Piora fiscal pode levar BC a subir juros mesmo com manutenção do teto de gastos
Na ata da última decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça-feira (3), o Banco Central afirmou que poderá reavaliar o compromisso de não subir juros mesmo com o teto de gastos mantido, caso o quadro fiscal do país piore.
Leia mais (11/03/2020 – 09h54)
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Alta do milho dificulta a vida de criadores de MT
Preço do grão no estado subiu mais de 130%, motivado pela alta do dólar e maior demanda do mercado externo. Alta do milho dificulta a vida de criadores de MT
O preço do milho está batendo recorde no mercado brasileiro. Neste cenário, criadores estão enfrentando dificuldades para comprar o insumo, essencial na alimentação de animais para abate.
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Em Mato Grosso, principal produtor de milho do Brasil, a saca que custava em torno de R$ 27 está valendo em torno de R$ 63, aumento de 133% motivado pelo dólar e maior demanda do mercado externo.
Segundo levantamento do Centro de Estudos em Economia Aplicada da USP (Cepea), a saca de 60 kg do cereal em São Paulo está custando em torno de R$ 85, o maior valor da série histórica, iniciada em 2004.
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Exportação de carne cresce em Presidente Prudente e anima produtores
Vendas do município paulista a outros países aumentaram mais de 160% entre janeiro e setembro deste ano, a US$ 66 milhões. Criadores estão recebendo até R$ 15 a mais por arroba dos animais que seguem para o mercado externo. Exportação de carne cresce em Presidente Prudente e anima produtores
A arroba do boi está batendo recordes no mercado interno. Mas o cenário é ainda melhor para quem exporta.
Em Presidente Prudente (SP), por exemplo, os criadores de boi estão recebendo até R$ 15 a mais por arroba dos animais que vão para outros países.
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Entre janeiro e setembro deste ano, as exportações do município cresceram 160% em relação a 2019, e chegaram a US$ 66 milhões.
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Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 01/11/2020
Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Autêntica padaria paulistana faz sucesso em Londres
Padoca Bakery
9, Frognal Parade, Finchley Road. Swiss Cottage.
NW3 5HH. London/UK
Telefone: +44203489 2950
Mobile: +447933 786764
Email: padoca_uk@outlook.com
Instagram: @padocauk.bakery
Veja a reportagem: Venda de roupas para pratica de yoga cresce na pandemia
Honey Belt
Avenida Padre Anchieta, 555 – Jardim – Santo André (SP) – CEP: 09090-710
Telefone: (11) 96665-7812
E-mail: carol@honeybelt.com / gabi@honeybelt.com
Site: www.honeybelt.com.br
Site EUA/Canadá: www.honeybelt.com
Rede Social BR:
Instagram: @honeybeltbrasil
Facebook: @honeybeltbrasilyogapants
Rede Social USA/Canadá:
Instagram: @honeybeltyogapants
Veja a reportagem: Loja aposta em caixas temáticas para impulsionar venda de vinhos
Beale Bebidas e Alimentos Ltda
Rua Rego Freitas, 52 Vila Buarque
São Paulo/SP CEP: 01220-010
Telefone: (11) 3337-0899
Televendas: (11) 989430332 / 011 3337-0899
Email: contato@beale.com.br
Site: http://www.beale.com.br/
Instagram: @bealebebidas
Facebook: Beale Bebidas
Professor Alberto Ajzental – FGV
E-mail: alberto.ajzental@fgv.br
Veja a reportagem: Pequena empresária, estilista dribla a crise a vê pedidos dispararem
Girassol ateliê
Rua Colônia da Glória 329, conjunto 4 – Vila Mariana
São Paulo/SP – CEP: 04113-000
Telefone: 11 93466-3564
E-mail: agirassolretro@gmail.com
Instagram @girassolatelie_
Veja a reportagem: Startup de educação cria curso para ajudar professores a preparar aulas à distância
Iteduc – Institute of Technology and Education
Rua Capitão Cavalcanti, 38 (Coworking Nextt 49+) – Vila Mariana
São Paulo/ SP – CEP: 04017-000
Telefone: (11) 2391-5666
E-mail: contato@iteduc.tech
Site: https://www.iteduc.tech
Facebook: @iteduc.tech
Instagram: @iteduc.tech
Veja a reportagem: Espaço de lazer para cães reúne parque e quiosques com produtos e serviços
Cachorródromo
Rua Francisco Duarte, 33 – Vila Guilherme
São Paulo/SP – CEP: 02054-060
Telefone: (11) 4673-3089
Email: cachorrodromo@cachorrodromobrasil.com.br
Site: www.cachorrodromobrasil.com.br
Facebook: @cachorrodromobr
Instagram: @cachorrodromo
Yume Atelie de Decoração
Rua Francisco Duarte, 33 – Vila Guilherme.
São Paulo/SP. CEP: 02054-060
Telefone: (11) 95413-3975
E-mail: yumeatelie2@gmail.com
Instagram: @yumeatelie
Galharde Academy
Rua Condessa Siciliano, 394 Jardim
São Paulo/SP – CEP: 02044-050
Telefone: (11) 94254-2733
E-mail: contato@galhardeacademy.com
Site: www.galhardeacademy.com
Facebook: @galhardeacademy
Instagram:@galhardeacademy
Kōri Cream
Rua Francisco Duarte 33 – Vila Guilherme
São Paulo/SP – CEP: 02054-060
Telefone (11) 97059-1855
Email katiamagario@gmail.com
Instagram: @koricreambr
Facebook: Kōri Cream
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Relógios de alguns celulares foram adiantados mesmo sem horário de verão; veja como corrigir
Alguns aparelhos do sistema operacional Android não tinham a informação do cancelamento do horário de verão. É preciso desmarcar a opção 'Data e hora automáticas'. Alguns aparelhos de celular alteraram a hora como se o horário de verão não tivesse sido cancelado Arte/G1 O relógio de alguns aparelhos de celular do sistema operacional Android foram adiantados automaticamente em uma hora à meia-noite deste domingo (1). Os aparelhos podem não ter a informação para evitar a alteração que seria feita se houvesse horário de verão, que foi cancelado pelo governo de Jair Bolsonaro em 2019. O Google havia feito um alerta na sexta-feira. Essa alteração automática de horários acontece principalmente em aparelhos com versões anteriores ao Android 10, que foi lançado no ano passado. Falso horário de verão: celulares e computadores amanhecem com hora adiantada Há duas semanas alguns usuários já tinham relatado que seus celulares adiantaram o relógio. Isso aconteceu porque, até 2017, o horário do verão começava no mês de outubro. Em 2018, a última vez em que foi adotado, ele começou no 1º domingo de novembro. Saiba corrigir Nos aparelhos Android Toque no ícone "Configurar"; toque na opção "Data e hora"; desmarque a opção "Data e hora automáticas"; configure manualmente a hora correta. Os aparelhos que não fizerem mudanças no horário já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas redes das operadoras de telefonia. A mudança no horário de verão brasileiro impacta o banco de dados da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (IANA), responsável por passar as informações para os smartphones. Horário de verão No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932. No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto. O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias. No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países — e atinge cerca de um quarto da população mundial. O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai.
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Conheça a versatilidade do bambu, que é usado na produção de móveis, bicicletas e pode virar até prótese
Planta tem mais de 13 mil usos e movimenta cerca de US$ 60 bilhões no mundo, diz associação. No Brasil, empresas, ONGs e agricultores aproveitam matéria-prima para gerar mais renda no campo. Conheça a versatilidade do bambu
Agricultores, empresas e ONGs têm utilizado o bambu para produzir desde móveis e revestimentos até bicicletas e próteses para uso na medicina. E essa versatilidade da matéria-prima tem gerado renda para muitos produtores no campo.
O Instituto Pindorama, por exemplo, uma ONG que fica em Nova Friburgo (RJ), trabalha com toda a cadeia produtiva do bambu: desde o plantio de mudas, manejo, até o uso em construções rurais.
Por lá, além de cursos, são feitos móveis e revestimentos para vendas sob encomenda.
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"Os cursos de bambu são um dos nossos carros-chefes tanto de movelaria, quanto de construção. E é bem interessante, porque pessoas que nunca colocaram a mão no material ou em ferramentas conseguem ter êxito em fazer as estruturas ou os móveis", diz Nelson Dias, gerente de projetos do instituto.
Ele, que há cinco anos largou a vida na cidade para se dedicar apenas ao bambu, chegou a construir quase toda a sua casa com a matéria-prima. Mas alerta que, para o uso na construção, o bambu precisa antes passar por um tratamento para garantir a qualidade final da obra.
Para isso, Nelson utiliza duas substâncias permitidas pela Lei de Orgânicos.
"O bambu que é usado na área interna, como os laminados, nós utilizamos somente uma [substância] que é o octaborato de sódio. É um inseticida que altera o gosto do bambu. Assim, quando o caruncho começar a comer, ele vai se sentir incomodado, porque não é o sabor doce que ele está acostumado e ele para de comer", conta Nelson.
"Já o bambu que vai ser utilizado como coluna, para a construção de estufas de viveiros de galpões, está sujeito a tomar, às vezes, alguma chuva de vento. E, com isso, a gente coloca o sulfato de cobre para garantir que ele não vai apodrecer", acrescenta.
O gerente da ONG diz ainda que tudo do bambu é aproveitado, até mesmo os galhos.
"Além da vara principal, a gente utiliza os galhos mais compridos para fazer cortina, vassoura e vários tipos de artesanato. Até óculos tem gente que faz", diz Nelson.
Mais de 13 mil usos
O bambu movimenta cerca de US$ 60 bilhões e emprega 16 milhões de pessoas no mundo, principalmente na China, segundo a Associação Brasileira do Bambu (BambuBR).
Ele é uma planta da família das gramíneas, a mesma do trigo e do arroz, por exemplo. E existem cerca 1.600 espécies no mundo, sendo que 20% delas estão no Brasil.
"Tem estudos que falam que o bambu tem 13 mil usos. Ele atende tanto as necessidades de uma família, de um produtor, quanto de uma indústria, ele tem uma versatilidade enorme", conta Raquel Reis, presidente da BambuBR.
Prótese e painéis modulares
A versatilidade do bambu tem sido explorada até mesmo em pesquisas acadêmicas. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo, o doutorando João Victor Gomes, encontrou na planta uma alternativa de material sustentável e de baixo custo que pode vir a substituir a fibra de carbono, na fabricação de próteses para uso na medicina.
"Chegamos à conclusão de que ela (planta de bambu) chega a ser um quinto do custo convencional das próteses", afirma João.
Porém, antes de ir para o mercado, a prótese feita a partir do bambu precisa ainda passar por mais testes.
"Uma das coisas que ainda inviabiliza a produção industrial é, de fato, o fornecimento de bambu de qualidade. Essa infraestrutura ainda está sendo avaliada, porque o propósito da prótese é fornecer essa realidade para quem não tem acesso", diz João.
Já o outro doutorando da Unesp, Gabriel Fernandes, desenvolve painéis modulares com bambu com o intuito também de reduzir custos ao consumidor.
"A gente desenvolveu os painéis modulares pensando na fácil acessibilidade construtiva e financeira. Ele tem um custo 20% abaixo do custo do metro quadrado da construção básica do Estado de São Paulo", diz Gabriel.
Produção em larga escala
O empresário e agrônomo Danilo Candia trabalha há 13 anos com bambu. Ele tem uma empresa que desenvolve produtos e serviços com o material sediada na cidade de São Paulo.
E, agora, decidiu expandir a sua produção para a indústria. A ideia é fabricar desde bicicletas até as luminárias do artesão Paulo Bustamente, que trabalha com bambu há 22 anos.
"Surgiu essa possibilidade de terceirizar a produção e, como eu vou estar fazendo o treinamento dessas pessoas na oficina, vou poder garantir o mesmo padrão de qualidade do meu trabalho", diz Paulo.
Para conseguirem produzir em larga escala, Danilo e o seu sócio Daniel Capobianchi, precisaram buscar o bambu em grande quantidade. E conseguiram encontrá-lo no Instituto Jatobás, uma ONG que trabalha com o desenvolvimento sustentável da planta, sediada em Pardinho (SP)
"Eles têm o nohall (conhecimento) da comercialização e de como colocar isso (o bambu) no mercado e transformar em dinheiro. Essa parceria se abraçou e com certeza dará muitos frutos. Muitos frutos de bambu", diz o coordenador do instituto, Sérgio Vieira.
A Fazenda Bambus, pertencente à ONG, nunca havia sido utilizada de forma comercial. Agora, eles vão começar a trabalhar com seis das 40 espécies de bambu da propriedade.
Renda para pequenos produtores
Mas, além do Instituto Jatobás, a empresa também compra bambu de pequenos produtores. Um deles é o agricultor de André Alves, de Cotia (SP), que trabalha com dois tipos de corte de bambu mossô.
"Um (corte) é para as plantas ornamentais, para colocar em vasos, jardins, jardineira e o outro vai para plantas artificiais", conta André.
Ele faz o processo para entortar o bambu mossô, uma técnica milenar oriental que o pai dele aprendeu com um japonês e que ele replica há 17 anos.
O bambu que sai do sítio do André viaja até Cunha (SP) para a fábrica da empresa de Danilo. Chegando lá, ele é cortado em tiras e levado para pequenos produtores de uma comunidade rural, que fica a 35 quilômetros da cidade.
Para esta comunidade, aonde moram 40 famílias, a empresa fornece a matéria-prima e paga pela produção de esteiras de bambu.
Geralmente, os produtores precisam ir atrás do bambu, colher e ainda fazer o corte, mas, quando recebem o bambu cortado, o trabalho diminui bastante e é possível dobrar a quantidade de esteiras produzidas por dia.
A partir dessa produção, os agricultores da comunidade conseguiram, há 5 anos, se reestruturar financeiramente. Hoje, eles vendem cerca de 200 esteiras por mês e recebem de R$ 10 a R$ 18 por cada uma delas.
"Nós não tinha (sic) nada. Nós era (sic) pobre, pobre mesmo", diz a agricultores Alda Ângelo.
"O bambu hoje significa pra mim que eu venci no mundo. É um conforto que eu não tinha, hoje eu tenho", diz o agricultor Reginaldo de Araújo.
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Temporada de tosquia das ovelhas começa no RS, mas comércio de lã está parado
Vendas do Brasil para outros países ainda não aconteceram em 2020, e 20% da produção da última safra também não foi escoada. Temporada de tosquia das ovelhas começa no RS, mas comércio de lã está parado
A temporada de tosquia das ovelhas já começou no Rio Grande do Sul, mas o comércio está bem parado.
Neste ano, o Brasil ainda não exportou, e 20% da produção de lã da última safra também não foi escoada, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos.
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No RS, 70% da produção de lã vai para o mercado externo, principalmente para a China. Mas o país asiático parou as compras desde março do ano passado.
Com matéria-prima sobrando, os preços estão, em média, 33% mais baixos do que na safra passada.
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Couro é produto versátil que está nas roupas, tapetes e carros
Setor fatura mais de US$ 1 bilhão por ano e emprega milhares de pessoas. Couro é produto versátil que está nas roupas, tapetes e carros
O couro e as peles foram as primeiras roupas utilizadas pelo homem da pré-história.
No Brasil, o vaqueiro nordestino usa o couro há alguns séculos para se proteger dos espinhos da caatinga.
Trigo, café, mandioca… G1 mostra a origem dos alimentos
O couro está em muitos momentos da nossa vida. Está no bolso, na roupa, no pé, no carro, na música e no esporte.
Com o couro da cabra, dá para fazer tapetes. Com o couro do peixe, bolsas.
O couro movimenta a economia. Dá emprego a milhares de pessoas e fatura mais de US$ 1 bilhão por ano.
Couro é tradição. É resistência, é conforto.
Couro é Agro.
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Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira
Ao longo da campanha eleitoral, os dois candidatos foram pouco detalhistas na relação que pretendem adotar com a América Latina. Para analistas, Brasil deve ter um papel apenas secundário no próximo governo dos EUA. Com Joe Biden ou Donald Trump no comando dos Estados Unidos, o Brasil terá de lidar com obstáculos na relação comercial com norte-americanos. Uma eventual presidência do democrata deve aumentar a pressão com a condução da política ambiental brasileira, enquanto a reeleição do republicano mantém o viés protecionista da economia dos EUA. Ao longo da campanha, os dois candidatos foram pouco detalhistas nas propostas de comércio exterior com a América Latina. O foco esteve na China e na União Europeia, o que indica, segundo analistas, que qualquer mudança no comércio com o Brasil não deve ocorrer tão cedo. Montagem mostra os dois candidatos à presidência dos EUA, Joe Biden e Donald Trump Reuters/Via BBC "A primeira observação é que a América Latina como um todo não é um tema central para a política externa norte-americana", diz Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior. "Muito provavelmente o Brasil será um tema secundário e corre o risco de ficar dominado pela questão ambiental." Hoje, os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Entre janeiro e setembro deste ano, a corrente de comércio (soma de importação e exportação) com os norte-americanos somou US$ 44,6 bilhões. Com o chineses, a corrente chegou a US$ 73,4 bilhões. Biden e a questão ambiental Líder nas pesquisas eleitorais, Biden já citou o elevado desmatamento da Amazônia num debate com Trump e disse que o Brasil pode enfrentar "consequências econômicas" se os índices de perdas florestais não forem revertidos. As florestas tropicais no Brasil estão sendo destruídas, diz Biden O aumento do desmatamento no Brasil já está no radar de outros país há algum tempo. O parlamento europeu, por exemplo, indicou que o acordo com o Mercosul – que levou 20 anos para ser assinado – não deve ser ratificado se o governo brasileiro não promover mudanças na sua política ambiental. Queimadas na Amazônia em 2020 passam número registrado em todo o ano de 2019 Com 2.825 pontos de incêndio, Pantanal tem pior outubro da história, indicam dados do Inpe "Diferente do Trump, com o Biden (na presidência), eu acho que haverá um efeito importante na área ambiental, vai haver uma coordenação da Europa e dos EUA para fazer pressão sobre o Brasil", diz Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington entre 1999 e 2004. Nesse cenário da eleição de Biden, em que a pauta ambiental deve ganhar força, os produtos brasileiros podem sofrer algum tipo de dificuldade para entrar no mercado norte-americano e os possíveis acordos comerciais devem emperrar. “Democratas em Washington – na Casa Branca e no Congresso – provavelmente questionariam as políticas do Brasil no meio ambiente (…) e podem se recusar a assinar acordos comerciais com administração Bolsonaro”, escreveram os economistas do banco BNP Paribas Marcelo Carvalho e Luiz Eduardo Peixoto. Trump e o protecionismo Com Trump, as relações de maior protecionismo devem continuar, mas ainda não é possível saber se haverá uma subida de patamar. Neste primeiro mandato, o atual presidente norte-americano abriu uma guerra comercial com a China e aumentou as tarifas de importações de aço e alumínio, o que afetou produtores brasileiros. EUA e China assinam fase 1 de acordo para aliviar guerra comercial As medidas mais protecionistas no comércio internacional vieram dentro de uma política que Trump chamou de America First (América Primeiro, em tradução livre). Na campanha de 2016, ele prometeu reduzir o déficit comercial do país. O republicano também afastou a economia norte-americana de entidades e negociações multilaterais ao esvaziar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e tirar os EUA do Tratado de Associação Transpacífico (TPP). O presidente dos EUA Donald Trump exibe a ordem executiva da retirada dos Estados Unidos do Acordo Transpacífico Kevin Lamarque/Reuters "O Trump já falou muita coisa, de acirramento. Se ele continuar nesse tom, o que se espera é um cenário internacional mais conflituoso", afirma Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Disputa pelo 5G A implementação da tecnologia de quinta geração (5G) no Brasil também deve ser afetada a depender do resultado eleitoral norte-americano. Na guerra comercial entre Estados Unidos e China, o 5G se tornou mais uma batalha. Os dois países disputam qual nação vai ter a influência no mundo da implantação da nova tecnologia. Num sinal claro dessa guerra tecnológica, a empresa chinesa Huawei, que detém a patentes no 5G, enfrenta restrições nos Estados Unidos. A companhia é acusada de manter relações com o Partido Comunista Chinês. Em julho, o Reino Unido excluiu a Huawei de sua rede 5G. O QUE ESPERAR DO 5G No Brasil, o leilão de 5G foi adiado para 2021 por causa da pandemia do coronavírus. Por ora, Bolsonaro tem dito que caberá a ele próprio a decisão sobre a implementação da internet móvel 5G no Brasil, o que pode indicar uma preferência para os Estados Unidos no caso de uma vitória de Trump, de quem Bolsonaro se diz aliado. Segundo Bolsonaro, não vai ter "ninguém dando palpite" na definição da tecnologia. 'Quem vai decidir o 5G sou eu', diz Bolsonaro "Se o Trump ganhar, a pressão para que o Brasil fique ao lado dos americanos pode aumentar", diz Barbosa. "Com Biden, os grupos internos, as empresas que querem que o país tenha uma posição independente, vão se fortalecer. É capaz de o Brasil não excluir a empresa chinesa da licitação do 5G.” Em outubro, o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EximBank) e o Ministério da Economia assinaram um acordo que prevê US$ 1 bilhão para financiar diversos projetos no Brasil, incluindo os do 5G. Governo detalha pacote para facilitar comércio com os EUA Mercado financeiro No mercado financeiro, a leitura dos agentes é que a disputa presidencial deve ser vencida pelo democrata. "O cenário mais provável é uma vitória do Biden, sem contestação”, afirma o economista-chefe da Mauá Capital, Alexandre Ázara. Os investidores, no entanto, também se debruçam na eleição para o Senado norte-americano. Uma larga vitória dos democratas na casa pode indicar que o partido vai ter força para aprovar várias medidas de estímulos fiscais, o que pode piorar as contas públicas do país. Nesse quadro, para conter a inflação estimulada pela piora fiscal, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) pode ser obrigado a subir os juros, o que afetaria economias emergentes, como a brasileira. Hoje, os juros estão na faixa entre 0% e 0,25%. Sede do Federal Reserve em Washington, nos Estados Unidos Chris Wattie/Reuters Juros mais altos nos EUA têm potencial para atrair recursos aplicados em economias emergentes. "O tamanho da representação no senado é tão importante quanto a própria eleição", diz Ázara. Vejas as últimas notícias de economia
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País tem, pelo menos, 85 concursos abertos para preencher quase 8 mil vagas
Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. Pelo menos 85 concursos públicos estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (26) para preencher quase 8 mil vagas. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. País tem, pelo menos, 85 concursos abertos para preencher quase 8 mil vagas Divulgação/TJAM Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva — ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES Nesta segunda e terça-feira (3), ao menos nove órgãos abrem inscrições para preencher quase 942 vagas. O maior concurso é o da Prefeitura de Crato, no Ceará. São 390 oportunidades. Veja os concursos com inscrições abertas nesta segunda e terça-feira: Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar do Estado de São Paulo (Famesp) Inscrições: até 11/11/2020 6 vagas Salários de até R$ 2.701,81 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Câmara de Coroaci (MG) Inscrições: até 02/12/2020 4 vagas Salários de até R$ 3.200 Cargos de nível fundamental e superior Veja o edital Instituto Água e Terra (IAT) Inscrições: até 17/11/2020 93 vagas Salários de até R$ 3.543,89 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Polícia Militar do Paraná Inscrições: até 18/12/2020 70 vagas Salários de até R$ 9.735,33 Cargos de nível médio Veja o edital Prefeitura de Barra do Bugres (MT) Inscrições: até 30/11/2020 173 vagas Salários de até R$ 6.302,017 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Prefeitura de Cacimba de Dentro (PE) Inscrições: até 2/12/2020 161 vagas Salários de até R$ 12 mil Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Prefeitura de Crato (CE) Inscrições: até 18/12/2020 390 vagas Salários de até R$ 11.474,10 Cargos de nível médio, técnico e superior Veja o edital Prefeitura de Curvelo (MG) Inscrições: até 6/11/2020 5 vagas Salários de até R$ 1.045 Cargos de nível fundamental Veja o edital Prefeitura de Mongaguá (SP) Inscrições: até 18/11/2020 40 vagas Salários de até R$ 10.903,20 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital VÍDEOS: Últimas notícias de Economia –
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