Bolsas da Europa operam em alta de olho em eleições nos EUA
Índices ampliam ganhos com impulso de commodities e bancos. Os índices acionários europeus ampliavam sua recuperação nesta terça-feira (3) com os investidores deixando as preocupações sobre o coronavírus em segundo plano para voltar as atenções à eleição presidencial norte-americana.
Às 7h32 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 1,7%, a 1.369 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 1,68%, a 354 pontos, recuperando-se de mínimas de cinco meses atingidas na semana passada por preocupações com novos lockdowns parciais no continente.
Setores cíclicos sensíveis ao crescimento como petróleo e gás, mineradoras, bancos e montadoras lideravam os ganhos, com todos subindo mais de 2%
O presidente norte-americano, Donald Trump, está atrás de seu adversário democrata Joe Biden nas pesquisas nacionais, mas Trump está perto o suficiente em Estados cruciais para possivelmente reunir os votos necessários para conquistar a reeleição.
Uma vitória de Biden é considerada favorável para as ações europeias devido a expectativas de um maior pacote de estímulo e melhores laços comerciais com os EUA.
Na China, as bolsas fecharam em alta nesta terça-feira.
Veja as cotações das bolsas da Europa nesta manhã:
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 1,87%, a 5.760 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 2,02%, a 12.026 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 2,21%, a 4.794 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de 2,24%, a 18.811 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 1,61%, a 6.691 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,86%, a 4.053 pontos.
Com votação recorde pelo correio, resultado da eleição nos EUA pode demorar semanas
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Preços do petróleo ampliam alta em dia de eleições nos EUA
Contratos de referência avançaram quase 3% na segunda-feira (2). Os preços do petróleo ampliavam seu rali nesta terça-feira (3), em meio ao dia de eleições nos Estados Unidos, acompanhando uma recuperação em mercados financeiros, mas preocupações com os crescentes casos de coronavírus pelo mundo limitavam os ganhos.
O petróleo Brent subia 0,97 dólar, ou 2,49%, a US$ 39,94 por barril, às 8h17 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,95 dólar, ou 2,58%, a US$ 37,76 por barril.
Ambos os contratos de referência haviam avançado quase 3% na segunda-feira.
"O salto nasceu com as marcas de uma massiva, lógica e até inevitável cobertura de posições vendidas antes das eleições presidenciais dos EUA", disse Tamas Varga, da corretora PVM.
"Seria tentador concluir que uma recuperação das perdas da semana passada está acontecendo agora, mas esse simplesmente não é um cenário plausível", acrescentou ele.
Os preços avançaram na segunda-feira após informação de que o ministro de Energia da Rússia manteve conversas com empresas locais sobre uma possível prorrogação de restrições à produção de petróleo no primeiro trimestre de 2021.
"A esperança agora é que uma continuidade dos cortes nos níveis atuais vá ser uma ponte necessária sobre a segunda onda de Covid-19 até quando as vacinas forem desenvolvidas", disse o Commerzbank.
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V
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Após sete meses, economistas voltam a estimar inflação acima de 3% em 2020
Projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81% na semana passada. Números foram divulgados pelo Banco Central com base em pesquisa realizada na última semana. Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela décima segunda semana seguida, sua estimativa de inflação para este ano. Pela primeira vez desde março, a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, é maior que 3% em 2020. A expectativa faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Segundo a pesquisa realizada pelo Banco Central, os analistas dos bancos subiram a estimativa de inflação deste ano de 2,99% para 3,02%. Desde 23 de março deste ano a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA não ficava acima de 3%. Estimativas para a inflação de 2020 Economia G1 A redução na estimativa de inflação, no decorrer de 2020, está relacionada à recessão na economia, fruto da pandemia do coronavírus. No início de junho, o mercado chegou a estimar que a inflação seria de 1,52% em 2020 – a metade da previsão atual, de pouco mais de 3%. Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir. Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para esse período desde 2003. Na prévia de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o mês em 25 anos. Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,10% para 3,11% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. Crescimento da economia Sobre o crescimento da economia brasileira, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) estável em 4,81% na semana passada. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Na última semana, o mercado também baixou, de 3,42% para 3,34%, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto para 2021. A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira. Em setembro, o governo brasileiro manteve a expectativa de queda de 4,7% para o PIB de 2020. O Banco Mundial prevê uma queda de 5,4% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 5,8% em 2020. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Após recuar 2,5% nos primeiros três meses deste ano (número revisado), o PIB apresentou um tombo de 9,7% no segundo trimestre deste ano – contra os três meses anteriores. Foi a maior queda desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Taxa básica de juros Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano. BC mantém juros mesmo com inflação em alta Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem. Outras estimativas Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 5,40 para R$ 5,45. Para o fechamento de 2021, permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa permaneceu estável em US$ 65 bilhões. VÍDEOS: veja as últimas notícias da economia
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Lucro da BB Seguridade alcança R$ 1,096 bilhão no 3º trimestre
Resultado ficou um pouco acima do montante de R$ 1,081 bilhão registrado um ano antes. A BB Seguridade registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,096 bilhão no terceiro trimestre, um pouco acima do montante de R$ 1,081 bilhão um ano antes e também superior aos R$ 982 milhões de abril a junho.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, o desempenho operacional das empresas do grupo acelerou sua taxa de crescimento ano a ano para 7,9%, enquanto o resultado financeiro combinado das empresas do grupo contraiu 36,3%.
A companhia explicou que tal desempenho ocorreu em "um cenário ainda desafiador, com a atividade econômica se recuperando gradualmente e o resultado financeiro ainda comprometido" e citou adversidades impostas pela pandemia.
No segmento de seguros, os prêmios emitidos cresceram 20,4% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 2,905 bilhões. A sinistralidade registrou aumento de 3,7 ponto percentual, atribuído pela BB Seguridade "majoritariamente pelo volume de avisos de sinistros relacionados à Covid-19".
A arrecadação de previdência chegou a R$ 11,952 bilhões, abaixo dos R$ 12,324 bilhões de igual intervalo do ano anterior, mas recuperando-se a níveis semelhantes aos período pré-pandemia. As reservas de previdência em setembro somavam R$ 298 bilhões.
No caso do segmento de capitalização, a arrecadação com títulos de capitalização cresceu 19,2% em relação ao mesmo período de 2019 e 39,4% em relação ao segundo trimestre do ano, fazendo com que o saldo reservas chegasse a R$ 8,2 bilhões ao final de setembro, com alta de 3,8% no trimestre.
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Eleição nos EUA poderá ser o evento com o maior valor de dinheiro em apostas na história
Um único homem apostou R$ 29 milhões em Trump, segundo o jornal britânico 'Daily Mail'. Espera-se que o montante total chegue a R$ 7,46 bilhões. Trump e Biden fazem segundo e último debate antes das eleições nos EUA Reuters A eleição dos Estados Unidos, que acontece nesta terça-feira (3) pode se tornar o evento que mais arrecadará dinheiro em apostas na história. Sandra Cohen: Veredito das urnas é maior do que Biden ou Trump Matthew Shaddick, o chefe da seção de apostas políticas no grupo Ladbrokes Coral, disse ao jornal "The Guardian" que o setor inteiro deverá processar R$ 7,46 bilhões. Segundo o jornal inglês “Daily Mail”, um homem fez uma aposta de R$ 29 milhões em Trump. De acordo com a reportagem do tabloide, o apostador trabalha no mercado financeiro e conversou com pessoas do comitê de Trump. A aposta foi feita em Curaçao, diz o texto. Uma pessoa apostou R$ 7,46 milhões em Biden, de acordo com a plataforma Betfair Exchange. Serão aceitas apostas até o momento do anúncio do vencedor. A expectativa em uma única das plataformas é que o montante total chegue a quase R$ 3 bilhões, o dobro do valor de 2016. Biden é o favorito nas casas de apostas Para as pessoas que apostam dinheiro na disputa pelo governo dos Estados Unidos, as chances de reeleição de Donald Trump aumentaram nesta terça-feira, de acordo com o site britânico Betfair Exchange. Às vésperas da eleição, Donald Trump e Joe Biden fazem comícios em estados decisivos A probabilidade de uma vitória do candidato do Partido Republicano aumentou de 35% para 39%. Eleições nos EUA 2020; FOTOS Joe Biden, o candidato do Partido Democrata, é o favorito, mas na plataforma de apostas as chances dele caíram de 65% para 61%. Em outra plataforma, a Smarkets, os apostadores dão a Trump uma chance de 38%. Em 2016, ele era considerado mais azarão: achavam que a chance de ele levar era 17%. Biden lidera nas pesquisas de intenção de votos, mas nos estados “campos de batalha”, ele tem uma folga menor.
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Porto Seguro tem lucro 19,8% maior no terceiro trimestre
Receitas totais, que incluem os prêmios de seguros e as de outros produtos, como cartões e consórcios, subiram 4,7%, para R$ 4,9 bilhões no terceiro trimestre. A Porto Seguro registrou lucro líquido – sem combinação de negócios – de R$ 401,5 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 19,8% na comparação com o mesmo período de 2019.
As receitas totais, que incluem os prêmios de seguros e as de outros produtos, como cartões e consórcios, subiram 4,7%, para R$ 4,9 bilhões no terceiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2019.
Os prêmios de seguros apresentaram crescimento anual de 4,6% no terceiro trimestre para R$ 4,1 bilhões, impulsionados pela recuperação dos seguros de Auto e Patrimoniais e pelo aumento em duplo dígito nos prêmios do Saúde.
O Auto apresentou expansão de 20,4% em relação ao segundo trimestre e anual de 0,8%. Segundo a Porto Seguro, o resultado reflete a manutenção dos índices de renovação em patamares elevados e o aumento das vendas novas, levando a um acréscimo de 87 mil veículos na frota segurada em relação ao trimestre passado.
O índice combinado de seguros atingiu 87,9% no trimestre passado, com queda de 6 pontos percentuais ante o terceiro período de 2019. A melhora decorreu da redução de circulação de veículos em função do isolamento social, que resultou em diminuição na sinistralidade do segmento Auto, de 11,2 pontos comparado ao mesmo período do ano passado. Já no segmento Saúde, a sinistralidade recuou 6,1 pontos frente ao terceiro trimestre de 2019.
Com isso, a sinistralidade total recuou 6,3 pontos no terceiro trimestre comparado ao mesmo período do ano passado, para 46,7%.
Nos negócios financeiros e serviços, as receitas trimestrais aumentaram 9,8% anualmente. O consórcio teve um crescimento de 27,5% na mesma base. As operações de crédito subiram 4,4%, com aumento de 16,3% no número de cartões de crédito totais, que alcançou 2,5 milhões de unidades ao final do trimestre.
A inadimplência de mais de 90 dias atingiu 5,2% ao final do terceiro trimestre, apresentando melhora de 0,2 ponto em relação ao terceiro trimestre de 2019.
O resultado financeiro teve um recuo anual de 50,4%, para R$ 125 milhões. De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pela queda da taxa de juros.
A rentabilidade da carteira, sem considerar os recursos aplicados de previdência, alcançou um retorno de 245% do CDI no trimestre, “favorecida pelo desempenho das alocações em títulos indexados a inflação”.
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Dólar opera em queda, ao redor de R$ 5,70, com os mercados de olho nas eleições nos EUA
Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a R$ 5,7379, acumulando alta de 2,13% em outubro. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em queda nesta terça-feira (3), ao redor de R$ 5,70, na volta do feriado e com as atenções mundiais voltadas para as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Às 10h23, a moeda norte-americana caía 0,48%, a R$ 5,7101.Na mínima até o momento foi a R$ 5,6753. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,49%, a R$ 5,7379, acumulando alta de 2,13% no mês de outubro. No ano, tem alta de 43,10%. Por que o real é a moeda que mais desvalorizou em 2020 Trump ou Biden? Saiba os reflexos da eleição americana na economia brasileira Cena externa e local No exterior, os investidores deixavam as preocupações sobre o coronavírus em segundo plano para voltar as atenções à eleição presidencial norte-americana. O presidente norte-americano, Donald Trump, está atrás de seu adversário democrata Joe Biden nas pesquisas nacionais, mas Trump está perto o suficiente em Estados cruciais para possivelmente reunir os votos necessários para conquistar a reeleição. Uma vitória de Biden é considerada favorável para os mercados devido a expectativas de um maior pacote de estímulo e melhores laços comerciais com os EUA. Uma pesquisa da Reuters mostrou que as moedas da América Latina devem avançar ligeiramente contra um dólar mais fraco com uma potencial vitória democrata nos EUA, mas desafios domésticos continuarão a pesar após uma retomada inicial. Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira Trump ou Biden? Veja como o comércio entre Brasil e EUA pode ser impactado Por aqui, o mercado financeiro passou a projetar inflação acima de 3% em 2020 após 7 meses. Segundo pesquisa Focus do Banco Central, a estimativa para o ano subiu de 2,99% para 3,02%. Já a projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81%. Já o Banco Central endureceu mensagem na ata da última reunião do Copom sobre o eventual espaço para cortar a taxa básica de juros e frisou estar atento à piora do quadro fiscal e suas implicações para a política monetária, destaca a Reuters. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em outubro, para 97,1 pontos, após 5 altas mensais consecutivas, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na cena doméstica, permanecem também as preocupações em torno da trajetória da dívida pública brasileira e capacidade do governo de encaminhar um plano crível de recuperação das contas públicas. A taxa de juros em mínimas históricas também tem contribuído para um câmbio mais elevado, uma vez que tem tornado o país menos atrativo para investidores internacionais, em razão do diferencial de juros na comparação com outras economias, o que reduz o fluxo de dólares para aplicações financeiras no país. Variação do dólar em 2020 G1 Assista às últimas notícias de economia
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Lucro da gigante petroleira Saudi Aramco desaba 44,6% no 3° trimestre com impacto de pandemia
Preços do petróleo se recuperaram apenas levemente nos últimos meses, o que levou a Aramco e outras grandes petrolíferas como Shell e BP a cortar investimentos neste ano e no próximo. Guarda saudita em frente às instalações da petroleira Saudi Aramco, em imagem de arquivo. Amr Nabil/AP Photo A gigante petroleira estatal saudita Aramco reportou nesta terça-feira (3) uma queda de 44,6% no lucro líquido do terceiro trimestre, à medida que a crise do coronavírus continuou a impactar a demanda e pesar sobre os preços do petróleo. Os preços de ações de empresas petrolíferas foram fortemente afetados neste ano, com investidores preocupados com os efeitos da pandemia sobre a demanda por energia e com uma esperada transição no longo prazo para além dos combustíveis fósseis. Os preços do petróleo se recuperaram apenas levemente depois de uma derrocada para os menores níveis em quase duas décadas em março, o que levou a Aramco e outras grandes petrolíferas como Shell e BP a cortar investimentos neste ano e no próximo. Margens mais fracas de refino e em produtos químicos também atingiram o lucro líquido da Aramco, que caiu para 44,21 bilhões de riais (US$ 11,79 bilhões) nos três meses encerrados em 30 de setembro, em linha com a estimativa de analistas de 44,6 bilhões de riais, segundo dados da Refinitiv, mas abaixo dos 79,84 bilhões de riais no mesmo período do ano passado. "Vimos os primeiros sinais de recuperação no terceiro trimestre devido à melhora da atividade econômica, apesar dos ventos contrários que os mercados globais de energia enfrentam", disse o presidente-executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, em um comunicado. As ações da Aramco chegaram a subir 1% após os resultados. Embora com queda de 2,3% no acumulado do ano, a Aramco supera empresas como Exxon , BP e Shell, cujas ações caíram mais de 50%, e Chevron, que caiu 40%. Analistas dizem que isso se deve em parte ao desempenho geral do mercado de ações saudita, no qual a Aramco está listada, mas também ao fato de que a empresa garantiu o pagamento de dividendos. A Aramco disse que distribuirá um dividendo de US$ 18,75 bilhões para o trimestre, em linha com seu plano de pagar um dividendo base de US$ 75 bilhões em 2020. Mas o analista de ações Yousef Husseini, do banco de investimento EFG-Hermes, disse que a Aramco provavelmente terá que aumentar sua dívida no curto a médio prazo, ou cortar ainda mais investimentos, a fim de ser capaz de manter os dividendos, a menos que os preços do petróleo recuperem para pelo menos US$ 55 por barril. Os dividendos da maior empresa produtora de petróleo do mundo, que abriu o capital no ano passado, são críticos para ajudar o governo saudita a administrar seu déficit fiscal. O lucro líquido da Aramco quase dobrou na comparação com os 24,62 bilhões de riais no segundo trimestre, o que a empresa atribuiu aos preços mais altos do petróleo, embora tenha notado que isso foi parcialmente compensado por uma queda nos volumes vendidos. A Arábia Saudita tem cortado sua produção de petróleo desde maio sob um pacto de corte de oferta global entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, um grupo conhecido como Opep +, que visa apoiar os preços. A Aramco teve fluxo de caixa livre de US$ 12,4 bilhões no terceiro trimestre, em comparação com 6,1 bilhões no segundo trimestre. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo
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Bancos já concederam R$ 2,6 trilhões em crédito desde início da pandemia, diz Febraban
Taxas de juros e spread das operações de crédito recuaram desde o início da pandemia, segundo a federação dos bancos. Os bancos brasileiros concederam R$ 2,6 trilhões em crédito no período de março a 23 de outubro, incluindo novas operações, renovações e prorrogações de contratos, informou a Febraban.
De acordo com o levantamento, os dados referentes às três primeiras semanas do mês passado são parciais e contemplam apenas, no caso de pessoa jurídica, os empréstimos e financiamentos com recursos livres, num total de R$ 226,6 bilhões. No caso de pessoas físicas, foram contempladas operações de crédito imobiliário.
Desde o início da crise, o setor prorrogou 15,6 milhões de contratos em dia, que correspondem a um saldo devedor total de R$ 917,6 bilhões. A soma das parcelas suspensas dessas operações totaliza R$ 127,6 bilhões e se refere principalmente ao crédito a pessoas físicas e micro e pequenas empresas.
As concessões para pessoas jurídicas cresceram 36,5% na média por dia útil do período de 16 de março a 23 de outubro deste ano quando comparadas ao intervalo de março a setembro do ano passado, para R$ 8,797 bilhões.
Segundo a Febraban, taxas de juros e spread das operações de crédito recuaram desde o início da pandemia. "Ultrapassamos a marca de R$ 2,6 trilhões em concessões de crédito, o que, de forma clara, revela o quanto os bancos foram sensíveis e proativos nessa crise com medidas concretas de alívio financeiro, em especial às empresas", afirmou o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em nota ao Valor.
"Fizemos, portanto, concessões muito robustas, incluindo recursos novos, renovações e adiamento de parcelas e, ainda, reduzimos as taxas de juros e os spreads, que caíram de forma relevante durante toda a pandemia."
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Bovespa opera em alta com EUA e balanços no radar
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 2,72%, a 93.952 pontos, acumulando perda de mais de 7% na semana. A bolsa de valores brasileira, a B3 opera em alta nesta terça-feira (3), na volta do feriado e com as atenções globais voltadas paras as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Às 10h26, o Ibovespa Ibovespa subia 1,82%, a 95.659 pontos. Veja mais cotações. A temporada de balanços no Brasil também continua no radar, com BB Seguridade e Duratex entre as empresas que divulgaram seus números mais cedo, enquanto Itaú Unibanco, IRB Brasil RE, TIM e Minerva estão entre as companhias que apresentarão resultados após o fechamento do mercado. Já o dólar é negociado em queda nesta terça-feira, abaixo de R$ 5,70. Na sexta-feira, a bolsa brasileira fechou em queda de 2,72%, a 93.952, no patamar mais baixo desde 29 de setembro. O Ibovespa acumulou queda de 7,39 na semana e terminou o mês de outubro com perda de 0,88%. No ano, o tombo é de 18,91%. A partir desta terça-feira, a B3 passa a fechar às 18 horas, acompanhando a saída dos EUA do horário de verão. Trump e Biden disputam eleitores em votação histórica, nos Estados Unidos Cenário externo e local O presidente norte-americano, Donald Trump, está atrás de seu adversário democrata Joe Biden nas pesquisas nacionais, mas Trump está perto o suficiente em Estados cruciais para possivelmente reunir os votos necessários para conquistar a reeleição. Uma vitória de Biden é considerada favorável para os mercados devido a expectativas de um maior pacote de estímulo e melhores laços comerciais com os EUA. Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira Trump ou Biden? Veja como o comércio entre Brasil e EUA pode ser impactado Por aqui, o Banco Central endureceu mensagem na ata da última reunião do Copom sobre o eventual espaço para cortar a taxa básica de juros e frisou estar atento à piora do quadro fiscal e suas implicações para a política monetária. Na agenda de indicadores, o mercado financeiro passou a projetar inflação acima de 3% em 2020 após 7 meses. Segundo pesquisa Focus do Banco Central, a estimativa para o ano subiu de 2,99% para 3,02%. Já a projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81%. Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em outubro, para 97,1 pontos, após 5 altas mensais consecutivas, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na cena doméstica, as preocupações dos investidores seguem em torno da trajetória da dívida pública brasileira e capacidade do governo de encaminhar um plano crível de recuperação das contas públicas. Variação do ibovespa em 2020 G1 Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
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