VEREADORES APROVAM MAIS 6 PLANOS DE CARGOS E CARREIRAS PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE
Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram mais seis Projetos de Lei instituindo e organizando a carreira de profissionais da área da saúde da Prefeitura da Capital. Os projetos de autoria do Executivo foram aprovados em regime de urgência, em única discussão e votação, durante a sessão ordinária desta terça-feira (7). Mais três propostas tinham sido aprovadas no dia 26 de março, também contemplando profissionais da saúde.
O Projeto de Lei Complementar 684/20, dispõe sobre a carreira de técnico especializado em serviços odontológicos, composta por auxiliar em saúde bucal, técnico em prótese dentária, técnico em saúde bucal e técnico especializado em equipamento odontológico. No total, são 279 cargos efetivos. Para ingresso na carreira, é necessário Ensino Médio e curso técnico na área de atuação. Para técnico, o salário inicial é de R$ 1.668,65, podendo chegar a R$ 3623,12, contabilizando tempo de serviço e pós-graduação. Para auxiliar, o inicial é de R$ 1.357,55, podendo chegar a R$ 2.947,63, com as mesmas exigências.
Também foi aprovado o Projeto de Lei Complementar 683/20, que trata da carreira de técnico especializado em saúde, incluindo técnico de imobilização ortopédica; técnico de necropsia; técnico de laboratório; técnico de segurança do trabalho e profissionais de radiologia, incluindo tecnólogo em radiologia e técnico em radiologia. No total são 84 cargos de provimento efetivo. Com exigência de curso superior na área, o maior salário é o de Tecnólogo em Radiologia, cujo vencimento inicial é de R$ 2.067,30, podendo chegar a R$ 4.697,96, com tempo máximo de serviço e título de mestrado ou doutorado. Para o técnico especializado em saúde o salário inicia em R$ 1.334,23 e para técnico em radiologia começa com R$ 1.680,07.
Também foi aprovado o Projeto de Lei Complementar 681/20 sobre a carreira dos profissionais em serviço de saúde, que contempla 112 cargos de assistentes sociais, 131 de farmacêutico e farmacêutico-bioquímico, 20 nutricionistas, 22 profissionais de educação física, 59 psicólogos, 19 fonoaudiólogos, 24 fisioterapeutas e 12 terapeutas ocupacionais. O quantitativo equivale a cargos ocupados pelos servidores na vigência desta lei. Pela proposta, o salário inicial é de R$ 3.132,46, chegando ao máximo de R$ 7.493,07, na classe especial, com mestrado ou doutorado, e tempo máximo na carreira.
Já o Projeto de Lei Complementar 682/20 trata da carreira de suporte ao serviço de saúde, que inclui assistente de serviços em saúde, teleatendente de regulação e motorista de ambulância. No total são 980 cargos de provimento efetivo. Para ingressar na carreira a exigência é de Nível médio. O salário inicial é de R$ 1.021,75 chegando ao máximo de R$ 2.129,77.
Os vereadores aprovaram ainda o Projeto de Lei Complementar 680/20, sobre a carreira de médico veterinário. No total são 18 profissionais efetivos. O salário inicial é de R$ 7.086,22 chegando a R$ 21.776,71 no tempo máximo de carreira e exigência de mestrado ou doutorado.
Por fim, também foi aprovado o Projeto de Lei Complementar 679/20, da carreira de auditoria municipal de saúde. No total, são dez divisões de auditores de saúde, estabelecidas da seguinte forma: 4 vagas Análise de Sistemas; 4 vagas Farmácia e Bioquímica; 5 vagas Ciências Contábeis; 7 vagas Direito; 10 vagas Enfermagem; 4 vagas Fonoaudiologia; 10 vagas Medicina; 5 vagas Odontologia; 3 vagas Psicologia e 3 vagas Serviço Social. O salário inicial é de R$ 5.042,78 e máximo de R$ 10.643,15.
No dia 26 de março, os vereadores aprovaram três propostas para instituição e organização dos planos de carreiras dos profissionais da Enfermagem, Médicos, Odontólogos e da Vigilância Sanitária. (Veja mais clicando aqui).
O objetivo é valorizar os servidores que integram essas carreiras, assegurando equidade de oportunidades para qualificação profissional e evolução funcional. A Lei Complementar 198/2012, em seu artigo 69, já previa os planos de cargos e carreiras para definir algumas áreas específicas de atuação, criando cargos e definindo funções, medidas que foram concretizadas com a aprovação destes projetos na Câmara Municipal. As propostas são embasadas de estudo de impacto financeiro apresentando esses dados, bem como a possibilidade das carreiras em consonância com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O reposicionamento dos profissionais nas classes hierárquicas começa a partir de 31 de dezembro de 2022. Nos planos de carreiras, constam todas as regras relacionadas a atribuições dos cargos, ingresso por meio de concurso público, quantitativo de cargos, bem como exigências e possibilidades para avanço na carreira por melhorias na qualificação e tempo de serviço.
Os vereadores mantêm as sessões ordinárias, fechadas ao público, e adotando medidas preventivas para conter a disseminação do coronavírus. As sessões, para votação de Projetos, podem ser acompanhadas pelo Facebook da Câmara Municipal www.facebook.com/camaracgms. Na sessão desta terça-feira, além das seis propostas dos planos de carreiras, mais quatro projetos foram aprovados (confira aqui).
Milena Crestani
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
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Coronavírus: boates de Berlim tentam sobreviver com baladas ‘virtuais’
Há anos, a cena noturna da capital alemã resiste aos interesses de investidores. Agora, a pandemia pode levar muitos clubes à falência – e eles estão lutando para evitar que isso aconteça. No início de 2020, Berlim perdeu a Griessmuehle, uma das casas noturnas mais famosas da meca da música eletrônica, que teve de fechar as portas. Os donos do espaço, uma antiga fábrica no valorizado distrito de Neukölln, pretendem construir ali lucrativos escritórios. O feroz apetite de investidores e a gentrificação da capital alemã têm sido adversários constantes da vida noturna berlinense na última década. Famosa por sua liberdade e movimentos culturais alternativos, Berlim tem outras 24 casas noturnas ameaçadas, segundo a Club Commission, a associação das casas noturnas da cidade. A cultura clubber de Berlim agora encara um problema bem maior: as boates estão fechadas desde 13 de março devido ao risco de contágio pelo novo coronavírus. A pandemia do novo coronavírus ameaça uma indústria que gera 9 mil empregos, 168 milhões de euros (R$ 954 milhões) anuais em receitas diretas com eventos, quase 1,5 bilhão de euros (R$ 8,6 bilhões) em gastos de turistas (transporte, setor de hospitalidade, gastronomia, etc), e fazem parte da identidade cultural da cidade. Há anos a cena noturna da capital alemã resiste aos interesses de investidores – agora, a pandemia ameaça levar muitos clubes à falência Mensch Meier / Divulgação A pandemia ameaça uma indústria que gera 9 mil empregos, contribui consideravelmente com os cerca de 1,5 bilhão de euros (R$ 8,6 bilhões) que os turistas gastam ao ano e fazem parte da identidade cultural da cidade. "Não temos renda, só doações no momento. E, claro, temos que pagar aluguel e impostos. Até agora, as doações cobriram os custos básicos. Ficamos impressionados com a resposta de nossos amigos", diz à BBC News Brasil Nanette Flaig, integrante do coletivo SO36, um legendário clube frequentado nos anos 1970 por David Bowie e Iggy Pop e que consegue a façanha de se manter há décadas no mesmo local em Kreuzberg. "A primeira coisa que fizemos foi tentar reduzir nossos custos. Por isso, pedimos ao nosso senhorio para pagar o aluguel mais tarde e fizemos o mesmo sobre os impostos com as autoridades. Mas isso é apenas adiar a conta", afirma Elisabeth Steffen, do coletivo de organizadores do ://about blank. "É uma situação muito difícil para a cultura clubber. Ninguém sabe quanto tempo ficaremos fechados. Esse cenário pode nos matar. Estamos coletando doações e fazendo merchandising, mas isso não cobre os custos", conta Anias Meier, do coletivo Mensch Meier. Em um setor que depende da presença física de clientes em seus eventos, o isolamento social imposto pela pandemia pode significar a falência de muitas casas noturnas. É para evitar esse cenário que elas estão apostando em uma inusitada alternativa: as festas virtuais. Por isso, a associação dos clubes Club Commission criaram o United We Stream, um movimento que transmite ao vivo as perfomances de DJs de vários clubes via streaming. Os sets ocorrem diariamente, sempre em um clube diferente. Os conceitos das apresentações variam de acordo com as boates, mas os streamings mostram bandas tocando, geralmente, nos espaços tradicionais dos clubes sem a participação de ninguém além dos músicos – alguns até usam máscaras cirúrgicas – e das equipes técnicas. Mas nada disso parece afetar os artistas, que investem em suas perfomances dançando e cantando de forma animada, como se tivessem uma plateia presente. O mesmo vale para os DJs, que surgem conduzindo os seus sets, ajustando equipamentos e controlando mixers em apresentações que podem passar de quatro horas. Fachada do Mensch Meier: Clube também tem coletado doações com frequentadores Mensch Meier / Divulgação Os shows costumam trazer elementos típicos das baladas berlinenses, como a iluminação seguindo o ritmo das músicas – incluindo luzes piscando e ambientes escuros. Tudo isso captado em diversos ângulos e câmeras, inclusive com efeitos visuais para criar uma atmosfera mais realista. Os fãs participam de suas casas, do outro lado da tela do computador ou de smartphones, no isolamento, de onde podem dançar ou apenas acompanhar os sets. Para aqueles que desejam maior interação, há um chat ao vivo para comentários. Os vídeos atingem uma ampla audiência, alguns com mais de 200 mil visualizações. O público paga valores mensais ou realiza doações durante os streamings. Toda a renda é revertida para um fundo a ser acessado pelas boates seguindo diversos critérios. A idéia, explica Steffen, é que as pessoas doem aquilo que normalmente gastariam em uma balada, como a taxa de entrada e bebidas. Em troca, eles podem assistir a shows ao vivo. "Não sabemos quanto tempo isso vai durar, então temos que encontrar uma maneira de superar essa crise." "Atualmente, há 300 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão) no fundo. Isso não será suficiente. Mas isso também mostra que há o interesse das pessoas em salvar a nossa cultura", completa Meier. Como a receita gerada pelo projeto não é o bastante para socorrer todo o setor – que antes da pandemia pressionava políticos para que as boates fossem reconhecidas como patrimônios culturaia a serem protegidos pela cidade -, muitos clubes tiveram que recorrer ao Estado para pagar os funcionários. O governo alemão aprovou um mega pacote de 750 bilhões de euros (R$ 4,3 trilhões) para ajudar a economia do país a enfrentar a crise causa pelo novo coronavírus. Flaig diz que a ajuda do Estado, entretanto, é limitada. "O Estado ajuda a pagar os funcionários fixos com uma espécie de salário desemprego. Esse programa era normalmente destinado a trabalhadores da indústria, mas agora foi aberto para basicamente todos os que estão com problemas devido o coronavírus. Mas os estagiários são pagos com (o dinheiro das) doações porque eles não podem obter benefícios de desemprego." Em posição precária, o Mensch Meier diz que não conseguiu pagar o aluguel deste mês, mas que negociou um acordo. "Teremos que pagar o aluguel em dois anos, com juros de 4%. Não é como se pudéssemos dobrar nossas festas ou ganhar 4% a mais por todos os meses que ficamos fechados. Não podemos simplesmente fazer esse dinheiro de volta", diz Meier. A verba do United We Stream, argumenta Meier, ajudará as casas noturnas a pagar algu-mas contas nos próximos meses, mas se elas permanecerem inoperantes por muito mais tempo, o projeto não terá como salvá-las. "Em algumas semanas, as primeiras boates fe-charão. E em um ou dois meses, mais se seguirão. Nós vamos continuar lutando." Em uma situação um pouco melhor, o ://about blank conseguiu levantar 100 mil euros em uma campanha de financiamento coletivo. "Temos muito apoio e os artistas estão doando discos ou camisetas. Assim podemos dar algo a quem contribui", afirma Steffen. Ampla solidariedade Grande parte dos clubes berlineses é ligad a movimentos feministas, antifascistas e antirracistas. Logo, não é surpresa que tenham decidido destinar 8% da arrecadação com o United We Stream para uma ONG que realiza resgates de imigrantes no Mar Mediterrâneo. "A doação ao projeto de resgate marítimo é importante na cena dos clubes de Berlim. É uma posição política por valores liberais [democráticos] alternativos", defende Steffen. Pandemia ameaça indústria que gera 9 mil empregos, quase 1,5 bilhão de euros em gastos de turistas e compõe identidade cultural de Berlim BASTIAN BOCHINSKI/DIVULGAÇÃO Também não surpreende que as boates tenham escolhido enfrentar a crise juntas, em vez de competir entre si. "A solidariedade é grande entre os clubes e organizações políticas em Berlim, porque todo mundo se conhece. O resultado é muito melhor se lutarmos juntos. Por exemplo, quando nossos amigos de outro clube pedem doações, compartilhamos isso em nossas redes sociais", afirma Flaig. O streaming conjunto, diz Steffen, mostra a solidariedade não apenas entre as boates mais famosas, mas também aos empreendimentos menores que também recebem parte do dinheiro arrecadado. "Vamos ter que superar isso. Vales a pena salvar cada um de nós", completa Meier. Um alento para os fãs O isolamento social teve um impacto considerável nessa cidade em que as pistas de dança e a música eletrônica fazem parte do dia a dia de muita gente. Ainda que não substituam as festas reais, os streamings espantam a solidão. "O feedback que recebemos da nossa transmissão para uma festa mensal focada em gays muçulmanos foi enorme. É claro que não é tão bom quanto o evento de verdade, mas esse é basicamente o único lugar onde essa comunidade pode ser ela mesma. Ser gay e muçulmano ainda é um problema às vezes. É uma pequena conexão que as pessoas podem sentir", diz Flaig. Meier concorda com a colega. "Fico muito feliz quando alguém posta um vídeo dançando ou celebrando via streaming porque há uma sensação de união, uma espécie de êxtase novamente. É uma forma de arte. E a arte é uma parte vital de uma sociedade saudável. Isso, obviamente, ajuda a atravessar esses tempos difíceis." Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! https://www.youtube.com/watch?v=mRm3tfj2pds https://www.youtube.com/watch?v=tcrZd5uxajw https://www.youtube.com/watch?v=lmkZorktopE
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Após mudar data, João Rock 2020 perde Nando Reis e inclui Arnaldo Antunes na programação
Festival em Ribeirão Preto foi adiado para 12 de setembro por conta do novo coronavírus. Palco Fortalecendo a Cena ganhou mais um artista. Ingressos seguem à venda. Arnaldo Antunes substitui Nando Reis no festival João Rock deste ano Marcia Xavier / Divulgação O adiamento para 12 de setembro da edição deste ano do Festival João Rock, em Ribeirão Preto (SP), provocou uma mudança no line up. Nando Reis, que se apresentaria no palco que leva o nome do evento, deu lugar ao estreante Arnaldo Antunes. A alteração da data ocorreu por conta do avanço do novo coronavírus. Segundo a organização do festival, Nando Reis não poderá se apresentar por incompatibilidade de agenda. Com isso, serão dois os estreantes no evento, já que Erasmo Carlos também nunca subiu ao palco do João Rock em edições anteriores. Outra mudança foi a inclusão do rapper Coruja BC1 no palco Fortalecendo a Cena. O restante da programação foi mantido (veja abaixo). A edição desde ano, a 19ª do festival, homenageia a música do Rio de Janeiro. A data inicial era 6 de junho, mas foi repensada por conta do avanço de casos da Covid-19 no país. Os ingressos que tinham sido adquiridos antes da alteração serão válidos automaticamente para a nova data. No entanto, há a opção de reembolso total aos que preferirem. As vendas dos ingressos continuam pelo site do festival para os setores Pista, Pista Premium, Camarote Colorado e Camarote João Rock. ‘Tremendão’ Erasmo Carlos fará sua estreia no palco do João Rock em 2020 Guto Costa/Divulgação Programação Palco João Rock Nação Zumbi CPM22 e os convidados Pitty, Paulo Miklos e Koala Djonga Arnaldo Antunes Humberto Gessinger Natiruts Titãs Baiana System Criolo + Emicida + Céu Palco Brasil – edição Rio de Janeiro Gabriel, o Pensador Cidade Negra Marcelo Falcão Barão Vermelho Planet Hemp Erasmo Carlos Palco Fortalecendo a Cena Cynthia Luz e Froid MC Rashid e participação especial de Drik Barbosa e Lellê Poesia Acústica Lagum Matuê Coruja BC1 Vista aérea do João Rock 2019 no Parque Permanente de Exposições em Ribeirão Preto, SP Rafael Cautela Serviço João Rock 2020 Data: 12 de setembro Local: Parque Permanente de Exposições – Avenida Orestes Lopes de Camargo, s/nº, Jardim Jóquei Clube Ingressos: à venda Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca
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Americanos passam 45% mais tempo jogando games durante pandemia de coronavírus
Pesquisa Nielsen indica aumento também na França, na Inglaterra e na Alemanha. Nos EUA, 29% dos participantes dizem estar jogando mais com amigos online. Público joga na Brasil Game Show BGS/Divulgação Uma pesquisa realizada pelo grupo Nielsen indica que o tempo gasto por americanos jogando videogame cresceu 45% durante o isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Cerca de 3 mil pessoas em quatro países foram entrevistadas. A pesquisa mostra que todos tiveram crescimento. Além dos Estados Unidos, o aumento foi de 38% na França, de 29% na Inglaterra e de 20% na Alemanha entre os dias 23 e 29 de março. Os países também demonstraram que as pessoas têm jogado mais com amigos online. Americanos jogaram 29% mais com outros através da internet desde o começo da pandemia. Os números chegaram a 17% na Inglaterra, a 12% na Alemanha e a 5% na França. Com isso, os jogadores têm investido mais em games no geral. 39% dos americanos passaram a gastar "um tanto ou muito mais". As pessoas passaram também a assistir a mais transmissões de games. Nos Estados Unidos, quase 50% dos participantes disseram assistir mais conteúdo do tipo. Na França, o aumento chegou a 40%.
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Honor Blackman, icônica Bond girl de ‘007 contra Goldfinger’, morre aos 94 anos
Atriz britânica que interpretou Pussy Galore no filme de 1964 morreu de causas naturais. Honor Blackman em '007 contra Goldfinger' Divulgação A atriz britânica Honor Blackman, que interpretou uma das Bond girls mais famosas da série de filmes do espião, morreu nesta segunda-feira (6) aos 94 anos, anunciou sua família. "Faleceu de forma tranquila, por causas naturais, em sua casa de Sussex (no sul da Inglaterra), rodeada por sua família", anunciaram seus dois filhos adotivos, Barnaby e Lottie, e seus quatro netos, por meio de comunicado. Honor Blackman se tornou estrela em 1964, ao interpretar aos 38 anos a personagem Pussy Galore, parceira do espiã britânico James Bond, então interpretado por Sean Connery, em "007 contra Goldfinger" (1964), o terceiro filme da saga. Ainda que sua personagem acabe cedendo ao encanto do espião, a cena na qual ela rejeita suas investidas com movimentos de arte marcial impecáveis e derruba Bond com um golpe é um dos momentos mais famosos da franquia. "Além de ser uma adorada mãe e avó, Honor era uma atriz de um talento altamente prolífico", disseram em homenagem seus filhos, segundo os quais a sua "beleza, inteligência e destreza física" se combinavam a "uma voz única e a uma verdadeira ética no trabalho". Honor Blackman também atuou em inúmeras produções teatrais "da nossa época", relembraram, como "My Fair Lady", "The Sound of Music" e "Cabaret". A atriz era também conhecida por ter interpretado Cathy Gale na série "The Avengers", nos anos 1960. "Adeus, Honor Blackman", se despediu em um tuíte o ator britânico David Walliams. Honor "viverá para sempre como Pussy Galore em 'Goldfinger'", disse. Honor Blackman participa de protesto em Londres em 2008 Ben Stansall/AFP
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Matthew McConaughey participa de bingo virtual com moradores de asilo nos EUA
Ator e sua mulher, a modelo brasileira Camila Alves, brincaram com idosos ao anunciar números sorteados em transmissão durante isolamento por causa da pandemia de coronavírus. Matthew McConaughey e sua família participam de bingo virtual com moradores de asilo nos Estados Unidos Reprodução/Facebook/The Enclave at Round Rock Senior Living O ator Matthew McConaughey e sua mulher, a modelo brasileira Camila Alves, participaram de um bingo virtual com moradores de um asilo nos Estados Unidos. Em vídeo publicado neste domingo (5) na página no Facebook do asilo Enclave at Round Rock Senior Living, é possível ver o casal, dois de seus filhos e a mãe do ator, Kay McConaughey, juntos enquanto ele anuncia os números sorteados. Initial plugin text "Nós temos I-24", diz o americano, antes da família comemorar quando um jogador levanta sua cartela. "Richard está balançando um martelo bem lá em cima. Nós temos Charles com o iPad lá em cima. Temos dois ganhadores." Na publicação, os responsáveis pelo asilo agradeceram ao ator e à família. "Obrigado ao Matthew, à sua mulher Camila e à sua mãe Kay por receberem nossos moradores para algumas rodadas de bingo virtual. Nossos moradores se divertiram muito jogando, e eles amaram falar com Matthew sobre sua herança familiar e seu drink favorito." Matthew McConaughey e sua família participam de bingo virtual com moradores de asilo nos Estados Unidos Divulgação/The Enclave at Round Rock Senior Living Matthew McConaughey e sua família participam de bingo virtual com moradores de asilo nos Estados Unidos Divulgação/The Enclave at Round Rock Senior Living
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J. K. Rowling, autora de ‘Harry Potter’, diz que se recuperou de suspeita de coronavírus
Escritora afirma que ficou doente por duas semanas com sintomas de Covid-19 e que está melhor, mas que não foi testada. Escritora britânica J. K. Rowling, autora de 'Harry Potter' Martyn Hicks, One Young World J. K. Rowling, autora da série de livros "Harry Potter", informou nesta segunda-feira (6) que tinha se recuperado de um caso suspeito do novo coronavírus após duas semanas doente. "Nas últimas duas semanas, tive todos os sintomas de C19 (embora não tenha sido testada)", disse Rowling em seu perfil no Twitter. Ela também compartilhou um vídeo de uma técnica de respiração que, segundo ela, a ajudou a tratar seus piores sintomas e estava sendo orientada pelo marido, que é médico no Reino Unido. Initial plugin text "Estou realmente completamente recuperada e queria compartilhar uma técnica recomendada pelos médicos, que não custa nada, não tem efeitos colaterais desagradáveis, mas poderia ajudar muito você/seus entes queridos, como fez para mim", acrescentou. Caso confirme a doença, Rowling, de 54 anos, se juntará à lista crescente de celebridades que foram diagnosticados com a doença, que inclui os atores Tom Hanks e Idris Elba, a cantora pop dos Estados Unidos Pink e o herdeiro do trono britânico príncipe Charles. Rowling anunciou que "Harry Potter e a Pedra Filosofal", o primeiro livro da série sobre o menino bruxo, estará disponível gratuitamente em todo o mundo como um ebook e audiolivro durante todo o mês de abril, como parte de uma iniciativa para ajudar pais, cuidadores e professores a entreterem crianças em casa.
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Direto da estante: Jornalistas da GloboNews dão dicas de livros
Nas redes sociais, espectadores repararam nos livros atrás dos jornalistas. Eles passaram a trabalhar em casa durante a pandemia da Covid-19 e contam ao G1 sobre seus autores favoritos. Parte dos jornalistas da emissora de notícias passou a trabalhar em casa durante a pandemia do novo coronavírus Reprodução/GloboNews O ambiente de trabalho dos jornalistas mudou, assim como o de muito brasileiro, durante o isolamento social para evitar a disseminação da Covid-19. Em vez de irem aos estúdios da GloboNews ou de saírem de casa, os jornalistas da foto acima (e outros) passaram falar ao vivo de casa. E as estantes cheias de livros, atrás deles, viraram assunto nas redes sociais. O G1 também reparou nas estantes e pediu dicas de leitura para Andréia Sadi, Ariel Palacios, Cristiana Lôbo, Eliane Cantanhêde, Jorge Pontual e Mônica Waldvogel. “Como as democracias morrem”, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, foi o único livro citado por mais de um jornalista (Andréia Sadi e Cristiana Lôbo); Já o escritor e jornalista Ruy Castro teve dois livros recomendados: “O anjo pornográfico” e “Carmen: uma biografia”; O escritor argentino Jorge Luis Borges também foi mencionado duas vezes, por Ariel Palacios e Cristiana Lôbo. Veja abaixo, em ordem alfabética, as recomendações desses jornalistas, com um breve resumo sobre o livro, feito por eles. ANDRÉIA SADI A jornalista Andréia Sadi recomendou os livros “She Said”, “A história de Mora”, “I am Malala”, “O livro de Jô” e “O anjo pornográfico” Reprodução/GloboNews “She Said”, de Jodi Kantor e Megan Twohey "As histórias de assédio contra Harvey Weinstein, o começo do movimento Me Too, os anos de silêncio na indústria de cinema para proteger o diretor que hoje está preso – só preso pela coragem que algumas mulheres tiveram de denunciá-lo. O livro é obrigatório em tempos em que discutimos a cultura do assédio, machismo, sexismo. As jornalistas do 'New York Times' que publicaram a primeira investigação sobre as denúncias de abusos contra o ex-produtor trazem detalhes sobre caso. Imperdível." “A história de Mora: a saga de Ulysses Guimarães”, de Jorge Bastos Moreno "Fiz a pesquisa do livro do Jorge Bastos Moreno, a convite dele, quando eu tinha acabado de mudar de São Paulo para Brasília. O livro, então, é especial para mim, porque é um projeto de um amigo que nos deixou e meu principal mestre no jornalismo. Especial para mim por isso – e imperdível para todos porque é um retrato da história recente do país por um jornalista que respirava bastidor político noite e dia. O livro conta a saga do doutor diretas na visão de sua mulher. Moreno misturou realidade e ficção para contar a história recente do país. Tenho relido em tempos de quarentena, porque apertou a saudade do amigo que nos deixou em 2017, meu maior mestre no jornalismo político e um dos melhores amigos de vida." “I am Malala”, de Malala Yousafzai e Christina Lamb "A autobiografia incrível e impressionante de Malala, que levou um tiro de um talibã na cabeça por defender a educação de meninas. A força e coragem dela são inspiradoras, uma lição de vida." “O livro de Jô”, de Jô Soares e Matinas Suzuki Jr. "Jô Soares é um ídolo nacional, patrimônio do país – e, para mim, uma das pessoas mais importantes da minha vida e generosas que eu já conheci. Após me entrevistar no programa, Jô me convidou para compor o quadro 'Meninas do Jô' quando eu ainda era, de fato, uma foca no jornalismo de TV, recém-chegada à TV Globo e o 'Meninas' tinha um significado para mim desde pequena, porque assistia com minha mãe. Depois disso, ficamos amigos. Contei essa passagem da minha vida porque acho que todo mundo tem uma memória relacionada ao trabalho e à figura do Jô, onipresente na TV em diferentes gerações. Sempre fui fascinada pelo jeito do Jô de extrair tudo dos entrevistados. O quadro 'Meninas', claro, é só uma das passagens do livro sobre a vida do Jô, que é leitura obrigatória para quem gosta de gigantes, mestres e histórias de A a Z." “O anjo pornográfico”, de Ruy Castro "A biografia de Nelson Rodrigues por Ruy Castro. Um dos meus personagens favoritos de vida, autor de clássicos e obras primas que me fascinaram por suas histórias durante toda a vida. Mas, como dizem, a história de vida de Nelson Rodrigues foi mais espantosa do que qualquer uma de suas histórias. Clássico, leitura obrigatória." ARIEL PALACIOS O jornalista Ariel Palacios recomendou os livros “Um espelho distante", “Outras inquisições”, “A queda de Berlim 1945”, “Guerra e paz”, “Os canhões de agosto” e a série “Fundação” Reprodução/GloboNews “Um espelho distante”, de Barbara Tuchman "É uma escritora que tem um estilo fantástico para escrever. Você mergulha na história porque ela explica de forma fascinante. O livro se passa no século 14 marcado pela peste negra e por guerras. Depois disso, o mundo acabou chegando ao renascimento. É um relato do século 14, é um livro de história." “Outras inquisições”, de Jorge Luis Borges "O Borges é famoso por três coisas: escreveu poesia, escreveu contos e escreveu ensaios. Esse é um livro de ensaios em que ele fala um pouco de tudo, desde Kafka, Oscar Wilde, desde a cultura chinesa. Ele fala sobre a inquisição, fala sobre a filosofia, faz um apanhado de um monte de coisas. São todos ensaios que ele escreveu." A série “Fundação”, de Isaac Asimov "É uma sequência de livros que ele começou a escrever quando tinha menos de 30 anos e terminou quando ele tinha uns quase 80 anos, pouco antes de falecer. São poucos livros. São um dos divisores d'água da ficção científica. É a história da humanidade. Tem muita ironia política, frases fantásticas e ele é muito sarcástico, irônico. Na construção dos personagens você cria carinho, desde o nerd, baixinho e fraquinho que enfrenta o vilão marombado até a menina que dá um jeito de dar a perna no vilão marombado. É um clássico e permanece ao longo de gerações." “A queda de Berlim 1945”, de Antony Beevor "Boa parte do filme 'A queda' se baseia nesse livro. É um livraço que conta as tropas indo e vindo, os tramas dos berlinenses, o desespero geral. É daqueles livros que você pega e não larga até que termine. E é um calhamaço." “Guerra e paz”, de Tolstói "É fenomenal. Tolstói é um dos grandes escritores da literatura mundial e da literatura russa. Ele consegue descrever desde os campos de batalha, com canhões disparando, até uma coisa totalmente diferente, como a aristocracia russa num salão de festas em Moscou, dançando valsa. E os personagens, que são muitos – até uma recomendação é pegar um papel e anotar o nome dos personagens. Você começa a ler o livro e vem uma quantidade enorme de personagens. São todos muito bem costurados, muito bem bolados e mostra como a guerra é algo absurdo e aquelas preocupações pelo status social – no caso da nobreza russa – eram coisas sempre banais. Tolstói é fascinante, escreve como se ele tivesse pintando um imenso quadro. Tolstói pinta aquela paisagem e você consegue ver os personagens e até como eles pensam." “Os canhões de agosto”, de Barbara Tuchman "É a história do primeiro mês da Primeira Guerra Mundial. O livro conta como foi uma guerra que poderia ter sido impedida, mas as diplomacias e os exércitos dos países envolvidos começaram a mobilizar tudo para que a guerra começasse. E depois já era tarde demais para parar tudo. Isso é interessante porque você vê que algumas decisões políticas fogem das mãos das pessoas, que não têm como deter mais aquilo que vai explodir. É uma obra magistral." CRISTIANA LÔBO A jornalista Cristiana Lôbo recomendou as leituras de "As fábulas de la Fontaine”, "As fábulas de Esopo”, “Como as democracias morrem”, "Carmen: uma biografia”, “Jacaré, não” e das obras completas de Jorge Luis Borges Reprodução/GloboNews “As fábulas de la Fontaine”, de Jean de La Fontaine “As fábulas de Esopo”, de Esopo "São dois livros que talvez nem entrassem na categoria de livros, mas de coletâneas, que têm muito significado em minha família. Eu fazia leitura para meus filhos e faço agora para meus netos." “Como as democracias morrem”, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt "Para os momentos atuais, esse livro é recomendável. Foi escrito por dois professores de Harvard que explicam muito do que estamos vivendo hoje em várias partes do mundo." “Carmen: uma biografia”, de Ruy Castro "Vale a pena também ler. A importância que teve a pequena notável, a riqueza de detalhes e a maravilha da pena de Ruy Castro." Cristiana Lôbo recomenda ainda as obras completas de Jorge Luis Borges e o livro “Jacaré, não”, de Antônio Prata. ELIANE CANTANHÊDE A jornalista Eliane Cantanhêde recomendou os livros “Fogo e Fúria”, “Tormenta”, “O homem que amava os cachorros”, “Como as democracias morrem”, a trilogia “Getúlio” e a Coleção Ditadura, de Elio Gaspari. Reprodução/GloboNews “Fogo e Fúria”, de Michael Wolff "O jornalista Wolff cobriu de dentro a campanha presidencial de Donald Trump e não apenas relata fatos como também desvenda com clareza e perspicácia a psicologia do homem mais poderoso do mundo, do seu governo e do seu entorno." “Tormenta”, de Thaís Oyama "Como Wolff fez com Trump e a Casa Branca, a também jornalista Thaís Oyama mostra com elegância e precisão a personalidade do presidente Jair Bolsonaro e do seu Palácio do Planalto. Sem grandes revelações, mas com ótimos momentos e diálogos, o livro explica muita coisa do que estamos vivendo no Brasil." “O homem que amava os cachorros”, de Leonardo Padura "Num livro contundente, dramático e real, o cubano Padura entrelaça as atrocidades stalinistas com a longa e complexa história do assassinato de Leon Trótsky no México. Leitura eletrizante." “Como as democracias morrem”, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt "Claro, didático, imperdível, esse livro mostra como os golpes toscos e as revoluções sangrentas evoluíram para formas bem mais sofisticadas – e disseminadas – de ataques à democracia. Uma verdadeira aula." A trilogia “Getúlio”, de Lira Neto "A monumental biografia de Getúlio Vargas, em três volumes, não descreve apenas a trajetória de um dos líderes mais complexos do Brasil, mas mostra também como foram construídas a engrenagem e a cultura políticas no país. Conteúdo denso em forma escorreita e agradável." A Coleção Ditadura, de Elio Gaspari "Mais tempo, mais sossego? É hora de ler a obra de um dos maiores jornalistas e especialistas em regime militar do Brasil. São cinco volumes imperdíveis, com destaque para os três primeiros: 'Ditadura Envergonhada', 'Ditadura Escancarada' e 'Ditadura Derrotada'. Vivência, pesquisa primorosa e texto impecável numa obra de imensa atualidade." JORGE PONTUAL O jornalista Jorge Pontual recomendou os livros “The Mirror and the Light”, “A Peste”, “The Coming Plague”, a trilogia “The Three Body Problem, Remembrance of Earth’s Past” e os sete volumes do romance “À la Recherche du Temps Perdu”. Reprodução/GloboNews “The Mirror and the Light”, de Hilary Mantel "Estou lendo no momento o genial último volume da trilogia que começou com Wolf Hall. Thomas Cromwell, o conselheiro de Henrique XVIII, é um protagonista fascinante." “A Peste”, de Albert Camus "Estou relendo. É um clássico. Uma cidade fechada, isolada, vítima de uma praga terrível. É outro romance para refletir sobre nossa situação." “The Coming Plague”, de Laurie Garrett "Em 1995, ela alertou para a pandemia que viria inevitavelmente. Não foi só ela, tem muitos livros sobre isso. Saiu nova edição atualizada. Os governos ignoraram." A trilogia “The Three Body Problem, Remembrance of Earth’s Past”, de Liu Cixin "Para quem gosta de ficção científica e até para quem não gosta. A mais genial obra no meu gênero favorito." Os sete volumes do romance “À la Recherche du Temps Perdu”, de Marcel Proust "Eu sempre disse que iria reler Proust quando tivesse tempo e nunca tive. Agora não tem desculpa. Um universo de emoção e inteligência." MÔNICA WALDVOGEL A jornalista Mônica Waldvogel recomendou os romances de Andrea Camilleri e os livros “Corpo”, “Breve história de quase tudo”, “Falando de música”, “O som e o sentido”, “Dom Casmurro” e “A educação pela pedra”. Reprodução/GloboNews Os romances de Andrea Camilleri "A literatura policial tem o condão de nos entreter para no final, ao resolver o mistério, produzir a sensação de ordem restabelecida. Talvez sejam recomendáveis neste tempo de incertezas. As histórias do Comissário Montalbano se passam na Sicília, as personagens são impagáveis, têm humor e têm enigma, a narrativa é deliciosa. Para quem quiser se iniciar nas aventuras de Montalbano, sugiro seguir a ordem cronológica dos lançamentos porque a vida pessoal dos heróis, como nas séries de TV, vai evoluindo. O primeiro romance é 'O cão de Terracota'." “Corpo” e “Breve história de quase tudo”, de Bill Bryson "Os livros de Bill Bryson são empolgantes. Em breve história de quase tudo o autor nos pega pela mão para nos conduzir pela formidável aventura do conhecimento científico que a humanidade acumulou. É uma reportagem jornalística através do tempo, e que desvenda as magníficas grandezas do universo e a imensidão das menores coisas. Um livro que nos enche de alegria pela curiosidade que moveu o desejo de compreender a natureza e seus fenômenos. O autor se faz o mesmo desafio no recém-lançado 'Corpo' – livro que acabo de começar a ler." “Falando de música”, de Leandro Oliveira "O músico e maestro Leandro Oliveira nos delicia neste livro com ensaios sobre o mundo infinito da música. Da mesma forma que a ciência, é maravilhoso ver como a arte musical produziu tanto com apenas doze notas." “O som e o sentido”, de José Miguel Wisnik "Outro livro bom de ler nesses dias acinzentados sobre a profunda marca que a música produz em nosso espírito e cultura." “Dom Casmurro”, de Machado de Assis "Para quem leu durante o período escolar e para quem se afasta por causa do título, essa é a hora de pegar 'Dom Casmurro' na estante e mergulhar naquele que é o melhor romance da literatura brasileira. Releio esse livro quase todo ano e sempre descubro algo que não tinha reparado em leituras anteriores. A ironia e o humor, o estilo da escrita, as personagens laterais, a misteriosa Capitu e o cínico narrador Bentinho valem cada investida neste livro inesgotável." “A educação pela pedra”, de João Cabral de Melo Neto "Para não fechar esta listinha sem poesia, escolho o grande João Cabral de Melo Neto. Dois ou três poemas para cada dia de quarentena e com eles aprender 'a carnadura concreta' da pedra e do verso enquanto 'o tempo que de nós se perde/ sem que lhe armemos alçapão, / nem mesmo agora que parece/passar ao alcance da mão'."
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Gilberto Gil e Preta Gil falam sobre período de isolamento por conta do coronavírus
Pai e filha foram entrevistados no podcast O Assunto, apresentado por Renata Lo Prete. 'Me emociono muito com essa varreção que a pandemia está fazendo no mundo', comentou Gil. Gilberto Gil e Preta Gil se apresentam na festa da virada em Copacabana em 2018 Gabriel Monteiro/Riotur O isolamento social provocado pelo novo coronavírus tem imposto uma dinâmica de encontros diferente para muitas famílias, e na família Gil, isso não foi diferente. Em entrevista ao podcast O Assunto, Gilberto Gil e Preta Gil contaram como estão suas vidas separadas pela quarentena. Pai e filha não se encontram pessoalmente desde o carnaval de Salvador no final de fevereiro. Ouça abaixo. Preta Gil foi uma das primeiras pessoas no Brasil a contrair a Covid-19, depois de ter cantado no casamento da irmã de Gabriela Pugliesi no começo de março. Ela passou o período de quarentena em São Paulo. Só voltou para casa no Rio de Janeiro, quando novos exames mostraram que estava curada. Gil esteve na Dinamarca, onde gravaria as últimas apresentações do disco "OK OK OK", mas voltou depois que as medidas restritivas de aglomeração foram tomadas na Europa. Ele está em isolamento na Serra Fluminense com a esposa Flora, a filha Nara e neta Flor. Para Gil, o isolamento não é tão difícil: "De certa forma já estou acostumado com essa alternância de ritmos. Viagens longas e picotadas com muitas cidades, um dia em um lugar, outro dia em outro, e voltar pra casa e ficar mais relaxado, mais quieto, mais isolado mesmo." "Eu já tenho uma prática disso, mas evidentemente, com o alarme de uma epidemia, a coisa fica muito mais difícil", ressalta o cantor. Preta dividiu o momento de isolamento em dois, quando ainda apresentava os sintomas em São Paulo, e outro quando estava curada: "Nos primeiros 14 dias, eu não consegui dimensionar o isolamento, a ausência dos entes familiares, da rotina, do trabalho, porque estava lutando para ficar bem." Preta Gil recebe alta após diagnóstico de coronavírus: 'Estou curada' Quando chegou ao Rio, ela contou que sentiu falta, mas de "maneira responsável". "Muda mesmo os valores, você sente a falta, mas o que mais sente é que as pessoas possam voltar a vida para suas vidas normais com saúde e segurança". "Não tem ansiedade. A falta existe, mas não é egoísta. Ela não dói, fica em outra dimensão", diz Preta. Ela completa dizendo que a doença a fez dar uma "baixada de bola" . A voz tranquila de Gil foi fundamental para dias difíceis que Preta lidou com o coronavírus: "Um dia ele falou com aquela voz dele: 'Está tudo bem, vai ficar tudo bem. Você já está melhor?'. Quando eu escuto esse tom de voz dele, eu naturalmente me acalmo em qualquer situação da vida assim." 'Transformai as velhas formas de viver' Gil comentou como vê que as mudanças no mundo causadas pelo coronavírus estão mais para um recomeço, do que o fim de mundo, como algumas pessoas pensam: "Ele vai mudar muita coisa, já está mudando. Você está vendo toda aquela discussão filosófica sobre o estado e a sociedade, o tamanho do estado, a autonomia da economia versus autonomia do estado. As pessoas envolvidas nisso no mundo inteiro. Mais governo, menos governo. Leviatã está aí de novo." Mesmo na casa da serra, Gil tem estado mais atento às notícias. "Evidente que a minha necessidade de saber das coisas, da gravidade, me deu o impulso de ver mais e mais", conta ele, que não é muito chegado às redes sociais. "Mas no noticiário, tenho passado muitas horas, me emocionado muito com as imagens, as palavras das pessoas, essa varreção que a pandemia está fazendo no mundo", diz Gil. Por ter ficado com a doença em um momento inicial, Preta usou muitas informações que vinham da imprensa, mas também precisou de um respiro. "O excesso de informação quando você tá se sentindo mal e contaminada pode ser tóxica no sentido de prejudicar o seu emocional", explica a cantora. Depois de curada, ela voltou a ficar bem atenta ao que sai sobre a doença na imprensa. "Também virei fonte de notícia, eu virei a PretaNews", diz ela, brincando. "Passo o dia inteiro dando conselho e falando para amigos que estão se contaminando como é, até os próprios seguidores." Repertório da quarentena Quando questionado sobre músicas que traduzem este momento de isolamento social, Gil aproveitou o gancho de Renata Lo Prete com "Tempo Rei" e acrescentou "A Novidade". Já Preta diz que "A Paz", música de Gil com João Donato, foi importante para seu período de recuperação. Gilberto Gil canta música em homenagem à Itália com a neta, Flor No fim do "Fantástico" deste domingo (05), Gil mandou um vídeo em que canta a música "Volare", em homenagem à Itália, com a neta Flor. Em tempo de coronavírus, com shows adiados, alguns artistas têm feito apresentações em casa e transmitido em lives nas redes sociais. Após o programa, o pedido dos fãs foi imediato, mas Gil ainda não se manifestou se vai fazer alguma transmissão ao vivo nos próximos dias.
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Strokes volta ao nível de 15 anos atrás e sobe expectativa para o Lolla com ‘The new abnormal’; G1 ouviu
Banda lembra vigor dos primeiros discos, com melodias bem trabalhadas e melancolia no lugar de raiva. Exceto por duas faixas da 'cota esquisita', disco é boa notícia para festival em dezembro. Nem toda notícia inesperada é ruim em 2020. “The new abnormal’, sexto disco dos Strokes, é o melhor disco da banda desde que eles começaram a praticar autossabotagem há 15 anos. O álbum sai no dia 10 de abril Quem tinha desistido de ouvir um disco bom deles desde “First Impressions of Earth” (2006) vai se chocar com riffs diretos e boas sacadas melódicas tocadas com vontade. Tem até faixas que fazem dançar, algo impensável para eles após tanto tempo. Strokes Divulgação Não é assim um nível Dua Lipa de perfeição pop em 2020. Nem um novo "Is this it" (2001). Mas o saldo é positivo. Das nove faixas, só duas são feitas para testar nossa paciência – tarefa que parecia ser a principal da banda nos últimos anos. E testam com força. O reggae “Eternal summer” parece um cover de The Clash feito pela Turma da Mônica Derretida. “At the door”, só na voz e sintetizador, tem a cara (de tédio) de um single solo de Julian Casablancas. Dá para ouvir o pé de Julian batendo pela permanência da cota esquisita, o resto da banda virando os olhos e dizendo: tudo bem, vamos para as próximas. E nas outras todo mundo brilha. The Strokes no Lollapalooza 2017 Marcelo Brandt/G1 “The adults are talking” começa como “Is this it”, do disco de estreia. Só que a banda está mais sutil: vocal quase sussurrado, aquelas linhas de guitarra que conversam como do Television, mas com menos distorção. A sensação é parecida com a de 2001, mas a melancolia toma o lugar da raiva. Há baladas bonitas e com melodias mais bem trabalhadas que antes, em especial “Not the same anymore”. Os uivos de Julian Casablancas estão suaves e bem mais agudos: viraram miados, com todo o respeito. E bem bonitos. Em “Why are sundays so depressed?” ele encarna aquele Lou Reed saltitante que você não sabe se é de alegria ou depressão profunda. Strokes Divulgação Trilha para quarentena: G1 indica álbuns lançados no isolamento, de Pabllo Vittar a Pearl Jam A já lançada “Bad decisions” já apontava para o retorno da verve dos Strokes, mesmo nem sendo a melhor do disco. O refrão roubado (com confissão e crédito na composição) de Billy Idol é uma boa sacada – mesmo não sendo original, claro. Indie-disco “Brooklyn bridge to chorus” é a mais criativa e divertida do disco. O começo com sintetizadores dá medo da fase Strokes derretido dos últimos anos. Mas é o contrário: indie-disco simples e colante, pop sem ser bobo. A letra é Julian no melhor do seu personagem: “Eu quero novos amigos / Mas eles não me querem”. O lamento chega a lembrar Morrissey e o arranjo, uma boa música dos Smiths. Só para não ficar em referência de indie velho, a paradinha irônica lembra Billie Eilish. As guitarras dançam com os teclados como se estivessem numa festa de rock em 2001, mas em 2020. E, acima disso, “Brooklyn bridge to chorus” é a melhor chance de fazer o Lollapalooza 2020, em dezembro, ir além da celebração retrô. Julian Casablancas junto com a banda Strokes durante a apresentação no showmício de Bernie Sanders, candidato democrata à presidência dos EUA AP Photo/Andrew Harnik
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