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Discos para descobrir em casa – ‘Roberto Carlos’, Roberto Carlos, 1972

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Roberto Carlos', de 1972 Carlos E. Lacerda ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Roberto Carlos, Roberto Carlos, 1972 ♪ A partir de 1968, com o fim da Jovem Guarda, Roberto Carlos iniciou cuidadosamente a transição de rei da juventude para ídolo romântico do Brasil adulto e conformista da década de 1970. Destaque da discografia amadurecida do artista, o álbum de 1971 consolidou o rito de passagem do cantor no embalo de canções como Detalhes e Amada amante, duas das muitas obras-primas da parceria de Roberto com Erasmo Carlos. Na sequência da repercussão fenomenal do LP de 1971, determinante para a conquista da realeza, o cantor lançou em dezembro de 1972 o álbum Roberto Carlos, gravado entre setembro daquele ano no estúdio da gravadora CBS em Nova York (1972). Roberto Carlos foi álbum pautado pelos arranjos de cordas orquestradas sob a regência do maestro norte-americano Jimmy Wisner (1931 – 2018). No todo, o repertório resultou menos impactante (para os padrões comportados de Roberto…) e menos coeso do que o álbum anterior de 1971. Ainda assim, o disco de 1972 legou para a posteridade joias como a a tristonha balada À distância… (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) e a confessional canção O divã (Roberto Carlos e Erasmo Carlos). Na letra de O divã, música revivida com a devida melancolia por Nara Leão (1942 – 1989) seis anos mais tarde, em disco de 1978 dedicado ao cancioneiro de Roberto e Erasmo, o cantor expôs recordações da infância e do acidente de trem que levou Roberto, então criança, a amputar parte da perna direita, assunto que já abordara de forma cifrada em Traumas (1971), música do disco anterior . Das tristes canções românticas incluídas no disco, Por amor (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) ficou esquecida, embora tenha merecido registro de Paulo Ricardo em 1999 em disco de fase em que o vocalista do RPM ambicionou o trono do Rei no universo pop roqueiro. Por amor – cabe ressaltar – foi gravada em junho de 1972 e lançada antes do álbum no 26º volume da série As 14 mais, disco no qual Roberto também apresentou Agora eu sei (Edson Ribeiro e Helena dos Santos), música alocada no fecho do álbum de 1972. Na área da sofrência, somente a canção Como vai você (Antonio Marcos e Mario Marcos) – veículo para a exposição da perfeita emissão vocal do cantor – rivalizou em beleza com a já mencionada À distância…, balada que permaneceu entre as mais bonitas de Roberto e Erasmo. Contudo, Você já me esqueceu (Fred Jorge) – balada de fato esquecida (exceto por Fernanda Takai, que a regravou em disco ao vivo de 2009) – também teria algum potencial comercial se fosse lembrada por algum cantor da atualidade. A partir de Jesus Cristo, obra-prima black do repertório do álbum de 1970, Roberto Carlos começou a professar a fé católica em músicas de temática religiosa compostas com o irmão camarada Erasmo Carlos. A do álbum de 1972 foi A montanha, canção levada com leveza que contrabalançou o tom épico do tema. A dupla também se mostrou inspirada ao retratar com embevecimento a gravidez de mulher desconhecida em Você é linda e ao abordar a cotidiana atribulação de casal com filhos na biográfica canção Quando as crianças saírem de férias. Em tom ainda mais confessional, À janela flagrou Roberto Carlos imerso em questões existenciais. Canção composta na linha black is beautiful, mas sem a alma do soul, Negra (Maurício Duboc e Carlos Colla) também integrou este disco em que Roberto Carlos se confirmou ótimo intérprete ao dar voz e lúdico ar celestial a Acalanto (Dorival Caymmi, 1957). Por ter atravessado a década de 1970 com inspirada produção autoral, Roberto Carlos lançou discos melhores do que este álbum de 1972. Mas também fez discos piores, sobretudo a partir dos anos 1980, década em que o artista diluiu e engessou progressivamente a monumental obra autoral construída com Erasmo Carlos. Ficaram no universo pop álbuns nem sempre devidamente lembrados como o Roberto Carlos de 1972.

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Gabi é eliminada do ‘BBB20’ com 59,61% dos votos

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Babu e Thelma, que também estavam no paredão, se salvaram e permanecem na casa. Gabi é a 11ª eliminada do BBB 20 Reprodução/TV Globo Gabi Martins foi eliminada do "BBB20" neste domingo (5) com 59,61% dos votos. Ela foi a 11ª a deixar a casa. Com isso, Babu e Thelma continuam na casa. Thelma recebeu 36,28% dos votos e Babu, 4,11%. Em conversa com o apresentador Tiago Leifert depois de deixar a casa, Gabi falou sobre a experiência de participar do programa. "Meu coração está bem triste, mas eu estou mandando toda a energia positiva para eles. Eu acho que às vezes eu não conseguia me expressar tão bem", afirmou. Nova líder e paredão Logo após a eliminação, foi feita a prova do líder, vencida por Thelma, e feito um novo paredão. A líder indicou Flayslane. Depois, os participantes foram divididos em dois grupos e declaram seus votos. Babu e Marcela foram os mais votados e completaram o paredão.

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Lives de sertanejos alegram a quarentena, mas fogem da receita do pop mundial em isolamento

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Gusttavo Lima mostra carisma, arrecada doações, alegra fãs e precede outras 'lives de sala cheia' no Brasil, mas difere do isolamento de outros popstars; G1 analisa maratona de lives. Tudo começou com popstars globais como Chris Martin, John Legend e Elton John, sozinhos em casa, fazendo transmissões simples ao vivo para se conectar com os fãs e incentivar o isolamento e doações para caridade. Todo mundo entrou na onda. Mas alguns artistas brasileiros estão criando um modelo diferente: a live de quarentena com a sala cheia. A live de Gusttavo Lima foi o primeiro fenômeno da música pop brasileira desde o início do período de isolamento social. Foram impressionantes cinco horas de puro carisma musical e etílico – uma alegria necessária para milhares de fãs em casa. No entanto, a grande produção demandou a presença de várias pessoas na casa do cantor. Ele fugiu da receita das lives em isolamento real que estavam sendo feitas antes por estrelas pop no Brasil e no mundo. Astros como Dave Grohl, Mariah Carey e Billie Eillish não tiraram suas equipes de casa para entreter os fãs e arrecadar doações. O modelo caseiro foi o mesmo em "festivais de lives" nos primeiros dias de quarentena no Brasil, como #TamoJunto e #FiqueEmCasaBR e #MúsicaEmCasa. O podcast G1 Ouviu analisou uma maratona de lives e explicou como a de Gusttavo foi diferente. Ouça acima. Gusttavo Lima faz show pela web por causa da quarentena e tem mais de 10 milhões de visualizações Reprodução/Gusttavo Lima Live de sala cheia O G1 enviou a Gusttavo Lima perguntas sobre a transmissão e a presença da equipe técnica, mas não teve retorno. O "Buteco em casa" de Gusttavo Lima teve picos de mais de 700 mil espectadores simultâneos no YouTube e 160 mil no Instagram, no dia 28 de março. O segundo "Buteco" já está marcado para 11 de abril. Trecho da transmissão ao vivo de Gusttavo Lima mostra pessoas trabalhando na casa dele durante a live Reprodução Foi um absurdo de audiência. É como a versão digital de um megaevento físico como Rolling Stones em Copacabana. Muitos popstars mundiais não conseguem reunir tanta gente em uma live nesses dias de quarentena. Mas não foi só o número de espectadores que impressionou. Uma diferença importante foi do número de pessoas que estavam presentes na casa do cantor para realizar a produção luxuosa. Jorge e Mateus e Léo Santana seguiram a 'sala cheia' Uma semana depois, Jorge e Mateus ainda bateram de longe essa marca já alta. A live no sábado (4), que também teve garçom servindo cerveja, banda acompanhando e várias pessoas no local de gravação, chegou a 3 milhões de espectadores simultâneos. Durante a transmissão, circulou nas redes sociais uma imagem que mostra a aglomeração de pessoas nos bastidores. Segundo a assessoria de Jorge e Mateus, no total, 18 pessoas participaram do projeto e houve um revezamento ao longo do processo de produção. Imagem da live da dupla Jorge & Mateus com muita gente no mesmo espaço Reprodução / Instagram Com público menor, Léo Santana foi mais explícito no modelo da "sala cheia", colocando quatro músicos atrás dele na live feita na sexta-feira (3). Live de Léo Santana com músicos na sala Reprodução Na live de Gusttavo Lima, havia câmeras, garçom servindo cerveja e churrasco, violonista e uma equipe de vídeo que ocupava um escritório improvisado atrás da sala. Só entre as que apareciam ao fundo em algumas cenas, eram cerca de dez pessoas – umas de máscara, outras não. Técnico troca microfone de Gusttavo Lima enquanto garçom serve cerveja durante live Reprodução A live de Jorge e Mateus tinha, além do garçom, quatro músicos de apoio, mais de uma câmera e ainda pessoal técnico para a gravação. Jorge disse ao vivo que a equipe era a mínima necessária e que estavam todos de máscara – segundos depois de um roadie aparecer sem máscara. Astros distantes Elton John na cozinha de casa durante o iHeart Living Room Concert Divulgação O cenário com cerveja e churrasco de Gusttavo Lima era bem diferente, por exemplo, de Elton John sozinho em sua cozinha, incentivando os espectadores a ficarem isolados também. Foi de lá que ele apresentou o programa iHeart Living Room Concert. Elton John mostrou vídeos de Dave Grohl, Billie Eilish e Finneas, Mariah Carey, Billie Joe do Green Day e outros dos músicos mais famosos do mundo. Todos sozinhos, em gravações simples. Só durante a transmissão, o iHeart Festival arrecadou US$ 8 milhões em doações. Gusttavo Lima mostra seu filho durante live, e imagens ao fundo mostram estrutura de produção e pessoas circulando na casa Divulgação Chris Martin deu o tom A onda mundial de lives como uma das soluções para a música pop em isolamento começou com Chris Martin, líder do Coldplay. O mundo ainda estava começando a implantar medidas de distanciamento social necessárias para deter o avanço do coronavírus. Também sozinho, sem nenhuma produção, Chris Martin tocou, conversou, incentivou os fãs a ficarem em casa, e anunciou o festival beneficente Together At Home. Teresa Cristina, Coldplay e Miley Cyrus estão entre os artistas que estão fazendo apresentações on-line Reprodução/Redes sociais dos artistas O festival criado por Chris Martin junto com a ONG Global Citizen teve John Legend, Camila Cabello e Shawn Mendes, Nial Horan e outros nas salas de suas casas. Nenhum chegou perto da produção de Gusttavo Lima ou Jorge e Mateus. Era todo mundo solitário ou com a família. O lamento de Marília No Brasil, Marília Mendonça fez lives no modelo caseiro, também com picos de 160 mil pessoas no Instagram. Durante a transmissão de Gusttavo Lima, ela escreveu no Twitter: "Olá, Gusttavo Lima, gostaria de dizer, em nome do sindicato dos “fazedores de ao vivo” que o Sr. está inviabilizando o conceito live e que não vai dar pra te copiar. Obrigada." Initial plugin text Além de Marília, outros internautas falaram sobre o tamanho da produção . Mas a maioria dos comentários eram de elogios ao show. Com o microfone dourado na mão, Gusttavo mostrou o tamanho do seu carisma. Cachaça e publis Ele fez propaganda de cerveja, bebeu bastante o produto anunciado e virou um bêbado daqueles que não param de falar e cantar. Gusttavo Lima com parte da equipe da live ao fundo Reprodução Além de bebida e música, a transmissão de Gusttavo Lima, e as semelhantes na semana seguinte, tiveram inúmeras propagandas de produtos. Os merchans são boa notícia para um mercado musical que encara uma enorme crise à frente e precisa achar novos modelos para se sustentar. Doações Ainda na parte financeira, Gusttavo Lima anunciou que, durante a transmissão, arrecadou R$ 100 mil e toneladas de donativos para instituições de caridade. Outros shows seguintes também arrecadaram milhares de reais, segundo os cantores. Necessário e louvável. Mas se a ideia fosse só entreter e arrecadar sem se isolar, certamente Chris Martin teria feito uma produção nível Coldplay com luzes, efeitos especiais e uma equipe gigante. Dinheiro e público para isso ele tem. Mas, como diz o nome do festival, Together at Home, a ideia dele era não tirar várias pessoas de casa. A meta da Global Citizen é arrecadar ao menos US$ 10 milhões, que serão cobertos em dobro pelo Facebook. Somados aos US$ 8 milhões do iHeart Festival, é uma boa quantia arrecadada sem precisar tirar técnicos de casa nesse momento. Dave Grohl no iHeart Living Room Concert Reprodução Diferente de mercados, farmácias, jornalismo, transportes… Durante o período de quarentena, há atividades essenciais definidas pelo governo federal, como supermecados, farmácias, transportes e o jornalismo, que dão insumos e informações essenciais neste período, e não podem parar. Não há menção à transmissão de eventos musicais ao vivo nestes decretos. Mas o mercado musical tem definido por conta própria no mundo que os músicos, mesmo os mais famosos, fiquem em casa com suas famílias e façam as lives para os fãs na mesma situação. Ministro dá a orientação Na transmissão de Jorge e Mateus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apareceu em vídeo, falou aos artistas que fazem show de casa e reforçou a orientação de isolamento. "Importante que a música chegue, mas que a gente não aglutine, que não coloque as pessoas no mesmo lugar", disse o ministro. Equipe de Gusttavo Lima durante live do cantor Reprodução

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Lee Fierro, atriz de ‘Tubarão’, morre aos 91 anos de coronavírus

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Segundo informações da revista Variety, atriz morava em uma casa de repouso, em Ohio. Lee Fierro em cena do filme "Tubarão" Divulgação Lee Fierro, atriz que participou do filme "Tubarão", morreu aos 91 anos, após ser diagnosticada com coronavírus. A atriz, que ficou conhecida por interpretar a personagem Mrs. Kintner no longa, morreu em uma casa de repouso em Ohio, onde morava, segundo informações da revista Variety. No clássico filme de 1975, Fierro fazia o papel da mãe de Alex Kintner (Jeffrey Voorhees), a segunda vítima do tubarão branco. Lee também foi professora de teatro na Island Theatre Workshop, na ilha Martha's Vineyard, em Massachusetts, onde orientou centenas de aspirantes a atores. A atriz se mudou para Ohio em 2017 para ficar mais próxima da família. Segundo a revista Variety, a família de Lee Fierro planeja uma pequena cerimônia de despedida, seguindo as orientações de distanciamento por causa do coronavírus.

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Luan Santana confirma live ‘só com as antigas’ após Marília Mendonça e Maisa entrarem em campanha com fãs

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Cantor sertanejo fará uma transmissão on-line no dia 26 de abril, às 18h. Luan Santana se apresenta em festa de carnaval na cidade de São Paulo Patrícia Devoraes/Brazil News Após as lives de Jorge e Mateus, Gusttavo Lima, Lucas Lucco e outros artistas, internautas iniciaram uma campanha no Twitter convocando Luan Santana para uma transmissão on-line durante a quarentena. A cantora Marília Mendonça, a apresentadora Maisa e Wesley Safadão engrossaram o coro e Luan atendeu aos pedidos. O cantor sertanejo confirmou uma live para o dia 26 de abril, às 18h. Inicialmente, a live havia sido agendada para o dia anterior, 25 de abril, mas foi alterada minutos depois. O setlist do cantor deve seguir o pedido dos fãs, com boa parte do repertório só com as canções antigas do artista. A transmissão será feita pelo canal do YouTube de Luan. Questionada pelo G1, a assessoria do cantor afirmou que será uma live "respeitando as ordens da Organização Mundial da Saúde (OMS), em nome e em prol de engajamento social e consciência mundial". As recentes transmissões on-line de sertanejos tem alegrado a quarentena, mas fogem da receita do pop mundial em isolamento com "lives de sala cheia". Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

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Chico César roga ao céu o fim da peste em música sobre pandemia do coronavírus

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Cantor lança a canção 'Se essa praga morresse', composta sob o efeito do isolamento social. ♪ “Será que o tal do tão propagado caos / Vai causar iluminação? / … / Será que o ser que do escuro sairá / É ciência ou religião?”, reflete e questiona Chico César, sem chegar a uma conclusão, nos versos de música inédita composta sob o efeito do isolamento social para contenção da pandemia do coronavírus. Intitulada Se essa praga morresse, a música foi apresentada pelo cantor e compositor paraibano no início da madrugada desta segunda-feira, 6 de abril. Munido do próprio violão, Chico cantou a música em vídeo postado em rede social. Na letra de Se essa praga morresse, o artista roga ao céu o fim da pandemia, caracterizada na letra como peste. Eis a letra de Se essa praga morresse: Se essa praga morresse (Chico César) Eu só queria que essa praga morresse Que esse vírus infitete sumisse Que acabasse logo o disse-me-disse Que alguém gritasse que isso tudo findou-se E alumiasse essa escuridão Eu só queria que você me abraçasse Me convidasse pra ir numa delicatessen Uma padaria talvez fosse mais fácil Pra rirmos muito até doer o osso Da fantasia de não soltar a mão Será que é mau desejar o mal ao mal Pra haver evolução? Será que o tal do tão propagado caos Vai causar iluminação? Será será que aqui permanecerá Hora extra e serão? Será que o ser que do escuro sairá É ciência ou religião? (Sei não, sei não, sei não) Se o infinito escutasse minha prece Pagava o preço por mais alto que fosse Só peço ao céu apenas que se apresse De uma vez por todas leve logo essa peste E me desculpe pela postulação Eu só queria que você não pensasse Que isso tudo é só esquisitice Que o afastamento aumentou minha maluquice De alguma forma do seu jeito me amasse E me levasse quente no coração

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Discos para descobrir em casa – ‘Quatro paredes’, Simone, 1974

segunda-feira, 06 abril 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Quatro paredes', de Simone Walter Firmo ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Quatro paredes, Simone, 1974 ♪ Quando Simone viveu o primeiro grande pico de popularidade na carreira, com a explosão nacional do álbum Pedaços (1979), a artista baiana da gema já contabilizava nove discos lançados ao longo de seis anos de trajetória como cantora. Sem estourar de imediato, Simone foi angariando público e prestígio crescentes desde que iniciara a carreira em 1973, contratada pela gravadora Odeon. Apresentado em 1974, Quatro paredes – segundo álbum solo dessa cantora que então já havia integrado o elenco de três discos coletivos – ajudou Simone a pavimentar o caminho que a levaria ao estrelato na segunda metade da década de 1970. Gravado sob direção musical do maestro Lindolfo Gaya (1921 – 1987), com precisos arranjos e regências do pianista Luiz Eça (1936 – 1992), Quatro paredes é álbum de tom denso e tenso. Dramático, em uma palavra. Com o canto ainda em expansão, mas já expressivo, Simone expeliu pela boca a amargura poetizada por Hermínio Bello de Carvalho em verso da letra de Salamargo, parceria de Hermínio com Eduardo Marques, compositor da música-título Quatro paredes, bolero sufocante como boa parte do repertório do disco. Compositor e produtor que guiou Simone nos primeiros passos como cantora da esguia ex-jogadora de basquete, Hermínio Bello de Carvalho fomentou a dramaticidade que pautou Quatro paredes ao selecionar quase todo o repertório do álbum. Os títulos de algumas músicas – como Desgosto (da então iniciante Thereza Tinoco) e Nosso amor não deu nada (João de Aquino e Paulo Frederico), composição do revelador verso “Quem sabe da dor é meu coração” que Simone gravara com Aquino no anterior álbum Festa Brasil (1974) – já explicitaram o tom desiludido do disco Quatro paredes. Em tom sempre interiorizado, Simone expiou a matadeira saudade de amor nas regravações do baião Qui nem jiló (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949) e da toada A saudade mata a gente (João de Barro e Antônio Almeida, 1948), sutil incursão do disco por trilha ruralista. Em sintonia com o título, Quatro paredes soou por vezes claustrofóbico, como na abordagem de Bodas de prata, composição inédita da então novata dupla João Bosco e Aldir Blanc. Driblando o monopólio de Elis Regina (1945 – 1982), cantora que tinha a primazia de ouvir e escolher antes as músicas da dupla que queria gravar, Simone também lançou em Quatro paredes o samba De frente pro crime, flash da violência urbana cotidiana gravado com as vozes do MPB4 no coro (o grupo regravaria o samba em 1975 no álbum Dez anos depois). Sem espaço para a leveza, o disco também apresentou registro ralentado da marcha-frevo Chuva, suor e cerveja (Caetano Veloso, 1971), cuja letra soou como súplica feita fora do ambiente carnavalesco. Samba que roçou o drama do tango no desenho das cordas do arranjo épico, Fantasia – música da lavra de João Bosco e Aldir Blanc que nunca mais foi gravada em disco após o registro original de Simone – corroborou a sensação de que Quatro paredes era disco com ares de quarta-feira de cinzas. Nem a sensualidade de Proposta (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1973), canção regravada por iniciativa de Simone, desanuviou o clima desse álbum imerso em clima de adeus, como explicitou Baião do coração (Fred Teixeira e Cirino). Quinto dos onze álbuns feitos por Simone na gravadora Odeon, na fase mais coesa e densa da discografia da Cigarra, Quatro paredes é disco que merece ser descoberto por quem conheceu essa grande cantora do Brasil somente a partir do sensual jorro feminino do álbum Pedaços.

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Tatá Aeroplano lembra que ‘só o amor pode matar o medo’ no single ‘Ressurreições’

sábado, 04 abril 2020 por Administrador

Cantor regrava rock de Jorge Mautner e Nelson Jacobina no álbum 'Delírios líricos', previsto para maio. ♪ “Sete mil quartos secretos / Guardam um segredo / Só o amor / Só o amor / Só o amor pode matar o medo”. Embora soem extremamente atuais em tempos de isolamento social, os versos do rock Ressurreições são antigos. Resultado de conversa do compositor Jorge Mautner com o parceiro Nelson Jacobina (1953 – 2012) sobre as cantoras Aracy de Almeida (1914 – 1988) e Janis Joplin (1943 – 1970), a música Ressurreições foi lançada por Mautner no álbum Revirão (2006). Decorridos 14 anos, o rock Ressurreições ressurge na voz do cantor e compositor paulistano Tatá Aeroplano em gravação apresentada em single editado na quinta-feira, 2 de abril. Ressurreições é o segundo single do quinto álbum solo de Aeroplano, Delírios líricos, cujo lançamento, antes previsto para este mês de abril, foi remarcado para maio. Capa do single 'Ressurreições', de Tatá Aeroplano Luiz Romero Já presente nos roteiros de shows de Aeroplano desde o fim de 2019, a composição de Mautner e Jacobina estava há muito mais tempo no radar do artista. “Pirei demais quando escutei essa música. (Ressurreições) entrou na minha vida de uma maneira intensa. Em 2007, eu discotecava em várias festas na noite e ela fazia parte do meu set e também das minhas caminhadas pela cidade”, lembra o artista multimídia, também DJ e ícone da cena alternativa da pauliceia desvairada. Sucessor do álbum Alma de gato na discografia de Tatá Aeroplano, o álbum Delírios líricos foi gravado com os toques dos músicos Bruno Buarque (bateria), Dustan Gallas (baixo), Junior Boca (guitarra) e Lenis Rino (percussão). Antes de Ressurreições, o cantor lançou em março o single Alucinações, primeira amostra do álbum Delírios líricos.

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João Bosco e Vinícius e Naiara Azevedo discutem após divulgarem mesma música com um dia de diferença

sábado, 04 abril 2020 por Administrador

Segundo dupla sertaneja, os cantores tinham contrato de exclusividade de 'Onde não tinha espaço' por 12 meses. Prazo venceria em julho. Cantora reclamou de exposição antes de ser procurada pelos artistas e garante também ter liberação para gravação desde 2018. João Bosco e Vinícius e Naiara Azevedo discutem após divulgarem mesma música com um dia de diferença Reprodução/Instagram João Bosco e Vinícius e Naiara Azevedo discutiram nas redes sociais após divulgarem a mesma música, "Onde não tinha espaço", com um dia de diferença. No Instagram, a dupla sertaneja apresentou o contrato de exclusividade para gravação da canção composta por Elvis Elan e Henrique Castro. Naiara não gostou da atitude dos artistas, alegando que eles expuseram a situação antes de entrar em contato com ela ou com o escritório. A cantora ainda garantiu ter o direito de gravação da faixa, mas não de exclusividade. No dia 1 de abril, João Bosco e Vinícius divulgaram uma versão ao vivo da música, que já haviam lançado em maio de 2019. A faixa foi gravada durante o registro do DVD "Ao vivo em Goiania', em outubro de 2019 No dia seguinte, em 2 de abril, Naiara divulgou a mesma canção com um clipe. O vídeo é registro do DVD da cantora gravado em dezembro de 2019 Ao verem o lançamento de Naiara, João Bosco e Vinícius publicaram nas redes sociais o contrato de exclusividade de gravação da música, válido por 12 meses e assinado em julho de 2019 Naiara não gostou da exposição e questionou a dupla sobre o motivo de não terem a procurado para saber se ela também tinha o contrato. "Eu explicaria tudo para vocês sem nenhum problema, pq não agi hora nenhuma de maneira errada." Initial plugin text Desabafos No perfil oficial da dupla, João Bosco e Vinícius compartilharam o contrato e escreveram: "Nunca, em toda a nossa história de 26 anos de carreira e quase 20 anos de estrada, gravamos uma música sem as devidas liberações e exclusividade. Aqui é na base do contrato, do preto no branco, do jogo limpo. Fazemos muito bem o nosso dever de casa. A honestidade e o respeito vêm sempre em primeiro lugar." Na área para comentários, Naiara rebateu: "Fiquei muito surpreendida com a manifestação de vocês. Nós, artistas sertanejos, somos todos amigos, e inclusive sou uma grande fã e talvez por isso tenha achado desnecessário a atitude, pois a meu ver, o correto seria entrar em contato comigo ou com meu escritório para, de fato, saber se eu também tinha uma liberação dessa música." "Eu explicaria tudo para vocês sem nenhum problema, porque não agi hora nenhuma de maneira errada. Eu respeito muito os autores, jamais soltaria algo sem liberação, não é da minha conduta e muito menos da minha gravadora, na qual faço parte a mais de quatro anos." "Não é a minha música de trabalho, então não quis pegar a exclusividade dessa música, mas tenho sim a liberação dela." "Fiquei muito decepcionada com o fato de não terem averiguado os fatos antes de soltarem isso de maneira extremamente pejorativa, pois poderíamos ter esclarecido tudo de uma melhor forma. No mais, continuo respeitando e sendo fã da dupla." João Bosco e Vinícius, então, devolveram o comentário. 'Nós gravamos nosso DVD em outubro em Goiânia, dois meses antes do seu projeto, com exclusividade de um ano da canção. Soltamos a música e, no dia seguinte, você solta, e nós que deveríamos procurar você pra resolver?" "Desculpa, mas devemos seguir a ordem dos fatos, não acha? Quem deve explicações não somos nós, amiga. Estamos sendo transparente com os nossos fãs e seguidores, que ficaram sem entender nada, quando você lançou a mesma música um dia após o nosso lançamento." O G1 procurou Henrique Casttro, um dos compositores da canção, para saber sobre a liberação da música, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Já o escritório de Naiara entrou em contato com o G1 para se posicionar sobre o caso: "A NA Produções Artísticas, escritório responsável pela carreira da cantora Naiara Azevedo, esclarece por meio dessa nota o mal entendido acontecido na noite de ontem (02) com a música 'Onde Não Tinha Espaço'. Naiara foi acusada de não ter liberação para gravar uma música que tinha contrato de exclusividade com outra dupla sertaneja. O empresário da cantora, Rafael Cabral, possui a liberação da faixa desde março de 2018." "Em seu DVD gravado no final de 2019, Naiara gravou a música e, por meio de sua gravadora Som livre, confirma o recebimento da autorização da obra 'Não Tinha Espaço' para lançamento em todas as plataformas digitais. A obra é composta pelos autores Elvis Elan (50%) e Henrique Casttro (50%), representados pela editora BLACKOUT e MB NUNES respectivamente. "Naiara Azevedo reitera seu compromisso com a verdade e a clareza dos fatos. Não faz parte da conduta da cantora gravar e/ou lançar uma música sem sua devida liberação."

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Claudia Leitte acerta o tom das levadas românticas que dominam o EP ‘Bandera move II’

sábado, 04 abril 2020 por Administrador

Capa do disco 'Bandera move – P. II' Danilo Borges com arte de Alceu Neto Resenha de EP Título: Bandera move – P. II Artista: Claudia Leitte Gravadora: Edição independente da artista Cotação: * * * ♪ Das cinco músicas reunidas por Claudia Leitte no EP que apresenta a segunda parte do álbum Bandera move, uma já soa fora de hora. Lançada em single editado em fevereiro, estrategicamente antes do Carnaval, Pulsação (Tatau e Marlon Moreira) é música para trio elétrico que procurou retratar a miscigenação rítmica da folia da Bahia, já fora do domínio exclusivo da axé music. As novidades do EP Bandera move – P. II – disco inteiramente cantado em português e disponível a partir desta sexta-feira, 3 de abril – estão ambientadas em atmosferas mais serenas. A balada Só quero você (Matias Damásio) exemplifica a pulsação mais romântica desta segunda parte do disco, menos globalizada do que a primeira, lançada em outubro com repertório trilíngue. É nessa vibe e na cadência do reggae que a cantora mira o topo das playlists com a canção Meus olhos não mentem (Samir Trindade, Breno Casagrande, Renan Valim, Edu Valim e Thales Lessa). Amor amor (Felipe Escandurras e Cabrera) também gravita nessa mesma suave atmosfera pop, circundando a praia do reggae. Contudo, a aposta da cantora para promover Bandera move II destoa dessa boa vibração pop romântica. Trata-se de Rebolada bruta (Mc Zaac, Tierry e Cabrera), trivial mix de funk e reggaeton gravado pela cantora (de origem) fluminense com o funkeiro paulista MC Zaac. Curioso é que, sem a preocupação de soar “internacional” e de acenar para o mercado latino de língua hispânica, Claudia Leitte acerta com maior frequência, apresentado um som mais agradável e menos artificial. MC Zaac e Claudia Leitte se juntam em 'Rebolada bruta', música do EP da cantora Jacques Dequeker / Divulgação

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