Cantor carioca Douglas Camppos dá voz ao tema de abertura do especial ‘Falas negras’
Assinada por Wilson Simoninha, a trilha sonora do programa também destaca tema do grupo Höröyá gravado pela atriz Naruma Costa. ♪ Idealizado por Manuela Dias e dirigido por Lázaro Ramos, o especial Falas negras – programado pela TV Globo para ir ao ar na noite de sexta-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra – dá voz a 22 pessoas negras que se destacaram na luta contra o racismo e a favor da liberdade, da igualdade e da justiça. Em sintonia com os textos organizados por Manuela Dias e interpretados por 22 atores, a trilha sonora do especial – assinada por Wilson Simoninha – evidencia e exalta a musicalidade afrodescendente. Aposta de Simoninha e do diretor Lázaro Ramos, o cantor e compositor carioca Douglas Camppos é o intérprete da música de abertura do programa, Cor, composição de autoria do artista de 26 anos, feita em 2017. Outro destaque da trilha sonora de Falas negras é a música Terra berra, já ouvida nas chamadas do especial. Trata-se de composição de Naruma Costa lançada pelo grupo Höröyá, formado por músicos do Brasil e do Senegal. Terra berra é ouvida em Falas negras em gravação feita pela própria Naruma Costa, atriz convidada a interpretar no especial a professora e ativista norte-americana Angela Davis. Além de temas instrumentais compostos por Simoninha com a equipe do artista para acompanhar os 22 depoimentos, a trilha sonora de Falas negras inclui a música (também instrumental) Banzo – da Orkestra Rumpilezz, grupo baiano de percussão e sopros criado pelo maestro, compositor e arranjador Letieres Leite – e Cota não é esmola, composta por Bia Ferreira e incluída pela cantora no álbum Igreja Lesbiteriana – Um chamado (2019).
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Grammy Latino: Emicida, Paula Fernandes e Céu vencem em categorias brasileiras; veja lista
João Bosco, Mariana Aydar, Aline Barros e Toninho Horta também venceram categorias em português, mas brasileiros não levaram prêmios gerais, concorrendo com hispânicos. Emicida Divulgação Emicida, Paula Fernandes e Céu estão entre os vencedores das categorias específicas para música brasileira do Grammy Latino de 2020. No entanto, os músicos brasileiros não venceram nenhuma categoria geral do prêmio, em que concorriam com músicos hispânicos. A categoria de maior destaque com brasileiros indicados era a de Melhor Canção Urbana, em que "Rave De Favela", de Mc Lan, Anitta, Beam e Major Lazer, concorria. Mas a ganhadora foi "Yo X Ti, Tu X Mi", de Rosalía e Ozuna. Entre os outros brasileiros vencedores de prêmios para música em português estão João Bosco, Mariana Aydar, Aline Barros e Toninho Horta. Veja lista de categorias com brasileiros indicados ao Grammy Latino 2020, com os vencedores em negrito: Melhor Canção "Urban" Adicto – Anuel Aa Y Ozuna Muchacha – Gente De Zona Y Becky G Rave De Favela – Mc Lan, Anitta, Beam E Major Lazer Rojo – J Balvin Yo X Ti, Tu X Mi – Rosalía & Ozuna Melhor Álbum De Engenharia De Gravação Aire – Jesse & Joy Apká! – Céu Quimera – Alba Reche Sublime – Alex Cuba 3:33 – Debi Nova Melhor Vídeo Musical Versão Curta Saci – Baianasystem & Tropkillaz Rojo – J Balvin Cubana – Bivolt Para Ya – Porter Tkn – Rosalía & Travis Scott Melhor Álbum Instrumental Plays Daniel Figueiredo – Leo Amuedo Cartografias – Caetano Brasil Sotavento – Compasses Festejo – Yamandu Costa Featuring Marcelo Jiran Terra – Daniel Minimalia Melhor Canção Em Língua Portuguesa A Tal Canção Pra Lua – Vitor Kley & Samuel Rosa Abricó-De-Macaco – João Bosco Amarelo – Emicida Feat Majur & Pabllo Vittar) Libertação – Elza Soares & Baianasystem Feat Virgínia Rodrigues Pardo – Céu Melhor Álbum De Música De Raízes Em Língua Portuguesa Veia Nordestina – Mariana Aydar Aqui Está-Se Sossegado – Camané & Mário Laginha Acaso Casa Ao Vivo – Mariene De Castro E Almério Targino Sem Limites – Targino Gondim Obatalá – Uma Homenagem A Mãe Carmen – Grupo Ofa Autêntica – Margareth Menezes Melhor Álbum De Música Sertaneja #Isso É Churrasco – Fernando & Sorocaba Origens – Paula Fernandes Livre – Vol. 1 – Lauana Prado Churrasco Do Teló Vol. 2 – Michel Teló Por Mais Beijos Ao Vivo – Zé Neto & Cristiano Melhor Álbum De Música Popular Brasileira O Amor No Caos Volume 2 – Zeca Baleiro Belo Horizonte – Toninho Horta & Orquestra Fantasma Bloco Na Rua – Ney Matogrosso Planeta Fome – Elza Soares Caetano Veloso & Ivan Sacerdote – Caetano Veloso & Ivan Sacerdote Melhor Álbum De Samba/Pagode Mangueira – A Menina Dos Meus Olhos – Maria Bethânia Martinho 8.0 – Bandeira Da Fé: Um Concerto Pop-Clássico – Martinho Da Vila Samba Jazz De Raiz, Cláudio Jorge 70 – Cláudio Jorge Fazendo Samba – Moacyr Luz E Samba Do Trabalhador Mais Feliz – Zeca Pagodinho Melhor Álbum De Rock Ou De Música Alternativa Em Língua Portuguesa Amarelo – Emicida Little Electric Chicken Heart – Ana Frango Elétrico Letrux Aos Prantos – Letrux Universo Do Canto Falado – Rapadura Na Mão As Flores – Suricato Melhor Álbum De Pop Contemporâneo Em Língua Portuguesa N – Anavitória Enquanto Estamos Distantes – As Bahias E A Cozinha Mineira Apká! – Céu Guaia – Marcelo Jeneci Eu Feat Você – Melim Melhor Álbum De Música Cristã (Língua Portuguesa) Catarse: Lado A – Daniela Araújo Reino – Aline Barros Profundo – Ministério Mergulhar Maria Passa À Frente – Padre Marcelo Rossi Memórias Ii – Eli Soares
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Compositor Toninho Horta e Orquestra Fantasma vencem o Grammy Latino 2020 com o álbum ‘Belo Horizonte’
Compositor e instrumentista mineiro concorreu com Caetano Veloso & Ivan Sacerdote, Elza Soares, Ney Matogrosso e Zeca Baleiro, na categoria Melhor Álbum de MPB. O músico Toninho Horta durante apresentação. Moto Uehara / Divulgação Vídeo mostra momento exato em que Toninho ficou sabendo que venceu o Grammy Latino Na tarde desta quinta-feira (19), o compositor e instrumentista mineiro Toninho Horta vestiu um terno azul escuro, uma camisa azul de gola canoa e os óculos redondos estilo John Lennon para, segundo ele, participar de um evento de gala: aguardar o resultado de sua indicação ao Grammy Latino 2020. Grammy Latino: veja a lista dos vencedores Por causa da pandemia, a premiação ocorreu de forma remota e o compositor acompanhou tudo de casa, em Belo Horizonte. Sentado em uma cadeira em frente ao computador, de onde entraria ao vivo na transmissão, caso fosse vencedor, ele ouviu primeiro o nome do álbum que lançou no ano passado para comemorar os 50 anos de carreira: “Belo Horizonte”. Toninho Horta participou das lives da Globo em Minas Músico Toninho Horta e Orquestra Fantasma vencem o Grammy Latino 2020 Não conseguiu ouvir o próprio nome e da Orquestra Fantasma, que vieram em seguida, porque a família que estava assistindo tudo, sentada nos sofás da sala, gritou tanto que abafou o som do computador. “A família começou a gritar. Foi muito especial, estamos muito contentes. Muito extasiados”, disse o compositor que não acreditava tanto na vitória. O instrumentista e compositor, Toninho Horta. Reprodução/TV Globo A falta de confiança vinha do histórico da premiação. “Geralmente eles premiam como melhor álbum um cantor e, dessa vez, premiaram um instrumentista e compositor e uma orquestra”. Mas Toninho sabe da qualidade do álbum e acha que já estava na hora de ser reconhecido, segundo ele, de uma “forma global”. Para o compositor, “Belo Horizonte” é um trabalho musical sofisticado, difícil de ser executado e a premiação vai servir para que o álbum consiga mais visibilidade. Essa foi a terceira indicação de Toninho Horta ao 21º Grammy Latino. A primeira vez foi em 2005, com o álbum “Com o Pé no Forró”, depois em 2011, com “Harmonia & Vozes”, e agora, em 2020, quando concorreu com grandes nomes da música popular brasileira: Caetano Veloso & Ivan Sacerdote, Elza Soares, Ney Matogrosso e Zeca Baleiro. Levou o prêmio na categoria "Melhor Álbum De Música Popular Brasileira". O álbum premiado “Belo Horizonte” foi lançado em 2019 para comemorar os 50 anos de carreira de Toninho. É um álbum duplo, composto pelo CD “Belo” com canções já conhecidas e por “Horizonte” que, segundo Toninho, representa o futuro, com músicas inéditas compostas por ele e pelos integrantes da Orquestra Fantasma, que o acompanha há cerca de 40 anos. Horizonte de Toninho Mesmo depois de 50 anos de carreira vencer o Grammy Latino não significa descanso para o compositor mineiro. Ele quer mais e já está trabalhando em um novo álbum que deve ser lançado no ano que vem. As músicas foram gravadas em Nova York e o álbum, que tem produção de Sandro Albert, também será mixado e masterizado nos Estados Unidos. Essa foi a primeira vez que Toninho gravou em inglês, acompanhado do baixista Buster Williams e das backing vocals Cindy Mizelle e Tina Fabrique, ambos conhecidos por terem trabalhado com artistas famosos mundialmente. O novo álbum será composto por músicas famosas americanas, clássicos românticos. “A minha interpretação vai ser como se fosse João Gilberto com voz e violão, só que com orquestra”, revelou Toninho. A ideia é enviar o disco para concorrer no Grammy Awards, o maior prêmio da música mundial. Mas ele não para por aí. Em dezembro deve lançar um curso de Harmonia Intuitiva com versões em português e inglês. E para janeiro, está preparando o evento social e cultural chamado “Movimento Musical além das Montanhas”. Integrantes do movimento musical mineiro Clube da Esquina. Fábio Motta/Estadão Conteúdo Será uma semana, com 40 horas aulas virtuais pré-gravadas com a história musical do Clube da Esquina, análise dos compositores e entrevistas. Além do material gravado serão oferecidas aulas interativas. “O que eu quero é passar a minha experiência para as novas gerações”, disse o compositor ainda extasiado com a notícia da premiação. Filarmônica de Minas Gerais A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais também concorreu ao Grammy Latino na categoria "melhor álbum de música clássica" de 2020. O disco apresenta três obras do compositor brasileiro Almeida Prado, que morreu há dez anos. Mas o prêmio foi para Eternal Gratitude, de Paulina Leisring & Domingo Pagliuca e do produtor Samuel Pilafian. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Minas nos últimos dias
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Lives de hoje: Emicida, Anelis Assumpção, Teresa Cristina e mais shows para ver em casa
Veja horários das transmissões desta sexta (20). Emicida, Anelis Assumpção e Teresa Cristina fazem lives nesta sexta (20) Divulgação; Reprodução/Instagram/Anelis Assumpção; Reprodução/Instagram/Teresa Cristina Emicida, Teresa Cristina, Anelis Assumpção fazem lives nesta sexta (20), Dia da Consciência Negra. A Feira Preta 2020 também começa nesta sexta com uma programação online que vai até o dia 10 de dezembro. São mais de 100 atrações nacionais e internacionais, entre shows, workshops, talks e painéis. A abertura na parte da música fica com Amaro Freitas e Sidmar, que vão fazer um show direto da Casa Natural Musical em São Paulo. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Veja horários e links: Amaro Freitas e Sidmar – Feira Preta 2020 – 18h – Link Danny Bond – Festival Bem Bolado + Showlivre – 19h – Link Samba de Dandara convida Graça Braga e Raquel Tobias (Em Casa com Sesc) – 19h – Link Teresa Cristina – 19h – Link Emicida – 20h – Link Mac DeMarco – Transmissão paga – 21h – Link Marina Peralta – 21h – Link Pitty – 21h – Link Anelis canta Itamar Assumpção – Lançamento do Museu Itamar Assumpção – 21h30 – Link Seu Jorge, Agnes Nunes, Xamã, Toni Garrido, Orochi, Mahal Reis, Zé Ricardo e Priscila Tossan – Consciência com Melodia – 22h – Link Semana Pop mostra os momentos em lives que saíram do controle VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
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Para ter representatividade, indústria do cinema precisa de prazos e cotas, dizem cineastas
Diretor Jeferson De, diretora Sabrina Fidalgo e diretor e roteirista Renato Candido relatam gargalo do financiamento para profissionais negros no Brasil. Histórias são importantes, mas solução vai além, defendem. Cenas de 'Personal Vivator" (Sabrina Fidalgo), "Dara" (Renato Candido) e "M8: Quando a morte socorre a vida" (Jeferson De). Montagem/Reprodução Para que o cinema brasileiro seja mais representativo e inclusivo para artistas e profissionais negros, não basta boa vontade da indústria, é preciso disciplina e comprometimento com metas, prazos e cotas. Este foi o consenso a que chegaram o diretor Jeferson De; a atriz e diretora Sabrina Fidalgo; e o diretor e roteirista Renato Candido em entrevista ao G1 neste Dia da Consciência Negra. Para os cineastas, narrativas e personagens negros são importantes, mas não suficientes para garantir um cinema mais plural no país. Em seu novo filme, que estreia em 3 de dezembro, Jeferson De adaptou o livro homônimo "M-8 – Quando a morte socorre a vida", de Salomão Polak, para abordar racismo, cotas e a "força da ancestralidade" por meio da religião, com um elenco formado por Zezé Motta, Lázaro Ramos, Ailton Graça, Mariana Nunes, Rocco Pitanga e Juan Paiva. Mas ele diz que isso só se torna possível quando diretores negros têm autonomia em seus projetos. "É preciso dar oportunidade aos criadores negros para que contemos nossas próprias histórias. Não só como objetos da criação, onde sempre estivemos, mas como sujeitos da criação artística." Fidalgo, diretora de "Rainha" e "Alfazema", defende uma produção plural, que incorpore as lutas de movimentos, mas que também permita falar de temas universais. “O que devemos é possibilitar infraestrutura para que realizadores negros brasileiros possam contar suas próprias narrativas, sejam elas quais forem, inclusive autorais, futuristas ou abstratas. Não somente reproduções de violências, misérias e lutas. Não somente questões relacionadas ao racismo. Isso é um problema da branquitude, não nosso.” "Em termos de narrativa, só o fato de termos mais e mais histórias contadas por pessoas negras, sejam elas quais forem, já refletem a luta contra o racismo em si, pois a principal faceta do racismo é a ausência", diz a diretora. É preciso ir além da questão retórica, defende Jeferson. De acordo com o cineasta, muitas pessoas já estão conscientes de que mudanças precisam ser feitas, mas o que tem faltado é um comprometimento com a realização delas. "Tem pouca gente fazendo cronogramas e datas para esta transformação. Os grandes executivos precisam dar uma precisão para a questão retórica. Tem que ter um ano específico, não a perder de vista", diz. Representatividade no cinema Arte/G1 Para o diretor, empresas e órgãos brasileiros precisam seguir o exemplo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que estabeleceu novas exigências para que produções sejam indicadas à categoria de melhor filme do Oscar a partir de 2024. Para concorrer à principal categoria do Oscar, um filme precisa ter membros de minorias em papéis de protagonistas ou coadjuvantes; a narrativa principal focada nestes grupos; um número determinado de membros de grupos pouco representados em cargos de liderança; ou 30% da equipe geral formada por membros destes grupos, entre outras exigências. Oscar muda regras para aumentar diversidade; Semana Pop explica novidades e reações O gargalo do financiamento Os entrevistados elegeram o acesso ao financiamento de filmes como um dos problemas mais urgentes do mercado audiovisual brasileiro. "Em tempos de Embrafilme (1969-1990), tivemos três cineastas negros que conseguiram financiar suas produções com a empresa: Afrânio Vital, com "Os Noivos" (1979); Valdir Onofre, com "As Aventuras Amorosas de um Padeiro" (1975); e Antônio Pitanga, com "Na boca do mundo" (1979)”, conta Candido. "No período da retomada do cinema brasileiro, depois do Prêmio do Cinema Brasileiro em 1992 e também com a existência da Lei do Audiovisual, de 1993 até o ano 2004, não tivemos qualquer cineasta negra ou negro conseguindo viabilizar suas obras por meio destes mecanismos", complementa o roteirista. O cineasta defende a adoção de editais voltados para profissionais negros e cotas nas chamadas do Fundo Setorial do Audiovisual. Sabrina Fidalgo também cita a destinação de verba especialmente para cineastas negros como primeira alternativa. "Tem que ser na mesma proporcionalidade equivalente à porcentagem populacional ou seja, 56% ou mais. Só institucionalizando cotas raciais teremos uma mudança paradigmática, rápida e eficaz nesse sentido", diz. Para os cineastas ouvidos pelo G1, essa iniciativa não tem que ser apenas estadual, mas também das empresas privadas. Eles defendem que as empresas de cinema e streamings passem a valorizar produtoras com corpo societário negro na hora de pensar em novos projetos. "É uma forma desse investimento percorrer cadeias de produção que contemplem e agreguem pessoas negras. Dinheiro circulando em mãos negras e valorizando outras pessoas negras em suas profissões é uma das formas de enfrentar o racismo em nossa sociedade", diz Candido. "Não dá mais para pessoas negras serem contratadas por empresas produtoras de corpo societário branco como forma de enfrentamento ao racismo." Especiais de consciência negra No especial 'Falas negras', Tais Araújo é Marielle Franco, Babu Santana é Muhammad Ali e Reinaldo Junior é Mahommah G. Baquaqua Globo/Victor Pollak Nesta sexta (20), a TV Globo exibe o especial "Falas Negras", com 22 depoimentos de pessoas que lutaram contra o racismo e pela liberdade, dirigido por Lázaro Ramos. O programa vai homenagear Nzinga Mbande, Martin Luther King, Malcom X, Angela Davis, Marielle Franco, Mirtes Souza, mãe do menino Miguel, e Nelito Mattos Pinto, pai de jovem João Pedro. No elenco, estão Fabricio Boliveira, Babu Santana, Guilherme Silva, Ivy Souza, Naruna Costa, Tais Araujo, Heloisa Jorge, Barbara Reis, Mariana Nunes, Izak Dahora, Silvio Guindane, Olivia Araujo, Reinaldo Junior, Aílton Graça, entre outros. O especial vai ao ar após "A Força do Querer". O Memória Globo também vai celebrar a data com um especial que une novas e antigas gerações de atores negros da Globo. Lázaro Ramos, Taís Araújo, Erika Januza, Juliana Alves, Luis Miranda e Babu Santana homenageiam Ruth de Souza, Milton Gonçalves, Léa Garcia, Dhu Moraes e Tony Tornado.
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Bobby Brown fala sobre morte do filho aos 28 anos: ‘Não há palavras pra explicar a dor’
Músico pediu orações para a família após a morte de Bobby Brown Jr., nesta quarta-feira (18). O cantor Bobby Brown, ex-marido de Whitney Houston, em foto de fevereiro de 2012 Joe Giblin/AP Nesta quinta-feira (19), Bobby Brown enviou um comunicado para a imprensa para falar sobre a morte do filho. Bobby Brown Jr. foi encontrado morto, aos 28 anos, na quarta-feira (18), em sua casa, em Los Angeles. "Por favor, mantenham minha família em suas orações nesse momento. Perder meu filho neste momento de nossas vidas devastou minha família. Não há palavras pra explicar a dor", lamentou Brown. Ainda não foi revelada a causa da morte de Jr.. Segundo o site TMZ, as autoridades não acreditam que o caso envolva ação criminosa. Bobby Brown Jr., filho de ex-marido de Whitney Houston, é encontrado morto aos 28 anos Reprodução/Instagram Jr. estava seguindo os passos do pai na carreira musical. Ele era filho de Bobby Brown com Kim Ward, com quem o músico foi casado por 11 anos antes de sua união com Whitney Houston. Bobby Brown Jr. é o segundo filho do cantor de R&B que morre precocemente. Em 2015, Bobbi Kristina Brown, filha do artista com Whitney Houston, morreu aos 22 anos. Ela foi encontrada submersa em uma banheira e passou meses internada e recebendo tratamentos paliativos antes de sua morte. A morte de Kristina aconteceu três anos após a de sua mãe, Whitney Houston. A cantora, de 48 anos, foi encontrada de bruços na banheira do quarto de um hotel de Los Angeles, após sofrer uma overdose de drogas, álcool e remédios. VÍDEOS: Saiba tudo sobre entretenimento com o Semana Pop:
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Vocal do Moptop prova que rock acabou: vida nos EUA tem filhas gêmeas e trabalho na Amazon
Gabriel Marques, ex-vocalista e guitarrista do 'Strokes brasileiro', relembra auge da banda em 2006. 'Eu não tinha muito mais o que dizer. Pelo menos minha sensação na época era essa.' Quando o Moptop cantou que “O Rock Acabou”, ninguém poderia prever que a profecia iria se concretizar tão plenamente 15 anos depois. Lançada em 2005, essa música fez a banda carioca ser chamada de "o Strokes brasileiro" (ouça trechos no podcast acima). Hoje, o vocalista e guitarrista Gabriel Marques mora em Seattle, nos Estados Unidos, e trabalha na Amazon Music. Ele é casado, pai de duas gêmeas de sete anos e faz tempo que não empunha uma guitarra. O quarteto de indie rock surgiu no Rio de Janeiro em 2003 e durou até 2010. A banda abriu muitos shows internacionais, de Oasis e Faith No More a Franz Ferdinand. Ao G1, Gabriel falou dos tempos de Moptop e dos tempos de Amazon. Gabriel Marques nos tempos de Moptop; e recentemente, em foto do LinkedIn Divulgação e Acervo Pessoal G1 – Como é um dia normal na sua vida hoje? Gabriel Marques – Na verdade, nada é normal nesse momento, né? Tenho o meu dia hoje e o meu dia pré-pandemia. Tenho gêmeas de sete anos. Hoje, é uma confusão, porque a escola ainda é virtual. Então, eu e a minha esposa, a gente está aqui fazendo o "homeschooling" delas. E meu escritório no momento é aqui no subsolo da nossa casa e a escola é também aqui embaixo e vem outra criança, que está aqui na nossa bolha. Hoje em dia, estou trabalhando virtualmente, com crianças na escola virtualmente. Gritaria, confusão, está meio bagunçado. No contexto da nossa conversa, é um ritmo de trabalho muito mais acelerado do que comparado à minha época de banda. G1 – Para quem é leigo, o que é que você faz na Amazon? Gabriel Marques – Como é que eu explico? Eu lidero o time de produto do catálogo da Amazon Music global. Isso quer dizer que a gente cuida do "supply chain digital", da Amazon Music. Então, é receber todos os conteúdos e metadados das gravadoras. A gente faz o enriquecimento desses metadados, digamos assim. Tem muita classificação em termos de qual tipo de música e por aí vai. A gente cuida de letras, de popularidade, e outras áreas. Basicamente, a maneira mais simples de explicar é que a gente cuida do banco de dados que está por trás de todo o catálogo da Amazon Music. É bem grande, e tem "n" complexidades para se manter os serviços que estão por trás do produto. A banda carioca Moptop Divulgação G1 – Agora voltando para a banda: o que você sente mais falta e o que sente menos falta dos tempos de Moptop? Gabriel Marques – Eu sempre gostei muito de compor e gravar. Eu acho que essa parte que eu mais gostava de ser músico. De poder ter esse processo criativo. Fazer uma música é uma coisa muito legal, cara. Você desde o início até fazer os arranjos e tentar várias formas diferentes até chegar em um produto final. Dessa parte eu sinto muita saudade. Show, um pouquinho. Mas eu não sinto falta de estar na estrada toda semana. O pique de estar viajando todo fim de semana foi um dos motivos que eu decidi que eu queria tentar outra coisa. G1 – Mas a sensação de estar em turnê era ruim? De estar em um lugar e depois outro… Gabriel Marques – Os shows no Brasil começam muito, muito tarde. Então, eu lembro de a gente entrar no palco duas, três horas da manhã às vezes. Até você se desligar disso, você está dormindo seis horas da manhã para pegar um avião ou está saindo do hotel lo depois… Esse pique é bem cansativo. Eu acho que tem uma hora que você não aguenta mais. E banda independente ou banda menor as pessoas acham que é tudo glamouroso, tudo hotel cinco estrelas e não é, né? Tem momentos que um dia você está em um esquema bem legal com a equipe toda viajando, hotel legal, palco legal e no outro dia você está viajando de carona, enfim. Eram altos e baixos. "Quando eu tinha meus 20 e poucos anos eu adorava, achava um barato. Mas você vai ficando um pouco mais velho e vai cansando um pouco." O quarteto carioca Moptop Divulgação G1 – E isso foi o motivo de a banda ter acabado? Gabriel Marques – Foi um deles. Eu acho que o principal foi que eu comecei a me interessar por outras aulas e profissionalmente eu queria fazer outra coisa. Eu acho que esse foi o primeiro motivo. Segundo motivo acho que foi isso que eu falei, eu fiquei cansado um pouco do estilo de vida e do pique da estrada. Acho que o terceiro foi uma coisa artística mesmo. Eu não tinha muito mais o que dizer. Pelo menos minha sensação na época era essa. O primeiro disco foi muito fácil de fazer. Em alguns poucos anos, eu compus 50 a 100 músicas. Saía uma música atrás da outra. O segundo disco já foi um pouco mais difícil. Eu acho que eu tive que forçar muito processo criativo. Tinha algumas sobras do primeiro disco, ou coisas que ainda não estavam completamente terminadas. Eu acho que o segundo disco foi muito mais cabeça talvez do que coração. Não sei se faz sentido… G1 – Entendi. Faz sim. Gabriel Marques – E aí, para um terceiro, eu lembro que eu pensava… [risos] Para fazer um disco, eu estaria fazendo plágio de mim mesmo. Naquele momento, eu não conseguia enxergar como eu que ia fazer um terceiro disco. G1 – Você reouve? Se por acaso você ouve ou mostra para alguém dizendo 'olha, eu tive uma banda', rola esse tipo de situação? E como que as músicas envelheceram para você? Gabriel Marques – Boa pergunta. Olha, eu consigo curtir mais e mais o trabalho com o passar do tempo. Talvez até por uma certa nostalgia daquela época. Eu lembro que dez anos atrás eu não conseguia escutar Moptop, eu escutava e era muito difícil ter um distanciamento. Não escutava por escutar. Eu fiquei bastante tempo sem escutar e sem tocar as músicas. "Acho que agora com minhas filhas crescendo, tive algumas oportunidades de mostrar para elas. E aí eu escuto e curto: "Pô, que barato". [risos] Eu ainda escuto com um certo olhar crítico, mas eu consigo já curtir." Capa do primeiro álbum do Moptop Divulgação G1 – E o povo da firma, o povo da Amazon, sabe que você tinha banda? Gabriel Marques – Quando eu entrei na Amazon, eu não falava. Aí volta e meia alguém me reconhecia, em momentos fora do trabalho. Sei lá, tomando um chope, e alguém tocava no assunto ou eu tocava no assunto. Aí quando eu me mudei para os Estados Unidos, eu acho que eu passei a falar mais, mas pelo menos aqui na Amazon Music, cara, todo mundo aqui tem banda. Todo mundo veio de alguma banda… Então, não é nada especial. [risos] G1 – É como falar da escola ou da faculdade, então… Gabriel Marques – É… Exatamente. "Ah, legal! Você também teve uma banda". Às vezes, eu falo um pouco mais e digo que a gente abriu pro Oasis uma vez. E aí as pessoas falam "que legal". Acho que tem uma reação um pouco diferente. Nesta mesma semana, a gente tinha sido indicado para Melhor Site de Música no South By Southwest. E a gente teve que escolher entre ir para lá ou fazer a abertura do Oasis. O ápice da banda foi naquelas duas semanas [em março de 2006]. G1 – E era você que tinha feito o site? Gabriel Marques – Eu e o Curi, que era o guitarrista. A gente botou muitas horas naquele site. A gente se divertia: "vamos botar um botãozinho aqui, botar um Pac-Man". Cada mês, a gente tinha uma ideia e ia botando coisinhas. G1 – Voltando às aberturas, como era abrir para Oasis, Placebo, Franz Ferdinand? Gabriel Marques – Acho que tinha um lado bom e um lado bem ruim. O lado bom era a oportunidade de mostrar música pras pessoas que talvez não conheciam seu trabalho. E essas bandas que você citou a gente era fã. Você divide o palco, conhecia eles, interagia. Era uma honra. O lado ruim é que as pessoas não estão ali para te ver. Eu lembro que a mentalidade era "entra rápido, sai rápido, não faz pausa entre música, toca as mais pesadas ou mais dançantes". Mas foi um barato. A gente ficou com uma certa fama de uma boa banda de abertura… Eu acho que a gente dava conta. Era fácil lidar com a gente e a gente tinha um showzinho enxuto que funcionava. Moptop com a atriz Nanda Costa, nos bastidores do clipe de 'Contramão' Divulgação G1 – Tinha até uma piada, que eu não sei se chegou em vocês. Que era: "Não é possível! Tem alguém do Moptop que tá pegando alguém das produtoras de show para conseguir abrir tudo". Gabriel Marques – Não, não é… [Risos] Eu acho que o produtor olhava aí e pensava: "A gente precisa de uma banda de abertura, quem é que já abriu para banda internacional e não foi uma merda". Aí ficou nisso. Era uma escolha com pouco risco. E acho que outra coisa do Moptop é que a gente era uma banda de indie rock, mas a gente flertava com outros estilos. Mas a gente abriu de Faith No More a Oasis, até Franz Ferdinand… até umas bandas nacionais que você diria que "pô, não tem nada a ver". Mas por algum motivo funcionava. Ou os produtores achavam que funcionava. G1 – Agora uma pergunta mais viajada… Você vivendo a música hoje desse lado da tecnologia, de dados, como você vê a música que você fazia antes? Você olha de alguma outra forma? Gabriel Marques – O Moptop só foi possível por uma ingenuidade daquela época. Eu nunca tinha pensado em ser músico. Eu não era cantor e até guitarra, pré-Moptop, eu tinha parado de tocar guitarra há alguns anos. Tocava quando era moleque, mas tinha parado. Então, eu não sei o que me deu na cabeça de achar que eu conseguia fazer aquilo. Eu acho que era uma ingenuidade, uma certa ignorância de como é difícil você ser músico, de como é difícil você ser descoberto e as pessoas se interessarem. Como é difícil fazer música boa, como é difícil gravar, botar um show legal. E fazer isso tudo, no Brasil, em um gênero que não é dos principais estilos de música. Eu olhando hoje, vejo o catálogo que a gente tem na Amazon Music, e quantos artistas a gente tem. Cara, é assustador o número de artistas e quais desses artistas realmente têm gente escutando. "A chance de você montar uma banda e dar certo são muito pequenas. A ingenuidade do início foi a razão de a gente ter ido a uma certa distância. Eu não quero desencorajar quem está começando, muito pelo contrário, acho que mostra um pouco a mágica da coisa toda." G1 – Hoje em dia, você não toca guitarra, não canta? Não é músico nem amador… Gabriel Marques – Muito pouco. Eu toco violão aqui em casa com elas. Mas muito pouco. Todo ano eu falo que eu vou voltar a ter banda, compor, mas todo ano tem passado e não tenho cumprido minha meta. Semana Pop explica temas do entretenimento
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Lucy Alves lança single ‘Dia de Festa’, em parceria com Natiruts
Música 'Dia de Festa' fala sobre positividade e amor, segundo a cantora. Lucy Alves Divulgação A cantora paraibana Lucy Alves lançou nesta sexta-feira (20) o single "Dia de Festa", em parceria com a banda de reggae Natiruts. A música já está disponível nas plataformas digitais. Lucy conta que a música é "uma alegria que remete ao clima de verão". Ela foi composta pela musicista com o vocalista da banda Natiruts, Alexandre Carlo, e o produtor Marcel Sousa. A ideia da parceria com a banda Natiruts aconteceu após um show em Fortaleza, em 2019. A música foi gravada em Brasília e, segundo o vocalista Alexandre Carlo, é um "xote-reggaeton maravilhoso". "Admiro muito o trabalho do Alexandre e da banda Natiruts por trazerem pro reggae Brasil uma riqueza ímpar. Rico dos nossos ritmos e muita originalidade. Estou muito honrada com essa parceria. Isso é grande. 'Dia de Festa' é uma música que fala sobre positividade, amor e sonhar junto. É um trabalho muito lindo e estou muito feliz em dividi-lo com o público!", disse Lucy. Lucy se prepara para iniciar uma turnê nacional, que começa no dia 12 de dezembro no Rio de Janeiro. A turnê vai contar com o repertório do ep 'Chama' e outros sucessos da artista. Vídeos mais assistidos do G1 Paraíba
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Luciano Camargo diz que testou positivo para Covid-19 após viagem para visitar os pais
'Comecei a sentir alguns sintomas leves, porém percebi que poderia ser Covid', afirmou o cantor sertanejo em um vídeo publicado em sua rede social. Luciano Camargo testa positivo para Covid-19 após viagem para visitar os pais Luciano Camargo testou positivo para Covid-19. O cantor sertanejo usou as redes sociais para revelar que foi diagnosticado com a doença após viajar de São Paulo para Goiânia para visitar os país. "Comecei a sentir alguns sintomas leves, porém percebi que poderia ser Covid. Fiz o teste, minha família também fez. Minha família, deu negativo, os funcionários aqui de casa também, todos testaram negativo, porém eu estou com Covid." "Estou tranquilo, não estou sentindo grandes sintomas, digamos assim, mas estou com Covid. Vou tomar agora todos os cuidados possíveis, vou me isolar aqui em casa", afirmou o irmão de Zezé Di Camargo. Francisco de Camargo com filhos Zezé e Luciano Goiás Reprodução/Instagram Luciano também publicou um texto citando que fez o exame antes da viagem e que o resultado foi negativo. "Fui para Goiânia visitar os meus pais, passei quatro dias com eles e, assim como fiz em outubro, quando fui visitá-los, também realizei exames da Covid para poder ir com segurança. Afinal, todos sabem da fragilidade da saúde do meu pai e todo cuidado é pouco com ele… A exemplo das outras vezes em que fiz, o exame deu negativo, porém, depois de voltar de Goiânia na segunda-feira desta semana, senti leves sintomas da Covid." "Eu pensei que fosse apenas um resfriado, pois estive em casa durante esses dias todos e não sai para nada.. Hoje, no entanto, testei positivo." Em recente entrevista ao G1, Luciano falou sobre seu álbum gospel e revelou que passou a quarentena em isolamento em sua casa. Ele ainda confessou que sentirá dificuldade em voltar para a estrada quando os shows voltarem ao normal. "Por mais que eu tenha saudade do me trabalho, por mais que eu tenha saudade de estar ali cantando, eu sei que vou sentir muito mais saudade do que estou vivendo. Essa tranquilidade de não ter que me afastar da minha mulher nem por duas horas." Luciano Camargo estreia projeto gospel VÍDEOS: Saiba tudo sobre entretenimento com o Semana Pop:
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Shawn Mendes lança ‘Monster’ em parceria com Justin Bieber
Música integra próximo álbum do cantor, que será em 4 de dezembro. Shawn Mendes lança 'Monster' em parceria com Justin Bieber Divulgação Shawn Mendes lançou nesta sexta-feira o single "Monster". A faixa tem participação de Justin Bieber e veio acompanhada de videoclipe com a dupla. "Monster" integra o próximo álbum de Shawn Mendes. Intitulado "Wonder", o disco será lançado em 4 de dezembro. O disco mais recente do cantor, o terceiro da carreira, foi lançado em maio de 2018. Nele, o artista canadense foi muito além do pop rock adocicado de "Handwritten" (2015) e do soul sem alma de "Illuminate" (2016). Shawn Mendes tenta ser mais maduro em 'If I Can't Have You'
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