Leandro Lehart diz que ficou na UTI por causa do novo coronavírus
Músico já está em casa e conta que está bem em um vídeo no Instagram, mas disse que ficou seis dias internado e passou 'dias terríveis'. Leandro Lehart em vídeo no qual diz que foi para a UTI por causa do novo coronavírus Reprodução Leandro Lehart disse em seu perfil no Instagram nesta quarta-feira (1) que ficou seis dias na UTI após ter contraído o novo coronavírus. O cantor e compositor do Art Popular, de 48 anos, diz que está bem, mas passou "dias terríveis". Ele diz que passou mal após organizar o show Samba Cura Live, que aconteceu no dia 21 de março. "Eu passei muito mal e aí eu tive uma pneumonia por causa do covid-19. Fiquei seis dias na UTI, passei dias terríveis, mas quero dizer que eu estou novo, e estou muito bem graças a Deus", ele disse "Me silenciei por uma opção. Achei que era mais importante ficar quieto. Hoje estou em casa, estou em alta, feliz e rezando pelos doentes da covid-19", diz o músico. Veja abaixo: Initial plugin text Initial plugin text
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Pelle Almqvist, vocalista do The Hives, diz que contraiu coronavírus
Músico da banda sueca diz que está em casa, em isolamento, e já está se sentindo melhor, na fase final da infecção. The Hives se apresenta no Lollapalooza Flavio Moraes/G1 Pelle Almqvist, vocalista da banda sueca The Hives, disse em um post na página oficial do grupo no Twitter na terça-feira (31), que contraiu o novo coronavírus. Almqvist contou que está em casa, em isolamento, e já está se sentindo melhor, na fase final da infecção. Veja o vídeo abaixo: Initial plugin text
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Mestre do balé Wilhelm Burmann morre aos 80 anos após contrair coronavírus
Ele teve insuficiência renal depois que seu tratamento foi complicado pela nova forma do vírus. Wilhelm Burmann dá aula nos Estados Unidos em 2006 Rosalie O'Connor Photography/via Reuters Wilhelm Burmann, professor e treinador destacado dos maiores nomes do balé mundial durante mais de quatro décadas, morreu de insuficiência renal depois que seu tratamento foi complicado pelo novo coronavírus, disse uma amiga próxima. Burmann morreu pacificamente na segunda-feira (30), cinco dias antes de seu aniversário de 81 anos, no hospital Mount Sinai West da cidade de Nova York, onde foi diagnosticado com o vírus, disse Jane Haugh, amiga e responsável pela saúde dele. "Se não existisse o coronavírus no mundo, poderíamos ter estado na cabeceira de Willy. A questão teria sido mais simples ou restrita ao seus rins", disse ela à Reuters na noite de terça-feira (31). "Existem muitas ideias para celebrar sua vida, mas ninguém pode fazer nenhum plano neste momento". As aulas de Burmann em Nova York atraíam um grande número de alunos, não somente de estrelas do balé, mas de dançarinos modernos e da Broadway querendo refinar sua arte sob o olhar meticuloso do mestre. Ele ensinou em vários estúdios antes de se unir à Steps on Broadway em 1984, onde oferecia cinco aulas por semana até estas serem suspensas no dia 20 de março devido ao surto de coronavírus. Entre seus alunos regulares estavam celebridades como Julio Bocca e Alessandra Ferri, do American Ballet Theatre, e Wendy Whelan e Maria Kowroski, do Balé da Cidade de Nova York (NYCB). A morte de Burmann põe fim a uma era de professores lendários, como Stanley Williams, Maggie Black e David Howard, em Nova York. O casamento de música e movimento com uma sensibilidade do século 21 definiu sua abordagem.
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Discos para descobrir em casa – ‘Nuvens’, Tim Maia, 1982
Capa do álbum 'Nuvens', de Tim Maia Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Nuvens, Tim Maia, 1982 ♪ Em 1981, Sebastião Rodrigues Maia (28 de setembro de 1942 – 15 de março de 1998), o popular Tim Maia, estava sem dinheiro. Como tampouco tinha crédito nas gravadoras, por conta de passagens ruidosas pelas principais companhias fonográficas atuantes no Brasil, o cantor e compositor carioca se viu sozinho e sem espaço no mercado convencional. “E por ter um gênio forte / Ás vezes me batem portas / E me jogam pra escanteio / Mas já estou acostumado”, resignou-se Tim Maia nos versos reflexivos da canção autoral Ninguém gosta de se sentir só, uma das 12 músicas de álbum de 1982, Nuvens, resultante desse momento de solidão mercadológica em que o artista recorreu à própria gravadora, Seroma (aberta nos anos 1970 e batizada com as iniciais do nome de Tim), para tentar se erguer no mundo do disco. Para poder bancar o álbum, Tim gravou e editou compacto em 1981 com a esperança de se capitalizar. Deu sorte, embora a música do lado B, Do Leme ao Pontal (Tim Maia), somente tenha caído realmente na preferência popular com a regravação de 1986. Gravado e lançado em 1982, o álbum Nuvens foi reconhecido como vigoroso trabalho de Tim, mas nem por isso deixou de passar em brancas nuvens – com perdão do trocadilho. Nuvens é um dos mais inspirados e menos ouvidos álbuns de Tim Maia, podendo ser considerado o marco final do auge artístico desse cantor e compositor que irrompera no alvorecer da década de 1970 como a mais perfeita tradução brasileira do soul e do funk norte-americanos. Após Nuvens, Tim adocicaria progressivamente o soul com o mel falsificado de baladas industrializadas. Mas nada saiu do tom neste disco produzido e arranjado pelo próprio Tim Maia em gravação orquestrada com os toques de músicos como o trompetista Paulinho Trompete e o guitarrista Beto Cajueiro, parceiro de Tim na composição do funk Apesar dos poucos anos. Passados 38 anos, Nuvens resiste como um dos melhores álbuns do cantor. Tanto pela boa qualidade do repertório como pelo frescor do groove azeitado, mote de O trem (Tim Maia), música apresentada em versão instrumental no lado A do LP original e complementada em registro cantado no lado B. E por falar em groove, o animado balanço de A festa é um dos mais aliciantes da discografia de Tim. Na pista, A festa nada fica a dever a Vale tudo (Tim Maia, 1983), o clássico instantâneo que o cantor lançaria dois anos depois em gravação feita com Sandra de Sá e incluída em álbum da cantora. Batizado com o nome de refinada e então inédita balada soul de Cassiano, cujo toque do violão adorna a música-título Nuvens, o álbum apresentou samba-soul, Outra mulher (Tim Maia), e funk ambientalista, Ar puro, parceria de Tim com Robson Jorge (1954 – 1992). Sem saudosismo, o cantor relembrou no funk Hadock Lobo esquina com Matoso (Tim Maia) – na qualidade de privilegiada testemunha ocular – o começo juvenil dos colegas Erasmo Carlos, Jorge Ben Jor e Roberto Carlos em turma aglutinada no bairro carioca da Tijuca. Na balada Deixar as coisas tristes para depois (Pedro Carlos Fernandes), Tim contrariou o título da canção com ar melancólico que, a rigor, volta e meia aparecia na discografia do cantor e compositor de Azul da cor do mar (1970). Ah, se o mundo inteiro pudesse ter ouvido em 1982 esse álbum Nuvens… O público ia se deparar com bela abordagem de Na rua, na chuva, na fazenda (Hyldon, 1973), feita com o toque do violão do colega de geração soul, Hyldon, criador dessa canção que estourou em 1975 dois anos após ter sido lançada pelo autor em obscuro compacto. Hyldon também contribuiu com vocal em Sol brilhante (Rubens Sabino e Tim Maia), música que fechou o álbum Nuvens em clima radiante. No mercado fonográfico, o tempo se abriria para Tim Maia em 1983, ano em que o cantor assinou com a gravadora Lança, recém-aberta por Jairo Pires, e fez álbum que lhe rendeu os sucessos O descobridor dos sete mares (Michel e Gilson Mendonça, 1983) e Me dê motivo (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1983). Pena que, então, o tempo de Nuvens já tivesse passado, encobrindo um dos mais coesos álbuns da irregular discografia de Tim Maia.
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Adam Schlesinger, da banda Fountains of Wayne, morre aos 52 anos vítima do novo coronavírus
Músico também ficou conhecido como autor da canção 'That thing you do!', do filme 'The Wonders: O sonho não acabou'. Adam Schlesinger na festa do Emmy em 2019 Richard Shotwell/Invision/AP Adam Schlesinger, antigo membro da banda Fountains of Wayne, morreu nesta quarta-feira (1º) aos 52 anos por complicações causadas pelo novo coronavírus. Segundo o jornal "New York Times", a notícia foi divulgada por seu advogado, Josh Grier. O cantor e compositor também fez sucesso em uma carreira escrevendo trilhas sonoras para o cinema e para a TV. Além de ganhar três Emmys (um deles pela trilha da série musical "Crazy Ex-Girlfriend") e um Grammy, ele também foi indicado ao Oscar pela canção "That thing you do!", trilha do filme "The Wonders: O sonho não acabou" (1996). Formada em 1995, a Fountains of Wayne ficou conhecida entre o público de rock alternativo. Seu maior sucesso foi a canção "Stacy's mom", indicada ao Grammy em 2004.
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Ellis Marsalis Jr., pianista e um dos pais do jazz, morre aos 85 anos por complicações do coronavírus
'Meu pai era um gigante como músico e como professor, mas ainda maior como pai', lamentou o saxofonista Branford, um dos filhos do artista. Ellis Marsallis, em imagem de abril de 2019 Sophia Germer / Arquivo / AP Photo O pianista Ellis Marsalis Jr., considerado um dos pais do jazz no final do século 20, morreu aos 85 anos nesta quarta-feira (1º). Segundo seu filho, o saxofonista Brandford — outro grande nome do jazz –, Ellis morreu após complicações associadas ao novo coronavírus. Brandford não informou onde o pai morreu. "Meu pai era um gigante como músico e como professor, mas ainda maior como pai”, disse Branford. Ellis também é pai do trompetista Wynton Marsalis. Marsalis passou décadas como músico, compositor e professor rigoroso em Nova Orleans. "Ellis Marsalis era uma lenda", escreveu o prefeito LaToya Cantrell, de Nova Orleans, no Twitter. "Ele foi o protótipo do que queremos dizer quando falamos sobre o jazz de Nova Orleans". Ellis Marsalis formou músicos de sucesso, entre eles Terence Blanchard, Donald Harrison Jr., Harry Connick Jr. e Nicholas Payton. Initial plugin text
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Daniel Azulay, vítima de coronavírus, é homenageado por cartunistas em exposição virtual; VEJA
'Daniel Azulay é coisa nossa' conta com cerca de 60 artistas como Mauricio de Sousa e Spacca em tributo a desenhista que morreu na sexta-feira (27). Mauricio de Sousa faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Mauricio de Sousa A Associação dos Cartunistas do Brasil organizou uma exposição virtual para homenagear Daniel Azulay, desenhista e artista plástico que morreu na última sexta-feira (27) vítima do novo coronavírus. Com mais de 60 artistas participantes, como Mauricio de Sousa e Spacca, a mostra "Daniel Azulay é coisa nossa" celebra a carreira do criador da "Turma do Lambe-lambe" e apresentador de programas infantis na TV. Aos 72 anos, o vencedor de um prêmio honorário no HQMix, o principal dos quadrinhos brasileiros, lutava contra uma leucemia quando contraiu a nova forma do vírus. Confira abaixo a homenagem na íntegra: Exposição 'Daniel Azulay é coisa nossa', da Associação dos Cartunistas do Brasil Divulgação Afonso Carlos Fernandes faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Afonso Carlos Fernandes Aldo Costas faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Aldo Costas Alessandro Driê faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Alessandro Driê Alex Soares faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Alex Soares Alisson Affonso faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Alisson Affonso Alisson faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Alisson André Camargo faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/André Camargo André Ribeiro faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/André Ribeiro Armando Marcos faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Armando Marcos Augusto Minighiti faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Augusto Minighiti Augusto Minighiti faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Augusto Minighiti Aurélio Gomes faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Aurélio Gomes Baptistão faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Baptistão Brum faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Brum Cacinho faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Cacinho Carlos Araújo faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Carlos Araújo Carlos Nacci faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Carlos Nacci Cesar Guedes faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Cesar Guedes Chico Pereira faz cartum em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Chico Pereira Claudio Duarte faz em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Claudio Duarte Claudio Teixeira faz em homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Claudio Teixeira Claudio faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Claudio Daniel Baptista faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Daniel Baptista Daniel Kondo faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Daniel Kondo Daniel Suárez faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Daniel Suárez Décio Ramirez faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Décio Ramirez Douglas de França faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Douglas de França Ed Carlos faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Ed Carlos Eder Santos faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Eder Santos Edra faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Edra Fausto faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Fausto Fernandes faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Fernandes Fraga faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Fraga Fred faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Fred Gau faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Gau Gecelmo Oliveira faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Gecelmo Oliveira Gisele Henriques faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Gisele Henriques Glen Batoca faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Glen Batoca Jean Claude S Ribeiro faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Jean Claude S Ribeiro Jhota Melo faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Jhota Melo Joaquim Monteiro faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Joaquim Monteiro Jorginho faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Jorginho Jótah faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Jótah Julinho Sertão faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Julinho Sertão Júlio Cesar Delgado faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Júlio Cesar Delgado Kadu Farias faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Kadu Farias Leonardo Thomaz faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Leonardo Thomaz Luciano Giovani faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Luciano Giovani Magah faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Magah Marco Cortez faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Marco Cortez Marcos Vaz faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Marcos Vaz Mauro Miranda faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Mauro Miranda Mauro faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Mauro MIG faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/MIG Moisés faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Moisés MOR faz homenagem a Daniel Azulay 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Divulgação/Ligia Moscardini Moacir Torres faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Moacir Torres Paulo Arts faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Paulo Arts Rui Miranda faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Rui Miranda Trilho faz homenagem a Daniel Azulay Divulgação/Trilho
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‘Pearl Jam falava no estúdio sobre como o mundo ficou doido’, diz produtor de novo álbum
Ao G1, Josh Evans explica como versos raivosos de Eddie Vedder sobre mudanças climáticas e Trump refletem preocupação da banda com as notícias. Ouça trechos do disco ‘Gigaton’. "É estranho ver o que viraram as emoções desse disco nos últimos dias", diz Josh Evans, produtor do sombrio e raivoso "Gigaton", 11º álbum do Pearl Jam. Assim como a banda, Josh é de Seattle, cidade que foi o primeiro foco do coronavírus nos EUA. Isolado em casa, ele falou ao G1 pelo telefone. Eddie Vedder vocifera contra Donald Trump e um mundo em crise climática que "está ficando doido" no disco lançado na sexta-feira (27). Ele mal sabia que a loucura ia ficar ainda maior com a pandemia. Mas a trilha sombria, com alguns sinais de esperança, não deixa de ser adequada aos dias de hoje. Ouça acima o podcast G1 Ouviu sobre o novo disco do Pearl Jam e o legado do grunge. Pearl Jam Divulgação Josh, de 41 anos, estreia como produtor do Pearl Jam. O currículo não é muito estrelado, mas ele circula bem em Seattle e assinou produções do falecido Chris Cornell e da sua banda, o Soundgarden. Ela trabalha há anos com o Pearl Jam, "desde carregar caixas até pintar paredes do estúdio". É o primeiro trabalho da banda com outro produtor após 30 anos com Brendan O'Brien. Josh fala como profissional e fã: "Eu aprendi a tocar guitarra ouvindo discos do Pearl Jam".. Ele se sentia "roubando ideias" dos músicos. "Eu só repetia para eles o que me ensinaram". Leia a entrevista: G1 – Estrear com o Pearl Jam depois de 30 anos com o mesmo produtor te deixou nervoso? Josh Evans – Foi muito estranho. Meu histórico é de engenheiro de áudio. Mas nos últimos 10 anos eu trabalhei com a banda em outras coisas. Fiz desde carregar caixas e pintar paredes de estúdio a ser um roadie e técnico de teclado. Nos últimos cinco anos, trabalhei com discos solo deles. E aí, em janeiro de 2017, começaram a marcar sessões de estúdio. De início eu só ia ajudar a gravar a demo. Uma hora ficou claro que eram as músicas de verdade. Foi engraçado, eles nunca disseram: "você é o produtor". Só fui gravando. Josh Evans, produtor de 'Gigaton', do Pearl Jam Divulgação G1 – Então como foi quando você descobriu que era o produtor do disco? Josh Evans – Foi aterrorizante e gratificante. Fiquei assustado em ter essa responsabilidade. Mas tive sorte de eles terem confiado em mim. Eu nasci em 1978, em Seattle, então era adolescente quando o grunge estava acontecendo. Eu fui a muitos shows do Pearl Jam como fã quando garoto. Parece que estou trapaceando. Aprendi a tocar guitarra ouvindo Pearl Jam. Agora o Mike [McCready] e o Stone [Gossard] me perguntam: "o que seria legal aqui?". Eu só penso no que eles me ensinaram. E eles falam "boa ideia." Nem é ideia minha, eu roubei deles. Só repito para eles 20 anos depois. G1 – Quanto tempo vocês passaram com esse disco? Josh Evans – Dois anos. Na abertura de "Retrograde", por exemplo, eu devo ter passado uns dois dias experimentando coisas diferentes, esticando partes de guitarras e mexendo no Pro-tools. É muito legal ter o luxo de ter esse tempo, horas incontáveis. G1 – Já existia o nome e a ideia de 'Gigaton' desde o começo? Parece tudo amarrado com os vocais, o baixo mais forte, as letras… Josh Evans – Eles me falaram o nome só depois. Não acho que foi intencional no começo. Mas Eddie e todos os membros pensam em tudo que está acontecendo no mundo. Eles não falaram: "vamos fazer um disco sobre mudanças climáticas, ou política". Era só o que estava na cabeça deles hoje em dia. É estranho ver o que viraram as emoções desse disco nos últimos dias. Não dava para prever. Eddie Vedder, do Pearl Jam, no show solo desta quarta-feira (28) no Citibank Hall, em São Paul Celso Tavares/G1 G1 – E vocês conversavam sobre essas coisas no estúdio? Josh Evans – Sim. Mas do mesmo jeito que todo mundo: você acorda, toma seu café, lê as notícias e fala: "Viu o que o Trump fez hoje? O que eles estão falando? Não acredito no que está acontecendo". O bom de uma banda como o Pearl Jam é que eles conseguem colocar essas emoções nas músicas. No estúdio nunca foi uma coisa direta tipo "estou bravo com o Trump, vamos escrever uma música sobre ele". Estávamos vivendo nesse mundo e tentando entendê-lo juntos. Mas como todo mundo, havia muita conversa no estúdio, todo dia, sobre como esse mundo ficou doido. Pearl Jam encerra apresentações do segundo dia do Lollapalooza 2018 sob o comando do vocalista Eddie Vedder Marcelo Brandt/G1 G1 – Sendo de Seattle, você concorda que eles estão fazendo um grunge maduro? Josh Evans – Para a gente em Seattle o termo grunge nunca significou muito, é uma coisa de pessoas de fora. Mas acho que tentamos manter a autenticidade, crueza e a honestidade desses artistas grunge. E sim, acho que tem uma uma maturidade. Eles foram corajosos, tentaram coisas diferentes. É o disco que esses cinco caras poderiam fazer hoje. É um registro dessa época de quem eles são, de um jeito que ninguém mais podia ter feito. G1 – A música 'Comes then goes' parece feita para um amigo de Eddie que morreu, e especulou-se que era Chris Cornell. Ele falou sobre isso? Josh Evans – Nunca falamos explicitamente sobre nenhuma letra. Mas a morte do Chris teve um enorme impacto sobre a banda – e em mim também. Eddie e Matt [Cameron] foram muito próximos dele. Acho que a morte dele influenciou elementos de todas as músicas. Como não poderia? Mas não acho que o Eddie é um compositor direto. A genialidade dele é pegar o que está acontecendo no mundo, na casa dele, no coração dele, nos vizinhos, incorporar nas letras e fazer isso se conectar com todos. Não sei onde está a influência do Chris, mas sei que está em todo lugar.
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Ali Wentworth testa positivo para coronavírus: ‘Nunca me senti tão doente’
Atriz americana falou sobre resultado do exame em seu Instagram e recebeu o apoio de famosos como Reese Witherspoon e Sarah Jessica Parker. Ali Wentworth testa positivo para coronavírus: 'Nunca me senti tão doente' Reprodução/Instagram A atriz americana Ali Wentworth testou positivo para a Covid-19. Em seu Instagram, Ali, de 55 anos, publicou uma foto em que aparece abatida e deitada em sua cama. Na legenda, ela fala sobre os sintomas da doença. “Testei positive para o coronavírus. Eu nunca me senti tão doente. Febre alta, uma dor no corpo terrível, peito pesado. Estou em quarentena por minha família. Isso é puro sofrimento." Após a publicação, Ali recebeu o carinho de fãs e famosos, incluindo as atrizes Sarah Jessica Parker e Reese Witherspoon. "Sinto muito, Ali. Tenho certeza que você está em boas mãos, mas envio meu amor", escreveu Sarah. “Ali. Por favor, descanse e fique bem. Enviando todo meu amor", disse Reese. Initial plugin text Initial plugin text
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Família faz adaptação de trilha de ‘Les Misérables’ e inclui versos sobre isolamento por coronavirus
No Reino Unido, os membros da família Marsh se uniram para criar e cantar paródia de 'One Day More' e vídeo viralizou. Família faz adaptação de trilha de 'Les Misérables' e inclui versos sobre isolamento por coronavirus Reprodução/Instagram Em casa, por conta do período de isolamento social para conter a disseminação do coronavírus, a família Marsh, do Reino Unido, uniu vozes para fazer uma adaptação no clássico "One Day More", que integra a trilha do musical Les Misérables. Os pais, junto aos quatro filhos, mudaram os versos da canção e inseriram novos trechos, usando o contexto do isolamento. Na nova versão, a mãe da família cita as compras on-line nesse período, enquanto um dos garotinhos sente falta das partidas de futebol e a irmã cita a saudade dos avós que estão longe dali sem saber usar o Skype para se comunicar. O uso do celular ao longo de todo o dia, as aulas virtuais da escola e a falta de cortes de cabelo também fizeram parte da paródia. Em entrevista a BBC, o pai da família Marsh explica que compilou na música as frustrações de cada um ao longo das últimas semanas e toda a experiência no isolamento em casa. "Isso foi um trabalho em equipe. Eu consegui aprender como colocar toda essa legenda no vídeo apenas duas semanas atrás", contou. Ele ainda falou sobre as inúmeras mensagens recebidas após o vídeo viralizar. “Estamos muito encantados de ver a positividade e as pessoas dizendo que nós levamos um sorriso nesse momento no qual é difícil sorrir.” Initial plugin text
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