‘Gartic’ cresce 1600% durante quarentena: veja dicas para game de desenho para celulares
Número de downloads passou de 5 mil por dia para 80 mil em uma semana por causa de isolamento. Jogo brasileiro se tornou um dos mais baixados entre Androids e iPhones. Veja trailer de 'Gartic' O jogo brasileiro Gartic se tornou um dos mais baixados entre games para celulares no país desde o dia 17, com a intensificação de medidas de distanciamento social motivadas na pandemia do novo coronavírus. Foi um crescimento de 5 mil downloads por dia em média para cerca de 80 mil — um salto de 1.600% em uma semana. Assista ao trailer acima. O aumento foi suficiente para colocar o app de adivinhação e desenhos em 13º entre os games gratuitos na loja de aplicativos do Google e em 2º, depois de alguns dias na liderança, entre iPhones nesta quinta-feira (26). Desenvolvido pelo estúdio mineiro Onrizon em 2008, o jogo reúne pessoas que devem adivinhar qual palavra uma delas está tentando desenhar em um tempo limitado. Ganham pontos aqueles que acertarem, e aqueles que conseguirem transmitir a ideia com seus traços. Lançado originalmente para o navegador de computadores, o game só ganhou a versão para smartphones em 2013. Desde então, chegou a ficar conhecido com ações com youtubers e influenciadores do meio, mas nunca tinha passado por uma explosão tão repentina de popularidade. "Semana passada, com o início da quarentena, foi como se todos decidissem jogar ao mesmo tempo", conta ao G1 o presidente executivo e fundado do Onrizon, Henrique Moreira. "Não esperávamos esse movimento todo. Fomos pegos de surpresa. E o pior: da noite pro dia. Por conta disto estamos virados aqui." Com o aumento, os servidores do "Gartic" original têm sofrido. Por isso a empresa tem direcionado os jogadores ao "Gartic.io", versão internacional do game. Segundo Moreira, ele tem uma capacidade melhor para atender a nova demanda – e também está disponível em português. Pessoas têm que adivinhar palavras a partir de desenhos em 'Gartic' Reprodução Aproximando pessoas "Estava procurando jogos fáceis para interagir com amigos nessa quarentena e uma amiga sugeriu o 'Gartic'", afirma a analista de dados Larissa Lautert, de 32 anos. Na última sexta-feira (20), um grupo de 10 a 15 colegas de trabalho jogaram por cerca de duas horas. Ela diz que reunir o pessoal ajuda a afastar o sentimento de isolamento, tanto que até quem não tinha o hábito de se encontrar para jogar antes participou. "Agora, como quase ninguém mais tem compromisso depois do trabalho, a adesão foi maior", conta."Foi bem divertido. Fizemos uma call só com áudio ao mesmo tempo para rir e comentar os desenhos." É possível dar dicas por menos pontos em 'Gartic' Reprodução Nostalgia A ideia da aproximação atraiu também Mariana Rizardi, de 25 anos. Além de jogar com os amigos, ela tem indicado o "Gartic" para colegas da ONG onde é voluntária, a Todxs. "Nosso trabalho sempre foi remoto, então a gente sempre enfrentou essa barreira de estar de alguma forma isolados um do outro. Esse tipo de atividade, de criar uma proximidade, já era um desafio, já era muito importante", diz ela. "Está virando quase que uma coisa institucional lá. Já mandei até e-mail corporativo chamando para grupos." Para Rizardi, o jogo permite que os jogadores se conheçam melhor. "O 'Gartic' tem uma coisa primeiramente nostálgica, de jogos de quando a gente era menor mesmo e tinha esse contato próximo com amigos. Essa nostalgia traz uma coisa familiar, de contato próximo, de amizade que é bastante forte." Pessoas devem adivinhar o que o jogador está desenhando em 'Gartic' Reprodução Cuidado com as crianças Desde início das medidas de isolamento, o pequeno estúdio observou um público um pouco mais velho do que o habitual. Por isso, é importante que os pais fiquem de olho na hora em que suas crianças estiverem jogando, como faz Gustavo Brazzalle com seu filho, Bernardo, de 8 anos. "De vez em quando entram alguma pessoas que pelo apelido já dá pra ver que têm umas ideias erradas. Por isso que o ideal dos cuidados com crianças é estar 100% do tempo junto", diz ele. "Em geral, é de boa. Entra numa sala, acompanha, é uma criançada. Principalmente nas salas que ele entra, acho que depende muito do tipo. Ele gosta de entrar em temas mais simples, como 'Minecraft'." Os desenhos nem sempre são fáceis em 'Gartic' Reprodução Dicas para jogar Para quem quer conhecer o jogo, Moreira dá algumas dicas: Criar uma conta para jogar, já que há salas que diferenciam anônimos de cadastrados, que geralmente levam mais a sério; Procurar sempre desenhar o mais simples possível, pois facilita o entendimento para todos. "Muitas pessoas se preocupam muito em desenhar algo perfeito, daí o tempo não é suficiente e perdem a chance de obter pontos"; Lembrar que não é permitido desenhar letras ou números no jogo. E denunciar quem faz isso, já que a rodada é cancelada se metade das pessoas denunciarem. Já Mariana, grande fã do game, também tem conselhos: Se entregue pro jogo, sem distrações. Usar pra se divertir e se conectar; Usar cores. "Fica muito mais fácil de entender"; Se forem palavras compostas, vale fazer mais de um desenho e usar setas, guiando os demais; Cuidado com as salas sobre alimentos. Eles tendem a ser bem específicos.
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Shows em casa: veja programação de ‘lives’ musicais nesta sexta-feira (27)
Tem live o dia todo de vários estilos: Dua Lipa, Marília Mendonça, Miley Cyrus, Léo Santana, Diplo, Valesca Popozuda, Emicida e festival do TikTok com Alicia Keys, DJ Khaled e outros; veja lista. Marília Mendonça Divulgação Seria difícil achar um festival de música com tanta variedade para ver shows o dia inteiro. A programação musical de lives, transmissões ao vivo na internet, está cheia nesta sexta-feira (27). O G1 lista mais de 30 entre as principais lives desta sexta; veja abaixo. Os destaques do dia são a live da cantora Dua Lipa, que fala sobre seu novo disco, "Future Nostalgia", e um festival no app TikTok com Alicia Keys, Troye Sivan, DJ Khaled e outros. No Brasil, Marília Mendonça mostra "Todos os cantos em casa". Também continuam as séries #TamoJunto, #FicoEmCasaBR e #MúsicaEmCasa (clique nos nomes para ver a programação completa). O bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. Na tentativa e erro, as transmissões apontam caminhos para a música pop em quarentena. O G1 fez um intensivão de lives e conversou sobre os desafios deste formato; leia. Todos os horários abaixo estão na hora de Brasília. Lives desta sexta-feira (27) Dua Lipa – 12h – Link Ópera de Viena – Le nozze di Figaro – 14h – Link Sofi Tukker – 14h – Link Chico César (FicoEmCasaBR) – 14h – Link Tinashe – 15h – Link Miley Cyrus – 15h30 – Link Miley Cyrus durante apresentação no iHeartRadio Music Festival Kevin Winter/Getty Images for iHeartMedia/AFP Roberta Sá (TamoJunto) – 16h30 – Link Emicida (FicoEmCasaBR) – 17h30 – Link Paula Fernandes (TamoJunto) – 18h – Link Peter Bjorn and John (em maratona com outros artistas suecos) – 18h – Link Brendan Benson – 18h20 – Link Christine and the Queens – 19h – Link Leila Pinheiro (TamoJunto) – 19h – Link Léo Santana – 20h – Link Léo Santana no último dia do carnaval de Salvador Joilson César/Ag Haack Ben Gibbard – Death Cab for Cutie – 20h – Link Tim Bernardes (TamoJunto) – 20h – Link Alicia Keys, Jason Derulo, Megan Thee Stallion, Troye Sivan, Meghan Trainor, Yungblud, Hailee Steinfeld, Lauv, Kelsea Ballerini e DJ Khaled (não foram anunciados os horários de cada um) – 21h – No app TikTok – saiba mais no link Duda Beat (TamoJunto) – 21h – Link Marília Mendonça – 21h – Link A cantora pop recifense Duda Beat Duda Beat/Divulgação Zelia Duncan (TamoJunto) – 21h30 – Link Lucas Silveira, do Fresno (FicoEmCasaBR) – 22h – Link Valesca Popozuda (FicoEmCasaBR) – 22h30 – Link Paulo Miklos (FicoEmCasaBR) – 23h – Link Questlove – 23h – Link Disclosure – 23h – Link Diplo – Meia-noite – Link Diplo chega ao Grammy 2020 Frazer Harrison / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
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Pearl Jam reflete sobre mundo sombrio com Eddie Vedder raivoso e filosófico em ‘Gigaton’; G1 Ouviu
No 11º disco, primeiro em 7 anos, banda se atualiza com músicas pesadas sobre política e crise climática, mas também baladas sobre envelhecimento, morte e esperança; ouça podcast. "Gigaton", primeiro disco do Pearl Jam em sete anos, não disfarça a passagem do tempo. A banda está em compasso com a atualidade, seja em músicas raivosas sobre política e um planeta sombrio, seja em reflexões sobre o envelhecimento. O quinteto joga com empenho em campos que já domina – riffs do Who e baladas à Neil Young – e se arrisca em outros terrenos – pós-punk do tipo Talking Heads. Tudo se amarra por um contrabaixo especialmente forte, que traduz a unidade de força explosiva do título do álbum. Escute acima o podcast G1 Ouviu sobre o novo disco do Pearl Jam e o legado do grunge. Pearl Jam Divulgação O empenho é notável, mesmo que às vezes falte inspiração ou sobre pose de guru para Eddie Vedder, que esbarra no esoterismo. Mas o saldo é positivo. Só de chegar ao 30 anos de carreira e ao 11º disco com formação quase intocada e ao menos parte da energia inicial, é um feito. Na força do ódio Uma parte de "Gigaton", especialmente o início, é movida pela força do ódio. Aqui predominam as guitarras que emulam The Who, presentes em toda a carreira da banda, mas ainda mais claras no disco. A voz de Vedder, aos 55 anos, soa bem no disco (mais no sentido punk, expressiva e raivosa, do que na afinação perfeita de uma era pós-The Voice da qual a banda passou ao largo). As duas primeiras músicas, "Who ever said" e "Superblood Wolfmoon", são bons exemplos. A primeira tem guitarras da escola Pete Towshend, mas faz referência a outro clássico da época, "Satisfaction" dos Rolling Stones. A segunda segue na mesma linha musical, mas a letra cai para o tal lado esotérico, citando um fenômeno lunar e com o vocalista contemplativo: "Essa vida que eu amo esta passando muito rápido". Mas é na primeira faixa de trabalho, "Dance of the clairvoyants", que eles vão mais longe, além do rock clássico, do grunge e do punk – mais exatamente, no pós-punk, com baixo pulsante e Vedder cantando sobre "os números que não param de cair do calendário". Gritos políticos Nas letras, o principal alvo dos gritos de Vedder é o presidente dos EUA. Era algo até esperado, já que este é primeiro álbum do Pearl Jam após a eleição de Donald Trump. Ele é citado direta ou indiretamente em várias faixas. A capa menciona a crise climática, com uma geleira derretendo. Capa de 'Gigaton', do Pearl Jam Divulgação No country rock arrastado "Seven o'clock", Eddie cita líderes indígenas e chama o presidente de "m*rda em exercício". Na bela faixa de encerramento "River cross" ele fala de um governo que "mente e lucra enquanto nosso desejo desaparece". Mas o golpe mais direto é em "Quick escape", faixa pesada com coros tipo U2, em que ele canta que "procura um lugar que Trump ainda não tenha destruído". Eddie messias Vedder Além das faixas pesadas, o recheio do disco tem toques de folk e baladas reflexivas. Há um toque de esperança no meio do cenário difícil. Nessas, o disco perde um pouco de fôlego – as músicas em geral são longas, com 12 faixas em um total de quase uma hora. Eddie Vedder assume o tom de um messias de boas e más notícias. "Buckle up" tem dedilhado esquisito, um fundo macabro e os versos: "Tenho sangue em minhas mãos", "apertem os cintos". Já em "Alright", a mais Neil Young de todas, o profeta dá um alívio para tempos difíceis: "É ok dizer não, é ok ser uma decepção na sua casa, é ok desaparecer, ficar sozinho" etc. Pearl Jam encerra apresentações do segundo dia do Lollapalooza 2018 sob o comando do vocalista Eddie Vedder Marcelo Brandt/G1 Sobrevivente do grunge "Comes and goes" – cuja melodia lembra "It's all over now, baby blue", de Bob Dylan – segue na toada reflexiva com versos sobre um amigo que morreu – a banda nem é tão velha, mas é de uma geração assombrada por fins precoces, de Kurt Cobain a Chris Cornell. O disco termina bem, com duas faixas mais lentas com melodias bonitas: "Retrograde" e especialmente "River cross" (símbolo comum para a travessia do fim da vida), com Vedder trovador e batida simples e graves que deve funcionar ao vivo. O Pearl Jam conseguiu se renovar e seguir relevante, e fez isso sem fingir juventude nem ignorar que estamos em 2020.
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Em isolamento, cantora Pink tenta fazer corte de cabelo em casa após beber
'Talvez eu tente consertar isso esta noite', diz a cantora após mostrar o resultado em um vídeo publicado nas redes sociais. Em isolamento, cantora Pink tenta fazer corte de cabelo em casa após beber Reprodução/Instagram A cantora Pink aproveitou o período de isolamento por causa do coronavírus para mudar o visual. Em seu Instagram, a cantora compartilhou sua tentativa de fazer um novo corte após beber um pouco. "Eu não sei quanto vocês têm bebido ao longo dessa quarentena, mas eu decidi fazer disso um esporte, e gostaria de compartilhar com vocês o que eu fiz a noite passada", começou a cantora. Pink ainda disse: "Quando eu bebo, eu tenho muitas ideias, ideias brilhantes". "Na noite passada, eu tive uma ideia: 'eu posso cortar meu cabelo, eu posso muito cortar meu cabelo. Por que eu paguei alguém para fazer isso até hoje?’", questionou a cantora, para enfim tirar o gorro e mostrar o corte e a diferença do resultado entre um lado e outro da cabeça. "Olha o que eu fiz. O que você acha? É um bom visual?", questiona. "Eu acho que ficou ótimo. Estou tipo a Alyssa Milano agora? Charlize Theron? Eu não sei. Talvez eu tente consertar isso esta noite." Ao final do vídeo, a cantora ainda aconselha: "Se mantenham seguros, fiquem em casa. E cortem seus próprios cabelos, dane-se". Initial plugin text
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Discos para descobrir em casa – ‘Gal’, Gal Costa, 1992
Capa do álbum 'Gal', de Gal Costa Milton Montenegro ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Gal, Gal Costa, 1992 ♪ Se a diretoria artística da gravadora BMG-Ariola tivesse respeitado a vontade de Gal Costa e aceitado gravar o impactante show Plural (1990) para perpetuá-lo na íntegra em duplo álbum ao vivo, como desejava a cantora, o álbum Gal não teria vindo ao mundo em abril de 1992. O disco – um dos títulos menos ouvidos e badalados da obra fonográfica da artista – foi a resposta de Gal para a insensibilidade dos diretores da BMG. Álbum gravado em estúdio sob a batuta do produtor Marco Mazzola, Gal rebobina seis músicas presentes no roteiro do show Plural, mas ausentes no repertório do disco de estúdio também intitulado Plural e lançado pela cantora em 1990. Uma dessas músicas é Cordas de aço (Cartola, 1976), samba-canção cantado por Gal (como na abertura do show) somente com o toque do violão de Marco Pereira, músico que substituiu Raphael Rabello (1962 – 1995) no decorrer da temporada de Plural. Se o impacto do primoroso repertório foi menor em Gal, é porque faltou no álbum a fina costura alinhavada no roteiro do show pelo diretor Waly Salomão (1943 – 2003). Tanto que o nome de Waly figura no créditos do álbum quando a ficha técnica informa a relação de músicas extraídas do roteiro do show. Contudo, para quem não viu o show, fica difícil detectar na audição do álbum Gal que a ideia de alocar o samba Coisas nossas (Noel Rosa, 1932) ao lado da canção-manifesto Tropicália (Caetano Veloso, 1968) foi de Waly, para citar somente um exemplo. Aliás, o compositor Noel Rosa (1910 – 1933) figura em dose dupla no repertório do álbum Gal. Além de Coisas nossas, Gal grava o samba-canção Feitio de oração (1933), obra-prima da parceria do Poeta da Vila com Vadico (1910 – 1962). O arranjo é embalado por cordas orquestradas pelo maestro Chiquinho de Moraes. Tais cordas também adornam a abordagem suntuosa, em clima de bossa, de Caminhos cruzados (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958) com o pecado de por vezes ofuscar o toque do piano de Tom Jobim (1927 – 1994). A temperatura esquenta com a Rumba de Jacarepaguá (Haroldo Barbosa, 1947), lembrança do repertório de Emilinha Borba (1923 – 2005) que ecoa no álbum a Gal tropical do fim da década de 1970 e começo dos anos 1980. Com latinidade vivaz, a rumba era herança do show Plural – assim como Revolta Olodum (José Olissan e Domingos Sérgio, 1989), gravada no disco com a base rítmica do grupo Raízes do Pelô, sob direção de Mestre Jackson, com certa diluição da força desse pilar roots por conta do uso de teclados no arranjo. Entrecortado por vinhetas da Saudação aos povos africanos (Mãe Menininha do Gantois) e da cantiga Ingena (tema do candomblé de domínio público), o álbum Gal alterna levadas afro-brasileiras com new bossas contemporâneas como a que ambienta o registro da canção norte-americana The laziest gal in town (Cole Porter, 1940) com vocais do cantor Bobby McFerrin. Duas faixas embebidas na Bahia africana (ambas ausentes do show) sobressaem no disco. Pérola da parceria de Roberto Mendes com J. Velloso, Raiz tem sido mais revolvida e conhecida nos últimos anos na voz de Mariene de Castro, mas a gravação original é a feita por Gal com leveza e o toque do violão do compositor Roberto Mendes. “Voz da canção”, como diz verso da música, Gal mergulha com segurança nas águas de É d'Oxum (Gerônimo e Vevé Calazans, 1995), no ritmo do ijexá, em condução feita pelo grupo de afoxé Filhos de Gandhi. Emendadas no álbum, as encantadas gravações de É d'Oxum e Raiz valorizam disco que inclui, deslocada no contexto, parceria de Gilberto Gil com Celso Fonseca, Comunidá. Sim, há encantos na mina d'água de Gal, álbum que surtiu pouco efeito comercial e tampouco foi incensado pela crítica como seria o posterior O sorriso do gato de Alice (1993), trabalho de ruptura e ousadias estilísticas que rendeu um do shows mais sofisticados (e menos compreendidos) da cantora. De todo modo, o ideal é que tivesse sido gravado o álbum duplo com o registro integral do show Plural, como Gal queria, para o público entender a costura do repertório. Mas não foi assim que a banda tocou e a cantora gravou Gal com a voz cristalina e com certa contrariedade, sem irradiar (toda) a luz habitual, como denuncia a expressão tristonha artista na foto de Milton Montenegro exposta na capa do disco.
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Anitta, Neymar, Maisa e outros famosos compartilham brincadeira em vídeo com ‘desafio do papel higiênico’
'À distância, mas conectados', resumiu Anitta sobre brincadeira em que um passa o rolo de papel para o outro virtualmente em um momento de isolamento por causa do coronavírus. Famosos compartilham brincadeira em vídeo com 'desafio do papel higiênico' Reprodução/Instagram Anitta, Neymar, Maisa e outros famosos usaram o momento de isolamento social por causa da pandemia de coronavírus para se divertir com uma brincadeira virtual. Os três se uniram a mais oito amigos e montaram um vídeo em que um aparece jogando um rolo de papel higiênico para o outro com a ajudinha de um editor de imagens. Anitta, Neymar e Maisa compartilham brincadeira em vídeo com 'desafio do papel higiênico' Tudo começa com um chute de Neymar, que acerta a humorista Gkay e ela envia o rolo para Luisa Sonza. A cantora, então, lança o papel direto para Anitta, que salva o rolo de seu cachorro e repassa para a influencer Vivi Wanderley. Ela repassa para Sabrina Santo, que envia para o amigo Matheus Mazzafera e ele joga para a modelo Alessandra Ambrosio, acompanhada da filha. A apresentadora Maisa e o youtuber Rafael Uccman encerram o vídeo. O time incentiva amigos a repetirem a brincadeira. "Mesmo de longe, perto", "juntos, porém separados" e "à distância, mas conectados" foram algumas das frases usadas por eles para explicar a motivação da brincadeira em tempo de isolamento por causa do coronavírus. Initial plugin text
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Julia Konrad verte passionalidade de Johnny Hooker para o espanhol
Single 'Vuelve' marca a estreia da atriz e cantora pernambucana no mercado do disco. ♪ Atriz e cantora pernambucana, nascida no Recife (PE) há quase 30 anos, Julia Konrad tem feito conexões musicais com artistas conterrâneos como os cantores e compositores Johnny Hooker e Barro. Tanto que a estreia de Julia no mercado fonográfico resulta da associação com Hooker. A cantora lança nesta sexta-feira, 27 de março, single com versão em espanhol de Volta (2013), uma das composições mais conhecidas da lavra passional de Hooker. Volta virou Vuelve na versão escrita pela própria artista e gravada por Julia com produção musical de Dani Vellocet e Edu Filgueira, da banda Far From Alaska. Somente o toque do violão de Filippe Dias adorna o canto da intérprete, mais polido do que o de Hooker na gravação original de Volta, propagada na trilha sonora do filme Tatuagem (2013). Por coincidência, o registro de Vuelve também sonoriza trama de ficção. Embora não tenha sido feita para a série de TV 1 contra todos, na qual Julia interpreta a personagem Pepita Pena, a gravação integra a trilha sonora da quarta temporada da série. Capa do single 'Vuelve', de Julia Konrad Flora Negri Na vida real, a canção também é a trilha de momentos importantes da vida da artista: “Vuelve tem significado e presença muito forte na minha vida. Há alguns anos, passei por momentos difíceis e a música foi minha maior aliada. Já havia feito a tradução da canção para o espanhol, como havia combinado com Johnny há alguns anos, e cantei a versão no set de 1 contra todos. No dia seguinte, Breno (Silveira, diretor) a inseriu na série e este ano recebi a notícia de que estaria na trilha sonora da quarta e última temporada, quase como um fechamento de ciclo. A música passou a ter outro significado pra mim. Ao invés do Vuelve ser um pedido para o outro voltar, era um pedido pra mim mesma voltar. Voltar a ser quem sou, renascer de certa forma. Sair de uma situação tóxica, viver o luto e renascer. Tudo em um momento especial, quando decidi lançar o primeiro disco”, metaforiza Julia Konrad. O single Vuelve rendeu clipe dirigido pela fotógrafa Flora Negri. No clipe, vermelho é a cor mais quente, na temperatura da paixão e da canção de Johnny Hooker.
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Dua Lipa lança ‘Future Nostalgia’, com pop perfeito para esquecer dos tempos difíceis; G1 ouviu
Segundo álbum da cantora inglesa é dançante e coeso. Ela canta sobre relações e angústias ao som de arranjos retrô futuristas no melhor disco pop do ano. Leia faixa a faixa. Dua Lipa tem pressa. A cantora londrina de 24 anos adiantou em uma semana o lançamento de seu segundo álbum, citando apenas um motivo: queria dar um pouco de alegria para fãs de sons dançantes, em tempos de isolamento e coronavírus. Conseguiu. "Future Nostalgia" faz valer o título. São onze músicas retrô futuristas, que reimaginam a música dançante dos anos 70 e 80. Dua é uma das maiores apostas da música pop, mas com algo a dizer, desde que surgiu com "New Rules", em 2017. Mas este novo álbum muda, definitivamente, a cantora de patamar. Em vários casos, ela aperfeiçoa os estilos dance crying ou dark pop. São rótulos que ela ama e faz questão de citar para explicar suas canções. "Gosto de música para dançar, mas na real sou uma pessoa bem emotiva. Sinto que muitas coisas que eu escrevo são bem tristes", já disse ela ao G1. Não existe melhor conselho para 2020. Talvez, o jeito seja seguir essa não tão nova regra da Dua Lipa: dance e chore. Ao mesmo tempo. Leia um faixa a faixa do novo álbum de Dua Lipa: 'Future Nostalgia' A faixa-título começa fantasmagórica com batida retrô futurista e uma citação ao arquiteto americano modernista John Lautner. Dua banca a rapper, falando de si mesma sem se levar tanto a sério. Depois deixa a melodia tomar o refrão, com a voz menos grave do que de costume. 'Don’t Start Now' O primeiro single do álbum saiu em novembro de 2019. Dançante, oitentista e com um dos melhores usos de cowbell (ou campana, que faz aquele som de lata) nos últimos tempos. Virou hino involuntário do isolamento social com o uso dos versos "Não apareça aqui / Não saia" em memes. 'Cool' Aqui temos uma Dua Lipa que parece da era anterior, com a voz mais rasgada e grave. O arranjo é menos poluído do que o resto do álbum. Tem Stuart Price (Madonna, Killers, New Order, Kylie) na ficha técnica. O produtor britânico é um dos culpados pelos sintetizadores suaves. Tudo é "cool" demais. 'Physical' O segundo single, lançado em janeiro, é mais new wave, mais rock dançante aguado. Poderia ser um lado B do Killers ou uma tentativa de hit do Walk the Moon. Segue a linha retrô do álbum, mas é uma das menos inspiradas. 'Levitating' Possivelmente, a melhor. O suingue, os vocais de apoio (com a voz da própria Dua) e o arranjo com pausas e palmas colocam o álbum de volta no prumo. A candência de Dua para cantar cada verso (acelerando e diminuindo a velocidade) mostra como ela é a melhor popstar em ação hoje. É mais uma com Price na produção. O arranjo é espeto demais: as mudanças de rotação e na forma de cantar parecem dar a impressão de que quem ouve está levitando. Juro. Dua Lipa Divulgação 'Pretty Please' É uma típica música com a assinatura de Julia Michaels, compositora talentosíssima de hits como "Sorry", do Justin Bieber. É a mais colante e assobiável do álbum, perfeita para dancinhas em grupo em boates (infelizmente, agora seriam dancinhas em grupo via videoconferência). 'Hallucinate' Pelo que sei, Lady Gaga não patenteou esse tipo de arranjo com estrutura verso, pré-refrão, refrão e camadas sendo adicionadas parte a parte. E ela também não inventou a gaguejadinha ("Ah-ah-ah-ah", "Ma-ma-my" etc). Mas eu espero muito mais de Dua Lipa, não sei você. 'Love Again' A introdução anuncia uma balada, mas com 30 segundos a batida começa. O álbum segue dançante, com tema recorrente do cancioneiro de Dua Lipa: a tentativa de não se apaixonar, inventar novas regras, fugir de boy lixo, mas… acontece. Mas ela canta com um desdém impressionante. Parece mesmo que ela está sentindo o que canta: "Que merda, você fez eu me apaixonar de novo". 'Break My Heart' Tem um sampler de "Need you Tonight", do INXS, banda australiana cujo cantor morreu em 1997. Dua disse que essa música é a que mais faz valer o rótulo dance crying. Ela chora, porque um cara ligou, ela estava bem, mas agora só pensa em pegá-lo. "Eu preciso das suas mãos em mim / Doce alívio", implora. 'Good in Bed' É mais espevitada, fazendo lembrar o pop desbocado e com pianinhos chiados de Lily Allen. Tem uma das letras mais divertidas da carreira de Dua, mais bem resolvida do que nunca: "Eu sei que é bem ruim / Ferra minha cabeça / A gente se deixa maluco / Mas, querido, é isso que faz a gente ser bom de cama". 'Boys Will Be Boys' É a única balada, com arranjo orquestrado e coral. Parece que uma hora vai estourar, mas segue lenta. A escolha faz sentido, para dar mais destaque aos versos. A letra é direta, irônica, boa demais. Especialmente o segundo verso. "Eu tenho certeza que se existir algo que eu queira dizer e não me lembre das palavras / Sei que vai aparecer um homem para me salvar / E isso é sarcasmo, caso você precisa disso 'mansplained' / É, eu deveria ter ficado no ballet. Ah", canta, bufando de desprezo. Dua Lipa Divulgação
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Romero Britto dá aula de pintura durante live no Instagram
Artista mostrou um pouco de seu atelier e ensiou os seguidores a fazer o desenho do urso Teddy. Romero Britto dá aula de pintura durante live Reprodução/Instagram Romero Britto entrou na onda das lives e ensinou seus seguidores a pintar seguindo seu estilo, cheio de cor. O anúncio da live, que segue disponível por 24 horas no Instagram oficial do artista, foi feito pela Secretaria Especial da Cultura. O artista fez toda a transmissão falando em inglês e português. Britto mostrou um pouco de seu atelier e também ensinou os internautas a desenhar e pintar o urso Teddy. "Se você está criando arte, pode usar qualquer tipo de tinta. Pode também pintar usando lápis, lápis de cera. Quando eu era criança no Brasil, eu usava todo tipo de material", afirmou Romero Britto, que é Fundador do Movimento da Arte da Felicidade. Initial plugin text Initial plugin text
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Bon Jovi, príncipe Harry e coro militar lançam música beneficente; ouça ‘Unbroken’
Cover de canção do cantor foi gravada em fevereiro, em um dos últimos compromissos de Harry como membro da família real. Lucros irão para fundação que apoia ex-militares. Bon Jovi posa com o príncipe Harry durante gravações de uma música Reprodução/Instagram do cantor Jon Bon Jovi se uniu ao príncipe britânico Harry e a um coral militar para lançar uma rergravação da música "Unbroken" nesta sexta-feira. O objetivo dos dois é aumentar a conscientização sobre o Transtorno de Estresse Pós-Traumático. O príncipe acompanhou o cantor e o coral do Invictus Games na gravação da faixa no Abbey Road Studios, em Londres, no mês passado, em um de seus últimos compromissos como membro sênior da família real. "Ele foi maravilhoso quando veio nos ver. Ele nos deu um grande abraço", disse Caroline Beazley, membro do coral que foi baleada enquanto servia às Forças Armadas britânicas em Belfast em 1994. "Fui ferida há vários anos e me escondi por longos anos por várias razões", afirmou ela à agência Reuters. "Fazer parte do coral para mim … É fazer parte de um grupo de pessoas que meio que te entende." Os lucros com a venda da música, escrita por Bon Jovi, irão para a fundação que apoia o Invictus Games, evento esportivo para militares veteranos doentes e feridos, uma das causas favoritas de Harry. Os pais de Bon Jovi serviram no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Harry serviu no Exército britânico.
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