhã com gente ainda animada, cada um em sua casa. Pijama, plataforma, luzes “Essa é a primeira I Hate Mondays que vou de pijama”, diz alguém ao chegar. O traje era livre: de óculos escuros na cama a salto plataforma no corredor. O acessório da vez são luzinhas do tipo de Natal enroladas livremente na cabeça de alguns. Fica bem na câmera. São várias janelinhas com cabeças balançando – 50 pessoas no auge da festa – ao som dos DJs anfitriões. O público fica no mudo, mas conversa sem parar no chat em texto. Entre um set e outro, os DJs também viram MCs, falando e promovendo interação. Boate experimental “A gente está em caráter experimental”, disse o DJ Omulu na abertura. Só entrou quem tinha senha divulgada horas antes. Isso ameniza dúvidas de segurança do aplicativo Zoom. Os testes eram com áudio e programas de mixagem. Às vezes o som parava, mas ninguém reclamou. “Boate aZoom”, projeto de Omulu, tem nome inspirado no hit sertanejo "Boate Azul", mas é voltado para festas de pop e eletrônica. Ela estreou na sexta (3) e aconteceu de novo com ajuda dos amigos do coletivo I Hate Flash na segunda (6). O formato com o público visível é um passo além da transmissão das lives. Coronavírus já causou prejuízo de mais de R$ 480 milhões no mercado musical do Brasil Sentindo a 'pista' DJ Omulu Divulgação “Comecei transmitindo lives, mas em um set de DJ, você tem que sentir como está a pista, tem uma interação de duas vias. Quando vi que o Zoom permite compartilhar áudio, vi que dava para fazer essa boate. Menos como show e mais como festa mesmo”, conta Omulu ao G1. As festas, por enquanto, são gratuitas e restritas a 100 pessoas – no auge da sexta-feira, rolou uma fila virtual de espera. Há iniciativas semelhantes de DJs pelo mundo. São tentativas de evitar um apagão da música eletrônica. Berlim, meca destas festas, também busca alternativas. Pandemia ameaça indústria que gera 9 mil empregos, quase 1,5 bilhão de euros em gastos de turistas e compõe identidade cultural de Berlim BASTIAN BOCHINSKI/DIVULGAÇÃO ‘Sentadão’ e ate o chão “Tão na vibe dos sentados hoje”, alguém reclama no início, pouco depois das 23h. Nessa hora, só duas pessoas dançavam de pé. A maioria olhava, alguns sem nem ligar a câmera. Início de festa, segunda-feira, normal. Alguns bebem e puxam um brinde. Uma menina mais animada mostra o celular com seu voto da noite no BBB. Algumas pessoas já se conheciam da festa física. A maior parte era do Rio, mas tinha gente de SP, Recife e Natal. Aos poucos piscavam câmeras ligadas e pessoas dançando em pé ou sentadas. O cachorro de uma das meninas que se arrisca na dança fica tão animado que começa a mordê-la. Ela o acalma e puxa uma dança com o cão. Repórter do G1 acompanha festa a distância na 'Boate aZoom' Rodrigo Ortega / G1 Jantar e paquera Um cara leva o celular para a cozinha e acende o fogão. “Quero pegar esse cozinheiro”, alguém elogia no chat. O gelo vai se quebrando. O set começa com EDM gringa, mas, como em quase toda festa, as pessoas animam mesmo quando começa o funk. À 1h da manhã, já são seis pessoas dançando em pé e várias balançando as mãos e cabeça, sentadas. Sempre que um se levanta, comemoram no chat. Clima amigável mesmo com quem chega sem conhecer ninguém – algo difícil em festas físicas. Imagem da festa I Hate Mondays, ainda na versão física, antes da pandemia do coronavírus Divulgação / I Hate Flash Ratatouille queimado Alguém entra com o nome “Gustavo Lima", de câmera desligada. O sujeito é notado no chat, mas não diz nada. Espião? “Isso aqui deixa a live do Jorge e Mateus no chinelo”, alguém escreve. Mas nada de sertanejo no set. “Vem me satisfazer”, da MC Ingryd, rola duas vezes. Por volta das 2h, um dos DJs, Fernando Schlaepfer, avisa que queimou o ratatouille no forno da casa dele porque achou que a festa não ia passar de 1h. Todos o consolam, depois de terem elogiado o set com bons remixes e colagens de funk. ‘Rajadão’, amém Uma pessoa diz “Gente, chegou meu Uber aqui”. O carro imaginário virou senha para dar tchau. Mas a maioria segue firme, mantendo a média de 45 pessoas na “pista”. ”Gente, se puxarem mais um pouco começo meu home office daqui”, comenta alguém perto das 3h. Faltava a música mais pedida da noite: “Rajadão”, da Pabllo Vittar. Quando o DJ toca o hit que une louvor e trance, surge uma chuva de “améns” no chat e danças nas janelinhas. Um cara escreve: "Melhor que muito rolê que já fui na vida". Abraço coletivo “Agora tenho que sair porque 8 da manhã tem call com meu chefe”, diz alguém antes de “pedir o Uber” às 3h. “Não me fala em call que tá me dando gatilho”, respondem. O chat vira um abraço virtual coletivo: “Gente, amei vocês”; “dizem que segunda que vem tem mais”. Foram quatro horas seguidas de um fenômeno raro nestes dias: ninguém falou sobre coronavírus. No fim, alguém cita, mas só para planejar o after da pandemia. Em caixa alta no chat: “VAMOS BALANÇAR A RABA PÓS-CORONGA”. A festa I Hate Mondays, no Rio, ainda na sua versão física, antes da quarentena por causa da pandemia do coronavírus Divulgação / I Hate Flash As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Após sucesso e controvérsia, sertanejos planejam mais lives com equipes de até 10 pessoas
Marília Mendonça terá 8 técnicos e Zé Neto & Cristiano, 10. Gusttavo Lima e Jorge & Mateus tiveram garçom e aglomeração. Google diz que vai 'reforçar cuidado' em parcerias do YouTube. Henrique e Juliano, Marília Mendonça e Zé Neto e Cristiano têm lives marcadas para os próximos dias Divulgação Após as lives de Gusttavo Lima e Jorge & Mateus, sucessos de público mas com aglomeração nos bastidores, mais sertanejos e cantores populares planejam transmissões com equipe técnica no local. Este modelo e é diferente do início da onda das lives, com astros mundiais e festivais brasileiros fazendo transmissões mais simples sem tirar vários técnicos de casa (entenda no podcast abaixo). Marília Mendonça, que já tinha feito lives simples no Instagram, vai fazer uma mais produzida no YouTube, nesta quarta-feira (8), às 20h. Serão oito pessoas na equipe técnica, diz sua asessoria. Zé Neto e Cristiano dizem que a equipe de sua live será de dez pessoas, no domingo (12). Henrique e Juliano (dia 19), Wesley Safadão (18), Matheus e Kauan (11), Raí Saia Rodada com Luan Estilizado (11) também confirmaram ao G1 que terão equipes no local, mas não disseram o número. Todos prometem cuidados como uso de máscaras, álcool em gel, alternar equipes de montagem e manter distância entre as pessoas durante o trabalho. E o YouTube? Os sertanejos estão preferindo o YouTube ao Instagram. O site permitir monetizar a transmissão – ou seja, os artistas ganham dinheiro com os vídeos de anúncios exibidos pela plataforma, alem dos "publis" feitos durante a live. Em algumas lives, o YouTube aparece como parceiro direto. O canal da campanha #FiqueEmCasa #Comigo, promovido pelo YouTube Brasil, pôs Jorge e Mateus em destaque. A marca da campanha está em uma festival de lives da produtora sertaneja Workshow no dia 17. Imagem da live da dupla Jorge & Mateus com muita gente no mesmo espaço Reprodução / Internet O G1 perguntou ao Google, dono do YouTube, se considerou a produção de Jorge e Mateus adequada, por que empresa resolveu apoiar lives com equipes grandes e não as mais simples, e quais cuidados serão tomados no futuro. A resposta foi a seguinte: “O YouTube é uma plataforma aberta que permite a qualquer criador fazer uma apresentação ao vivo, tendo apenas uma webcam como equipamento. É essa liberdade que possibilita a existência de um movimento importante como o #Fiqueemcasa #Comigo no período que estamos vivendo. Não temos ingerência sobre a maneira como os vídeos são produzidos, mas entendemos a importância de promover a proteção de todos que estejam envolvidos nas execuções das lives." "Iremos reforçar este cuidado nas próximas apresentações planejadas por artistas de vários estilos, que querem usar o YouTube para se conectar com a audiência", completa o Google. Festivais seguem caseiros O G1 também procurou os produtores dos principais festivais brasileiros de lives, que têm adotado o modelo de gravações simples em casa. André Miranda, editor-executivo da redação integrada "O Globo", "Extra" e "Época", que promoveu o festival #TamoJunto, justificou a escolha por este tipo de produção: "Entendemos que o isolamento social, quando possível em casos que sair de casa não é essencial, deve ser respeitado. Não queremos colocar artistas e nossa equipe em risco desnecessário." André diz que não há plano de promover lives com equipe grande. "Mesmo se não estivéssemos numa situação de isolamento, acho que não faríamos assim, não tem muito a ver com a gente. O nome do nosso festival é #tamojunto, a gente gosta dessa relação mais intimista entre os artistas e o público." Paula Fernandes, Baby do Brasil e Paulo Miklos fizeram lives no festival TamoJunto no domingo (29) Divulgação Andre Miranda também falou sobre o dia a dia do festival junto aos artistas: "A grande maioria dos artistas já está acostumado a usar o Instagram. Eles só precisam se conectar em suas próprias contas no horário combinado e tocarem. A gente faz o resto: puxamos o sinal e distribuímos as apresentações num vídeo único. E isso é o mais importante: não é uma iniciativa apenas do Globo. É uma projeto nosso com os artistas, todos estamos juntos nessa situação e queremos fazer nossa parte para ajudar a sociedade" Claudio Lins, um dos produtores do festival de lives #ZiriguidumEmCasa, disse: "A ideia era – e ainda é – evitar o contato social. O festival nasceu com o propósito de oferecer opções de arte e música no momento excepcional em que vivemos. Assim, não fazia sentido pensarmos em uma equipe itinerante." "Além disso, entendemos que a tecnologia atual de smartphones e plataformas digitais permite que o próprio artista possa produzir sozinho, em casa, uma live audiovisual de qualidade bem aceitável", completa Claudio. Mandetta deu recado na live O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse durante as lives de Xand Avião e Jorge & Mateus: "Importante que a música chegue, mas que a gente não aglutine, que a gente não coloque as pessoas no mesmo lugar." A transmissão de lives musicais não é reconhecida entre os decretos do governo que determinaram atividades essenciais, como supermercados, farmácia, transportes e jornalismo. Equipe de Gusttavo Lima durante live do cantor Reprodução As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro
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Discos para descobrir em casa – ‘Vida’, Chico Buarque, 1980
Capa do álbum 'Vida', de Chico Buarque Arte de Elifas Andreato ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Vida, Chico Buarque, 1980 ♪ Tendo eleito Chico Buarque como um dos alvos preferenciais, os censores ladraram no Brasil ao longo dos anos 1970 sem impedir que a caravana do cantor e compositor carioca passasse garbosa e vitoriosa na década áurea da produção do artista. Décimo álbum solo gravado em estúdio por Chico para o mercado fonográfico brasileiro, Vida encerrou a década ao ser lançado em 1980 com produção musical orquestrada por Sérgio de Carvalho (1949 – 2019). Ou, dependendo da perspectiva, deu início à discografia do cantor nos anos 1980 ao ser posto nas lojas com capa que expôs o tempo e o artista no traço de Elifas Andreato. Seja como for, Vida encadeou 11 músicas em repertório inteiramente autoral que, ouvido 40 anos após a edição do álbum, soa como best of do compositor. Uma das muitas compilações possíveis de Chico, cabe ressaltar, pois cada disco do cantor na fase 1966 – 1984 alinhou um punhado de grandes canções que ecoaram em todo o Brasil. A peculiaridade do repertório de Vida é que boa parte das músicas ficou primordialmente associada a outras vozes. Música-título do álbum, Vida ganharia registro marcante no canto dramático de Maria Bethânia em gravação de disco ao vivo captado no show Nossos momentos (1982). Contudo, a abordagem de Chico é expressiva e merece atenção, inclusive pelo arranjo de Francis Hime, criado com cordas que evidenciaram a tensão da letra. A propósito, Vida foi álbum valorizado pela presença de Francis Hime como arranjador de dez das 12 músicas. A moldura orquestral de Hime resultou sempre precisa. Uma dessas dez músicas foi De todas as maneiras, outra composição mais conhecida na voz de Bethânia em gravação feita pela cantora dois anos antes para o álbum Álibi (1978). E o que dizer de Bastidores? Composição feita para Cristina Buarque, cantora que a lançou em 1980, Bastidores teve associação imediata (e permanente) com a voz passional de Cauby Peixoto (1931 – 2016), cantor que também gravou a música naquele mesmo ano de 1980. Da mesma forma, o samba afro Morena de Angola ficou definitivamente associado ao canto iluminado de Clara Nunes (1942 – 1983), cantora que lançou a música como título do álbum que editou também em 1980. Em contrapartida, o samba Deixe a menina ficou conectado com o autor, evoluindo em Vida em clima de gafieira, mostrando que, em 1980, Chico Buarque já mostrava mais desenvoltura como cantor. Celebração poética do amor entre mulheres, Mar e lua era tema lírico composto por Chico para a peça Geni, da atriz Marilena Ansaldi – assim como a já mencionada música-título Vida. Mar e lua ganhou registros quase simultâneos de Chico e de Simone, cantora que acertaria o tom da canção na regravação feita 13 anos depois para o álbum Sou eu (1993). O registro de Chico foi adornado por cordas, abundantes na confecção do álbum Vida. Além de poetizar o amor entre mulheres, Chico também deu voz a um travesti na letra de Não sonho mais, música nervosa de tom nordestino, cujo arranjo simulava o fluxo veloz de um trem (ou de um pau-de-arara). Tema da trilha sonora do filme República dos assassinos (1979), Não sonho mais também foi abordada por Elba Ramalho em gravação feita para o álbum Ave de prata (1979) que rivalizou em força com a de Chico, embora a música seja mais talhada para o canto então rascante da intérprete paraibana. Única das 12 músicas do repertório do álbum Vida que permaneceu esquecida, a ponto de somente ter merecido duas obscuras regravações (de Adriana Calcanhotto e Clara Sandroni, em 1999 e 2010, respectivamente) ao longo desses 40 anos, o samba Já passou foi a joia de menor quilate de álbum em que Chico também apresentou Qualquer canção e que regravou Fantasia, música lançada no ano anterior pelo MPB4 no álbum Bons tempos, hein?! (1979). O grandioso arranjo de Francis Hime deu tom épico a Fantasia. Com a habitual soberania, Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) marcou tripla presença em Vida como parceiro, pianista e arranjador de Eu te amo, canção feita para o filme homônimo de Arnaldo Jabor, embebida em sensualidade romântica e dividida por Chico com a cantora mineira Telma Costa (1953 – 1989). Já Roberto Menescal foi o parceiro (bissexto) de Chico e o arranjador de Bye bye Brasil, tema-titulo do filme de Carlos Diegues estreado em 1979. Na letra, Chico enfileirou imagens sem filtros de um Brasil que resistia aos desmandos da ditadura. Bye bye Brasil mostrou que, sim, a caravana de Chico Buarque de Hollanda passou gloriosa pelo país, cheia de vida, imune ao ladrar dos cães dos anos 1970.
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Zeca Pagodinho explica motivo de não fazer lives durante quarentena: ‘Não sei tocar’
Em rede social, sambista deixou recado: 'Tô aqui nessa quarentena, mas estou respeitando, esperando que todo mundo também respeite pra que isso daqui a pouco passe, e eu volte aos palcos pra gente cantar nosso samba com palmas, drinks, brindes'. Zeca Pagodinho Guto Costa Artistas como Jorge e Mateus e Luan Santana já se renderam às fortes campanhas de fãs no Twitter para fazer uma live durante a quarentena. Zeca Pagodinho também tem sido convocado com frequência para a transmissão de um show on-line. Mas a insistência não deve convencer o sambista. Em seu Instagram, Zeca explicou o motivo: "Queria poder tocar um samba, mas não sei tocar, não tem quem toque". Ao lado do neto, Zeca também falou que, durante a quarentena, tem ouvido Beth Carvalho, Aniceto e Fundo de Quintal. O cantor ainda deixou um recado, relembrando as recomendações de isolamento social. "Se puderem, fiquem em casa". Zeca Pagodinho explica motivo de não fazer lives durante quarentena: ‘Não sei tocar’ "Então, meus fãs, estou aqui. Queria poder tocar um samba, mas não sei tocar, não tem quem toque… Tô aqui nessa quarentena, mas estou respeitando, esperando que todo mundo também respeite pra que isso daqui a pouco passe, e eu volte aos palcos pra gente cantar nosso samba com palmas, drinks, brindes", disse o sambista. "Enquanto isso, estou aqui ouvindo Beth Carvalho, Aniceto, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho…. Escutando fitas K-7 que achei do passado, e rezando bastante para que tudo passe. Confira e se puderem, fiquem em casa", finaliza o cantor, enquanto batuca na mesa na companhia do neto. Zeca Pagodinho deixa recado aos fãs Reprodução/Instagram Initial plugin text
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Prêmios Pulitzer são adiados por duas semanas por causa de pandemia de coronavírus
'O conselho do Pulitzer inclui muitos jornalistas de alto nível que estão na linha de frente para informar o público sobre a pandemia', informou Dana Canedy, editora do New York Times e administradora do prêmio. Prêmios Pulitzer são adiados por duas semanas por causa de pandemia de coronavírus Divulgação Os prêmios Pulitzer de 2020 serão anunciados duas semanas após o planejado, já que os jornalistas que fazem parte do conselho que concede a premiação cobrem a pandemia do coronavírus, informou uma porta-voz nesta terça-feira (7). Os prêmios nas categorias de jornalismo, teatro, livros e música seriam, inicialmente, entregues em 20 de abril. Com a mudança, a nova data de anúncio dos vencedores passa a ser 4 de maio, segundo Dana Canedy, editora do New York Times e administradora dos prêmios Pulitzer. "O conselho do Pulitzer inclui muitos jornalistas de alto nível que estão na linha de frente para informar o público sobre a pandemia de coronavírus. Ao se concentrarem nessa missão crítica, o adiamento dará tempo adicional para avaliar minuciosamente os finalistas do Pulitzer de 2020", disse Canedy. Os Pulitzers são os prêmios de maior prestígio concedidos no jornalismo norte-americano. Initial plugin text
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Prodígio grego: Stelios Kerasidis, de 7 anos, compõe ‘Valsa do Isolamento’ em tempos de coronavírus
Artista se apresentou em público pela primeira vez com três anos e já tocou no Carnegie Hall de Nova York e no Royal Albert Hall de Londres. Stelios Kerasidis, de 7 anos, compõe 'Valsa do Isolamento' em tempos de coronavírus Reprodução/Instagram Recolha-se em casa um pouco mais é a mensagem que um pianista grego enviou a um mundo isolado pelo coronavírus em sua composição mais recente, a "Valsa do Isolamento" – e ele só tem sete anos de idade. Stelios Kerasidis se apresentou em público pela primeira vez com três anos, e já tocou no Carnegie Hall de Nova York e no Royal Albert Hall de Londres. "Oi gente! Sou Stelios, estou em casa também. Vamos ser só um pouquinho mais pacientes e logo estaremos nadando no mar! Estou dedicando a vocês uma peça minha", diz ele em um vídeo publicado no Youtube antes de tocar a melodia introspectiva e hipnótica. Ele também compôs dois concertos para piano, "Veronika" e "Anastasia", em homenagem às irmãs. "A música é meu mundo inteiro", disse ele à Reuters no ano passado sentado diante do instrumento enquanto seus dedos dançavam sobre as teclas e seu pés mal tocavam o chão. Filho de um professor de piano, seu pianista favorito é o falecido canadense Glenn Gould, renomado por suas interpretações de Bach.
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Jennifer Lopez fala sobre dificuldade em estudar com os filhos durante quarentena
Durante entrevista a Ellen DeGeneres, cantora falou que passa parte do tempo se perguntando: ‘O que é isso?’. Jennifer Lopez com o marido, Alex Rodriguez, e os filhos Reprodução/Instagram Em entrevista à apresentadora Ellen DeGeneres, Jennifer Lopez falou sobre a dificuldade em estudar com os filhos durante a quarentena. A cantora afirmou que os filhos estão estudando de casa e é ela quem os ajuda na lição. Jennifer citou que fica mais com os gêmeos Emme e Max, de 12 anos, mas que as enteadas Ella, de 11 anos, e Natasha, 15, filhas do ex-jogador de beisebol, Alex Rodriguez, também estão tendo aulas em casa. "Você sabe, todas os quatro então estudando virtualmente agora. Eu fico mais em cima de com Emme e Max com isso", disse Jennifer, antes de ser perguntada por Ellen se acha fácil a nova tarefa. "Honestamente, eu acho que estamos todos nós tipo assim: ‘o que e isso ? Tipo, eu sou a professora?’. Você tem vistos a matemática que eles fazem com as crianças? É uma nova matemática, Ellen. É loucura. E, parte do tempo, eu estou: ‘ok, o que significa isso? Tem sido uma experiência, com certeza", diz a cantora. Initial plugin text
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Voz do Maranhão, Erasmo Dibell refaz ‘Intriga’ em disco autoral com duas músicas inéditas
Zeca Baleiro edita o álbum gravado com participações dos cantores Raimundo Fagner e Rita Benneditto. ♪ Amigos e conterrâneos, os maranhenses Erasmo Dibell e Zeca Baleiro se reencontraram em maio de 2019 na gravação do documentário musical Maranhão – Ventos que sopram. Do reencontro, nasceram uma música composta pelos artistas em parceria, São nunca, e a ideia de Baleiro bancar a edição de álbum de Dibell. Intitulado Sarará e lançado de forma artesanal em 2015, o álbum será distribuído pelo selo de Baleiro, Saravá Discos, em dois volumes programados para este ano de 2020. Pautado por reciclagem do cancioneiro do cantor e compositor, cuja discografia inclui títulos como O amor é azul (1998) e Tudo de bom (2008), o repertório do novo álbum Sarará abarca, nessa nova edição, duas músicas inéditas produzidas por Zeca Baleiro com Adriano Magoo. Capa do single 'Intriga', de Erasmo Dibell com participação de Lenna Bahule Divulgação / Saravá Discos Uma das duas inéditas é a já mencionada São nunca. A outra composição, Juntinhos, já está em rotação em rádios do Maranhão desde janeiro. Contudo, o primeiro single oficial do álbum Sarará é uma gravação inédita de Intriga, música da década de 1990 reavivada por Dibell com a cantora moçambicana Lenna Bahule em produção orquestrada por Baleiro com o próprio Dibell. O cantor cearense Raimundo Fagner e a cantora maranhense Rita Benneditto participam do disco revisionista de Dibell. Rita, cabe lembrar, deu voz no álbum Pérolas aos povos (1999) a uma das músicas mais conhecidas do cancioneiro de Dibell, Filhos da precisão (1993), reggae de temática social.
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‘Não tema o coronavírus’, diz Andrea Bocelli antes de show no domingo de Páscoa em Milão
Tenor italiano também falou como tem passado tempo em isolamento. Apresentação acontecerá com catedral vazia com transmissão no canal do YouTube de Bocelli às 14h. O tenor italiano Andrea Bocelli durante apresentação no Allianz Parque, em São Paulo (SP) em 2016 Chello/FramePhoto/Estadão Conteúdo Andrea Bocelli falou para as pessoas não "temerem" o coronavírus em entrevista ao jornal The Guardian nesta quarta-feira (8). O tenor italiano de 61 anos vai cantar na Catedral de Milão vazia neste domingo de Páscoa (12). A apresentação será transmitida a partir das 14h, em seu canal no Youtube. "Durante momentos como esse, em que somos forçados a ficar em casa, temos que usar essa oportunidade para fazer coisas que gostaríamos de fazer, mas não tínhamos tempo para elas", afirma ao jornal britânico. Bocelli preferiu não dar conselhos diretos aos fãs, porque não se sentia qualificado, mas descreveu como tem passado o tempo em isolamento. "Vamos começar: conversar com os filhos e tentar criar uma harmonia familiar que algumas vezes não acontece, porque falta diálogo", explica. "Ler, ouvir música e tentar manter o corpo e a mente ativos, e por último, mas não menos importante, não tenha medo de um vírus que passa; do mesmo jeito que você não sente medo de dirigir, mesmo sabendo que, ao longo do ano, há tantas vítimas nas estradas", defende. Na apresentação de domingo (12), Bocelli será acompanhado apenas pelo organista Emanuele Vianelli, tocando um dos maiores órgãos de tubos do mundo em um repertório de obras sagradas, incluindo "Ave Maria", de Pietro Mascagni. A era das lives: shows à distância indicam a cara da música durante a quarentena O concerto simboliza o amor, a esperança e a curta em meio à pandemia do novo coronavírus. "Acredito na força de rezar juntos; acredito na Páscoa cristã, um símbolo universal de renascimento que todos – sejam crentes ou não – realmente precisam agora", disse Bocelli ao anunciar a apresentação na terça (7).
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