Caio Prado evoca raízes da árvore negra em ‘Baobá’, segundo single do álbum ‘Griô’
♪ Caio Prado volta ao mercado fonográfico duas semanas após apresentar um dos mais contundentes singles de 2020, Não sou teu negro, primeira amostra do terceiro álbum do artista carioca, Griô, previsto para 2021. Baobá, segundo single do álbum gravado no estúdio carioca Toca do Bandido com produção musical de Felipe Rodarte, chega às plataformas na sexta-feira, 4 de dezembro, desencavando raízes ancestrais da árvore negra que sustenta o solo do Brasil há séculos. Capa do single 'Baobá', de Caio Prado André Hawk “Eu sou a folha que desprendeu da Baobá / Cruzando o oceano, sou sopro do cachimbo da vovó / … / Eu olho pra traz e reconheço o futuro / Fincado no agora, resplandece o amanhã / Sou forte ainda como a folha, Baobá / Quem venta e guia, nunca erra a direção / Sou uma árvore inteira de olho atento e pé no chão”, se perfila Caio, garboso, na letra da música inédita apresentada neste single que cruza as transversais do tempo, remetendo a sons matriciais do passado na percussão de Boka Reis, mas apontando para o futuro já presente no toque da guitarra de Elísio Freitas e da pulsação do baixo synth de Marcelo Delamare. Se Caio Prado compôs Não sou teu negro sozinho, sem parceiros, Baobá também traz a assinatura da cantora e compositora Verônica Bonfim. O single Baobá chega ao mundo simultaneamente com o clipe filmado sob direção de André Hawk. No vídeo, como mostra a foto ao alto de Felipe Alberto e como reforça a imagem do cantor na capa do single, criada por Hawk, Caio Prado evoca a figura de negro ancestral, um preto velho, firme como a Baobá, árvore símbolo da longevidade e, por extensão, da força (que nunca seca) do povo negro. Caio Prado assina com Verônica Bonfim a música inédita 'Baobá' Felipe Alberto / Divulgação
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‘Immortals Fenyx Rising’ mistura bons exemplos de clássicos, mas tenta coisas demais; G1 jogou
Game lançado nesta quinta-feira (3) leva mecânica de 'Breath of the wild' à mitologia grega e apresenta quebra-cabeças excelentes, mas peca em tom de piadas e em tarefas repetitivas. Até quem nunca jogou "The Legend of Zelda: Breath of the wild" vai se lembrar do game da Nintendo ao jogar "Immortals Fenyx Rising", lançado nesta quinta-feira (3) para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S e X e computadores. O novo game da Ubisoft tem o mesmo visual mais cartunesco e artisticamente atraente da aventura de Link de 2017, leva muito do espírito do jogo – e até um pouco demais de sua mecânica, é verdade – para a mitologia grega, e brilha com excelentes quebra-cabeças. Infelizmente, se perde um pouco no tamanho de seu mundo aberto, com tarefas que se tornam repetitivas depois das muitas horas necessárias para chegar a seu final, além de piadas forçadas e desnecessárias que poucas vezes atingem o alvo. Assista ao trailer de 'Immortals Fenyx rising' Salvando deuses Em "Immortals Fenyx Rising", o jogador controla Fenyx, herói ou heroína que pode ser personalizado a qualquer momento – um pouco parecido com o que acontece em "Assassin's Creed Valhalla", mas sem tanta influência na história. Seu objetivo é devolver aos antigos deuses gregos seu poder e glória, e salvar o panteão e o mundo do terrível titã Typhon, que escapou de sua prisão e transformou todos os mortais em pedra. É interessante acompanhar e controlar Fenyx no começo, enquanto o/a protagonista ainda descobre seu papel de salvador e desenvolve seus próprios poderes. 'Immortals Fenyx Rising' Divulgação Limitação do bem A limitação do personagem no início funciona muito bem para forçar o jogador a desenvolver suas próprias soluções a problemas que parecem intransponíveis. O gasto da pequena barra de energia para ações aparentemente simples como escalar uma colina pode irritar os mais impacientes, mas faz com que cada momento seja planejado, e cada vitória, uma conquista de verdade. Por mais que a força dos inimigos cresçam um pouco com o tempo, no início a ameaça de ciclopes gigantescos ou até de górgonas é real. Com isso, o sistema de batalhas oferece um equilíbrio gratificante entre simplicidade e complexidade para que até as batalhas mais difíceis sejam possíveis com um pouco de planejamento. Isso se perde um pouco com o crescimento dos poderes de Fenyx, que pode investir em diferentes habilidades divinas a na melhoria de seus equipamentos – algo que pode ser bom para quem gosta de combate descomplicado, mas que frustra aqueles que preferem um desafio. 'Immortals Fenyx Rising' Divulgação Quebra a cabeça Pelo menos o grande mundo aberto é recheado de quebra-cabeças dos mais variados, que ficam entre Fenyx e itens dos mais mundanos a objetivos vitais à trama. A variedade de seus poderes faz com que cada um desses desafios possa ser superado de maneiras diferentes, e superar um deles de uma maneira que claramente fugiu à mente dos desenvolvedores é muito satisfatório. O problema é que às vezes alguns deles parecem existir apenas para matar o tempo. O game não perde muito o tempo ensinando o jogador como agir em cada situação. Então, é compreensível que no começo existam aqueles mais simples, mas encontrar um baú que pode ser aberto ao atirar duas flechas em alvos pouco escondidos após 15 horas de jogo é desanimador. 'Immortals Fenyx Rising' Divulgação Zeus x Zelda Se é para copiar alguém, que seja um dos grandes. "Immortals Fenyx Rising" leva isso a sério e faz um trabalho excelente ao se inspirar nos melhores aspectos de "Breath of the wild". Depois de algumas horas, no entanto, as inspirações começam a parecer um pouco demais. Além da energia gasta e do visual, mecânicas como a levitação de blocos, a habilidade de planar sobre o mapa ou até de domar montarias passa a parecer um exagero. Mas talvez seja melhor. Quando tenta ir por um caminho próprio, "Immortals" (ou "Fenyx Rising", difícil saber como esse título confuso será encurtado pelo público) dá seus tropeços. Isso fica claro nas piadas jogadas por Zeus e Prometeu, responsáveis pela "narração" da história de Fenyx. 'Immortals Fenyx Rising' Divulgação Com eles, a Ubisoft até tenta aprofundar um pouco o universo mitológico no qual a trama é inserida, mas se perde em um humor bobo e tosco que tira grande parte da beleza do mundo criado pelos desenvolvedores. "Immortals Fenyx Rising" mostra que é possível utilizar referências de clássicos para fazer algo novo, mas também serve de aviso para os perigos de ir longe demais na inspiração. No fim do dia, é um ótimo game, e serve muito bem como substituto para quem não tem um Switch e não pôde jogar uma das melhores aventuras dos últimos anos – mas também perde a chance de se aprofundar em seus próprios méritos e, com isso, tornar algo mais. 'Immortals Fenyx Rising' Divulgação
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Em ‘M8 – Quando a morte socorre a vida’, Jeferson De mostra racismo escancarado: ‘fala sobre maioria dos brasileiros’
Diretor usa morte para tratar afeto e cura e diz que escalou 'elenco dos sonhos'. Longa estreia nesta quinta (3) nos cinemas. Mariana Nunes e Juan Paiva em cena do filme "M8 – Quando a morte socorre a vida" Divulgação/Vantoen Pereira JR Jeferson De levou o prêmio do público de melhor filme de ficção no Festival do Rio em 2019 com "M8 – Quando a morte socorre a vida". O longa, que estreia nesta quinta (3) nos cinemas, aborda o racismo ascendente nas universidades após a aprovação das cotas, mas vai além: fala da violência e da negligência à dignidade mesmo após a morte. Para ter representatividade, indústria do cinema precisa de prazos e cotas, dizem cineastas Jeferson foi convidado para dirigir o filme pela produtora Iafa Britz e ficou impressionado com o livro homônimo do autor Salomão Polakiewicz, no qual o filme é baseado. Mas ele aceitou o convite porque viu que suas propostas para rumos diferentes tinham aprovação. "Não é uma adaptação literal. O livro falava dos bolsistas e eu resolvi colocar a questão dos cotistas. Para mim, era muito importante investigar o universo dessa geração nova que está chegando nas universidades brasileiras, de meninos e meninas negros", conta o diretor. Trailer de 'M8 – Quando a morte socorre a vida' O filme conta a história de Maurício (Juan Paiva), um jovem negro e periférico que ingressa na faculdade de medicina por meio de cotas. Ele vai passar a ter sonhos e alucinações com o cadáver M8, sem identificação e disponível para estudo na aula de anatomia, e tentará descobrir sua origem. No início deste ano, o filme iria começar a rodar em festivais internacionais depois de ter levado o prêmio no Rio em 2019. O diretor não lamenta a interrupção dos planos e o lançamento nos cinemas quase um ano depois da data prevista. "Agora, provavelmente no primeiro semestre, teremos esse filme para ser visto em casa. O papel do streaming é fundamental porque provavelmente muita gente do interior do Brasil vai poder ter acesso. Como diria Milton Nascimento, a arte tem que chegar onde o povo está." "É um filme muito importante, ele fala sobre a maioria dos brasileiros." O diretor escolheu tratar a morte de uma maneira positiva, uma forma de inserir temas como fé, religião e ancestralidade. Para ele, a religiosidade e a fé em dias melhores e melhores condições de vida são duas questões muito representativas do Brasil. Por isso, define seu filme como uma história de afeto, cura e união. "Fala sobre a nossa ancestralidade. Sempre temos um passado que nos conta e ilumina o nosso caminho. Que essa ancestralidade nos una com pessoas e seja uma coisa positiva, mesmo quando há morte", diz. 'Elenco dos sonhos' Juan Paiva e Zezé Motta em cena do filme "M8 – Quando a morte socorre a vida" Divulgação/Vantoen Pereira JR Juan Paiva, das novelas “Totalmente demais” e “Malhação”, e Mariana Nunes, das séries “Carcereiros” e “Segunda chamada”, são os protagonistas da história e entregam cenas fortes de carinho e embates entre mãe e filho. Mas o longa está cheio de participações especiais de grandes atores: Zezé Motta, Lázaro Ramos, Ailton Graça, Léa Garcia, Rocco Pitanga, Raphael Logam e Tatiana Tibúrcio. "Para mim, é um elenco dos sonhos. Eu jamais imaginaria que pudesse ter um elenco tão grandioso nesse filme. Não por não poder convidá-los, mas por questões de agenda de cada um deles”, conta Jeferson. “Eu resumiria a participação como um ato de generosidade de cada um deles e de cada uma delas, sobretudo de rainhas Léa Garcia e Zezé Motta. Foi um set de muita generosidade, carinho, muito afeto entre irmãs e irmãos negros, essa reverência aos mais velhos, nós vimos muito isso”.
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Flip 2020 começa nesta quinta com edição virtual; veja programação completa
18ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty acontece de 3 a 6 de dezembro virtualmente. Bernardine Evaristo, Caetano Veloso, Pilar Quintana, Itamar Vieira Junior e Regina Porter estão entre os convidados. Bernardine Evaristo, Caetano Veloso, Itamar Vieira Junior e Regina Porter são destaques da Flip 2020 Divulgação/Câmara Municipal da Póvoa de Varzim A 18ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa nesta quinta-feira (3) em formato virtual devido à pandemia de coronavírus. A programação será composta por mesas transmitidas ao vivo em plataforma própria e nas redes sociais, além de vídeos gravados. A primeira noite da festa tem duas mesas, com conversas sobre literatura e música. O debate que abre o evento, às 18h, fala sobre diásporas com a autora inglesa Bernardine Evaristo, vencedora do Booker Prize 2019, e a brasileira Stephanie Borges, vencedora da categoria poesia do IV Prêmio Cepe Nacional de Literatura. Em seguida, às 20h30, os jovens cirandeiros Fernando e Marcello Alcantara discutem a cultura caiçara. Quanto custa e quanto pode custar um livro no Brasil Como livrarias passam pela pandemia Destaques da programação Bernardine Evaristo: escritora de Londres tem oito livros de diversos gêneros: romance, conto, poesia, ensaio e teatro. No ano passado, venceu o Booker Prize pela obra "Garota, mulher, outras" e se tornou a primeira autora negra a receber a premiação. Pilar Quintana: escritora colombiana tem romances e contos. Seu livro mais recente, "A Cachorra", foi anunciado na lista estendida do National Book Award, além de ter ganhado prêmios na Colômbia. Em 2007, a autora foi selecionada como um dos 39 escritores com até 39 anos de maior relevância da América Latina pelo Hay Festival, no País de Gales. Caetano Veloso: um dos maiores nomes da música popular brasileira, cantor vai apresentar seu livro recém-lançado, "Narciso em férias". No livro, ele relata os impactos dos 54 dias vividos no cárcere. Regina Porter: a autora americana é uma dramaturga premiada. Em seu primeiro romance, "Os viajantes", lançado em julho de 2019, ela narra a história de duas famílias, uma negra e uma branca, que começa após a segunda guerra mundial e se desenvolve por seis décadas. Itamar Vieira Junior: Autor baiano acabou de vencer o Prêmio Jabuti na categoria romance literário com o romance "Torto arado". Nascido em Salvador, é também geógrafo e doutor em estudos étnicos e africanos e estuda a formação de comunidades quilombolas no interior do Nordeste brasileiro. Eileen Myles: Escritora dos Estados Unidos tem 20 livros publicados, entre obras de poesia, jornalismo literário e ficção. Com um trabalho principalmente sobre as temáticas lésbica, queer e de identidade de gênero, Myles já venceu alguns prêmios literários, entre eles o Shelley da Poetry Society of America. Em 2019, lançou no Brasil o romance "Chelsea Girls". Flip virtual Inicialmente, a Flip 2020 estava prevista para acontecer de 29 de julho a 2 de agosto, mas foi adiada para novembro em um primeiro momento. "Este é um ano atípico, por isso optamos por este formato. A Flip Virtual contará com uma linguagem própria que respeita o sentido original e o espírito da Festa: ser mais do que um mero evento, estabelecendo uma relação duradoura e permeável com Paraty", explica Mauro Munhoz, diretor artístico da Flip. Veja abaixo a programação completa: Quinta-feira (3) 18h – Mesa 1 | Diásporas com Bernardine Evaristo e Stephanie Borges 20h30 – Mesa 2 | Zé Kleber: Ciranda 20h30 com Fernando e Marcello Alcantara Sexta-feira (4) 16h – Mesa 3 | Florestas vivas, com Jonathan Safran Foer e Márcia Kambeba 18h – Mesa 4 | Eileen para presidente!, com Eileen Myles 20h30 – Mesa 5 | Animais abatidos, com Pilar Quintana e Ana Paula Maia Sábado (5) 16h – Mesa 6 | Sobre o autoritarismo, com Lilia Moritz Schwarcz 18h – Mesa 7 | Ancestralidades, com Chigozie Obioma e Itamar Vieira Junior 20h30 – Mesa 8 | Transições, com Caetano Veloso e Paul B. Preciado Domingo (6) 14h – Mesa 9 | Zé Kleber: Sarau, com Rodrigo Ciríaco e Elisa Pereira 16h – Mesa 10 | Batidas, com Regina Porter e Jeferson Tenório 18h – Mesa 11 | Vocigrafias insurgentes, com Danez Smith e Jota Mombaça 20h30 – Mesa 12 | Zé Kleber: Slam, com Nathalia Leal e Luz Ribeiro VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento
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RBD além da live? Maite Perroni descarta turnê e explica show sem Poncho e Dulce
Ao G1, atriz e cantora diz que grupo vai sentir falta dos colegas e promete novas versões das músicas: 'É um dia único'. Ela conta memória mais marcante do Brasil e revela planos de carreira. Maite Perroni fala sobre reunião do RBD Maite Perroni ganhou fama mundial com o RBD e se tornou, em 2020, uma das maiores estrelas mexicanas, alternando novelas, filmes e séries. Neste ano, depois de pausar sua carreira musical, ela abriu uma exceção para gravar a música "Siempre he estado aqui" com três dos cinco ex-companheiros de grupo. Juntos, preparam uma live para o dia 26 de dezembro. Mas estes são os únicos projetos do RBD, ela diz em entrevista ao G1. Assista no vídeo acima. "Como dissemos por muito tempo, não tínhamos planejado um reencontro como tal. Até hoje segue sendo assim, não vamos fazer um reencontro que tenha, mais pra frente, a intenção de ser uma turnê, ou fazer algo que realmente represente uma volta, profissionalmente falando." Segundo a mexicana, a ideia da live surgiu depois que as músicas do grupo voltaram às plataformas digitais, em setembro, e dominaram paradas em alguns países. "É mais um reencontro de corações, da nostalgia que surge a partir da sorte que tivemos de ter nossa música nas plataformas. Ver todo este movimento tão cheio de amor e de gente que nos encheu de surpresas e resultados incríveis nos fez tomar a decisão de, sim, seguir adiante com a ideia de fazer um dia mágico e especial para todos." "Estamos muito emocionados, mas é um dia único, só este momento." Segundo a mexicana, os encontros e a gravação da primeira música do grupo em 12 anos aconteceram por meio de chamadas de vídeo e ligações. Sem Dulce e Poncho Christian Chavez, Maite Perroni, Christopher Uckermann e Anahí em reencontro do RBD Divulgação/Universal Music Dulce Maria e Alfonso Herrera não estarão juntos com Maite, Anahí, Christian Chávez e Christopher Uckermann no show do dia 26. Dulce está grávida. Já Alfonso não explicou a ausência. Nas redes sociais, fãs criticaram a decisão do ex-RBD. Maite é, além de ex-colega de grupo, amiga do ator e defendeu sua decisão. "Acho que, muitas vezes, é difícil para quem está de fora ver que não há conflito, que não há necessidade de gerar esse tipo de situação porque acho muito válido que todos tomem decisões pessoais e profissionais." "Acho que o Poncho sempre foi muito coerente e vem construindo uma carreira de ator há 12 anos, na qual ele não se envolveu com música porque não se sente como um cantor", explica. "Nos respeitamos como indivíduos e todos têm o direito de fazer suas vidas como quiserem. E não por isso não é RBD e nem deixa de fazer parte desta bela história." Maite, Anahí, Christopher e Christian vão redistribuir as músicas entre eles. "O que vamos fazer é sentir muito a falta deles que são muito importantes para nós, mas no fim das contas, o RBD são os fãs. Foram eles que conseguiram que isso existisse e tivesse a força que tem. E que, 16 anos depois, siga sendo RBD", conta. Leia também: Entrevista com o criador do RBD Foco nas séries Maite Perroni e Alejandro Speitzer Reprodução/Netflix Neste ano, a atriz foi protagonista da série de mistério "Desejo sombrio", na qual interpretou um papel bem diferente da inocente Lupita, da novela "Rebelde", com muitas cenas de sexo. A produção mexicana da Netflix fez sucesso no mundo inteiro e foi renovada para a segunda temporada. "Sempre que você começa a fazer um projeto, não tem ideia do que vai acontecer, é uma aposta constante. Foi uma grande surpresa ver que nos conectamos com tantas culturas. De repente estávamos em primeiro lugar no Catar, Vietnã, Filipinas, Israel, Índia. Não entendemos nada. É incrível que um projeto mexicano chegue a tantos lugares", conta. Depois de ter feito sete novelas nos últimos 12 anos, a atriz diz que quer continuar se dedicando às séries e a projetos "atrevidos", diferentes do que estava acostumada. Além de "Desejo sombrio", ela também está em "O jogo das chaves", do Amazon Prime Video, e "Herdeiros por acidente", da Claro Vídeos. Mesmo com o sucesso internacional, ela não tem planos definidos de buscar produções de outros países. No ano passado, ela também decidiu fazer uma pausa em sua carreira musical. Ela explica a decisão de pegar mais leve: "As pessoas acham que a vida de um artista é só fazer sessão de fotos, tapete vermelho, ir a eventos. Mas é uma profissão que vicia, implica muito sacrifício e muita entrega. Eu mal tinha tempo para dormir." O RBD Divulgação Amor pelo Brasil Maite já perdeu as contas de quantas vezes veio a Brasil. A memória mais marcante que tem do país é de caos e amor. "Ani e eu estávamos saindo de caminhonete do hotel. Estávamos sentadas e, de repente, abriram a caminhonete, abriram o porta-malas e as pessoas começaram a correr e entrar. Acabamos embaixo do banco do motorista, a equipe de segurança estava tentando tirar as garotas. O motorista conseguiu frear, mas era um caos, então eu pensei 'não posso acreditar que isso está acontecendo'." "Estava entre riso nervoso e preocupação porque era muita adrenalina e energia. E o Brasil sempre nos deu isso: muita energia, muito amor, muita potência, sabe. Um país com um amor e uma força muito grandes. E isso se sente e se agradece porque logo sentimos falta. Você vai a outros lugares e sente falta daquela paixão com que vivem a vida." Agora, ela planeja voltar ao país para passar férias. "Sempre fui para trabalhar, sair correndo para o aeroporto, sair correndo para assinar autógrafos, e já ter um show e logo ter que voltar. Então, quando pudermos voltar a viajar como estávamos acostumados, adoraria ir ao Brasil desfrutar dessa terra que me deu tanto amor por tanto tempo." Semana Pop explica reencontro do RBD e o que ele significa para os fãs
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Festival de Sundance anuncia exibições online e em cinemas drive-in devido a pandemia
Evento acontece 28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2021 e terá ainda um teatro como base para exibições, seguindo regras de distanciamento social. Programação ainda não foi anunciada. Fachada do Egyptian Theatre, onde costuma acontecer as exibições do Festival de Sundance, em Utah. Foto Arthur Mola/Invision/AP, Arquivo O festival de cinema de Sundance revelou nesta quarta-feira (2) que vai exibir lançamentos em 'drive-ins' e cinemas de arte nos Estados Unidos e online, em um movimento de adaptação da indústria aos efeitos devastadores da pandemia de covid-19. Cofundado pelo ator e diretor Robert Redford há cerca de quatro décadas e conhecido por apresentar clássicos indie, o Sundance normalmente acontece nos meses de janeiro e fevereiro nas montanhas do oeste do estado de Utah. Mas com os cinemas fechados em grande parte do país, os festivais se tornaram apenas um elemento-chave da indústria cinematográfica abalada pela crise. Initial plugin text Utah sofreu mais de 200 mil infecções, incluindo 900 mortes. O governador Gary Herbert declarou estado de emergência no mês passado com recordes de novos casos diários. "Mesmo sob essas circunstâncias impossíveis, os artistas ainda encontram caminhos para fazer um trabalho ousado e vital de todas as maneiras que podem", disse a diretora do festival Tabitha Jackson. Exibições online e estreias socialmente distantes da Califórnia a Nova York "nos dão a oportunidade de alcançar novos públicos, com segurança, onde eles estão", acrescentou ela. Um teatro na tradicional casa do festival em Park City, Utah, junto com dois drive-ins na região de Los Angeles, estão programados para sediar eventos físicos com artistas, enquanto as estreias online serão seguidas de debates virtuais ao vivo. Este ano, os principais festivais de verão e outono – com exceção de Veneza – cortaram a maioria de seus eventos físicos ou, no caso de Cannes e Telluride, foram totalmente cancelados. Toronto – o maior evento de cinema da América do Norte – aconteceu principalmente online. O festival de Sundance vai de 28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2021. Sua programação de mais de 70 filmes ainda não foi anunciada, mas pode incluir elegíveis para o Oscar do próximo ano, que foi adiado e está previsto para 25 de abril. VÍDEOS: Saiba tudo o que acontece no entretenimento com o Semana Pop:
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Deborah Secco mostra filha gravando cena de novela: ‘Primeiro dia de trabalho a gente nunca esquece’
Em clique publicado nas redes sociais, atriz mostrou Maria Flor em cena de 'Salve-se quem puder'. Maria Flor, filha de Deborah Secco, grava cena de "Salve-se quem puder" Reprodução/Instagram Maria Flor, que completa 5 anos nesta sexta-feira (4), está seguindo os passos dos pais, os atores Deborah Secco e Hugo Moura, e acaba de gravar sua primeira cena. Nesta quarta-feira (2), Deborah mostrou a filha nos bastidores das gravações de "Salve-se quem puder", novela em que é uma das protagonistas. "O primeiro dia de trabalho a gente nunca esquece… Principalmente o da sua filha trilhando os seus passos e se aventurando em uma profissão que você tanto admira! Tudo foi muito especial e eu só tenho a agradecer a sorte de ter a Maria na minha vida. Que emoção, gente", escreveu Deborah, toda orgulhosa, em uma publicação no Instagram. Initial plugin text Deborah Secco fala sobre a preparação para viver Alexia, de 'Salve-se Quem Puder'
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Marília Mendonça relata crise de ansiedade: ‘Não consegui me concentrar em nada’
'Nada me tirava da cabeça que eu estava estagnada, estática no mesmo lugar e não tenho pra onde ir', afirmou a cantora sertaneja, analisando a pausa por causa da pandemia de coronavírus. Marília Mendonça Divulgação Marília Mendonça usou as redes sociais para falar sobre a crise de ansiedade que sofreu no início da semana. Em uma série de posts no Twitter, a cantora sertaneja conta que não conseguia se concentrar em nada e que se sentia estagnada por conta da paralisação causada pela pandemia de coronavírus. "Tentei o curso de inglês, o de espanhol, o de culinária (que inclusive, virou fuga nesses tempos), o de italiano. Tentei de tudo. Tentei ouvir música, tentei ouvir lançamento, tentei ouvir coisa antiga, tentei pegar o violão. Liguei a TV, tentei assistir minha serei favorita, tentei assistir meu canal de culinária. Nada me tirava da cabeça que eu estava estagnada, estática no mesmo lugar e não tenho pra onde ir", escreveu a cantora. "Assim, como meus colegas da música tem se sentido, por várias vezes e cada vez mais, nesse período sinistro. No começo, parecia um descanso, uma fuga, um jeito de dar uma respirada, passageiro. Poxa. Até que precisávamos desse tempo pro nosso processo criativo." "Depois, o tempo foi ficando longo, vi muita gente crescer, vi colegas mudarem o mercado, como o Gusttavo Lima, com a primeira live naquele formato, que movimentou o mercado da música mundial. Isso me deu muito orgulho! Respirei fundo e encontrei forças pra seguir o caminho." Marília ainda comentou que com a queda da audiência das lives, se viu novamente “olhando pro nada”. Mas agradeceu "por ter visto o primeiro ano do filho, por esse vírus não ter atingido a família, por não ter faltado o alimento, a saúde, a vida." "Me vi paralisada na vida, de mãos atadas, julguei meu processo criativo, me perguntei o que fiz esse ano, me senti abandonada, esquecida, como se tudo que tivesse feito fosse substituível. Aonde tá a Marília Mendonça? O que ela criou? Qual o próximo passo? As pessoas ainda se lembram?", se questionou a cantora. Em seguida, Marília agradeceu o fato de ser a artista mais ouvida nas plataformas digitais em 2020, incluindo a live e o clipe mais vistos no YouTube. "Disse pra mim mesma com muito carinho: não tá sendo fácil pra ninguém, pequena. Você não tá atrasada. O mundo atrasou. Respira. Quando tudo voltar, as pessoas que te amam vão estar lá, o seu lugar continua lá. Agradeça e viva." Initial plugin text Marilia Mendonca agradece doações feitas durante uma de suas lives: Marilia Mendonca agradece doações feitas durante sua live VÍDEOS: Saiba tudo o que acontece no entretenimento com o Semana Pop:
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Flávio Venturini mapeia ‘Paisagens sonoras’ em álbum que segue trilhas da sinfonia pop mineira
Artista apresenta parcerias com Ronaldo Bastos, Nilson Chaves e Luiz Carlos Sá no primeiro disco de músicas inéditas em sete anos. Capa da edição em CD do álbum 'Paisagens sonoras', de Flávio Venturini Divulgação Resenha de álbum Título: Paisagens sonoras – Volume 1 Artista: Flávio Venturini Edição: Trilhos.Arte Cotação: * * * 1/2 ♪ Há curioso dado gráfico no encarte da edição em CD de Paisagens sonoras – Volume 1, bom álbum de músicas inéditas de Flávio Venturini. No encarte, cada uma das 12 músicas do disco é apresentada com letra, ficha técnica e a capa do single correspondente da faixa. Lançado em edição digital em 20 de novembro, mas também disponível em CD que pode ser adquirido na loja virtual de Venturini, o álbum Paisagens sonoras quase pode ser caracterizado com coleção de singles. Afinal, sete das 12 faixas já foram previamente apresentadas em singles a partir de maio de 2016, mês em que o cantor, compositor e pianista mineiro lançou a gravação de Mantra de amor (Flávio Venturini), terno canto de amor ambientado em noite estrelada e em clima folk com o toque rural do acordeom de Christiano Caldas, produtor do fonograma. A propósito, Caldas deu forma a sete das 12 faixas do álbum, cujo subtítulo Volume 1 indica que o disco terá sequência. Dupla sequência. De acordo com os planos de Venturini, Paisagens sonoras é o primeiro título de trilogia fonográfica. Estão previstos um segundo volume (com mais músicas inéditas, gravadas com convidados) e um terceiro volume com temas instrumentais. Na forma do volume 1, Paisagens sonoras também pode ser apreciado como o primeiro álbum de inéditas do artista desde Venturini (2013), disco lançado há sete anos. E isso, por si só, já confere relevância ao disco, pois Flávio Venturini é um dos arquitetos fundamentais da sinfonia pop mineira orquestrada a partir dos anos 1970 sob a batuta gregária do maestro regente Milton Nascimento. Em cena desde 1974, ano em que foi admitido como integrante da banda de rock progressivo O Terço, Venturini marcou época a reboque do 14 Bis, grupo que alçou altos voos entre 1979 e 1983 com mistura jovial de pop, MPB e rock progressivo. Principal compositor do 14 Bis, Venturini legou ao universo pop melodias como as de Planeta sonho (Flávio Venturini, Vermelho e Marcio Borges, 1980), Linda juventude (Flávio Venturini e Marcio Borges, 1982) e Todo azul do mar (Flávio Venturini e Ronaldo Bastos, 1983). Flávio Venturini alinha 12 músicas no álbum 'Paisagens sonoras', com destaque para 'Uma cidade, um lugar' Divulgação Lampejos desse excepcional talento de melodista aparecem no álbum Paisagens sonoras em músicas como Viver a vida (2020) – parceria de Venturini com Torquato Mariano, produtor da faixa formatada com leve levada black – e a apaixonante balada Uma cidade, um lugar (Flávio Venturini e Murilo Antunes, 2020), destaque da safra autoral. Outra faixa produzida por Torquato Mariano, Caminho de estrelas (Flávio Venturini, 2020) sinaliza que os trilhos seguidos pelo cantor e compositor continuam embutindo, no percurso, trilhas progressivas. Contudo, há atalhos perigosos nesse percurso. Parceria de Venturini com Luiz Carlos Sá inicialmente intitulada Parfait amour e apresentada em single editado em 1º de outubro já com o nome definitivo, O céu de quem ama (2020) talvez brilhasse mais com menos teclados e menos vocais na gravação produzida por Paulo Calazans. Com letra pautada pelos versos líricos do poeta Ronaldo Bastos, a balada romântica Azul com poeiras de ouro (2020) tem tonalidades mais acústicas no arranjo de Keco Brandão, produtor musical do fonograma. Um dos poetas fundamentais do cancioneiro do Clube da Esquina, Ronaldo Bastos é também o letrista de Cais de Belém (2019), faixa cuja onda envolvente vem do piano tocado pelo próprio Venturini. Esse mesmo piano ilumina a beleza natural de Lua de Marajó (2020), inspirada parceria do artista mineiro com o paraense Nilson Chaves apresentada em single editado em janeiro. Aberto com Girassol (Flávio Venturini e Cláudio Fraga, 2020), o álbum Paisagens sonoras – Volume 1 traz duas composições sem a assinatura de Venturini, ambas ajustadas ao universo musical do artista. Música apresentada em single editado em novembro de 2017, Em cima do tempo é balada de autoria dos compositores cearenses Edmar Gonçalves e Marcos Lupi. Já O que é normal (2020) é canção recente em que os jovens compositores mineiros Frederico Heliodoro e Vitor Velozzo expressam angústias decorrentes da pandemia que assombrou o mundo neste ano de 2020. Balada lançada em single editado em abril de 2019, Vi no teu olhar (Flávio Venturini e Hugo Lacerda) é faixa – produzida pelo guitarrista mineiro Cesar Santos – que completa o repertório do disco, reiterando o romantismo apaixonado que dá o tom do cancioneiro de Flávio Venturini. Paisagens sonoras é álbum que agradará seguidores fiéis desse andarilho por trilhas que compõem a bela sinfonia pop das Geraes.
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Facebook restaura post de brasileira com fotos de mamilos que será analisado por Comitê de Supervisão
Postagem tinha sido retirada do Instagram. O Facebook restaurou uma das publicações selecionadas para análise pelo seu Comitê de Supervisão, após determinar que o conteúdo foi removido erroneamente do Instagram.
A publicação, feita por uma usuária brasileira, consistia em fotos de mamilos femininos, que, segundo ela, tinham como objetivo aumentar a conscientização sobre os sintomas do câncer de mama.
O Facebook removeu inicialmente o conteúdo, afirmando que a publicação violou sua política sobre Nudez e Atividade Sexual. "No entanto, após novas análises, determinamos que esse conteúdo foi removido erroneamente e o restauramos", informou a companhia em nota.
Na terça-feira, o Comitê de Supervisão, que pode tomar decisões para anular as ações da empresa envolvendo remoção de certos conteúdos de suas plataformas, selecionou os seis primeiros casos para analisar, incluindo o da brasileira.
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