Aldir Blanc: ‘O Bêbado e a Equilibrista’ é a música mais tocada do compositor nos últimos 5 anos
Ecad fez levantamento de obras do autor tocadas nos segmentos como rádio, sonorização ambiental, show e música ao vivo. Herdeiros passarão a receber direitos autorais das canções. O cantor e compositor Aldir Blanc durante cerimônia e show no Prêmio Shell de Música realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004 Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo "O Bêbado e a Equilibrista" foi a música mais tocada de Aldir Blanc nos últimos cinco anos, segundo levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A instituição fez o levantamento após a morte do escritor e compositor aos 73 anos, de Covid-19, nesta segunda-feira (4). A lista traz 30 músicas mais tocadas de Aldir nos segmentos de rádio, sonorização ambiental, casas de festa e diversão, carnaval, festa junina, show e música ao vivo. Segundo dados do escritório, Aldir tem 607 músicas assinadas em seu nome. Das 30 músicas listadas, a maior parte conta com parceria de João Bosco. "Não existe João sem Aldir. Felizmente nossas canções estão aí para nos sobreviver. E como sempre ele falará em mim, estará vivo em mim, a cada vez eu cantá-las", escreveu João em homenagem a Aldir. Maria Rita, João Barone e outros artistas lamentam morte de Aldir Blanc FOTOS: relembre carreira do cantor Veja trechos de obras do compositor e escritor O Ecad informou que, com a morte do compositor, "seus herdeiros passarão a receber os direitos autorais pela execução pública de suas músicas. Esse pagamento é assegurado por 70 anos após a morte do autor (ou do último autor, em caso de parcerias), conforme determina a lei do direito autoral (9.610/98)". Veja lista das 30 mais tocadas: "O Bêbado e a Equilibrista" – Aldir Blanc/Joao Bosco "Coração Pirata" – Aldir Blanc/Cleberson Horsth/Nando/Eurico Filho/Serginho Herval/Ricardo Feghali/Paulinho "Entre A Serpente e a Estrela" – Paul Alexander Fraser/Aldir Blanc/Stafford Terry/Stafford Terry/Paul Alexander Fraser "A Viagem" – Aldir Blanc/Cleberson Horsth/Nando/Eurico Filho/Serginho Herval/Ricardo Feghali/Paulinho "Corsário" – Aldir Blanc/João Bosco "Resposta ao Tempo" – Aldir Blanc/Cristóvão Bastos "De Frente Pro Crime" – Aldir Blanc/João Bosco "Incompatibilidade de Gênios" – Aldir Blanc/João Bosco "Kid Cavaquinho" – Aldir Blanc/João Bosco "Linha de Passe" – Aldir Blanc/Paulo Emilio/Joao Bosco "Bem Maior" – Aldir Blanc/Dan Fogelberg "Dois Pra Lá Dois Pra Cá" – Aldir Blanc/João Bosco "O Mestre Sala dos Mares" – Aldir Blanc/João Bosco "O Ronco da Cuíca" – Aldir Blanc/João Bosco "Nação" – Aldir Blanc/Paulo Emilio/Joao Bosco "Bala Com Bala" – Aldir Blanc/João Bosco "Cabo Meu Pai" – Aldir Blanc/Moacyr Luz/Luiz Carlos Da Vila "Amigo é Pra Essas Coisas" – Aldir Blanc/Silvio Da Silva Junior "Coisa Feita" – Aldir Blanc/Paulo Emilio/João Bosco "Aquele Um" – Aldir Blanc/Djavan "Saudades da Guanabara" – Aldir Blanc/Paulo Cesar Pinheiro/Moacyr Luz "Coração do Agreste" – Aldir Blanc/Moacyr Luz "Querelas do Brasil" – Aldir Blanc/Maurício Tapajós "Cata-vento e Girassol" – Aldir Blanc/Guinga "Bijuterias" – Aldir Blanc/João Bosco "Anjo da Velha Guarda" – Aldir Blanc/Moacyr Luz "Caca A Raposa" – Aldir Blanc/João Bosco "Prêt-à-porter de Tafetá" – Aldir Blanc/João Bosco "João Do Pulo" – Aldir Blanc/João Bosco "Agnus Sei" – Aldir Blanc/João Bosco
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Ciro Pessoa, músico fundador dos Titãs, morre após contrair Covid-19
Músicos da banda usaram as redes sociais para lamentar morte do amigo. Ciro estava em tratamento contra câncer quando foi diagnosticado com coronavírus. Ciro Pessoa, fundador do Titãs, morre após contrair Covid-19 Reprodução/Instagram Ciro Pessoa, um dos fundadores da banda Titãs, morreu na madrugada desta terça-feira (5), aos 62 anos. A informação foi confirmada por familiares e amigos como Branco Mello e Sérgio Britto, que junto a Tony Bellotto, ainda fazem parte da formação do grupo. Segundo Isabela Johansen, ex-mulher do músico, Ciro "estava lutando contra o câncer e nas indas e vindas ao hospital, acabou contraindo Covid-19. Foi internado, mas infelizmente não resistiu". "Estou profundamente triste com a partida nessa madrugada do meu irmão, músico, poeta e primeiro grande parceiro, Ciro Pessoa. Foi dele a ideia de reunir os amigos compositores no começo dos anos 80 pra fazermos uma banda de rock. E assim formamos os Titãs." Branco Mello e Ciro Pessoa, em foto de dezembro de 2017 Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo/Arquivo "Siga em paz, querido Ciro. Descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz …", escreveu Branco, citando o trecho de "Sonífera lha", uma das músicas do Titãs que tem Ciro entre os compositores. Ele também assina "Homem primata" junto a Tony Bellotto, Carlos Barmak, Branco Mello e Marcelo Fromer. Além das composições com os Titãs, Ciro tem mais de 100 obras assinadas por ele, segundo o Ecad. O trabalho mais recente do músico foi com a banda Flying Chair. "O corpo será cremado e assim que essa fase chegar ao fim faremos um grande show em sua homenagem, pois é isso o que ele queria", afirmou Isabela. "Seguimos com força, união e sabedoria. Ciro encontrou sua Sonífera Ilha e deixou para nós um mar de alegria e amor. E, claro, o maior presente que eu poderia sonhar." Initial plugin text Ciro Pessoa, em foto de dezembro de 2017 Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo/Arquivo Músicos do Titãs lamentam Sérgio Britto "Hoje perdemos Ciro Pessoa, amigo querido e membro da formação original dos Titãs. Muito triste com tudo isso…" Initial plugin text Nando Reis "E as notícias ruins não cessam, não param de chegar, a cada manhã um golpe, a destruição do que foi construído, as mortes em sucessão velocíssima. Acabo de saber da morte de Ciro Pessoa, membro importante na formação dos Titãs, amigo constante de convivência e conversação na época. São Paulo, era nossa cidade, espaço-lugar para nossa criação e trânsito. Frequentávamos a padaria CPL, ali na João Moura, Ciro sempre com seu casaco verde de brim, Jornal da Tarde embaixo do braço. Ensaiávamos todos os dias juntos fazíamos os backing vocais: eu, Ciro, Branco, Paulo, Arnaldo, Britto. Algumas das músicas mais emblemáticas dessa fase do nosso repertório tinham sua participação: Sonífera Ilha, Baby Índio, Homem Primata, Dona Nenê. Outras, nunca gravadas, mas tocadas em todos os buracos onde nos apresentamos, fazem parte do ideário new-wave que marcou a pré-história do que vieram a ser os Titãs no Iê-iê: Lilian, a Suja; Johny Cristel… Ele se foi, a vida continua, a música é eterna, e a tristeza me invade. Ciro Pessoa, pessoa única, marcou minha vida." Initial plugin text Arnaldo Antunes Initial plugin text Branco Mello Initial plugin text Paulo Miklos "É com muita tristeza que eu recebo a notícia da morte de Ciro Pessoa. Ciro foi articulador e aglutinador ao reunir os amigos em uma banda, foi integrante da primeira formação dos Titãs. É compositor de várias canções da primeira fase, incluindo o grande sucesso, Sonífera Ilha, que eu cantei depois que ele deixou o grupo. Trabalhamos juntos anos antes dos Titãs, em bares como O Café Teatro “A Pulga”, no centro de SP. Tocar na noite foi uma escola, e lá aprendemos muito juntos. Ciro foi uma inspiração, com quem dividi os sonhos do princípio da carreira. E continuará presente cada vez que eu cantar esses versos:' 'descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz'". Initial plugin text Initial plugin text Ciro Pessoa, em foto de dezembro de 2017 Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo/Arquivo Morre o músico paulistano Ciro Pessoa
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Francis Hime revela existência de samba feito com Aldir Blanc
Artista conta que a primeira e única parceria dos compositores chegou a ser gravada para álbum de 1984, mas acabou sendo limada do disco e permaneceu inédita. ♪ Embora o compositor e escritor carioca Aldir Blanc (1946 – 2020) tenha se notabilizado na música brasileira sobretudo pela parceria com João Bosco, alicerçada ao longo dos anos 1970, o letrista também compôs com outros gigantes da MPB a partir da década de 1980. Com Edu Lobo, por exemplo, Aldir assinou as músicas Ave rara (1993) e Pianinho (1996). Dentro da obra de Djavan, o letrista é o dono dos versos de Tem boi na linha (1980, com a adesão de Paulo Emílio), Êxtase (1981) e Aquele um (1982). O que não se sabia até esta semana é da existência de parceria de Aldir Blanc com o compositor carioca Francis Hime. Pois essa parceria existe e foi revelada pelo próprio Francis em breve texto publicado em rede social na segunda-feira, 4 de maio, data da morte de Aldir. Até então inédita, a parceria de Aldir e Francis foi aberta com a composição do samba Um pega no baile das cores. Caracterizado por Francis como “samba rasgado”, a parceria tem também a assinatura do compositor Vinicius Cantuária. Aldir Blanc, visto na capa do disco 'Vida noturna', escreveu letra para samba de Francis Hime e Vinicius Cantuária Mello Menezes Francis chegou a gravar o samba Um pega no baile das cores para o álbum Essas parcerias, lançado pelo artista em 1984. Só que a gravação, feita com arranjo orquestral, acabou sendo limada do repertório final do disco em que Francis experimentou novas parcerias. Desde então a única parceria de Francis Hime com Aldir Blanc ficou inédita e inteiramente desconhecida, privando o público de ouvir a música resultante do encontro promissor de um mestre das melodias com um mago dos versos.
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Obra delirante de Aldir Blanc com Guinga merece exaltação
Gravado por cantores como Chico Buarque e Leila Pinheiro, cancioneiro febril dos compositores cariocas foi alento para a MPB nos anos 1990. Capa do álbum 'Delírio carioca', de 1993 Arte de Mello Menezes ♪ MEMÓRIA – A morte de Aldir Blanc (1946 – 2020) na segunda-feira, 4 de maio, tem motivado justas exaltações da obra construída pelo compositor e escritor carioca em parceria com João Bosco no período que foi de 1972 a 1986. Esse cancioneiro lapidar de fato marcou a MPB, sobretudo ao longo dos anos 1970, década áurea da parceria. Mas é justo também reconhecer e exaltar a beleza singular do cancioneiro escrito pelo carioca Aldir para as intrincadas melodias do conterrâneo Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, o extraordinário compositor e violonista carioca conhecido como Guinga no universo da MPB. Quando Guinga teve as primeiras músicas gravadas, em 1974, a parceria de Aldir com João Bosco já estava no auge do sucesso e da consagração popular. Naquela década de 1970, Guinga construiu com Paulo César Pinheiro obra de menor visibilidade à qual a cantora Mônica Salmaso daria o devido valor 40 anos depois no magistral álbum Corpo de baile (2014). Alento para a MPB dos anos 1990, década em que o gênero já tinha sido posto à margem do mercado fonográfico, a parceria de Guinga com Aldir começou quando a de Bosco e Blanc já estava desativada. Ouvintes mais antenados ficaram assombrados com o alto padrão estético da parceria, formalmente apresentada em 1991 com a edição, pela gravadora Velas, do álbum Simples e absurdo, composto por onze músicas de Guinga com letras de Aldir Blanc. Com elenco encabeçado por Chico Buarque, solista da faixa Lendas brasileiras, o álbum Simples e absurdo flagrou um Aldir ainda mais solto nas letras delirantes, escritas com lirismo surreal para baiões, choros, frevos e valsas de modernidade atemporal. Ramo de delírios, aliás, era o título sintomático de uma das músicas do disco, apresentada na voz do cantor Claudio Nucci. A voz que abriu o álbum Simples e absurdo foi a de Leila Pinheiro, cantora que gravou Canibaile nesse disco e que, cinco anos depois, se mostraria determinante para a propagação da parceria de Aldir e Guinga além dos nichos com a gravação de álbum inteiramente dedicado às músicas da dupla. Intitulado Catavento e girassol, esse álbum foi lançado em 1996 e, impulsionado pela engenhosidade da canção-título, pôs Aldir e Guinga na boca de um povo mais exigente com a qualidade de letras e melodias. Capa do álbum 'Catavento e girassol', de Leila Pinheiro Reprodução Contudo, cabe lembrar que, três anos antes da fundamental contribuição de Leila Pinheiro, uma nova safra de composições da dupla (doze dentre as 14 músicas) veio ao mundo no álbum Delírio carioca, produzido por Zé Nogueira e editado em 1993 pela mesma gravadora Velas que apostara em Simples e absurdo (1991). Djavan abriu o disco, participando da música-título Delírio carioca. Mas a voz principal e o violão do disco foram os do próprio Guinga, intérprete de repertório que incluiu Canção do lobisomem, Par ou ímpar, Viola variada e Nítido e obscuro, além do registro original da já mencionada canção Catavento e girassol. Já livre das amarras da censura na época em que compunha com Bosco, Aldir se mostrou ainda mais despudorado ao encadear versos de rimas sempre inesperadas em letras febris. Contabilizando cerca de 100 músicas, a parceria de Aldir Blanc com Guinga também foi desativada por motivos inexplicáveis, tal como acontecera com a parceria de Aldir com João Bosco. Mas isso nada importa agora. Foi-se o poeta e ficaram na eternidade as obras dessas duas parcerias fundamentais para a consolidação do nome de Aldir Blanc Mendes no panteão dos imortais da MPB.
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Manu Gavassi diz o que aprendeu no ‘BBB20’: ‘Descobri que tenho habilidades sociais’
Cantora participou nesta terça do 'Encontro com Fátima Bernardes'. Ela também explicou por que ficou 3 dias 'sumida' após sair do reality show. Manu Gavassi em participação no 'Encontro com Fátima Bernardes' Reprodução/TV Globo Manu Gavassi falou nesta terça-feira (5) sobre as lições que aprendeu no "BBB20". "Descobri que tenho habilidades sociais", brincou, em entrevista por vídeoconferência no "Encontro com Fátima Bernardes" (TV Globo). "Sempre fui mais quietinha, de poucos amigos. Me jogar dessa maneira, com pessoas diferentes de mim, foi um desafio. Descobri que tenho força para me posicionar, não tenho medo de ser vulnerável", completou. A cantora e atriz, terceira colocada no reality show, contou que "tinha uma visão deturpada do que era estar no 'BBB'", antes de entrar no programa. "Quando você está lá, você não sente falta de luxo. Eu sentia muita falta de conversar com a minha avó, com meus pais. Nos últimos dois meses, eu nem entrei na piscina." Manu disse a meditação a ajudou a manter o equilíbrio durante os três meses em que esteve no jogo. Manu Gavassi ao se classificar para a final do 'BBB20', após vencer prova com quiz Reprodução/TV Globo 'Sumiço' Ela também explicou por que decidiu ficar alguns dias afastada das redes sociais depois de sair da casa. "Nem foi tanto tempo assim para quem ficou três meses na TV", Manu acrescentou que precisou de um tempo "para entender o que estava acontecendo". "Eu precisei de um tempinho para entender, primeiro, o que estava acontecendo no mundo", afirmou, sobre o "choque" de sair da casa e entender a gravidade da pandemia do coronavírus. "E, depois, a proporção que o programa tomou. Precisei desse tempo com a minha família para entender, e também para cuidar da minha saúde mental." Os planos do top 5 do 'BBB20' para depois do programa
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Daniel Radcliffe e outros famosos leem capítulos de ‘Harry Potter’ em série de vídeos especial
David Beckham, Dakota Fanning e outros famosos participam do projeto 'Harry Potter at home'. Astro de filmes do bruxinho lê capítulo de 1º livro; saiba como assistir Daniel Radcliffe em primeiro vídeo do projeto 'Harry Potter at home' Reprodução/Wizarding World Daniel Radcliffe, astro da saga "Harry Potter" no cinema, é a primeira atração de uma série de vídeos com celebridades lendo capítulos dos livros do bruxinho. Initial plugin text O projeto "Harry Potter at home" foi anunciado em um vídeo, que tem ainda as participações de David Beckham, Dakota Fanning, Eddie Redmayne, Stephen Fry, Claudia Kim e Noma Dumezweni. Cada um deles lerá uma parte da história. Radcliffe começou com o primeiro capítulo de "Harry Potter e a pedra filosofal", "O menino que sobreviveu". A performance está disponível no site oficial da franquia. As leituras também serão lançadas em gravações de áudio gratuitas. A série foi criada pela autora J.K. Rowling, em parceria com as editoras dos livros "Harry Potter" no Reino Unido e Estados Unidos, além de plataformas de audiolivros e podcasts. O objetivo é entreter fãs da franquia no período da quarentena causada pela pandemia do coronavírus.
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COM 56 MIL VISUALIZAÇÕES, DELINHA É A DAMA DO RASQUEADO E DA INTERNET
Mais de 56 mil pessoas assistiram à transmissão pelo Facebook do Campo Grande News da live da Delinha. Foram quase 800 compartilhamentos com três mil reações e 150 mil pessoas foram alcançadas.
“Sou muito fã, acompanho sempre seu trabalho, estava na gravação do DVD e hoje aqui curtindo mais uma vez essa rainha da música sertaneja… que Deus te abençoe sempre Delinha grande bjo”, disse a fã Franciane de Oliveira pelo Facebook.
Já Maria Nantes é nostálgica. “Grande homenagem a Musa do Rasqueado e quem ganhou com isso somos nós seus fãs desde criancinha”.
A live começou pontualmente às 12h00. A Dama do Rasqueado, como é conhecida Delinha, abriu com a canção “Velha Casinha”, clássico da dupla Délio e Delinha.
Todo o cenário da live, inclusive, foi baseado na música, lembrando a casa que Delinha mora desde criança, no bairro Amambaí, em Campo Grande. Durante a transmissão, foram veiculadas mais de 10 mensagens gravadas por personalidades do estado.
Nos altos de seus 83 anos, Delinha cantou cerca de 15 músicas durante pouco mais de duas horas. Saindo pra tomar um ar algumas vezes, Delinha cantou todas as músicas em pé, animando quem estava em casa.
Mais de 15 pessoas estavam envolvidas na live da Delinha, mas poucas no local, todas de máscara, com disponibilização de álcool em gel em pontos do estúdio.
Na viola estava Zézinho Nantes, no violão o filho de Delinha, João Paulo Pompeu, no acordeão, Juninho Montiel. Para mediar a conversa e presentar as músicas a live contou com Marcos Roker.
Após as duas horas e muito animada ainda, Delinha se disse muito feliz. “Pra mim é uma novidade, eu com 83 anos, fazer uma coisa de jovem que apareceu agora, a live, é um mundo novo”.
Sem agenda de shows por conta da pandemia, Delinha já vislumbra outras lives no futuro próximo. “Já estamos vendo de fazer outra daqui umas semanas, vamos ver, que Deus ajude que seja que nem essa”.
O filho de Delinha, um dos mais entusiasmados com a live, ficou muito satisfeito com o resultado. “Muito feliz, recebi mais de 300 mensagens de pessoas querendo comprar o pen drive da Delinha”, disse João Paulo.
O pen drive foi uma iniciativa dele para obter renda durante o período parado. Você conferiu e ainda pode conferir as informações sobre essa ação nessa matéria do Campo Grande News, inclusive, que deu início a ideia da live.
A live foi uma parceria entre Campo Grande News, Mart Music e REC 3 Comunicação.
Fonte: CG News.
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‘Reage, pai’, diz Fernanda Lima sobre pai internado com Covid-19 em hospital de Porto Alegre
Advogado Cleomar Lima está internado há 30 dias, segundo texto publicado pela apresentadora, nesta quinta-feira (30), nas redes sociais. Irmão da modelo confirmou ao G1 que o pai está no Hospital Moinhos de Vento. Fernanda Lima e o pai, o advogado Cleomar Lima. Arquivo pessoal A apresentadora Fernanda Lima anunciou, na tarde desta quinta-feira (30), que o pai, o advogado Cleomar Lima, está internado com Covid-19. O irmão da modelo, o empresário Rafael Lima, confirmou ao G1 que ele está no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. "Reage, pai", escreve ela diversas vezes em texto publicado numa rede social. "Já tem quase 30 dias que falamos pela última vez. Ele isolado num quarto de hospital com Covid-19. Parecia sereno, ainda assim senti um certo medo no fundo de seu olhar, embora ele disfarçasse para eu não perceber.” Initial plugin text O advogado mora na Capital, terra natal da família, já Fernanda e o irmão residem em São Paulo. De acordo com o relato da atriz, o pai descumpria medidas de isolamento, o que chegou a gerar brigas entre os dois. “Tá difícil, dói muito, passa um filme na cabeça… sentimentos de amor misturados com a dor de uma tragédia humanitária, regida por alguns com descaso e irresponsabilidade. Essa subnotificação de infectados que confunde o senso de direção da gente… Ainda não consigo aceitar a teimosia e descrença dele na quarentena. Discutimos um pouco no telefone, mas ninguém segurava ele, que subestimou a gravidade da situação e contraiu o vírus que o colocou nessa situação… Reage pai”, escreveu a apresentadora. Rafael não quis dar detalhes sobre o estado de saúde do pai. No longo texto publicado, Fernanda presta uma homenagem ao advogado e ressalta a gravidade da doença. “Escrevo essa linhas para fazer uma homenagem ao meu careca e principalmente para compartilhar com as pessoas a difícil realidade de ter um familiar doente… porque mesmo o meu pai tendo condição de ter atendimento particular, nem assim está conseguindo escapar da gravidade da doença. Reage pai… Já sei que quando sair dessa, vai zoar: “nem o Corona me derrubou”, Reage meu véio amado.” Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text
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Lives de hoje: Leonardo e Eduardo Costa, Pedro Sampaio, Jota Quest e mais shows para ver em casa
Nesta sexta-feira (1º), Leo Santana, Harmonia do Samba e Parangolé fazem transmissões juntos. Priscila Alcantara também canta hoje. Veja horários. Leonardo e Eduardo Costa cantam juntos na live "Caboré" nesta sexta-feira (1º). O feriado do Dia do Trabalhador também terá shows de Pedro Sampaio, Jota Quest e Edson Gomes.
Além do encontro de sertanejos, Leo Santana, Xanddy, do Harmonia do Samba, e Tony Sales, do Parangolé também fazem transmissão direto de Salvador.
Para quem gosta de sertanejo, Thaeme e Thiago, Naiara Azevedo e Murilo Huff estão entre as atrações do dia.
Luana Carvalho faz show em homenagem à Beth Carvalho, sua mãe, que morreu há um ano.
Veja a lista completa com horários das lives abaixo.
Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia.
Lives hoje e como assistir às lives:
Thaeme e Thiago – 14h – Link
The 1975 – 15h – Link
Jonas Esticado – 16h – Link
Xande de Pilares – 16h – Link
Naiara Azevedo – 16h – Link
Só Pra Contrariar – 16h – Link
Flaira Ferro + Biarritz (Festival WeHoo) – 17h05 – Link
Jota Quest – 17h30 – Link e Multishow
Francisco El Hombre + Luê (Festival WeHoo) – 17h50 – Link
Edson Gomes – 18h – Link
Filhos de Jorge – 18h – Link
Murilo Huff – 18h – Link
Pedro Sampaio – 18h – Link
Priscilla Alcantara – 18h – Link
United Live Festival com Juliana Barbosa, Dre, Jetlag, Make U Sweat, Windy City Classics e F Brothers – a partir das 18h30 – Link
Luana Carvalho – 18h30 – Link
Jorge Vercillo – 19h – Link
Paulo Ricardo – 19h – Link
Marcelo Falcão (Festival WeHoo) – 19h20 – Link
André Valadão – 20h – Link
Kesha – 20h – Facebook e Instagram
Leonardo e Eduardo Costa na live 'Cabaré' – 20h – Link
MC Hariel – 20h – Link
New Kids On The Bloco – 20h – Link
Plutão Já Foi Planeta (Festival Do Sol) – 20h05 – Link
Luísa e os Alquimistas (Festival Do Sol) – 20h50 – Link
Harmonia, Parangolé e Leo Santana no "Encontro dos Fenômenos" – 21h – Link
Call to Unite com Quincy Jones, Avril Lavigne, YoYo Ma e outros – 21h – Link
Diplo – 21h – Link
Potyguara Bardo (Festival Do Sol) – 21h35 – Link
Heavy Baile (Festival Do Sol) – 22h20 – Link
O debate sobre a bebedeira de sertanejos em lives
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Discos para descobrir em casa – ‘Só nós’, Paula Toller, 2007
Capa do álbum 'Só nós', de Paula Toller Christian Gaul ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Só nós, Paula Toller, 2007 ♪ No alvorecer de 2007, a banda Kid Abelha anunciou recesso e Paula Toller – a bela loura platinada que ganhara respeito como vocalista e compositora do grupo carioca revelado em 1983 – começou a trabalhar no segundo álbum de carreira solo iniciada em 1998. Elegantemente produzido por Paul Ralphes e lançado em junho daquele ano de 2007, o álbum Só nós – de título estilizado como SóNós na grafia da capa classuda – se revelou mais coeso e ambicioso do que o antecessor Paula Toller, fluente disco dominado por regravações de sambas e canções norte-americanas. Só nós foi disco pautado por baladas refinadas, algumas imersas em ambiência pop folk. Foi álbum que esboçou densidade bissexta na discografia da abelha rainha e a flagrou às voltas com outras colmeias, com direito a conexões internacionais da artista carioca com o cantor-surfista californiano Donavon Frankenreiter, o compositor norte-americano Jesse Harris e Kevin Johansen, então desconhecido cantor e compositor nascido no Alaska e residente na Argentina. O álbum Só nós atingiu a perfeição pop na melodiosa canção À noite sonhei contigo – versão em português (escrita por Paula) de Anoche soñe contigo (2007), música na época recente de Kevin Johansen – e roçou tal perfeição em Meu amor se mudou para a lua, composição então inédita de Nenung (mentor do grupo gaúcho Os The Darma Lóvers) que a gravadora Warner Music estrategicamente escolheu para promover o disco nas rádios. Pela fluência pop, essas duas faixas poderiam figurar em qualquer álbum do Kid Abelha. Contudo, Paula Toller foi muito além das questões juvenis do Kid nas letras do cancioneiro do álbum Só nós. Então com 44 anos, a cantora e compositora pôs em pauta questões existenciais adultas em repertório que abriu com as reflexões de ? (O Q é Q eu sou), música inédita composta por Erasmo Carlos para Paula. “Eu nublo, abafo, enlouqueço / … / Descarnavalesço total”, admitiu a artista nos versos confessionais de Pane de maravilha, parceria de Paula com Dado Villa-Lobos e Fausto Fawcett. “Vê se se toca que amanhã é 23 / Meu Deus, olha o que você me fez / E olha o que me aconteceu / Tudo se perdeu / Tudo desandou”, inventariou a cantora, pesando ainda mais o clima na espessa Tudo se perdeu, versão em português – assinada por Paula Toller – de Vicious world (2003), música do cantor e compositor canadense Rufus Wainwright. Sim, Paula Toller cresceu e mostrou a amplitude no álbum Só nós. Tanto que citou em verso de Tudo se perdeu a canção Amanhã é 23 (George Israel e Paula Toller, 1987), primeiro sucesso do Kid Abelha após a saída ruidosa de Leoni, então parceiro de Paula na vida e na feitura de canções de ótimo acabamento pop. Essa canção aludiu no título ao fato de a artista fazer aniversário em um dia 23 – no caso, de agosto. Em 2007, Paula já era mãe de filho adolescente, Gabriel, nascido em dezembro de 1989. Na letra de Barcelona 16, escrita por Paula para música assinada com o pianista Caio Fonseca e com o produtor Paul Ralphes (também parceiros da artista na canção Um primeiro beijo), a compositora expôs as dores de um segundo parto ao ver o filho de 16 anos partir para viagem (tão existencial quanto geográfica) com mochila e sem o cordão umbilical. Gabriel já não era o menino de oito anos que fazia perguntas tipicamente infantis, relacionadas na letra de Oito anos (Paula Toller e Dunga, 1998), sucesso do primeiro álbum solo da mãe popstar. Em Só nós, havia melancolia cool entranhada nas gravações de baladas como Vc me ganhou de presente – parceria de Paula com Coringa e com Paul Ralphes – e a suave canção Rústica, composição da artista com Dado Villa-Lobos. A delicada moldura de Rústica evidenciou a afinação e a elegância do canto de Paula Toller, exemplo de intérprete que soube burilar a voz, nitidamente imatura no primeiro álbum do Kid Abelha. Esse progresso vocal resistiu inclusive à proeza de cantar em inglês quatro das 14 músicas do álbum Só nós. Duas – If I won't e Long way from home – eram da lavra do cantor e compositor norte-americano Jesse Harris e ambas foram lançadas pelo autor no álbum The secret sun (2003). All over, faixa mais trivial do disco, foi gravada por Paula com o autor, o já mencionado Donavon Frankenreiter. Em contrapartida, no fecho do álbum, havia a triste e bela canção Glass (I'm so brazilian), gravada por Paula com o compositor Kevin Johansen em arranjo de vozes e piano, o de Caio Fonseca. Glass pôs em foco a maturidade de Paula Toller, infelizmente diluída pela artista no terceiro álbum solo, Transbordada (2014), de repertório mais banal. Ponto culminante da discografia solo de Paula Toller, o álbum Só nós merece ser descoberto, até para lembrar que a cantora e compositora deve outro disco solo à altura da importância que, ao vencer os preconceitos machistas do rock, adquiriu no universo pop brasileiro por méritos próprios.
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