Discos para descobrir em casa – ‘…Desta vida, desta arte…’, Marina Lima, 1982
Capa do álbum '…Desta vida, desta arte…', de Marina Lima Fotossíntese ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – …Desta vida, desta arte…, Marina Lima, 1982 ♪ Em 1981, ao lançar o álbum Certos acordes, Marina Lima começou a se impor como compositora com o sucesso da canção Charme do mundo (Marina Lima e Antonio Cicero, 1981). Três anos depois, a cantora e compositora consolidou a obra autoral com o estouro do álbum Fullgás (1984), disco em que adotou sonoridade eletrônica na formatação das músicas. Contudo, entre Certos acordes e Fullgás, houve um álbum, …Desta vida, desta arte…, que surtiu menor efeito no mercado. Lançado em 1982 pela gravadora Ariola, esse quarto álbum de Marina apresentou a artista de cabelo curto e com a obra autoral ainda em progresso, mas já com um punhado de boas canções, todas assinadas com o irmão poeta Antonio Cícero, com exceção do rock que abriu o disco, Acho que dá, composto com Tavinho Paes em Búzios (RJ). Não é à toa que, na foto da capa, Marina apareceu escrevendo o próprio nome, sinalizando a intenção de reforçar a própria assinatura no universo pop brasileiro. Na avaliação de Marina, …Desta vida, desta arte… é disco que resultou aquém do potencial por conta da mixagem – equivocada, no entender da artista – feita pelo produtor Marco Mazzola à revelia de Marina e do guitarrista Pisca, nome fundamental na formatação do álbum. Satisfeita com o bom acabamento do álbum anterior Certos acordes, feito com Pisca, Marina repetiu a parceria com o guitarrista no disco de 1982. Último dos três álbuns lançados pela cantora via Ariola, …Desta vida, desta arte… foi gravado sob direção musical de Pisca, criador – em parceria com a própria Marina – dos arranjos das 10 faixas. O repertório começou a delinear a personalidade de Marina, artista de alma carioca, como enfatizaram os versos escritos por Antonio Cicero para Este ano. “Eu sou do Rio / E o Rio explode / … / Nada me freia / O tempo corre / Na minha veia e diz: pode”, celebrou Marina em Este ano. Na velocidade do rock, Meu tempo (Estou aprendendo) expôs a veia poética contemporânea de Cicero como letrista, fundamental para a consolidação da obra autoral de Marina. Bonita composição feita para Maria Bethânia, que havia lançado O lado quente do ser (Marina Lima e Antonio Cícero) no álbum Talismã (1980), Mapa-múndi (Marina Lima e Antonio Cicero) acabou sendo apresentada pela própria autora em gravação adornada pelo toque do violão de Rosinha de Valença (1941 – 2004), nem sempre devidamente evidenciado na mixagem que fez sobressair os pianos tocados por Eduardo Souto Neto e Pisca, parceiro de Marina e Cicero na canção É a vida que diz. Momento mais interiorizado do álbum, embebido em melancolia destilada pela saudade, a canção Essas coisas que eu mal sei… (Marina Lima e Antonio Cicero) juntou a artista com Zizi Possi em encontro inédito. Zizi – cabe lembrar – tinha sido lançada como cantora em 1978, mesmo ano da estreia de Marina no mundo do disco. As intérpretes se harmonizaram. Aliás, mesmo que já começasse a escrever o próprio nome como compositora em 1982 com canções modernas como Depois me diz (outra da fértil lavra com Cicero), Marina mostrou em duas faixas do álbum …Desta vida, desta arte… a habilidade para se apropriar de canções alheias como intérprete sagaz. Ao dar voz a Emoções (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982), clássico instantâneo lançado no ano anterior na voz do autor Roberto Carlos, Marina interiorizou o fox em arranjo urdido somente com o violão da própria Marina e o toque da gaita de Rildo Hora. A mesma fluência foi percebida na abordagem de Noite e dia, parceria de Lobão com Júlio Barroso (1953 – 1984) lançada por Marina em gravação que jamais foi superada pelos registros posteriores da Gang 90 (a banda new wave criada por Julio) e de Lobão. Detalhe: Marina foi uma das musas inspiradoras da canção, dividindo o pódio com a absurdette Alice Pink Pank. Embora ainda estivesse achando o próprio caminho, em busca que a conduziria ao estouro de Fullgás (1984), Marina já mostrou charme e personalidade de sobra neste …Desta vida, desta arte…, álbum menos conhecido, mas importante para apontar para a artista a trilha que deveria ser seguida a partir de então, sem a interferência de Mazzola, como a cantora ressaltou em 2005, em depoimento para a edição em CD de …Desta vida, desta arte…, disco a ser descoberto.
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Cantora de Porto Alegre Valéria é uma das atrações de festival online LGBT neste final de semana
Evento terá arrecadação de recursos para pessoas LGBT carentes. Confira programação e link de transmissão. Valéria Barcellos se apresenta nesse domingo (5) no festival MARSHA! ENTRA NA SALA Silas Lima De sua casa, em Porto Alegre, a cantora Valéria Barcellos vai se apresentar no festival LGBT MARSHA! ENTRA NA SALA, que acontece neste fim de semana, por iniciativa do coletivo de ações afirmativas para a população transgênera MARSHA. A programação é completamente online, formado que ganhou força durante a epidemia do novo coronavírus, com cada vez mais nomes da música se apresentando remotamente para seus fãs. No domingo (5), Valéria "sobe ao palco" virtual às 21h40. Outros nomes consagrados, como Liniker e Linn da Quebrada também se apresentarão. Os espectadores também poderão conferir bate-papos e outras atividades. Confira a programação completa aqui. O objetivo do festival é abrir espaço para artistas LGBT e transgênero em meio às lives popularizadas nas últimas semanas. Uma arrecadação foi aberta, e o que for doado durante a programação, será destinado parte à comunidade LGBT carente e parte às artistas participantes. Valéria está completamente isolada em casa, desde o dia 13 de março. Além dos cuidados para evitar o novo coronavírus, ela ainda trata de um câncer desde o fim do ano passado. As sessões de quimioterapia já finalizaram, mas ainda há radioterapia e consultas a fazer. "A gente fica sem imunidade alguma na quimioterapia, então tem que cuidar", comenta. Em fevereiro, a cantora contou ao G1 sobre como sua vida se transformou após o diagnóstico da doença. Devido ao câncer, ela precisou reduzir o ritmo de apresentações. Com a chegada do coronavírus, e a suspensão das atividades em bares e casas noturnas, os shows online têm sido a única alternativa para a artista. "É quase impossível para um trabalhador do entretenimento ter muitas reservas devido ao número de trabalhos que a gente fecha, a gente não é uma grande empresa, não ganha cachês milionários e pode se dar ao luxo de ter uma reserva. A gente trabalha hoje para pagar conta amanhã. Então as iniciativas online tem sido muito válidas e uma das melhores saídas", afirma. Valéria tem participado de festivais online e feito suas próprias transmissões. Os shows online, acredita a artista, devem perdurar inclusive após a pandemia, como mais uma ferramenta de divulgação, aproximação do público e união dos artistas. "Além de ser uma maneira de distrair a cabeça, [a live] demonstrou a real importância do artista nesse período pandêmico, somos nós que de certa forma aliviamos a cabeça, os olhos e o coração das pessoas nesse momento", opina. Serviço: Festival MARSHA! ENTRA NA SALA Quando: sábado (4) e domingo (5), a partir das 15h Link para transmissões e programação completa
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Cantora britânica Marianne Faithfull é internada com coronavírus
Artista começou a carreira com a música 'As Tears Go By' e fez parcerias com The Beatles e Mettalica. A cantora e atriz inglesa Marianne Faithfull, em fotos de 1981 e de 2014 Arquivo/AFP A cantora e atriz britânica Marianne Faithfull, de 73 anos, foi hospitalizada em Londres com infecção pelo coronavírus Sars-CoV-2. Ela começou a carreira com a música "As Tears Go By" e fez parcerias com The Beatles e Mettalica. Faithfull também namorou com Mick Jagger. O que os famosos diagnosticados com a doença estão fazendo no isolamento De acordo com o "The Guardian", a artista já passou por uma série de problemas de saúde. Durante o tempo em que viveu como sem teto na década de 70, sofreu de anorexia e foi viciada em heroína. Em 2006, foi diagnosticada com câncer de mama. Um ano depois, anunciou que tinha hepatite C. Ainda segundo o jornal, Faithfull tem artrite e uma lesão no quadril. Em entrevista à revista Billboard, o empresário da artista, François Ravard, disse que o quadro é "estável" e que a cantora "está respondendo ao tratamento".
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Lives de domingo: João Neto & Frederico, Ferrugem, Scalene, Parangolé e mais shows para ver em casa
Unha Pintada, Vintage Culture, Jefferson Moraes, Os Parazin, DJ Henrique de Ferraz, Cida Moreira e outros fazem transmissões ao vivo pela internet para fãs em casa; veja lista. Parangolé, João Neto e Frederico e Scalene fazem lives neste domingo (6) Divulgação Este domingo (5) não tem uma programação de lives tão cheia quanto no sábado (4), mas a lista ainda tem Parangolé, João Neto & Frederico, Ferrugem e Gustavo, do Scalene. Veja abaixo a lista do G1 com as principais lives deste domingo (5). Na onda das lives, o bastidor virou o show. Casas de músicos são os palcos possíveis no isolamento para conter o coronavírus. O G1 fez um intensivão de lives e avaliou os desafios deste formato; leia. Veja as lives deste domingo (5): Jefferson Moraes e Os Parazin – à partir das 12h – Link – O Villa Mix Esperança vai ter a live dos dois artistas e também shows gravados. Não foi informado o horário de cada um. Unha Pintada – 16h – Link Tiee convida Ferrugem – 16h – Link Cida Moreira – 16h30 – Link (#ZiriguidumEmCasa) Tony Salles, do Parangolé – 17h – Link Vintage Culture – 18h – Link João Neto e Frederico – 18h – Link DJ Henrique de Ferraz – 18h – Link Guto Goffi – 19h – Link (#ZiriguidumEmCasa) Gustavo Bertoni, do Scalene – 19h – Link – (Sala de Casa Natura Musical) Marcio Alexandre e Junior Itaguay, do Fundo De Quintal – 20h – Link Erikah Badu – 21h – Link Rita Benneditto – 21h – Link (#ZiriguidumEmCasa) Diplo – Meia-noite – Link
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Casais em isolamento: como superar momento de convivência intensa sem destruir a relação
China e EUA já registraram aumento em divórcios neste período. Terapeuta e casais (famosos ou não) dão dicas de como passar por esse período sem crises. Latino e a namorada, Rafaela Ribeiro Danielly Ferreira/Divulgação As consequências da pandemia de coronavírus vão além da saúde e da economia. Em Xi'am, na China, houve um recorde no número de pedidos de divórcio nas últimas semanas, segundo o jornal "The Global Times". O tabloide "New York Post" também informou que advogados especialistas em separação relataram um aumento de 50% na busca de consultas por clientes em potencial no período de isolamento social nos Estados Unidos. A terapeuta de casal e família Pamela Magalhães explica ao G1 que essas crises acontecem porque "no período de isolamento, de confinamento, os casais são obrigados a se olharem, as famílias precisam entrar em contato, reconhecer as suas dinâmicas e o mecanismo sistêmico". "Não há distração, não tem trabalho, não tem a saidinha, não tem o 'vou buscar um cigarro lá fora e já volto', não tem happy hour de quarta, não tem futebol de quinta, não tem as viagens pra distrair, não tem a vida social ativa", diz a psicóloga. Para Pamela, o aumento no número de separações, como os já registrados na China e nos Estados Unidos, pode acontecer também no Brasil. "Não tem nada a ver com o país. Tem a ver com a condição do confinamento em que os casais são obrigados a entrar em contato com questões. Tudo que já existia tende a agravar." Ela destaca que as pessoas estão vivendo um momento mais ansioso diante da pandemia: “Se nos rendermos a essas emoções à flor da pele e se a relação já tinha ruídos que antes eram escondidos em algum lugar do armário vai vir tudo à tona." "Situações como o distanciamento, a desconexão que já existia, agora não tem mais álibi de justificativa pra que não haja o sexo, a conversa, a convivência, a troca. Sem essas desculpas antes convenientes que existiam, o casal é obrigado a entrar em contato", completa Pamela "Quem não tiver maturidade emocional, resiliência e disposição para se reinventar dificilmente vai sair junto dessa." O que fazer? Pamela dá dicas para os casais passarem bem por esta fase. Reconhecer o momento: é um momento tenso, em uma atmosfera ansiosa, que é uma situação que mobiliza nosso estresse; Pra eu viver um bom dueto, preciso saber fazer uma boa carreira solo: como eu estou frente a essa situação, como meu íntimo está respondendo a tudo isso? Feito esse exercício, aí sim eu posso ir a meu parceiro e dividir com ele como me sinto; Dividir e perguntar: dividir como estou me sentindo, como é pra mim, perguntar para o outro como ele está. Criar um espaço de conversação que se possa externar as emoções exercita a cumplicidade; Manter o ambiente de casa o mais pacífico possível mesmo em meio ao caos: Pode se manter informado, não ficar alienado, mas também tem que se preservar; Alternar o dia a dia com atividades gostosas pro casal: Tudo o que promove sensação de bem estar, prazer, gasto de energia, é muito bem-vindo. Ver filmes, ouvir músicas, fazer comidinha juntos, receitinha, dar risada, conversar; Manter uma rotina mesmo em quarentena é uma possibilidade de se organizar: A disciplina traz essa sensação de segurança, sentimento de organização. Mais organizado, o dia pode ficar um pouco mais previsível e isso para o cérebro traz uma sensação de segurança. O que dizem os casais? O G1 conversou com casais para saber como está sendo o isolamento social. Todos os ouvidos nesta reportagem estão cumprindo a orientação para se manter em casa e readaptar as rotinas, com home office e aumento nas tarefas do lar. Há casais com e sem filhos. Camila e Vinicius O casal Camilla Andrade e Vinícius Navarro entre Luiza e Lara: 'Isolamento mudou radicalmente a nossa rotina' Reprodução/Instagram Morando juntos há sete anos, a farmacêutica Camilla Andrade, de 37 anos, e o advogado Vinicius Navarro, 38, trabalham em turnos opostos. "Ele em horário comercial, e eu até às 22h, com plantões aos finais de semana e feriados." Com isso, o contato físico diário dos dois se limitava a três horas. “Longos períodos, apenas nas minhas 24 horas de folga — e quando ela é generosa, 48/72 horas”, explica Camilla. "Esse isolamento mudou radicalmente a nossa rotina, nós dois passamos a trabalhar em casa e as crianças sem escola (temos duas filhas 3 e 8 anos). Sendo assim, convivemos o tempo todo juntos, todos, exceto no período que estamos efetivamente trabalhando (7 horas/dia)." "Encaramos toda essa situação como uma oportunidade em passarmos mais tempos juntos, coisa que eu particularmente sentia muita falta. Mas a primeira semana foi desafiadora." "Ficamos perdidos na rotina das meninas, com os horários das refeições e administrar tudo isso gerou alguns atritos. Após essa fase de adaptação, tudo se encaixou e criamos uma rotina que vai desde hora para acordar, tempo disponibilizado para atividade física, momento em família e tempo a sós, somente nós dois. Hoje vemos que o isolamento nos aproximou." Lu e Marcos O cantor sertanejo Marcos em período de isolamento social na companhia da mulher, Lu Marchioto, e dos filhos Larissa, Lili e Leo Reprodução/Instagram Marcos, que forma a dupla sertaneja ao lado de Belutti, também cita uma melhora no relacionamento com o isolamento: "Nossa convivência está até melhor, porque boa parte dos atritos que aconteciam em casa, muitas vezes vinham de interferências externas. Interferência no trabalho, de amizade, falta de tempo pra eu estar em casa. Pelo fato de a gente estar vivendo pela família agora, os atritos diminuíram." Para ele, a mudança nesta fase de isolamento está no aumento das tarefas domésticas, já que está acostumado a ficar bastante tempo fora por causa da agenda de shows. Lu Marchioto, esposa de Marcos, concorda: "Esta é a hora de os casais se unirem e fortalecerem os laços, porque a gente não sabe o que vai enfrentar lá na frente". Marcos completa que o momento é bom para conversas construtivas "sobre a vida amorosa, os sonhos, as coisas que fazem falta". Diene e Fabio O casal Diene Duarte de Almeida e Fabio Acosta: "Não dormimos brigados" Arquivo Pessoal A pedagoga Diene Duarte de Almeida, de 45 anos, e o advogado Fabio Acosta, 44, estão casados há 13 anos, e têm uma premissa básica na relação: "Não dormimos brigados. Temos essa máxima do casamento e que vale muito nessa quarentena", diz Diene. A pedagoga diz que o máximo de tempo que passava com o marido era durante as férias, mas que apesar do aumento de tempo de convivência, a única alteração notada foi nas tarefas domésticas. "Tivemos um atrito que foi por uma questão que eu precipitei e ele ficou muito bravo. Mas eu errei, porque eu sou muito afobada. Foi na garagem e, quando a gente chegou em cima [no apartamento], já tava dando risada porque eu vi a besteira que eu fiz." “A gente tem muito bom humor, tira sarro um da cara do outro o tempo inteiro, então a convivência é muito tranquila, muito saudável”, diz ela. "A gente tem que gostar da companhia do outro. Quando você casa com quem você gosta da companhia, gosta dos assuntos, tem afinidade, é muito tranquilo. Mais do que um casamento, é uma parceria." Rafaella e Latino Morando junto com a namorada, Rafaella Ribeiro, há quase um ano, o cantor Latino cita a importância da individualidade nesse período. "Mesmo estando na mesma casa, é muito importante cada um ter seu momento de privacidade, lendo, vendo um filme, fazendo uma meditação". "O cantor diz que o casal é "bem tranquilo" e tem tentado seguir a rotina normal dentro de casa. Estamos mantendo os treinos, cozinhando e trabalhando muito'. Nesta fase de isolamento, o casal já se uniu, inclusive, para um projeto musical. Logo após o carnaval, Latino, Rafaella e alguns amigos ficaram em quarentena na casa de uma tia em Angra dos Reis após descobrirem que a anfitriã havia acabado de retornar da Itália. Durante os quinze dias que permaneceram no local, Latino decidiu fazer um clipe. "Ansioso que é, Latino resolveu fazer um vídeoclipe divertido para que não pirassem com essa reclusão. Juntou a turma que estava na casa, criaram um personagem para cada um e gravaram", explica a assessoria do cantor. Rafaella é Lili, que dá nome à música. Ela também participou do roteiro. Beatriz e Dilsinho Dilsinho e a mulher, Beatriz Ferraz Reprodução/Instagram Morando há três anos com a mulher, Beatriz Ferraz, o cantor Dilsinho vê um ponto positivo no meio da pandemia. "O lado bom de toda essa loucura é que estamos passando mais tempo juntos, consigo tomar café, almoçar, jantar em família. Coisas que parecem simples, mas não conseguia fazer com frequência devido à rotina do trabalho". Dilsinho faz uma média de 20 shows por mês. Para o cantor, a prática de exercícios físicos, a divisão das tarefas do lar e a escolha de uma série para acompanharem juntos são alguns trunfos para que a relação saia ilesa desse período. "Estamos há um bom tempo juntos e fomos aprendendo com o tempo que cada um precisa do seu espaço e personalidade." "Uma música do Jota Quest representa bem o meu pensamento: 'a nossa liberdade é o que nos prende'", explica o cantor, citando o verso de "Mais uma vez".
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G1 Ouviu #83 – A era das lives: De Coldplay a Gusttavo Lima, o pop na quarentena
Podcast comenta maratona de lives: Chris Martin dá o tom, Ludmilla faz pagode malemolente, Elton John comanda 'Live Aid' do isolamento, Gusttavo Lima brilha sem se isolar… Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia… Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado G1 ouviu, podcast de música do G1 G1/Divulgação
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Jorge e Mateus fazem live com mais de 4 horas de duração; foto com aglomeração nos bastidores chama a atenção
Dupla sertaneja bateu a marca de 3,1 milhões de acessos simultâneos. Segundo assessoria de imprensa dos artistas, 'todas as normas recomendadas pelo Ministério da Saúde' foram seguidas. Jorge e Mateus fazem live com mais de 4 horas de duração Reprodução/Youtube Após muitos pedidos de fãs, Jorge e Mateus fizeram uma live de quarentena na noite deste sábado (4) e atingiram a marca de 3,1 milhões de acessos simultâneos. O show "Na garagem" durou quase 4h30 horas e segue disponível no canal do Youtube da dupla. Até a manhã deste domingo (5), o vídeo da live já somava mais de 36 milhões de visualizações. Ao longo da apresentação, que aconteceu na garagem da casa do empresário e sócio da dupla, em Goiânia, os sertanejos incentivaram o público a fazer doações e arrecadaram 172 toneladas de alimentos, 10 mil frascos de álcool gel e 200 cursos para a área da saúde. Foto com aglomeração chama atenção Foto compartilhada nas redes sociais com aglomeração nos bastidores de live de Jorge e Mateus chama a atenção Reprodução/Instagram Durante a transmissão, circulou nas redes sociais uma imagem que mostra a aglomeração de pessoas nos bastidores. A imagem chamou a atenção dos fãs, já que é intenso o pedido para isolamento social para evitar a disseminação do coronavírus. Segundo Jorge, a gravação contava apenas com quem "era realmente essencial". O cantor disse ainda que "estavam tomando todos os cuidados necessários'. "Tem mais álcool em gel aqui do que cerveja", brincou. Assessoria de Jorge e Mateus mostra bastidores da live de dupla realizada neste sábado (4) Segundo a assessoria de Jorge e Mateus, no total, 18 pessoas participaram do projeto e houve um revezamento ao longo do processo de produção. "Na montagem, dividimos as equipes por dias e horários. A equipe de cenário montou na sexta, a equipe de som montou no sábado de manhã, e a equipe de filmagem entrou no sábado à tarde e já ficou pra live, como mostra no vídeo." "O Jorge e o Mateus chegaram poucos minutos antes do início da live. Toda produção com o uso de máscaras e luvas. Frascos de álcool em gel foram espalhados pela casa. Não houve aglomeração. Seguimos todas as normas recomendadas pelo Ministério da Saúde." A assessoria também enviou ao G1 um vídeo (acima) mostrando os bastidores. Initial plugin text Initial plugin text A live também contou com um recado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendendo o distanciamento social. "Importante que a música chegue, mas que a gente não aglutine, que a gente não coloque as pessoas no mesmo lugar. Os shows são feitos de casa. O show não pode parar, mas a aglutinação tem que parar. A gente precisa agora proteger um ao outro e o sistema de saúde se preparar para, no momento certo, a gente poder se abraçar", disse Mandetta. O vídeo foi exibido duas vezes ao longo da transmissão. Mais cedo, o ministro também tinha deixado o recado durante transmissão da live de Xand Avião. Mandetta manda recado para a população durante show de Jorge e Mateus As cenas de 'lives' da quarentena que já estão na história do entretenimento brasileiro Xand Avião e Lucas Lucco Antes de Jorge e Mateus, Xand Avião e Lucas Lucco também fizeram transmissões on-line, entrando na lista de lives da quarentena. Xand, que foi diagnosticado com coronavírus há alguns dias, fez a live direto de sua casa em Fortaleza. O cantor também recebeu doações e, segundo sua assessoria, arrecadou R$ 322 mil, 455 toneladas de alimentos e 1500 cestas básicas. O valor em dinheiro será doado para o Instituto da Primeira Infância, em Fortaleza. Já as toneladas de alimentos e produtos não perecíveis serão distribuídos na região de origem do doador. A apresentação teve 642 mil expectadores simultâneos. Já Lucas Lucco afirmou que arrecadou R$ 214 mil ao longo da live, além de 1 tonelada de arroz para ser distribuído para famílias da cidade Patrocínio, em Minas Gerais.
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Supla apronta álbum em português e inglês com parcerias com o sobrinho Theodoro Suplicy
♪ Supla aproveita a quarentena para aprontar o décimo álbum solo – o 17º título de discografia iniciada há 35 anos com a edição de Humanos (1985), primeiro álbum do Tokyo, grupo que revelou o cantor e compositor paulistano no universo pop brasileiro. Em fase de mixagem, o próximo disco de Supla contabiliza 13 músicas, sendo quatro em inglês e nove em português. Duas faixas, Fall to the ground e Embaixo da unha, já foram apresentadas em singles. Outras, como Fabinho leproso e Kung-fu on you, ainda permanecem inéditas. No disco, Supla desenvolve parceria com o sobrinho, Theodoro Suplicy, de recém-completados 18 anos. Theodoro é parceiro de Supla na criação de letras das músicas inéditas e autorais que compõem o repertório do primeiro álbum do cantor desde Illegal (2018), disco lançado há dois anos. O lançamento do álbum estava previsto para 6 de junho, mas Supla cogita a adiar a edição do disco para o segundo semestre devido à pandemia do coronavírus.
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Dupla Jorge & Mateus dá mau exemplo ao driblar regra de isolamento social em live patrocinada
Imagem em circulação nas redes sociais mostra que havia muita gente nos bastidores da apresentação dos cantores sertanejos. ♪ ANÁLISE – Assunto na internet ao longo da madrugada deste domingo, 5 de abril, a live da dupla sertaneja Jorge & Mateus tem gerado comentários e, com razão, vem sendo condenada no tribunal das redes sociais de forma inapelável. Intitulada Na garagem e patrocinada por marca de cerveja, com apoio de um restaurante, a longa live dos cantores na noite de sábado, 4 de abril, contabilizou 3,1 milhões de acessos simultâneos ao longo das quatro horas e meia de duração. Pareceu até show profissional, no estilo de apresentações acústicas que, não raro, geram registros audiovisuais no universo sertanejo. A questão é que uma imagem dos bastidores do evento, exposta em redes sociais, mostrou que havia pessoas demais no espaço armado para o show na casa do empresário da dupla. E uma imagem vale por mil palavras, como diz o clichê. Por mais que Jorge & Mateus tenham enfatizado na live a necessidade do distanciamento social para a contenção da pandemia de coronavírus e por mais que (de acordo com a assessoria dos cantores) tenham seguido as normas de segurança do Ministério da Saúde, com o uso de luvas e álcool gel pelos 18 profissionais envolvidos na produção, a imagem falou mais alto e insinuou um clima de festa, de confraternização. Tudo o que não é permitido em tempos de quarentena. Imagem da live da dupla Jorge & Mateus com muita gente no mesmo espaço Reprodução / Internet O efeito do mau exemplo é potencializado pelo alcance massivo do som da dupla. Se a insinuação de aglomeração tivesse acontecido em imagem de live de um artista da cena indie, o exemplo seria ruim da mesma forma. Mas o alcance da imagem seria menor e, portanto, teria consequências menores. Numa live que mobilizou milhões de seguidores da dupla, a questão se torna grave porque, sabe-se, há ainda uma resistente parcela da população do Brasil que contraria as normas da quarentena e insiste em circular nas ruas, favorecendo a propagação do coronavírus. A imagem exposta nas redes sociais com várias pessoas nos bastidores da live de Jorge & Mateus mostra que, a rigor, foi driblada a regra de isolamento social. Até porque não havia necessidade da presença de tanta gente no mesmo ambiente. Qual a necessidade de um garçom circular ali, servindo a cerveja da empresa patrocinadora? Nenhuma. Ficou claro que a intenção foi tão somente justificar o patrocínio obtido para a produção da live. Como o mal já está feito, espera-se tão somente que nenhum outro artista vá reproduzir em lives futuras o mau exemplo de Jorge & Mateus.
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Rennan da Penha apresenta gravação com MC Kekel no primeiro EP do álbum ‘Segue o baile’
Disco também inclui músicas tocadas pelo DJ de funk com MC Moisés da Torre e Juninho 22. ♪ Após seis singles extraídos da gravação do show Segue o baile, lançados paulatinamente a partir de fevereiro, o DJ de funk Rennan da Penha dá continuidade à promoção do primeiro registro audiovisual da discografia. Disponível desde sexta-feira, 3 de abril, o primeiro EP do álbum Segue o baile revela mais quatro números da gravação da apresentação feita pelo artista carioca em 14 de janeiro, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), para gerar disco ao vivo e conteúdo audiovisual. No EP 1, Rennan da Penha apresenta parcerias com MC Kekel (em Cinderela), DJ Juninho 22 (em Sentadinha), DJ Lucian (em Sequência da sentada) e MC Moisés da Torre (em Sapequinha toma toma). O segundo EP do projeto Segue o baile tem lançamento previsto para maio. Já o álbum integral chega ao mercado fonográfico em junho. Capa de 'Segue o baile EP 1', do DJ Rennan da Penha Divulgação
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