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Discos para descobrir em casa – ‘Sujeito estranho’, Ney Matogrosso, 1980

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Capa do álbum 'Sujeito estranho', de Ney Matogrosso Vânia Toledo ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Sujeito estranho, Ney Matogrosso, 1980 ♪ Existem dois álbuns de Ney Matogrosso conhecidos somente pelos seguidores mais fiéis do cantor. Quem não vive tem medo da morte (1988) até fez jus ao ostracismo por conta dos equivocados arranjos da produção orquestrada por Marco Mazzola. Lançado oito anos antes, em 1980, Sujeito estranho merecia ter obtido mais exposição na época. Até porque o álbum ainda resulta interessante 40 anos após a edição original. Trata-se de álbum originado do show Seu tipo (1979), no qual Ney se apresentou pela primeira vez de cara limpa. Sete anos mais tarde, a retirada da fantasia seria aclamada no show O pescador de pérolas (1986). Mas foi no show Seu tipo que o cantor, pela primeira vez, confiou somente no poder da voz de contratenor. Com repertório composto basicamente por regravações, o álbum Sujeito estranho herdou músicas do roteiro do show Seu tipo. Das 11 músicas do álbum, somente duas eram inéditas em disco em 1980. Uma – Napoleão (alfinetada nos ditadores de plantão) – vinha com a assinatura de Luhli (1945 – 2018) e Lucina, amigas de Ney e compositoras associadas à trajetória do cantor deste antes da explosão do trio Secos & Molhados. A dupla também figurava no disco com Coração aprisionado (1979), lançada por Luli & Lucina no ano anterior. A outra inédita, Sujeito estranho, era de Oswaldo Montenegro, cantor e compositor que despontara em festival de 1979. A música Sujeito estranho explicitou a sexualidade do cantor, expondo sensualidade já amplificada no álbum anterior Seu tipo. Essa sensualidade também reverberou em Doce vampiro (1979), música da amiga simpatizante Rita Lee, fornecedora do primeiro hit radiofônico da carreira solo de Ney, Bandido corazón (1976). Orquestrado sem o tom tecnopop que começava a se insinuar na MPB, o álbum Sujeito estranho foi produzido pelo pianista e maestro uruguaio Miguel Cidras (1937 – 2008), autor do arranjo em clima da gafieira do samba-exaltação Rio de Janeiro (Isto é o meu Brasil) (Ary Barroso, 1950). Esse flash da era do rádio e a regravação do fado Barco negro (Caco Velho e Piratini em versão brasileira de David Mourão Ferreira, 1954) soaram até inusitados em disco que dialogava basicamente com a MPB dos anos 1970. Sempre atento aos sinais, Ney já deu voz no álbum a duas músicas de Angela RoRo, Balada da arrasada e Não há cabeça, ambas lançadas em 1979 (a primeira na voz da autora e a segunda em antológica gravação de Marina Lima). Guti Carvalho assinou a direção de produção deste disco em que Ney também regravou duas músicas lançadas em 1976 pelo grupo Os Doces Bárbaros. Um índio (Caetano Veloso) e O seu amor (Gilberto Gil) – esta bafejada pelo sopro da flauta (de Zé Carlos) que sobressaiu no envolvente arranjo de Miguel Cidras – são faixas que valorizaram o álbum. Sucesso do terceiro álbum do grupo Os Mutantes, Ando meio desligado (Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, 1970) completou o repertório deste disco ignorado pelo próprio Ney na época. É que, a bem da verdade, o cantor gravou o álbum Sujeito estranho para cumprir o contrato com a gravadora WEA e migrar para a então recém-aberta Ariola e, nessa companhia fonográfica, reencontrar o produtor Marco Mazzola. A estratégia deu certo do ponto de vista mercadológico. Na sequência, Mazzola foi o arquiteto dos dois álbuns, Ney Matogrosso (1981) e Mato Grosso (1982), mais bem-sucedidos da discografia solo de Ney Matogrosso. Dois grandes discos, justiça seja feita. O cantor embarcou na onda tecnopop com Mazzola até a fórmula se desgastar, em meados dos anos 1980, e Ney decidir tirar novamente a fantasia no recital O pescador de pérolas. Mas ficou na história este inquieto Sujeito estranho, joia rara da obra fonográfica do cantor.

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Cantor country Joe Diffie morre aos 61 anos por causa do coronavírus

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Ele foi diagnosticado na sexta-feira (27) e morreu neste domingo (29). Cantor ganhou um Grammy e teve mais de 20 músicas no top 10 das rádios country dos EUA. Joe Diffie Divulgação O cantor country Joe Diffie morreu aos 61 anos neste domingo (29) nos EUA, por causa do novo coronavírus. Ele havia sido diagnosticado na sexta-feira (27). Joe Diffie teve uma carreira de sucesso nos EUA nos anos 90. Ele ganhou um Grammy em 1998 com a faixa Same Old Train", com Marty Stuart. Ele lançou mais de 13 discos e emplacou 20 faixas no top 10 das paradas country nos EUA, como "Home," "Ships That Don't Come In," "If The Devil Danced," "John Deere Green", "Pickup man" e "Honky Tonk Attitude." Initial plugin text

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Fernanda Paes Leme anuncia alta médica após contaminação por coronavírus: ‘sorriso tá largo’

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Em postagem, atriz diz ainda: 'não posso mais transmitir o corona a ninguém'. Fernanda testou positivo para a Covid-19 após participar de festa de casamento de irmã de Gabriela Pugliesi. A atriz Fernanda Paes Leme fez uma postagem neste domingo (29) em uma de suas redes sociais anunciando que recebeu alta médica após 14 dias de isolamento domiciliar devido ao coronavírus. Fernanda Paes Leme Reprodução/Instagram "Botei até vestido e o sorriso tá largo porque após 14 dias desde o primeiros sintoma, em isolamento domiciliar e agora assintomática, estou de alta médica. Não posso mais transmitir o corona a ninguém", disse em um dos trechos. Fernanda também afirmou que está aliviada , mas não tranquila. "Saio de um isolamento e continuo de quarentena. Sigo nossa jornada de dúvidas, medos e incertezas com o mundo e comigo. Ainda irei fazer uma série de exames, quando tiver a oportunidade, para descobrir como estou por dentro, se existe uma consequência disso tudo". Initial plugin text A atriz agradeceu à família, amigos e aos vizinhos que deixaram comida na porta da casa dela durante o período de isolamento. "Meus vizinhos do bem, fofos e queridos que faziam brotar um sorriso no meu rosto a cada toque de campainha.", escreveu Fernanda. Há três dias, a atriz tinha relatado uma piora em alguns sintomas apresentados após ser diagnosticada com coronavírus. Fernanda testou positivo para a Covid-19 após participar do casamento da irmã da influencer Gabriela Pugliesi, na Bahia. Fernanda está no 14º dia de isolamento. Na ocasião, ela relatou dor de barriga e vômito. "E eu achando que tava acabando. Mas está acabando. Estou no 14º dia de confinamento, mas faltam dois dias”, afirmou. Fernanda, explicou que se isolou antes de apresentar os primeiros sintomas da doença.

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Ator David Schramm, da série ‘Wings’, morre aos 73 anos nos EUA

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Motivo da morte não foi anunciado até a noite deste domingo (29). Ele interpretou o personagem Roy Biggins na série de TV nos anos 90 nos EUA. David Schramm Divulgação O ator David Schramm, que ficou conhecido nos EUA com o personagem Roy Biggins na série de TV "Wings", morreu aos 73 anos, disse neste domingo (29) o site especializado "Deadline". A causa da morte não foi divulgada até a publicação desta reportagem. A série de TV, que ganhou no Brasil o título "De Pernas Pro Ar", foi produzida entre 1990 e 1997, com sucesso nos EUA. David Schramm também atuou em produções como a série limitada "Kennedy" (1983) e o filme "Um rosto sem passado" (1989).

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‘La casa de papel’ chega à última temporada com fórmula repetida e troca de casais; G1 já viu

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Quarta parte tem menos ação e violência e mais ‘terror psicológico’. Trama tira foco do plano inicial. Temporada final estreia nesta sexta (3) com personagem transexual. 'La Casa de Papel': assista ao trailer da 4ª temporada Nada na quarta parte de “La casa de papel” é exatamente novo. O assalto já foi explicado na terceira temporada e a maneira de conduzi-lo é a mesma já vista na série inteira. Mas o truque do roteiro para tornar o desfecho interessante é brincar com tempo e espaço e desconstruir certezas a cada par de episódios. A última temporada da série espanhola chega à Netflix nesta sexta-feira (3). O plano de assalto, tão bem desenvolvido na Casa da Moeda, onde se passaram as duas primeiras temporadas, tem menos destaque no Banco da Espanha, onde a turma de assaltantes tenta roubar as reservas nacionais de ouro. Na terceira temporada, que conta a primeira parte desta história, o bando está milionário e vivendo em pequenos paraísos, mas volta a se juntar para resgatar Rio, capturado após um deslize. Cena da quarta temporada de 'La Casa de Papel' Divulgação A prisão e a tortura de Rio são transformadas pelos personagens em uma afronta aos direitos humanos. Para negociar com o estado, eles invadem o Banco da Espanha, onde está guardado o ouro do país. Nesta última, todo mundo está perdido, um membro do grupo está entre a vida e a morte, uma peça importante do bando de assaltantes se rebela e o professor já não tem controle sobre a situação. Além de conduzirem um assalto com reféns na principal instituição financeira espanhola, eles ainda lidam com muita pressão pessoal e emocional. Quem acompanha a série desde o início pode chegar à temporada final achando que já conhece tudo sobre os personagens e o mecanismo de suas ações. E é aí que a equipe quer fisgar o espectador. As sequências de ação e violência ainda existem, mas demoram a chegar. Primeiro, há muitas doses de um terror psicológico que traz profundidade aos personagens e sentido às ações. Há também trocas de casais e criação de novos laços entre os personagens. São nessas pequenas pausas humanas que a série cresce. O matriarcado e 'otras cositas' O matriarcado declarado por Nairobi na segunda temporada finalmente dá seus sinais. O comando da operação fica, por uma parte do tempo, com Tokio. E as mulheres têm papéis importantes na dinâmica do assalto. As personagens femininas estão o tempo todo, mas sem forçar, falando sobre violência de gênero, maternidade e sexualização da mulher. São momentos curtos, mas interessantes porque mostram um pouco de com está o debate a luta feminista na Espanha. Entre os novos personagens, o grande destaque é uma mulher transexual, com uma fala comovente sobre aceitação e um papel que cresce durante a temporada. O criador da série, Alex Pina, admitiu ter tirado o pé do acelerador. “Nesta quarta temporada, o que propomos é parar um pouco, abaixar a velocidade para poder saborear alguns personagens drasticamente”, disse em entrevista ao portal mexicano Estilo DF. A sensação é de que a maioria dos personagens entrou nessa temporada com as entranhas de fora. Aos fãs, cabe embarcar na viagem proposta pela equipe e aproveitar a última dose do caos proporcionado pela série.

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Júlio Andrade se despede de ‘1 contra todos’ e fala sobre novelas, isolamento e ‘Sob pressão’

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Em entrevista ao G1, ator comenta última temporada do anti-herói e defende futuro da série sobre médicos: 'certeza de ser a hora errada'. Júlio de Andrade têm levado uma vida agitada nos últimos dois anos. Além de estrelar duas séries de sucesso ao mesmo tempo, o ator gaúcho de 43 anos também participou de uma novela, "Amor de mãe", e de dois filmes. Em 2020, ele se despede do anti-herói de "1 contra todos", aguarda o futuro de "Sob pressão" e se prepara para um novo trabalho, um seriado sobre o sociólogo Betinho no Globoplay. "Essa perspectiva do Betinho tem me deixado muito empolgado, porque acho um personagem muito importante da nossa história que muita gente não conhece, principalmente a nova geração", afirma Andrade em entrevista ao G1. O ator atualmente está em sua casa, em São Paulo, na qual enfrenta o isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus. Em conversa pelo telefone, ele falou também sobre o último ano de "1 contra todos", que estreou nesta sexta-feira (27), as próximas temporadas de "Sob pressão", cujo fim foi cancelado após apelo do público, por que não gosta de fazer novelas e como escolhe trabalhos. "A novela tem uma coisa. É perigoso falar isso, mas ela se dá pela audiência. E para mim, como ator, eu gosto de construir um personagem do começo ao fim. Então essa coisa de um personagem que pode ir para um lado, pode ir para o outro, não é muito pra mim." Leia a entrevista inteira abaixo: Júlio Andrade em cena de 'Sob pressão' Divulgação G1 – O que anda fazendo nessa época de isolamento? Está em casa? Júlio Andrade – Me sinto muito privilegiado de poder estar em casa, e de poder dar esse tempo até as coisas melhorarem. Estou naquele ócio criativo, aquela coisa de ficar pensando no que fazer nessa situação. O que você como pessoa pública pode fazer para contribuir e expor sua opinião quanto a isso. E uma situação de impotência por não ter vivido nada parecido. Ainda mais na situação política do nosso país, que na minha opinião vai contra os princípios básicos de humanidade, de falta de preocupação real com o que realmente importa, o planeta, as pessoas, o cotidiano das pessoas, o emprego das pessoas. Cansado dessa briga política nesse momento em que o mundo precisa muito cair na real e ver que o que vai salvar é a ação. É que eu estou muito engajado também nessa questão do Betinho, que era um cara que agia sem nenhum vínculo político, sem nenhuma empresa. Era uma questão do povo, né. O povo se dispunha a pegar um quilo de alimento para levar em um lugar para ajudar. E você está nessa situação que não tem nem máscara ou álcool doados para poder ajudar o povo. João Fernandes e Júlio Andrade em cena de '1 contra todos' Divulgação/Fox G1 – Mas vamos falar de "1 contra todos". A última temporada estreou sexta. Como você avalia a evolução do Cadu ao longo dessas quatro temporadas, saindo de um defensor injustiçado até se tornar o chefe de um cartel? Júlio Andrade – Eu acho que desde o princípio do projeto, a gente tinha como principal fio condutor a ética e o caráter de um personagem que não se corrompia, por não ser culpado de nada. A gente conseguiu nas duas, três primeiras temporadas, mas acho que todo mundo ao redor dele se contaminou com o poder de um personagem, como ele foi ganhando poder e como isso influencia na vida dele. Mas nunca perdendo aquele Cadu. A gente tinha todo um cuidado para não deixar ele se corromper por completo, porque ele tem toda essa questão da família, né. Essa temporada ele começa até tentando se descontaminar dessa história do tráfico, que ele construiu junto com o pepe, e tentar voltar às origens da família, tentar reconstruir uma nova família. Mas aí é o Cadu, né. Se ele se desse bem não teria série. Então logo no começo não daria certo. E a série é essa tensão, né. Essa tensão que eu fico filmando e que as pessoas sentem assistindo. É a proposta também de uma série de ação, e eu quis de brincar um pouco disso, de ser um anti-herói. Marlon Moreno e Júlio Andrade em cena de '1 contra todos' Divulgação E deu super certo, porque eu acho que todo esse reconhecimento e esses prêmios se dão também a uma equipe muito talentosa, um diretor extremamente firme, o Breno (Silveira), que sabe o que quer. É um maestro. Um cara que me ensina muito, me ensinou muito sobre cinema, sobre fotografia. É um grande professor de cinema. Deu uma liga muito massa assim também, em relação aos personagens, que são personagens bem construídos, todos, principalmente os da primeira temporada. Alguns até seguem com a gente nas outras, muito ricos. E atores muito talentosos também. Porque quando a gente está trabalhando a galera chega muito nessa energia de jogo e de troca. É todo mundo junto. Todo mundo batendo bola junto. Júlio Andrade, Erasmo Carlos, Seu Jorge e Lee Taylor em cena de 'Paraíso Perdido' Divulgação G1 – A série é com certeza muito diferente de todas as coisas que você tem feito ultimamente, e são muitas. Isso te ajuda a se manter interessado na atuação ou é um desafio a mais? Júlio Andrade – Isso foi até uma escolha minha. Meu maior medo é ficar estigmatizado em um personagem só, sabe. Isso é algo que eu procuro muito a cada personagem. Procuro sempre o desafio. Tem a ver com isso também. Eu preciso ser desafiado. Tem personagem que cai na minha mão e eu aceito de bate-pronto. O Betinho foi assim. O cara ligou e eu falei: "eu quero e é meu". Tem outros que eu penso mais. "Será que é isso que eu quero?" Eu lembro que no meio de "Sob pressão" e "1 contra todos", tinha ali um tempinho vago, fui convidado para fazer o filme da Monique Gardenberg ("Paraíso perdido"). E eu aceitei, porque estava precisando de uma coisa leve. De uma história de amor, de uma família, que tinha uma boate. Eu estava precisando contar aquela história naquele momento. Vou meio nessa pilha assim, entendendo o que eu quero fazer, o que eu quero contar. Porque é uma imersão muito profunda, sabe. Eu não estou de bobeira. Quando eu entro em um projeto, não é pela grana, não é pela fama, estou preocupado que as pessoas embarquem na história, e pra isso acontecer eu preciso estar 100% comprometido. Leandro Hassum e Júlio Andrade em cena de 'Malasartes e o duelo com a Morte' Divulgação G1 – Por que decidiram encerrar a série agora? É importante saber a hora de terminar? Júlio Andrade – Acho que foi um combinado meio que entre a gente. Aconteceu também naturalmente. Acho que tanto da minha parte quanto do Breno e de outras pessoas da equipe. Claro que a gente deixa de fazer um trabalho com um pesar assim gigante, porque a gente também apostou em um veículo que a gente não está acostumado. A gente não está familiarizado. Essa questão de ficar quatro anos fazendo um personagem é a primeira que acontece comigo, assim como foi com o "Sob pressão". Foi uma escolha minha. Eu quis embarcar. Assim como foi com as novelas. Eu fui lá fiz duas novelas, para entender que eu não gosto de fazer aquilo. Acho legal, dou o maior valor. Aplaudo muito quem consegue fazer bem, porque é um ambiente muito difícil, salvo algumas exceções. Júlio Andrade, Adriana Esteves e Chay Suede em cena de 'Amor de mãe' Reprodução/Globo Mas a gente apostou em uma série, sem saber onde ia dar. E agora acabar essa série, de sucesso, que nos levou ao Emmy, que levou muita gente para a frente da televisão, deixar esse trabalho, eu nem sei. Porque é uma coisa que eu ainda estou vivendo agora. Porque com o "Sob pressão" a gente estava pronto pra acabar e lá pelo menos a gente tinha a certeza de era a hora errada, entendeu? Tanto que eu acho que houve uma resposta do público de imediato. Eu acho que é um tema que ainda tem muito a ser falado. Não que eu não ache que o "1 contra todos" não pudesse dar mais temporadas. É um personagem cativante, uma situação extrema, que prende a atenção das pessoas. Mas a minha opinião é que o Cadu, eu não sei, eu não tenho na minha cabeça para onde ele iria mais. Até brinquei outro dia.Ele iria para a lua, sabe? Vender drogas na lua. Mas também, vai saber? A vida é tão maluca. Vai que daqui uns anos a galera resolve voltar e eu estou lá velho e me chamam. Personagem de Julio Andrade na série 'Sob pressão' Reprodução/TV Globo G1 – Mas explica melhor. Por que você não gosta de fazer novelas? O tempo da novela é um pouco longo demais. E a novela tem uma coisa — é meio perigoso falar isso — que é que ela se dá pela audiência. E, para mim como ator, eu gosto de construir um personagem, do começo ao fim. Então essa coisa de um personagem que pode ir para um lado, pode ir para o outro, não é muito para mim. E é muito rápido, sabe. Um ritmo muito frenético para mim. É uma coisa mesmo de construção de personagem. Eu falo isso mas vai saber. Um dia pinta um personagem incrível em uma novela e, vai saber, eu posso voltar atrás e fazer uma. Quem me chama pra fazer são os personagens. O ator Julio Andrade, que dá vida a Gonzaguinha no filme de Breno Silveira: semelhança com o cantor asssutou até a família João Linhares/Divulgação G1 – Do que você vai sentir mais falta da produção? Júlio Andrade – A primeira coisa que me vem à cabeça é de trabalhar com meu parceiro Breno Silveira e com toda a galera que a gente juntou para fazer esse projeto. Ao mesmo tempo, eu como um ator nômade, prefiro embarcar em uma outra viagem, sabe? Acho que vou sentir uma saudade, mas é uma saudade boa, de um tempo que teve o seu fim. E espero que essa temporada seja muito curtida, porque ela foi feita com muito carinho e muito cuidado. E muito frenética também, porque a gente fez em muito pouco tempo. G1 – Com o sucesso de "1 contra todos" e "Sob pressão", como tem equilibrado as propostas para novos projetos e os compromissos que já tem? Júlio Andrade – As coisas que me oferecem na maioria das vezes são coisas muito incríveis. De pensar: "caramba, estou deixando de fazer isso". Ao mesmo tempo, eu me propus a essa aventura. Eu estou no lugar em que eu queria estar. Essa perspectiva do Betinho tem me deixado muito empolgado, porque acho um personagem muito importante da nossa história que muita gente não conhece, principalmente a nova geração. Cada trabalho que eu escolho, eu penso muito antes de escolher. Quando pintam trabalhos incríveis, penso que eu escolhi fazer isso, então não sofro muito com isso. Esse ano por exemplo é um ano diferente, que eu me proponho de tentar fazer um pouco mais com essa popularidade que eu tenho, com esse alcance que eu tenho, de fazer mesmo ações, como o Betinho fazia. O Betinho tinha essa ação de cidadania, pessoas ajudando pessoas, e eu quero fazer isso também , até pra aproveitar a notoriedade que eu tenho. Então é isso, tenho a perspectiva de mais duas temporadas do "Sob pressão", e essa série do Betinho, que era pra acontecer antes, mas agora com tudo isso eu não sei.

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Gusttavo Lima promete 2ª edição do ‘Buteco em Casa’ para 11 de abril, após live de 5 horas

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

No sábado (28), sertanejo fez transmissão ao vivo de show em sua casa via Youtube. Jorge e Mateus também confirmaram show on-line em breve e Marília Mendonça relatou pressão. Após live de 5 horas de duração, Gusttavo Lima promete 2ª edição para 11 de abril
Gusttavo Lima confirmou a segunda edição do "Buteco em Casa". O cantor sertanejo realizou a transmissão da primeira sessão do show on-line direto de sua casa, no sábado (28), ao longo de cinco horas. Agora, Gusttavo promete repetir a dose no dia 11 de abril.
O cantor contou a novidade em seu Instagram, onde também revelou ter sofrido com a ressaca após a primeira edição da live.
"Que ressaca, meus amigos. Nunca mais eu vou beber, prometo. Preciso de um boldo urgente", comentou o cantor.
"Passando pra agradecer cada um de vocês. E já deixar registrado aqui: ‘buteco em casa segunda sessão’ ocorrerá 11 de abril, daqui duas semanas aqui em casa de novo. Vou montar um repertório maravilhoso e vai ser diferente."
O cantor deixou o vídeo da primeira edição disponível no Youtube e na manhã desta segunda-feira (30) ainda aparecia como o primeiro mais visto no Youtube e contava com mais de 13 milhões de visualizações.
Após a live de Gusttavo Lima, os fãs começaram uma campanha para Jorge e Mateus também fazer uma transmissão on-line e a dupla sertaneja confirmou. Eles ainda não divulgaram a data.
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Marília Mendonça, uma das primeiras a realizar lives nesse período de isolamento por causa do coronavírus, comentou que também está sendo cobrada pelos fãs.
"Tá feliz, Gusttavo Lima, a pressão que eu tô sofrendo. Você inflacionou o mercado das lives, cara", escreveu a cantora em suas redes sociais.

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Ken Shimura, comediante japonês, morre aos 70 anos após ser diagnosticado com coronavírus

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Ator estava internado desde 20 de março. Segundo seus agentes, ele apresentou sintomas de uma severa pneumonia. Ken Shimura, comediante japonês, morre aos 70 anos após ser diagnosticado com coronavírus Reprodução/Facebook O comediante japonês Ken Shimura morreu na noite deste domingo (29), aos 70 anos, após ser diagnosticado com coronavírus. Segundo seus agentes, Ken apresentou sintomas de uma severa pneumonia. Em 17 de março, ele relatou cansaço e, três dias depois, foi hospitalizado. O ator testou positivo para a Covid-19 em 23 de março, se tornando a primeira celebridade no Japão a ser diagnosticada com a doença, segundo a imprensa internacional. Ken era presença constante nos programas da TV japonesa, aparecendo com frequência nas atrações de variedades. Ele era descrito como "Robin Williams do Japão". O ator começou sua carreira na comédia em 1974 e, em uma de suas entrevistas, disse que se inspirava no comediante americano Jerry Lewis. Ken Shimura estava escalado para estrelar o próximo filme do cineasta Yoji Yamada, "God of Cinema". O estúdio Shochiku, responsável pelo longa, adiou a produção por tempo indeterminado.

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Trilha para quarentena : G1 indica álbuns lançados no isolamento, de Pabllo Vittar a Pearl Jam

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

G1 comenta lançamentos para ouvir boa música em casa: Pearl Jam faz grunge maduro, Dua Lipa faz pérola pop, Pabllo une trance e louvor, novo rap brasileiro brilha com Djonga e Orochi. Eddie Vedder, do Pearl Jam (esquerda) e Pabllo Vittar, que lançaram bons discos durante o período do isolamento social por causa do coronavírus Divulgação Os discos lançados durante os primeiros dias de isolamento social por causa do coronavírus dão chances de ouvir boa música em casa. No rock, o Pearl Jam lançou seu disco mais elogiado em mais de vinte anos, "Gigaton". No pop, Dua Lipa é um fenômeno entre a crítica gringa com "Future nostalgia". No pop nacional, Pabllo Vittar se destaca com faixa ousada ao unir louvor e trance, "Rajadão". O rap do Brasil tem lançamentos de dois novos ídolos atrevidos, Orochi e Djonga. Ainda teve Childish Gambino, The Weeknd, Letrux, faixas novas de Ludmilla pagodeira… Pearl Jam "Gigaton", primeiro disco do Pearl Jam em sete anos, não disfarça a passagem do tempo. A banda está em compasso com a atualidade, seja em músicas raivosas sobre política e um planeta sombrio, seja em reflexões sobre o envelhecimento. No site Metacritic, que agrega as notas das principais resenhas dos veículos internacionais, o disco está com a melhor avaliação desde "Binaural" (2000), que foi o primeiro compilado. Ou seja, o trabalho do Pearl Jam mais elogiado em ao menos vinte anos. Ouça o podcast acima e leia mais. Pearl Jam Divulgação Dua Lipa "Future Nostalgia" faz valer o título. São onze músicas retrô futuristas, que reimaginam a música dançante dos anos 70 e 80. Dua é uma das maiores apostas da música pop, mas com algo a dizer, desde que surgiu com "New Rules", em 2017. No agregador de resenhas Metacritic, o disco está com a nota 89 em 100, uma das mais altas entre todos os lançamentos do ano. Leia mais. Capa do álbum 'Future Nostalgia' de Dua Lipa Divulgação Pabllo Vittar A cantora lançou novas faixas do disco "111", e o grande destaque é Rajadão (Arthur Marques, Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu), música aliciante em cuja introdução dá para perceber a potência vocal de Pabllo Vittar, por vezes abafada entre beats eletrônicos. É uma ousada mistura de trance e louvor laico. Leia mais. Capa do disco '111', de Pabllo Vittar Divulgação Rap nacional: Djonga e Orochi Djonga não quer andar na linha. Em seu quarto disco, "Histórias da minha área", ele faz rap com um vocal rasgado que parece de funk melódico – "das antigas, proibidão, de bandido mesmo", ele define. O rapper não quer seguir padrões de estilo e nem ditar regras sociais. Leia entrevista. Djonga disse no podcast G1 Ouviu que não conseguia nem contar quantos shows tinha cancelado por causa do coronavírus. Ele disse que contava com a renda de streaming para tentar amenizar. Ouça: Outro MC que renova a cena de rap do Brasil, Orochi, lançou na sexta-feira (27) seu álbum de estreia, "Celebridade". Ele também segue uma linha atrevida e é um fenômeno no YouTube, com mais de 200 milhões de visualizções. Sobre o timing do lançamento, Orochi diz ao G1: "É hora de pensar como usar a minha voz para conscientizar o meu círculo de pessoas diante dessa calamidade. E o bom do isolamento é que a mensagem vai chegar com poucas interferências, cada um vai poder ouvir com calma tudo o que eu quero dizer em cada verso das músicas." "Por conta da quarentena, preciso divulgar mais o material nas redes sociais. Como eu comecei cedo no rap, tenho um público que me segue e que gosta do meu trabalho há um tempo. Preciso valorizar isso e trabalhar mais o meu contato com eles", ele afirma. Orochi Pedro Darua / Divulgação E mais… A maior audiência de streaming nos EUA neste período é de "After hours", do The Weeknd, mas na sexta-feira (27) ele passou a ser ameaçado por "3.15.20", de Childish Gambino, além de Dua Lipa. No pop brasileiro, ainda teve o novo disco da Letrux, "Aos prantos" (leia mais) e as novas faixas da guinada pagodeira de Ludmilla (leia mais). Ludmilla Reprodução / Facebook Ludmilla

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Plácido Domingo é hospitalizado no México após ser diagnosticado com coronavírus

segunda-feira, 30 março 2020 por Administrador

Representante do tenor espanhol informou à CNN que ele 'está bem e respondendo ao tratamento'. Plácido Domingo participa de evento em NovaYork, em 2018 Reuters/Shannon Stapleton Plácido Domingo foi hospitalizado em um hospital em Acapulco, no México, com complicações relacionadas ao coronavirus. O cantor de 79 anos foi diagnosticado com a doença na última semana. O representante do tenor espanhol informou à CNN que “ele está indo bem e respondendo ao tratamento”. Plácido Domingo anunciou em seu Facebook que foi diagnosticado com coronavírus e publicou um comunicado em suas redes sociais, no domingo (22). "Sinto que é meu dever moral anunciar que testei positivo para o COVID19, o vírus Corona. Minha família e eu estamos todos em auto-isolamento pelo tempo que for considerado clinicamente necessário", disse ele. LISTA de famosos com coronavírus

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